Brincar ao ar livre: “Há uma excessiva protecção das crianças que, no fundo, as limita”

Junho 12, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criabnça, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de maio de 2019.

De acordo com o relatório Playtime Matters, publicado pela organização Semble, 61% dos professores à escala mundial considera que brincar ao ar livre está relacionado com o bem-estar das crianças.

Teresa David

Subir e descer árvores, jogar à apanhada ou construir abrigos – há inúmeras brincadeiras que se podem fazer ao livre, mas poucas crianças o fazem. De acordo com o relatório Playtime Matterspublicado pela Semble, a uma escala global, 40% dos professores do 1.º ciclo do ensino básico afirmam que as crianças nas suas turmas têm menos de 30 minutos de recreio ao ar livre num dia normal de escola e 61% dos inquiridos considera que brincar ao ar livre tem uma relação directa com o bem-estar das crianças.

“O défice de atenção e a hiperactividade são doenças que estão a ser muito faladas e debatidas e há um número elevado de crianças que estão na escola e que estão sob o efeito de medicamentos”, diz Mónica Franco, uma das fundadoras do Movimento Bloom, uma associação ambiental sem fins lucrativos, que tem como objectivo ligar as crianças e as famílias à natureza. Segundo a mesma, “o ar livre tem essa capacidade de trabalhar com as crianças sem que elas estejam sob o efeito de nada”.

Há um ano, o Movimento Bloom criou a Escola da Floresta Bloom – um projecto que disponibiliza actividades para escolas e famílias e que pretende (re)ligar as crianças à natureza. De acordo com Mónica Franco, os professores que levam os seus alunos à Escola da Floresta, em Sintra, “ficam estupefactos com as diferenças que tem o facto de lhes ser dada a oportunidade de estar determinado tempo ao ar livre”, diz. “São crianças que depois têm um comportamento melhor e que melhora na sala de aula”, garante.

Estar na natureza e brincar de forma não estruturada, isto é, quando se permite que a criança descubra os objectos e o mundo à sua volta de forma livre, “é uma oportunidade de testarem os seus limites, de resolverem os seus problemas, os seus conflitos, de ultrapassarem as suas limitações e, portanto, contribui para aquilo que são chamadas as soft skills”, explica Mónica Franco. Esta forma de brincar pode também ajudar as crianças “na aprendizagem e a consolidar conhecimentos” já que tem benefícios para a “concentração, fomenta a sua criatividade, imaginação, para além de ser mais divertido”, conclui a representante da associação.

De acordo com o mesmo relatório, 80% dos professores questionados consideram que as crianças da sua escola deviam ter mais tempo para brincar ao ar livre. Apesar de as escolas permitirem os intervalos, “nem em todas as escolas esse intervalo é livre”, afirma a responsável. “As crianças, muitas vezes, não podem usufruir do recreio porque há falta de pessoal e não podem ir até determinadas zonas da escola, não podem subir às arvores. Há uma excessiva protecção das crianças que, no fundo, as limita” esclarece.

Não só os professores estão a impor mais restrições às crianças, mas também os pais. “Hoje em dia há um pavor: não se vê crianças a brincar na rua e mais, não se vê crianças a ser autónomas e a ir de bicicleta ou ir a pé para a escola ou apanhar um autocarro”, constata Mónica Franco que associa este factor à consequente perda de capacidades motoras.

Na opinião de Mónica Franco, os smartphones e outros gadgets electrónicos “limitam muito a criatividade” e retiram tempo à brincadeira, mas é também a intensidade com a que as crianças vivem nos dias de hoje que faz com que sobre pouco tempo para a brincadeira – “Os miúdos saem da escola, têm explicações, têm ATL, têm actividades depois da escola e acabam por chegar a casa com a vida tão estruturada que não há tempo para brincar”, disse.

A Associação Movimento Bloom, com o apoio da Associação Nacional de Professores, organiza em Portugal a campanha internacional “Dia de Aulas ao Ar Livre”, que considera que o tempo dedicado no exterior dentro do horário escolar é das iniciativas mais importantes para combater a crescente crise de problemas relacionados com a saúde mental das crianças e dos jovens. A campanha “tem como objectivo que as crianças tenham pelo menos 60 minutos diários de brincadeira não estruturada ao ar livre. Há muitas que não têm”, remata.

 

 

Criança e Natureza: Vamos permitir que elas se arrisquem durante o brincar?

Maio 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://epoca.globo.com/de 17 de abril de 2017.

Fabio Raimo, instrutor de educação ao ar livre, explica sobre a capacidade das crianças de brincar e calcular riscos: “Ninguém se desenvolve se isolando de riscos”

LAÍS FLEURY

“Não suba nesta árvore, você pode se machucar!” “Não pise nesta pedra, você pode cair!” “Cuidado com a água, você pode escorregar!” são algumas das frases que as crianças, certamente, mais escutam dos pais ou responsáveis quando brincam na natureza. O que os adultos não entendem, muitas vezes, é que essas aventuras oferecem pequenos riscos não prejudiciais às crianças, ao contrário: são fundamentais para seu desenvolvimento, e elas sabem, ainda que inconscientemente, como escolher os riscos de suas brincadeiras.

>> A falta que a natureza faz

Já se sabe que as crianças precisam se movimentar para que possam se desenvolver com saúde e em todo o seu potencial. Especialistas mostram que a relação com a natureza para o desenvolvimento de diferentes habilidades corporais, como pular, escalar, correr, construir, é benéfica e fundamental. Não é mera coincidência o impulso das crianças para exercitar essas habilidades em relação ao caráter expansivo, exploratório, curioso e ativo que permeia a infância.

No episódio A criança que se sente capaz, produzido pelo Criança e Natureza, do Instituto Alana, Fabio Raimo, instrutor de atividades ao ar livre, explica o valor do risco para o desenvolvimento da criança e comenta como o brincar na natureza é a prática mais propícia para empoderar os pequenos ensinando-os a lidar com seus medos, conhecer seus limites e sentir-se capazes e confiantes para interagir em segurança com o ambiente, com as pessoas e com o mundo.

 

 

Voltar a brincar na rua

Novembro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educare.pt/ de 10 de outubro de 2016.

snews

Associação de Leiria lança projeto para que os mais novos brinquem nas ruas e jardins da cidade. São criados grupos comunitários e os adultos são embaixadores do brincar.

Sara R. Oliveira

“Queremos os mais novos a brincar livremente no espaço público, encontrando os amigos de sempre ou fazendo novos amigos, explorando a criatividade e com interferência mínima dos adultos.” Francisco Louro, presidente da associação Ludotempo, de Leiria, explica, em declarações à Lusa, a base do projeto “Brincar na Rua” que pretende recuar aos tempos das brincadeiras ao ar livre. A ideia é que as crianças brinquem nas ruas e jardins, que tenham essa experiência, mas de uma forma adequada aos tempos modernos e com toda a segurança.

O modelo está definido, a iniciativa destina-se a crianças entre os 5 e os 12 anos, e o projeto-piloto será testado num bairro na cidade de Leiria em outubro. Há vontade de replicar o projeto em outras cidades. São criados grupos de brincar comunitários, cada um não deverá ultrapassar as 15 inscrições. Cada grupo será monitorizado por dois adultos formados e certificados pela associação sem fins lucrativos de Leiria. E esses adultos monitores serão os embaixadores do brincar, responsáveis por garantir a segurança dos mais novos, por dinamizar a comunidade. Têm outras tarefas no processo, podem, por exemplo, ativar brincadeiras, mas logo que o façam retiram-se do palco das brincadeiras.

Crescer e aprender a brincar é também um dos motores do projeto. A associação sabe que os mais novos passam muito tempo fechados em casa à volta dos aparelhos tecnológicos e, além disso, auscultou a comunidade local. As conclusões são claras: 85,7% dos pais querem dar prioridade às atividades ao ar livre, 69,8% das crianças gostariam de brincar na rua, 58,9% dos pais querem espaços infantis onde os filhos possam brincar em segurança. Indicações importantes e que dão força à iniciativa.

“O grande bastião do projeto é a segurança das crianças”, refere, à Lusa, o responsável pela Ludotempo. E isso é assegurado por um sistema de geolocalização. “Este sistema permite definir um perímetro de segurança e se por alguma razão extraordinária, a criança se afastar, o sistema emite um alerta imediato e os monitores sabem que a criança saiu do perímetro de segurança e conseguem localizá-la”, explica Francisco Louro.

“Brincar na Rua” é um projeto de inovação social e foi reconhecido como uma das dez melhores iniciativas nacionais de 2016 pela Fundação Calouste Gulbenkian. Está nas mãos da Ludotempo e conta com as parcerias da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, da câmara local, da União de Freguesias de Leiria e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

http://www.ludotempo.pt/

Pais e professores devem levar as crianças para a rua

Setembro 17, 2016 às 5:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://observador.pt/de 9 de setembro de 2016.

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Conhecem-se os benefícios de as crianças passarem menos tempo em espaços fechados. Mas, o que podem os pais e as escolas fazer? A solução passa por estimular a brincadeira e até a aprendizagem na rua.

O consenso existe e poucas dúvidas subsistem sobre este tema: é importante que as crianças brinquem mais e, de preferência, ao ar livre. Os benefícios são muitos, não só em termos físicos mas também cognitivos e emocionais. Ainda assim, são escassas as medidas institucionais para incentivar esta prática entre nós.

Luís Ribeiro, presidente da Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI), reconhece isso mesmo: “Podemos dizer que faz parte da retórica do discurso, quer dos professores quer da administração educativa, mas não das suas práticas. Embora os currículos incluam o ensino experimental e a atividade física e desportiva nos respetivos programas, particularmente no primeiro ciclo, a verdade é que raramente foram implementadas políticas educativas que o favorecessem.”

Concretamente, o responsável lamenta o “cada vez maior enfoque social em áreas como a matemática e a língua materna, e a sua consequente hipervalorização no currículo, empobrecendo e estreitando as práticas educativas ao ler, escrever e contar, remetendo-se as atividades ao ar livre quase exclusivamente para os intervalos da componente letiva e sem a importante mediação do educador ou professor”. Segundo Luís Ribeiro, esta tendência revela-se até na educação de infância, em que “a prática educativa de rua, centrada em atividades de experimentação e de envolvimento com a natureza, tem vindo a perder lugar”.

A consequência disto tudo ficou bem patente nos resultados de um estudo levado a cabo pela marca SKIP no nosso país, segundo os quais cerca de 70% das crianças portuguesas passa menos tempo ao ar livre por dia do que os 60 minutos recomendados para os detidos em prisões. Foi precisamente para ir ao encontro desta necessidade que SKIP criou o movimento Dia de Aulas ao Ar Livre, a realizar no dia 6 de outubro, aberto a todas as escolas, professores e pais que queiram subscrever e aderir.

O objetivo é simples: proporcionar que todas as crianças possam ter um dia de aulas no exterior. Por considerar que brincar ao ar livre é fundamental para a aprendizagem de valores como a resiliência, o trabalho em equipa, a liderança, a criatividade e o desenvolvimento motor, a marca pretende não só proporcionar um dia diferente às crianças como sensibilizar a sociedade a questão.

1  Ensinar na rua

Também para Diogo Castro Pereira, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica/Jardim de Infância do Alto de Algés, “os professores deveriam poder sair para a rua com as crianças e mostrar, exemplificando, algumas das matérias que pretendem lecionar”. Isto porque “o português, o estudo do meio e a matemática estão por todo o lado à nossa volta, dentro e fora de casa, é só uma questão de saber adequar um bom exemplo a uma matéria que ficará na memória das nossas crianças”, justifica.

O responsável acredita que “cabe aos pais em casa e aos responsáveis pelos planos pedagógicos inovar e procurar novas maneiras de ensinar, brincando”. Desta forma, será possível que as crianças estejam mais aptas a “aprender sem pressão, descontraídas e com uma abertura para assimilar diferente daquela que têm em sala”.

E, mesmo sabendo que esta lógica não pode ser aplicada a tudo, salienta que “temos de perceber e melhorar os nossos programas curriculares, que por vezes parecem feitos por quem nunca saiu da cidade, abriu uma janela ou saiu pela porta para viver e sentir o que se passa lá fora em todas as estações do ano”.

2  Arquitetura desadequada

Para potenciar o contacto dos mais novos com o ar livre, entende que as escolas com espaço disponível “podem criar recreios mais adequados à liberdade das brincadeiras, ainda que com supervisão”. Aliás, na sua perspetiva, uma das razões que mais impede as crianças de passarem tempo no exterior prende-se com questões de construção: “A arquitetura da nossa escola e de muitas escolas do nosso agrupamento não foi feita para essa vertente. Muito betão, muita arquitetura minimalista e pouco adequada às idades e ao local onde está implantada a escola.”

Nas suas palavras, esta é uma questão específica que tem vindo a ser debatida nos últimos anos, já que “o espaço de recreio é demasiado exposto aos elementos atmosféricos, não dando a proteção necessária quando chove ou quando está muito sol e calor”. Como consequência, refere que a associação a que preside “já apresentou várias propostas às entidades responsáveis pelo espaço, no caso a Câmara Municipal de Oeiras, e irá continuar a insistir até que se consigam melhorar as condições atuais do recreio da escola”.

3   Alterar a situação

Também Luís Ribeiro clama por maior integração da vida real nos programa escolares: “Na educação de infância e no primeiro ciclo do ensino básico é muito importante que os docentes compreendam que o currículo tem uma natureza holística, quer isto dizer que, na sua operacionalização, todas as áreas do saber devem ser abordadas de forma transdisciplinar, ou seja, devem fazer-se sistematicamente pontes entre elas, para dar sentido ao que os alunos aprendem.” Por outro lado, considera “fundamental compreender que as aprendizagens devem partir do que as crianças sabem e dos seus contextos de vida, pois essas aprendizagens tornam-se, assim, significativas para elas”.

Na sua opinião é igualmente relevante que as escolas entendam a importância que a brincadeira tem no desenvolvimento das crianças. Nesse sentido, defende que “na gestão dos horários dos alunos e das atividades de apoio à família/enriquecimento curricular, o brincar deve assumir uma centralidade inequívoca, evitando-se uma extensão do academicismo escolar até às 17h30 ou 18 horas”.

No mesmo sentido, sustenta que “sobrecarregar os alunos do primeiro ciclo com trabalhos para casa será sempre uma estratégia errada e deslocando para o espaço familiar a lógica escolar, quando seria muito mais importante, sobre qualquer ponto de vista, fortalecerem-se as dinâmicas familiares”.

A este propósito, Luís Ribeiro elogia a decisão do Agrupamento de Carcavelos, que aboliu as retenções e os TPC, considerando-a “um excelente exemplo de como uma escola e os seus professores podem construir lógicas organizacionais alternativas”. Mas lamenta a forma como a administração pública olha para as escolas e para a sua autonomia: “Uma retórica pura que não tem consequência entre o que se diz e o que se legisla, ou entre o que se legisla e na verdade se decide, impedindo que estes exemplos se possam disseminar e coartando a transformação da escola.”

4   O papel dos pais

Além das escolas e professores, cabe também aos pais fazer algo para que os filhos não fiquem horas fechados em casa. De acordo com Diogo Castro Pereira, “aqueles que deveriam brincar mais com as crianças, estimulando-as e ensinando algumas das brincadeiras que faziam ao ar livre em criança, não o fazem”. E questiona: “Quantas vezes nos deparamos com crianças a quem nunca ensinaram ou mostraram como se pode brincar ao ar livre?”

Ao mesmo, retira a culpa tantas vezes atribuída aos gadgets eletrónicos, lembrando que “a tecnologia não pode ser desculpa para tudo, pois esta existe para otimizar e melhorar as nossas tarefas, até as tarefas de pai. Só temos de saber separar as águas e não deixar que sejam impeditivas. Por exemplo, hoje temos a facilidade de poder ler uma mensagem de e-mail no telefone, sem ter de ir a casa ou ao escritório, mas se calhar não o devemos fazer quando esse tempo poderá ser dedicado aos nossos filhos.”

Por também ser pai sabe bem do que fala e sublinha que “ninguém é perfeito”, admitindo que “a correria do dia-a-dia contribui para isto”. A terminar deixa mesmo uma chamada de atenção: “Temos de olhar um pouco para nós e para o legado que estamos a deixar aos nossos filhos, pois será isso que eles irão transmitir à geração seguinte.”

5   O Dia de Aulas ao Ar Livre na voz da ANP

Em entrevista ao Observador, Paula Figueiras Carqueja, Presidente da Associação Nacional de Professores, revela a importância deste tipo de ações para as crianças.

O que trazem de fundamental iniciativas como esta do Dia de Aulas ao Ar Livre?

Todas as iniciativas que promovem ou promovam atividades lúdicas às crianças são sempre bem-vindas. A iniciativa da marca SKIP em que convida a comunidade educativa a levar a escola para “a rua”, sair da sala de aula, adaptar e conciliar as aprendizagens, o conhecimento à realidade, ou seja aliar a teoria à prática de uma forma lúdica, desenvolve o poder de investigação, de associação, o espírito crítico e o interesse pelo meio ambiente, pela realidade global que os rodeia e na qual estão inseridas.

O mais interessante desta iniciativa é o consciencializar para uma aprendizagem fora da sala de aula utilizando todos os recursos existentes no exterior, ao ar livre, seja um pau para desenhar, seja para a construção de uma espada, seja para ouvir o chilrear dos pássaros (…).

As nossas crianças, hoje, são os cidadãos/cidadãs com o horário laboral diário dos mais preenchidos na nossa sociedade, a escola a tempo inteiro.

Para além da atividade curricular obrigatória (5 horas) têm tarefas extracurriculares, natação, línguas, dança, artes marciais, ficando sem tempo para simplesmente brincar, pegar numa boneca e conversar com ela, pegar num carrinho e jogar. Estes são momentos emocionais importantes para o seu desenvolvimento integral, para aprender a lidar com a frustração, e as capacita a serem mais autónomas e perseverantes.

A nossa sociedade não está consciente da importância do brincar. Quando uma criança brinca desenvolve competências, nomeadamente físicas, mentais e emocionais, para além de se consciencializar do que a rodeia e ficar mais preparada para enfrentar situações adversas, tornando-a resiliente.

Benefícios do ensino ao ar livre

  1. Melhor apreensão do meio ambiente;
  2. Melhor qualidade na aprendizagem sensorial;
  3. Promoção de estratégias de ensino/conhecimento, aplicadas em contexto real, obtendo melhores resultados de aprendizagem;
  4. Com o movimento “Dia de Aulas ao Ar Livre”, as crianças desfrutam de uma experiência única de conhecimento de forma lúdica.

O que motivou a ANP a associar-se a esta iniciativa?

Um dos objetivos da Associação Nacional de Professores passa por apoiar e promover a realização de ações que contribuam para a dignificação da pessoa humana, objetivo essencial de todo o processo educativo.

Atenta a iniciativas que vão ao encontro do objetivo mencionado, a ANP aceitou participar e envolver-se neste movimento promovido pela marca SKIP. Consideramos uma oportunidade para um envolvimento a nível nacional das escolas e das famílias, de toda a comunidade educativa, neste Dia de Aulas ao Ar Livre, pela sensibilização da importância do brincar através de uma prática efetiva e, num só tempo, participar em práticas pedagógicas diferenciadas e de trocas interpessoais, usufruindo do património local.

Como é que escolas e professores podem pôr em prática este desafio no dia 6 de outubro (e depois replicar noutros dias)?

Observando o espaço onde está inserido o estabelecimento de ensino, o que rodeia, o que existe à sua volta (fotografar, filmar, desenhar ou simplesmente observar e relatar as observações), registando e identificando os ruídos locais, descobrindo os seres vivos, ente outras tantas coisas como correr, saltar, pintar, jogar…

Consulte aqui a lista das escolas que aderiram a este movimento.

 

 

 

Crianças que se sujam a brincar são mais felizes

Julho 10, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Observador de 24 de junho de 2016.

observador

OBS Lab

Se os seus filhos costumam sujar-se quando brincam, não os repreenda. Significa que estão a fazer o que é suposto, explorando o ambiente que os rodeia. E como resultado, são muito mais felizes.

Quase sempre, o rosto da criança que chega a casa com a roupa suja e os joelhos arranhados depois de brincar traz um sorriso. Já reparou? A explicação é simples: brincar ao ar livre é das melhores coisas que há. E é também, segundo diversos estudos, um promotor da felicidade.

Para perceber melhor esta ligação falámos com Helena Águeda Marujo, professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e uma das principais investigadoras em Portugal na área da Psicologia Positiva. Nas suas palavras, “a importância da brincadeira ao ar livre para o desenvolvimento de crianças felizes é extrema, até mesmo vital”.

Brincar é fundamental para a saúde física, cognitiva, afetiva e relacional das crianças, sendo que estes benefícios tendem a fazer-se sentir ao longo da vida. Segundo a docente, as mais-valias da brincadeira “têm sido documentadas por inúmeras investigações científicas ao longo de décadas”, de tal maneira que “parece estranho estarmos a caminhar para sociedades que limitam o brincar ao mínimo”. Contrariando a tendência que se vive atualmente, reforça que “a escola é apenas uma parcela da vida, e cada vez com menos peso se não for entendida de forma holística, global, integradora, formadora do caráter e das virtudes, ensinando até a felicidade”.

Sujidade é descontração

Brincar ao ar livre tem quase sempre como consequência roupas e mãos encardidas. Mas quando se diz que uma criança suja é uma criança feliz, não se está a usar apenas uma forma de expressão. Trata-se de algo concreto em termos biológicos.

De acordo com a professora, que é igualmente presidente da Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em psicologia positiva, a brincadeira no exterior, nomeadamente em contacto com a natureza, tem implicações ao nível de neurotransmissores como a serotonina. “As emoções positivas que advêm de brincar nestas condições estimulam até o sistema imunitário, em vez de o enfraquecer como muitos pensam”, afirma, explicando que “a serotonina está associada a este brincar no exterior, sujar e desorganizar a arrumação da vida certinha e limpinha”.

Para a especialista, “o prazer que uma criança tem ao enfiar os pés nas poças, sujar-se na terra, moldar bolos de areia ou a fazer carreiros de água alimenta um lado do desenvolvimento que não se pode perder”.

Paralelamente, algumas investigações vieram reforçar a convicção de que brincar na natureza tem efeitos benéficos ao nível da serotonina. Uma dessas pesquisas foi levada a cabo na Universidade de Bristol, no Reino Unido, tendo concluído que uma bactéria presente na terra (a Mycobacterium vaccae) ajuda a ativar aquela substância, contribuindo para a regulação do humor, sono e apetite.

Felicidade a brincar

O que não falta são motivos que atestam a importância da brincadeira no desenvolvimento de criança felizes. De acordo com a também coordenadora da Plataforma para a Felicidade Pública, da Universidade de Lisboa, “a felicidade está fortemente associada a tempo passado com amigos, atividade física e tempo lúdico e de lazer”. Entre as várias razões, destaca os benefícios do sol, que estimula a produção de vitamina D, essencial ao desenvolvimento dos ossos e dentes, mas que também ajuda na melhoria do humor e consequente diminuição da depressão.

Por outro lado, recorda que “a beleza da natureza e o ar não poluído têm aparecido na investigação científica como associados ao bem-estar”. “A nível físico até a visão melhora, por permitir um constante movimento e adaptação dos músculos oculares a diferentes distâncias, o que não acontece quando se está a olhar para um computador ou outro tipo de ecrã durante horas”, frisa.

Sabe-se ainda que a capacidade de foco das crianças que brincam no exterior é maior, o que acaba por beneficiar o seu desempenho escolar. Helena Águeda Marujo justifica a relação: “Fora de paredes os comportamentos podem ser mais ruidosos e expansivos, mais divertidos e menos estruturados. Tudo isto é fundamental para termos crianças felizes e saudáveis e, por isso, sociedades felizes e saudáveis.”

Dar autonomia aos mais novos

Acima de tudo, é importante “normalizar o sair de casa”, diz a professora de psicologia, referindo o facto de Portugal ter sido considerado o quarto país mais seguro do mundo. Acredita que “o medo e a desconfiança em deixar brincar fora de casa é muitas vezes uma justificação simples para razões mais complexas, impedindo a experimentação e a autonomização dos mais novos”.

Dito de outra forma, “temos receio de dar autonomia aos nossos filhos”. “É uma forma de poder como qualquer outra, e é mais fácil limitar e impedir essa autonomização do que a apoiar e guiar em passos pequenos para ir sendo gerida da melhor forma pelas crianças e jovens”, constata. Para ajudar as famílias a encontrar tempo para as saídas, deixa um desafio, que passa pela “hierarquização do essencial”: “Será preferível ter a casa toda arrumada ou sair meia hora até ao parque com os filhos?”

Mas nem tudo é mau e a sociedade parece estar a tomar consciência da situação em que se vive atualmente. Na perspetiva de Helena Águeda Marujo, está a assistir-se a um “investimento recente em muitas áreas geográficas, mesmo nas grandes cidades, em espaços de lazer comum e que permitam atividades ao ar livre”.

A também autora de diversos estudos e obras sobre psicologia positiva acredita que esta aposta “deverá minimizar a queixa de muitos pais de que não têm fácil acesso a zonas de natureza”. Tal é mesmo importante. Afinal, como escreve Mia Couto em Pensageiro Frequente, “ser menino é estar cheio de céu por cima”.

Este artigo foi desenvolvido ao abrigo da parceria entre o Observador e a SKIP.

10 Aspetos que melhoram em crianças que brincam

1 – Socialização e criatividade. Estar sentado e inativo é um problema sério na atualidade. Segundo Helena Águeda Marujo, “estamos a potenciar uma geração não sociável, inativa e até não imaginativa”. Mas a brincadeira em espaços abertos e na natureza “traz recursos imprevistos e estimula formas de brincadeira desestruturada, essencial para desenvolver a imaginação e a criatividade”.

2 – Desenvolvimento de competências físicas. Coordenação, musculação, estiramento e equilíbrio são alguns dos aspetos essenciais para a saúde motora que acabam por ser desenvolvidos com a brincadeira. “Crianças que brincam menos ao ar livre têm mais propensão para ter problemas de excesso de peso”, acrescenta.

3 – Menos problemas de comportamento. Resultados de estudos recentes evidenciam o “impacto interessante de atividades na natureza na melhoria do comportamento de crianças ditas hiperativas e desconcentradas”.

4 – Maior autoconhecimento. “A exploração e os comportamentos com algum risco controlado, como subir pedras, saltar pequenos ribeiros ou subir árvores permitem a aprendizagem e o autoconhecimento de forças e limitações a melhorar”, sustenta a especialista.

5 – Autodeterminação estimulada. O contexto das brincadeiras permite mais oportunidade para as crianças “guiarem as suas próprias ações, fazerem escolhas e terem consciência espacial e corporal”.

6 – Consciência ecológica apurada. “As crianças com tempo e oportunidade para brincar fora de paredes tendem também a evidenciar um maior apreço pela natureza e pelos animais, aspeto essencial numa sociedade que precisa de voltar a cuidar de forma determinada da sustentabilidade e da ecologia.”

7 – Mais experiência de amor. Brincar em espaços confinados ou através de plataformas virtuais “faz perder alguns dos mais essenciais fenómenos psicológicos”, nomeadamente o contacto ocular, o toque ou o rir em conjunto que são “essenciais até para a experiência de amor”, diz, citando a autora norte-americana Barbara Fredrickson.

8 – Capacidade de empatia desenvolvida. Brincar com outras crianças ajuda também no desenvolvimento moral através da perceção de modelos, aprendizagem de regras sociais e até promoção da empatia.

9 – Melhores perspetivas de futuro. Até as perspetivas de futuro revelam-se diferentes para melhor em crianças com brincadeira de exterior nas suas vidas.

10 – Mais competências linguísticas. A investigação tem vindo a mostrar que além de estarem em melhor forma física, as crianças que brincam no exterior têm também melhores competências linguísticas

 

Conversas “Libertem as crianças” no Jardim da Estrela dia 5 de julho

Julho 2, 2016 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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conversas

mais informações:

http://observador.pt/eventos/conversas-observador-libertem-as-criancas/

 

Investigador defende mais tempo em família do que na escola

Março 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://lifestyle.sapo.pt/ de 19 de fevereiro de 2016.

José Coelho LUSA

O investigador Carlos Neto defendeu esta sexta-feira que as crianças já passam muito tempo na escola e que o importante é discutir um novo modelo de trabalho dos pais.

“As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus”, disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família.

Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza.

A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar “a escola a tempo inteiro” a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano.

“Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação”, afirmou, defendendo que sobra “muito pouco tempo para criar um equilíbrio” entre o que é espontâneo e o que é organizado.

“Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família”, indicou.

O que está em causa, sublinhou, é “uma repartição do tempo entre a família e a escola”, é a criança ter mais espaço natural com os amigos, “poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa”.

Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de “sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção”.

As atividades extracurriculares, frisou, “não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins”.

Cair, escorregar, equilibrar-se, são atividades que “devem fazer parte da adaptação ao mundo”, sustentou: “As crianças têm hoje super agendas, é preciso suavizar isso”.

Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. “É preciso audácia política para fazer isto”.

A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança.

“As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro”, lamentou.

De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente “excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas”, que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente.

“As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano”, alertou o investigador.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

 

 

16 of the Coolest Playgrounds in the World

Fevereiro 15, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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The modern playground is, to be honest, sort of boring. The bright-colored, safety-engineered plastic of cookie-cutter prefabricated jungle gyms can’t make up for the thrilling fun of admittedly rickety seesaws, slick metal slides that burned on sunny days, and super-fast merry-go-rounds.

And that’s terrible for kids. Scientists have found that playing is integral to developing a healthy brain and body. One 2011 study from a pair of Norwegian psychologists concluded that taking risks (and overcoming them) during play is an important part of child development, and that preventing children from encountering risks may lead them to develop anxiety. Thus, playgrounds where children can climb high, spin fast, and potentially hurt themselves aren’t just more fun—they’re better for childhood development.

A diverse range of playground activities is also important to keep kids active, which improves motor skills and combats childhood obesity. In a study of schoolchildren in Denmark, concrete play areas encouraged much less movement than other playground types. Children playing on paved surfaces that weren’t marked for any specific games, like basketball, tended to stay sedentary, while kids moved more on grass and play equipment.

Luckily, while most playgrounds have traded fun for lawsuit protection, there are still a few places in the world where unfettered childhood joy is possible. Here are some of the coolest playgrounds from around the globe.

Veja mais AQUI.

Crianças que não brincam na natureza, não se preocupam em protegê-la, diz artigo

Dezembro 2, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://ciclovivo.com.br  de 17 de novembro de 2015.

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Os ativistas ambientais costumam ser pessoas que passaram a infância imersos na natureza.

Se um futuro melhor depende das gerações que ainda estão por vir, então algumas coisas precisam mudar. Em artigo escrito por George Monbiot no jornal britânico The Guardian, o autor coloca em cheque as consequências da falta de contato das crianças atuais com a natureza.

A cada ano que passa, as crianças estão mais presas dentro de suas casas. Segundo Monbiot, no Reino Unido, apenas uma em cada dez crianças têm o hábito de praticar atividades ao ar livre em ambiente natural. Em contrapartida, os adolescentes que têm entre 11 e 15 anos gastam metade do dia em frente a uma tela, seja ela de computador, televisão ou smartphone. A situação é semelhante em diversas partes do mundo.

O autor cita várias hipóteses para essa mudança. Enquanto nas décadas passadas as crianças tinham mais autonomia para brincar na rua e até mesmo se deslocarem sozinhas, hoje os pais têm que lidar com o medo da violência, do trânsito e de pessoas estranhas. Assim, ficar dentro de casa é a opção mais prática, mas não a melhor delas.

Monbiot coloca esse novo hábito “doméstico” como algo perigoso, principalmente para a saúde. A inatividade dos jovens resulta em doenças como diabetes, obesidade, raquitismo e declínio das habilidades cardio-respiratórias. Muitos desses problemas seriam evitados se as brincadeiras em meio à natureza fossem mantidas, como é possível concluir em um estudo conduzido pela Universidade de Illinois, nos EUA. A pesquisa sugere que brincar na grama, entre árvores, ajuda até mesmo a reduzir os sintomas do déficit de atenção e dos problemas de hiperatividade.

Além da saúde, a falta de contato das novas gerações com a natureza pode se transformar em um problema muito maior. Como ter cuidado ou se preocupar com algo que você não conhece e não tem intimidade? Esta é a questão levantada pelo britânico. Para ele, os ativistas ambientais costumam ser pessoas que passaram a infância imersos na natureza. “Sem um sentimento pelo mundo natural e sua função, sem uma intensidade de envolvimento nas experiências da infância, as pessoas não vão dedicar suas vidas à proteção”, conclui o artigo.

Clique aqui para ler o artigo.

Redação CicloVivo

 

 

Incentivar as crianças para actividades ao ar livre – Vídeos

Julho 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.edutopia.org de 20 de junho de 2014.

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June has just been proclaimed Great Outdoors Month, and for many, school is out and the weather is hot. We hear over and over in the news media that kids these days just want to stare at their devices instead of going outside and getting exercise and fresh air. And it’s true that today’s sedentary lifestyles have made it so this generation is the first to have a shorter life expectancy than their parents. If that’s not enough to get you and the kids in your life off your couches and into the wild, here are a few videos to make the case for the value of connecting kids to nature.

Video Playlist: The Great Outdoors

Watch the player below to see the whole playlist, or view it on YouTube.

http://www.youtube.com/watch?v=Lc2W63ZOSp8&feature=share&list=PLvzOwE5lWqhS4-GCHUncapS4f3w8miMFd

Take the Pledge to Be Out There!(01:04)

The National Wildlife Federation is committed to getting kids outdoors with their Be Out There campaign, which has been sharing resources and actively promoting getting kids into nature since 2008.

Project Wild Thing (Official Film Trailer) (02:05)

Project Wild Thing is not just a powerful documentary about the growing disconnect between children and nature, it’s also aiming to become a global movement. Find great activity ideas on their website.

10 Things You Should Know About Forest School (02:16)

Have you heard of waldkindergarten, or forest kindergarten in English? Pioneered in northern Europe in the 1970s, it’s early childhood education that occurs entirely outdoors, no matter the season. A growing number of them are popping up in the US, like this one in Brooklyn’s Prospect Park.

The Importance of Playing With Fire (Literally) (03:08)

A recent article in The Atlantic, “The Overprotected Kid,” discussed how parental anxiety can keep kids from taking the risks that help them learn. This is a trailer for an upcoming documentary about The Land, a Welsh playground featured in the article that prizes independent exploration.

5 Extra Years (01:47)

Designed to Move is a call-to-action to combat rising rates of physical inactivity, put out by a group of organizations spearheaded by Nike, American College of Sports Medicine, and the Council of Sport Science and Physical Education. Research and action toolkit available.

For Inner-City Kids, Time Spent Outdoors Cultivates Confidence (02:18)

But what about the many, many kids who live in urban environments with no easy access to nature? Organizations like Sierra Club have programs like Inner City Outings to get city kids out into the wild, like these third graders from San Diego’s City Heights.

Nature Deficit Disorder: KQED Quest (12:06)

On the long side at 12 minutes and a little old, this segment from KQED Quest is nonetheless worth watching as a great overview on “nature deficit disorder,” a term coined by author Richard Louv in 2006, and the “No Child Left Inside” movement that followed his book’s publication.

Sesame Street: Outdoors with Jason Mraz (02:58)

Just to wrap it up with a bit of fun, this toe-tapping spoof of “I’m Yours” from indie musician Jason Mraz is not only an earworm, it gets my pre-schooler excited to go play outside. Thank you, Sesame Street!

More Resources for Getting Kids Outdoors

Step One: Back away from the computer. It’s terribly hard to unplug, and we’re all guilty of going down the rabbit-hole of mindless internet entertainment. The organizations below have gathered a wealth of resources to help give you ideas for getting kids out into nature. Just don’t spend too much time looking at nature education resources online when the very best advice is really to just turn it off and get out there!

Kick Nature-Deficit Disorder to the Curb: Celebrating Great Outdoors Month,” by Jackie Ostfeld via Huffington Post

Be Out There, National Wildlife Federation

Let’s Move

Project Wild Thing

No Child Left Inside

Inner City Outdoors, Sierra Club

Designed to Move

Outdoors Alliance for Kids

The Wilderness Society

Children and Nature Network

 

 


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