Estudo alerta: Crianças devem ter tempo limitado em frente a ecrãs para evitar obesidade

Dezembro 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://tek.sapo.pt/ de 24 de novembro de 2017.

Um novo estudo mostra que existe uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada em frente à TV, computadores e outros ecrãs. O tempo recomendado para essas atividades é de 90 minutos por dia.

As crianças pequenas vêem, em média, uma hora de televisão por dia, número que sobe para as 7,25 horas quando atingem os 9 anos, sendo que 97% das famílias europeias têm, pelo menos, uma televisão, 72% são donas de um computador e 91% têm acesso a telemóveis.

Um grupo de especialistas europeus em saúde infantil encontrou uma forte ligação entre a obesidade infantil e a exposição prolongada à tecnologia durante os seus anos iniciais e, de acordo com um estudo, agora publicado na revista Acta Paediatrica, cerca de 19% das crianças e adolescentes europeus têm excesso de peso.

Considerando que esta é uma “taxa alarmante”, os investigadores da Academia Europeia de Pediatria e do Grupo Europeu de Obesidade Infantil defendem que os pais devem tentar perceber que impacto podem ter o uso de vários dispositivos e os hábitos alimentares na saúde dos filhos.

O Dr. Adamos Hadjipanayis, líder do estudo e membro da Academia Europeia de Pediatria, defende que “os pais devem limitar a visualização de TV, o uso de computadores e dispositivos similares a não mais do que 1h30 por dia e apenas se a criança tiver mais do que quatro anos de idade”.

Mas, os pediatras também “devem informar os pais sobre o risco geral que o uso destas tecnologias representa para o desenvolvimento cognitivo e físico dos seus filhos”, observa Hadjipanayis.

Para além de limitar o tempo de utilização, os especialistas recomendam que as crianças não tenham televisão no quarto e que os pais devem dar o exemplo, reduzindo o seu próprio tempo de consumo de televisão e afins. Por fim, também aconselham que os iPads, smartphones e televisões não sejam usados como “babysitter”.

O estudo também destacou que o consumo de televisão e redes sociais a horas tardias perturba os padrões de sono dos jovens, o que, por sua vez, pode contribuir para a obesidade.

 

Crianças refugiadas na Suécia estão a cair num estado parecido com o coma e pode ser por medo da deportação

Abril 16, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 3 de abril de 2017.

LOUISA GOULIAMAKI/ Getty Images

As autoridades suecas estão a tentar perceber o que passa com as crianças no país, aparentemente só as refugiadas, depois de 60, só no ano passado, terem entrado numa espécie de estado de coma

Num momento são crianças saudáveis, no outro caem num estado semelhante ao coma. O que muitas, pelo menos, têm em comum é que entre um instante e o outro receberam a notícia da deportação iminente. As autoridades crêem estar perante a “síndrome da resignação”, que as deixa, na descrição da publicação médica Acta Pædiatrica, “totalmente passivas, imóveis, sem tónus, alheadas, mudas, incapazes de comer ou beber, incontinentes e sem reação a estímulos físicos ou dor”.

As crianças ficam incapazes de se deslocarem e até se de alimentarem, tendo de receber a comida através de uma sonda. Vários testes têm demonstrado, no entanto, que não sofreram qualquer lesão cerebral.

A “uppgivenhetssyndrom” parece só afetar a população refugiada e a New Yorker lembra que um fenómeno semelhante foi observado nos campos de concentração nazi, entre os prisioneiros que tinham perdido toda a esperança.

Os médicos acreditam que o fenómeno se trata de uma manifestação do medo de terem de voltar aos seus países de origem, uma teoria reforçada pelas melhoras registadas meses depois de a família obter autorização para permanecer na Suécia.

O artigo da New Yorker citado na notícia é o seguinte:

The Trauma of Facing Deportation

 

 

Ecografias 4D mostram efeitos do tabaco na gravidez

Abril 7, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 24 de março de 2015.

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Estudo inédito prova os efeitos do tabaco no sistema nervoso central dos fetos em formação

A investigação liderada pela investigadora Nadja Reissland, da Universidade de Durham, Inglaterra, usou ecografias 4D para monitorizar o comportamento dos bebés durante a gestação, permitindo aos cientistas perceber que os fetos das mães fumadoras tocavam na cara e mexiam a boca com maior frequência que os das mães não fumadoras. Tipicamente, os fetos reduzem estes movimentos à medida que se desenvolvem, o que significa que o resultado das ecografias pode indicar um atraso no desenvolvimento do sistema nervoso central.

Para a investigação, foram monitorizadas 20 mulheres grávidas, quatro das quais fumavam uma média de 14 cigarros por dia.

Os investigadores pretendem agora dar continuidade ao estudo com uma amostra de maior dimensão.

mais informações na notícia da Durham University

 

Bebés aprendem língua da mãe ainda no útero

Janeiro 11, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Janeiro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

A new dimension on fetal language learning

Romana Borja-Santos

Nas últimas dez semanas de gravidez os bebés aprendem alguns sons básicos da língua nativa e quando nascem entusiasmam-se mais com sons estrangeiros.

Apenas algumas horas depois de nascerem, os bebés podem ainda não falar mas já são capazes de distinguir muitos sons e são até mais sensíveis a idiomas estrangeiros. As conclusões fazem parte de um estudo prestes a ser publicado no jornal científico Acta Paediatrica.

A nova investigação permitiu perceber que os bebés começam a absorver noções básicas de linguagem ainda no útero, sobretudo a partir das 30 semanas de gestação, sendo que uma gravidez normal tem cerca de 40 semanas. Os mecanismos sensoriais que permitem que o bebé oiça são sobretudo desenvolvidos nestas últimas dez semanas, diz o estudo, e à nascença é possível testar um pouco o que ouviram.

“Os sons das vogais numa conversa são os mais altos e o feto foca-se neles ainda no útero”, explica num comunicado Patricia Kuhl, uma das autoras do estudo do Instituto da Aprendizagem e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, acrescentando que a mãe é a primeira pessoa a ter influência neste campo no cérebro do bebé.

Os investigadores acompanharam 80 bebés de ambos os sexos, 40 dos quais em Washington (Estados Unidos) e outros 40 em Estocolmo (Suécia), que tinham nascido há menos de 75 horas e que ainda se encontravam no berçário. Metade dos participantes ficou a ouvir 17 sons de vogais na sua língua nativa e a outra metade 17 na outra nacionalidade, explicou Patricia Kuhl.

Para medir a reacção dos bebés aos sons, os cientistas utilizaram uma chupeta com um sensor ligado a um computador. Quando os bebés sugavam a chucha era emitido o som de uma vogal. Quando paravam o som também acabava e quando voltavam a chuchar era emitido um novo som. E perceberam que os bebés sugavam a chucha mais vezes e durante mais tempo quando as vogais eram pronunciadas na língua estrangeira, o que, explica Kuhl, demonstra que os fetos apreenderam alguns sons no útero da mãe e ainda nas primeiras horas de vida já revelam mais curiosidade em relação a sonoridades novas.

Algumas outras investigações já davam conta da capacidade do bebé para aprender e começar a distinguir alguns sons nos primeiros meses de vida, mas não existiam muitas provas sobre o facto de a aprendizagem da língua nativa começar ainda no útero. “Este é o primeiro estudo que mostra que os fetos têm uma aprendizagem pré-natal sobre sons particulares da língua da mãe”, acrescenta Christine Moon, outra das autoras do estudo e professora de Psicologia na Pacific Lutheran University.


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