Acidentes roubaram a vida a 80 menores

Junho 8, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 23 de maio de 2017.

clicar na imagem

Anúncios

Acidentes e VIH no topo das causas de morte de 1,3 milhões de adolescentes

Maio 20, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 14 de maio de 2014.

o relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Health for the world’s adolescents

adriano miranda

Lusa

Relatório da OMS analisou causas de morte em 2012. Mortalidade caiu 12% desde 2000, um número que é considerado “modesto”.

Cerca de 1,3 milhões de adolescentes morreram em 2012, revela um relatório da OMS, que aponta os acidentes rodoviários como a primeira causa de morte e o VIH como a segunda, estando ainda assim a crescer.

O relatório “Saúde para os adolescentes do mundo” é publicado nesta quarta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima que uma em cada cinco pessoas no mundo seja adolescente, ou seja, há 1,2 mil milhões de pessoas de entre 10 e 19 anos.

Embora a maioria dos adolescentes seja saudável, a OMS alerta que ainda há números significativos de mortes e doenças naquela faixa etária. Só em 2012, revela a organização, morreram 1,3 milhões de adolescentes em todo o mundo, menos do que os 1,5 milhões de 2000.

A taxa de mortalidade naquela faixa etária caiu de 126 para 111 em cada 100.000 entre 2000 e 2012, uma “queda modesta” de 12% que continua a tendência dos últimos 50 anos, conclui a OMS. No relatório, a OMS revela que os acidentes rodoviários são a principal causa de morte a nível global, assim como a segunda causa de ferimentos e deficiência. Os rapazes são particularmente afectados pelos acidentes na estrada, com uma taxa de mortalidade três vezes mais elevada do que as raparigas.

O VIH, que não aparecia entre as causas de mortes adolescentes em 2000, tornou-se agora a segunda mais frequente. A OMS estima que a mortalidade adolescente associada a esta doença esteja mesmo a aumentar nesta faixa etária, ao contrário do que acontece em todas as outras. Isto pode reflectir as melhorias nos cuidados de saúde junto das crianças seropositivas, o que faria aumentar aquelas que chegam vivas à adolescência, admite a OMS. No entanto, nesta faixa etária os doentes não estão a receber o tratamento e os cuidados necessários para sobreviver e evitar a transmissão.

Doenças mentais com grande peso

No relatório, a OMS destaca ainda o “peso elevado” das doenças mentais na saúde dos adolescentes. Globalmente, escreve a organização, a depressão é a principal causa de doença e deficiência nesta faixa etária e o suicídio é a terceira causa de morte. “Alguns estudos mostram que metade das pessoas que desenvolvem problemas mentais tem os primeiros sintomas até aos 14 anos. Se os adolescentes com problemas mentais receberem os cuidados de que precisam, isso pode prevenir mortes e evitar o sofrimento ao longo da vida”, concluem os autores do relatório.

A OMS destaca também uma “redução significativa” das mortes por complicações na gravidez e parto entre as adolescentes desde 2002, particularmente nas regiões onde a taxa de mortalidade materna é mais alta: Sudeste asiático (57%), Mediterrâneo Oriental (50%) e África (37%). Apesar disso, a mortalidade materna ainda é a segunda causa de morte entre as raparigas dos 15 aos 19 a nível global, apenas ultrapassada pelo suicídio.

Novos dados recolhidos pela OMS sobre a saúde dos adolescentes concluem que menos de um em cada quatro faz exercício suficiente – a organização recomenda pelo menos uma hora de exercício moderado a vigoroso por dia, e em alguns países um em cada três é obeso. Por outro lado, há algumas tendências positivas, como a redução das taxas de tabagismo nos adolescentes mais jovens em países de alto rendimento e em alguns de baixo e médio rendimento.

A OMS recorda que a adolescência é um período importante para criar as fundações de uma vida saudável, recordando que muitos dos comportamentos que propiciam as principais doenças não transmissíveis começam ou reforçam-se nesta altura. “Se não forem abordados, os problemas de saúde e comportamentos que começam na adolescência – como o consumo de tabaco e álcool, os padrões alimentares e de exercício – têm um sério impacto na saúde e desenvolvimento dos adolescentes de hoje e potencialmente efeitos devastadores na sua saúde como adultos amanhã”, diz a principal autora do relatório, Jane Ferguson.

O relatório sublinha por isso a necessidade de mais países seguirem o exemplo de Estados como a Índia, cuja estratégia para a saúde dos adolescentes aborda um vasto espectro de questões, como a saúde mental, a nutrição, o consumo de substâncias, a violência, as doenças não transmissíveis e a saúde sexual e reprodutiva.

 

 

Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil

Julho 26, 2012 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

O estudo analisa os últimos 30 anos de violências contra as crianças e adolescentes. Não só a violência letal (homicídios, suicídios e óbitos em acidentes de transporte), mas também as diversas formas de violência (física, sexual, psicológica, etc.) atendidas pelo Sistema Único de Saúde, identificando as circunstâncias e os agressores. São apontadas as principais características da evolução dessa violência em todo o país: nas 27 Unidades Federadas e suas Capitais e também nos municípios com elevados níveis de violência. Nas planilhas separadas, constam os dados de atendimento por violência nos 5565 municípios brasileiros.

Descarregar o documento Aqui

Catorze crianças vítimas de acidentes rodoviários por dia

Outubro 23, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Artigo do Público de 14 Outubro de 2010.

Por José Bento Amaro

As estradas são a principal causa da mortalidade infantil em Portugal, à frente dos óbitos causados por quedas e dos provocados por afogamento.

Todos os dias, há 14 crianças e jovens portugueses que sofrem acidentes rodoviários. Dessas, oito são passageiros de veículos, quatro são peões atropelados e duas conduzem as próprias viaturas. A sinistralidade rodoviária continua a ser a principal causa da mortalidade de menores no país e para tal muito contribui o facto de a maior parte dos automobilistas utilizarem equipamentos de segurança inadequados.

“Mais de 80 por cento das crianças utiliza cadeirinha. No entanto, apenas 40 por cento dessas crianças são transportadas correctamente”, disse ontem em conferência de imprensa, realizada em Lisboa, Sandra Nascimento, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). As cadeiras colocadas de modo incorrecto nas viaturas (com as crianças até aos quatro anos de idade viradas para a frente) ou a não utilização de bancos elevatórios são, muitas vezes, os motivos causadores de mortes ou ferimentos graves entre os mais jovens. A estatística refere, ainda assim, que nos últimos 12 anos as mortes de crianças em consequência de acidentes reduziram-se em 73 por cento.

“As acções de sensibilização e campanhas de promoção de segurança rodoviária são fundamentais para reduzir os números da sinistralidade”, disse a responsável da APSI, lembrando, no entanto, que nos últimos 12 anos, morreram quase mil crianças nas estradas nacionais. Os cálculos, efectuados com base nos dados fornecidos pela Associação Nacional de Segurança Rodoviária, referem ainda que nos anos de 2007 a 2009 perderam a vida, em média, 38 menores e que a cada morte de uma criança há uma correspondência de mais 130 que sofreram ferimentos. Os dados estatísticos portugueses não fazem qualquer referência às pessoas que, em consequência dos acidentes rodoviários, ficam definitivamente incapacitadas.

Na conferência de imprensa realizada ontem (Dia Europeu da Segurança Rodoviária) estiveram ainda presentes o governador civil de Lisboa, um representante da Autoridade Nacional de Prevenção Rodoviária e de um fabricante de automóveis. Todos salientaram a necessidade de reforçar as campanhas preventivas e de informação, dando especial destaque à correcta utilização das cadeiras e cintos de segurança.

Sandra Nascimento, baseada nos levantamentos efectuados pela APSI, informou que o custo das cadeiras não constitui motivo para que os automobilistas não as comprem, uma vez que se é um facto que há equipamentos que quase ascendem aos 500 euros, também existem outros que podem ser comprados por menos de sete.


Entries e comentários feeds.