Crise e alargamento da escolaridade obrigatória podem aumentar situações de risco de menores

Dezembro 26, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 12 de Dezembro de 2013.

A crise e o aumento da escolaridade obrigatória poderão determinar um aumento das situações de risco de crianças e jovens, admitiram esta quinta-feira responsáveis ligados a esta área, defendendo uma aposta na prevenção dos maus tratos, mas também da pobreza.

“É natural que potencie na medida em que naturalmente a crise implica ‘stress’, dificuldades e pode determinar um aumento das situações, embora não existam dados objetivos que o demonstrem”, disse o presidente da Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens.

Armando Leandro falava à margem do Encontro Regional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco dos Açores, promovido pelo Governo açoriano, em Ponta Delgada.

Segundo o relatório anual, as Comissões de Proteção das Crianças e Jovens em Risco (CPCJR) nos Açores acompanharam em 2012 um total de 3.604 crianças e jovens, mais 452 do que em 2011.

Armando Leandro disse que é uma evolução “tal como no continente”, lembrando que “há casos que não chegam às comissões, porque são resolvidos na primeira linha, como é desejável”.

“De qualquer forma, uma maneira de combater a crise é efetivamente prevenir não só os maus tratos mas também a pobreza como elemento de risco e de perigo e as comissões são fundamentais para o progresso e desenvolvimento humano”, sustentou.

“É preciso que cada vez mais estes direitos passem da lei para a nossa consciência e ação”, frisou.

João Paulo Carreira, procurador da República, coordenador no círculo judicial de Ponta Delgada, salientou que os estudos revelam que “em contexto de especiais carências nota-se um acréscimo de situações problemáticas” que podem conduzir a um aumento também de processos.

Quanto à realidade dos Açores, disse que tal poderá significar que “existe uma maior consciência da comunidade relativamente à denúncia das situações que afetam os direitos e interesses dos menores”.

“É preciso sobretudo investir na prevenção. A educação é uma área primordial de intervenção. Temos de criar uma sociedade onde a educação e a instrução seja valorizada”, disse.

João Paulo Carreira admitiu, por isso, que o aumento da escolaridade obrigatória “é um novo desafio”, pelo que “é preciso criar uma sociedade onde a educação seja valorizada, onde 12 anos de escolaridade não sejam só no papel, sejam de facto uma realidade”.

Com o aumento da escolaridade obrigatória aumentou o universo dos jovens e de situações de perigo, nomeadamente aquelas que comprometem o direito à educação, com destaque para o absentismo escolar, que corresponde a 76,6% (183) dos casos, o abandono escolar com 23,0% (55) e uma situação de insucesso escolar, segundo o relatório anual das 19 CPCJ dos Açores.

A diretora regional da Educação, Graça Teixeira, disse, na sessão de abertura do encontro, que o absentismo e o abandono escolar constituem “uma preocupação muito particular” nas escolas açorianas, frisando que associados àqueles dois fenómenos “estão muitas das problemáticas relacionadas com negligência”.

Graça Teixeira frisou que “nos últimos anos a Direção Regional da Educação, com a revisão do currículo da edução básica e a criação de percursos alternativos e de programas de recuperação de escolaridade, aumento da oferta formativa dos cursos profissionais ou profissionalmente qualificantes e ainda com o seu sistema de ação social escolar, viu já diminuídos os números do abandono escolar”.

No entanto, “muito há ainda a fazer” para superar o desafio, acrescentou.

Mais casos de crianças e jovens em risco nas comissões

Julho 16, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 4 de Julho de 2013.

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Governo quer criar unidade para jovens agressivos

Julho 7, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 25 de Junho de 2013.

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Há em média treze novos cancros pediátricos por ano nos Açores

Fevereiro 28, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio dos Açores de 20 de Fevereiro de 2013.

Há dois a três jovens açorianos até aos 19 anos que morrem de cancro na Região por ano, revelou o Centro de Oncologia do arquipélago ao ‘Correio dos Açores’

Há treze novos cancros pediátricos (dos 0 aos 19 anos) nos Açores por ano e existem actualmente 140 jovens com cancro no arquipélago, anunciou o Centro de Oncologia dos Açores.
Ambos os sexos são diagnosticados com igual frequência (cerca de 6 novos casos por ano em cada um).
Há dois a três jovens açorianos até aos 19 anos que morrem de cancro nos Açores por ano, revela a mesma fonte.
O cancro mais detectado entre os jovens açorianos até aos 19 anos está relacionado com leucemias linfoides, seguindo-se os tumores malignos do cérebro e sistema nervoso central.
São também detectados nos jovens açorianos até aos 19 anos linfomas de Hodgkin, linfomas não Hodgkin e leucemias mieloides.
Em Portugal, surgem anualmente cerca de 350 novos casos de cancro infantil, um número que se tem mantido estável na última década.

Cura possível logo aos primeiros sintomas
Oito em cada dez crianças com cancro podem ser curadas se, aos primeiros sinais da doença, forem encaminhadas para os serviços médicos, disse à agência Lusa a directora-geral da Associação Acreditar.
O alerta da Associação de Pais e Amigos da Criança com Cancro surge a propósito do Dia Internacional da Criança com Cancro, que se assinala este mês.
“Neste dia procuramos chamar a atenção da população e das autoridades de que o cancro infantil é uma doença grave, mas quando o diagnóstico é feito a tempo tem um prognóstico de cura muito maior”, disse a directora-geral da associação.
“Se o cancro for detectado a tempo, em cada dez crianças, oito podem ficar curadas e praticamente sem sequelas”, realçou Margarida Cruz.
“São números animadores e um sinal enorme de esperança para os pais, que ficam tão devastados quando vêem um filho com cancro”, frisou.
Salomé Freitas, 20 anos, sobreviveu a uma leucemia, diagnosticada quando tinha 12 anos.
Quando lhe disseram que tinha leucemia, Salomé temeu o pior: “Senti que a minha vida ia acabar ali, não tive grande esperança”, contou à Lusa.
Depois do diagnóstico da doença, seguiram-se dois anos de tratamento de quimioterapia e, associada ao tratamento, “vierem inúmeros efeitos secundários e doenças secundárias”, disse, confessando que “foi um período um bocadinho conturbado”.
Houve um dia em que os médicos lhe disseram que estava curada: “Foi um processo gradual, fui-me sentindo melhor ao longo do tempo e a minha vida foi voltando à normalidade”.
“Quando me apercebi que estava tudo bem foi uma vitória”, comentou Salomé, que se tornou há dois anos voluntária da Acreditar para ajudar crianças com cancro.
“Neste tempo que tenho feito voluntariado poucas vezes passei o meu testemunho, porque os doentes não querem falar disso”, sublinhou Salomé, que é a prova de que “é possível superar a doença” e “cada vez são mais os casos de sucesso”.
“Mais de 90 por cento das crianças ficam curadas e praticamente sem sequelas”, frisou Margarida Cruz.
Em Portugal, “o diagnóstico é feito, normalmente, com muita rapidez”, mas é preciso sensibilizar os pais, a população e as autoridades para que estejam atentas.
“Procuramos chamar a atenção dos pais, sem alarme, para quando há determinados sinais, como dores de cabeça e nódoas negras recorrentes numa criança, recorrerem ao pediatra para que a doença seja detectada o mais rápido possível e a criança possa ser tratada”, disse a responsável.
Manchas brancas nos olhos, estrabismo súbito, cegueira, abaulamento do globo ocular, febre inexplicável prolongada, perda súbita de peso, palidez, fadiga, sangramento fácil, ossos doridos, dores inexplicáveis nas articulações e costas, fraturas fáceis, mudança ou deterioração da caminhada, equilíbrio ou no discurso ou inchaço na região da cabeça são outros sintomas que devem levar os pais a procurar ajuda médica.
“Muitas vezes, os pais não procuram ajuda por desconhecimento dos sintomas ou receio, por isso é tão importante partilhar os sinais de alerta e as taxas de sucesso no caso de diagnóstico precoce”, sublinhou Margarida Cruz.
Conhecem-se muito poucos factores de risco do cancro pediátrico e os que estão estabelecidos são dificilmente modificáveis.
É considerada uma doença rara, o que dificulta ainda mais a sua caracterização e o estabelecimento de padrões comuns às idades, ao sexo e ao tipo de tumor.
De qualquer modo, muito se evoluiu no combate ao cancro pediátrico, sobretudo no que à terapêutica diz respeito, já que é virtualmente impossível actuar sobre a sua prevenção, isto é, impedir o seu surgimento.
Em muitos casos, as quimioterapias e radioterapias usadas hoje em dia, associadas ou não à cirurgia, são, segundo o Centro Oncológico dos Açores, “muito mais eficazes das existentes há anos atrás, tendo vindo a contribuir para um acréscimo notório da sobrevivência e mesmo para a chamada cura”.
O doente oncológico, pediátrico ou não, “considera-se curado quando o risco, ou probabilidade, de morrer devido ao cancro já não é superior ao risco de morrer existente numa pessoa do mesmo sexo e idade mas sem cancro. Esta cura não é atingida sempre da mesma forma, pois varia de cancro para cancro. Nalguns casos é atingida aos 3 anos após o diagnóstico, noutros aos 5 e noutros aos 10. Cada caso é um caso!”.

Autor: JP/LUSA

Mais de três mil crianças e jovens em risco

Julho 22, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de Julho de 2012.

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Mais crianças nascidas fora do casamento

Julho 3, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 25 de Junho de 2012.

A publicação mencionada na notícia é a seguinte:

Movimento Fisiológico da População 2011

Obesidade infantil. Susto pôs açorianos na linha

Maio 18, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 10 de Maio de 2012.

Por Marta F. Reis,

Prevalência de excesso de peso nas crianças portuguesas parece estar a estabilizar. Mas nos Açores, em 2008 a pior região, caiu a pique

Pode ser só uma das explicações do sucesso, mas os centros de Saúde dos Açores, que são 16, têm mais nutricionistas a trabalhar que as unidades da região de Lisboa e Vale do Tejo. E cada centro de saúde açoriano tem um profissional, portanto cobertura total, e em Lisboa há apenas cinco para 87 centros – um nutricionista para cada 566 mil habitantes. Mas há mais: consultas próprias para combater a obesidade, um programa de saúde escolar que encaminha os alunos com excesso de peso para cuidados de saúde, conversas entre professores, pais e profissionais de saúde. Ontem foram apresentados os resultados da segunda fase do projecto de monitorização do excesso e obesidade infantil “Childhood Obesity Surveillance Iniative” (COSI), uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde na região europeia que em Portugal avaliou 4064 crianças em 2010. Os Açores destacam-se: são a região em que a prevalência do excesso de peso infantil mais baixou entre 2008 e 2010, na obesidade quase para metade.

A nível nacional, a incidência do excesso de peso nas crianças entre os seis e os oito anos – a faixa etária monitorizada em Portugal – caiu dois pontos percentuais, para 30,2%. Os Açores, que em 2008 tinham uma em cada quatro crianças com excesso de peso e 22,7% de crianças obesas, conseguiram aproximar-se da média nacional (ver gráficos). Na prevalência da obesidade estão agora apenas pior que o Algarve, a região que continua a ter os melhores indicadores. “Ficámos muito assustados”, lembrou ao i Rita Carvalho, nutricionista da Direcção Regional da Saúde dos Açores. Quando os resultados da primeira monitorização do COSI em Portugal foram apresentados, a região era camisola amarela no excesso de peso das crianças, dez pontos acima da média nacional. “Já tínhamos uma ideia da enorme prevalência da obesidade. Mais de metade da população açoriana tem excesso de peso, mas, se considerarmos apenas adultos com mais de 40 anos, os pais destas crianças, quase 80% têm excesso de peso.”

Depois dos resultados nacionais, decidiram partir para um rastreio a nível regional – nos Açores, como as amostras do COSI são representativas da população nacional, tinham sido avaliadas apenas 113 crianças. Escolheram o 5.o ano e convocaram todos os alunos. Dois terços, cerca de 3 mil crianças, foram medidas e avaliadas em tempo recorde: um trimestre. Se há 20 anos os Açores tinham 60% das crianças com peso e estatura baixa, hoje é claro que o problema é outro. A sensibilização, explica Rita Carvalho, passa sobretudo por intervir na família, mas também por coisas pequenas como reconhecer a obesidade infantil. “Quando entrámos a primeira vez na escola com maior prevalência de excesso de peso, no Pico, os professores diziam que não tinham o problema. Uma criança é um ser muito magro. Basta ter um ou dois quilos a mais e já é excesso de peso. Às vezes mais três quilos é obesidade, com riscos associados.”

Sedentarismo e alimentação parecem as grandes explicações. Embora os resultados do COSI 2010 ainda não sejam totalmente conhecidos, o relatório de 2008 concluiu que mais de metade das crianças vai para a escola de carro e passa quase quatro horas à frente da televisão mesmo ao fim-de-semana. Alimentos com pouco interesse nutricional, como pizzas ou refrigerantes, têm um consumo mais frequente que sopas e hortaliças.

Teresa Sancho, coordenadora do programa de combate à obesidade infantil da Administração Regional da Saúde do Algarve, reconhece que estas são as causas a combater, algo que o Algarve começou a fazer em 2007, com um programa de combate à obesidade infantil com duas vertentes: a de promoção do estilo de vida saudável e o tratamento, onde entra o aumento de nutricionistas na rede pública. Reúne 24 parceiros, das universidades aos hospitais. Um dos sinais de sucesso no Algarve é a transformação nas cantinas. Os resultados de um programa de sensibilização e avaliação da qualidade das ementas escolares, iniciado em 2005, revelam que em 2010 houve uma melhoria de 60% no cumprimento de critérios de saúde, como todos os pratos terem vegetais ou tantos pratos de peixe como de carne. “As sobremesas doces, que antes apareciam todas as semanas, por vezes mais de uma vez, agora surgem em muitas escolas só duas vezes por mês.”

Também no desporto escolar o salto é grande. O programa Escola Activa arrancou em 2008 e hoje 32 mil alunos algarvios têm cadernetas especiais onde registam a actividade física. Há actividades para pais e filhos e um sistema de autocolantes e prémios para distinguir os melhores resultados. Se podia pensar-se que os resultados se devem à praia e ao bom tempo para desporto ao ar livre, Teresa Sancho lembra que a região é a mais pobre e com mais desemprego do continente. “Queremos acreditar que tem sido esta máquina a compensar a desvantagem dos níveis de pobreza.”

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