Escola de Prevenção e Segurança Loures – crianças do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico

Dezembro 7, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Escola de Prevenção e Segurança é um equipamento da Câmara Municipal de Loures dirigido fundamentalmente a crianças do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico.

Tem como objetivo promover a cidadania ativa, ensinando aos alunos as normas e os procedimentos relativos à prevenção e segurança de riscos, no âmbito da proteção civil: sismos, incêndios, cheias e acidentes domésticos.

Esta escola constitui um espaço privilegiado de aprendizagem e entretenimento para as crianças, dispondo de uma área coberta constituída por um amplo pátio central, à volta do qual se distribuem as cinco salas temáticas.

mais informações:

http://www.cm-loures.pt/Media/Microsite/Prevencao/Index.html

Traumatismos e lesões são a principal causa de morte de crianças e adolescentes em Portugal

Junho 19, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 6 de Junho de 2012.

Por Lusa

Os traumatismos e as lesões são a principal causa de morte das crianças e dos adolescentes entre os 0 e os 19 anos em Portugal, segundo o perfil e relatório de Segurança Infantil que será divulgado terça-feira.

O perfil e relatório de Avaliação de Segurança Infantil 2012 vai ser apresentado pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) em Lisboa, em simultâneo com a European Child Safety Alliance (Aliança Europeia de Segurança Infantil), que, no Parlamento Europeu, divulgará dados de mais de 30 países da Europa.

A divulgação dos dados nacionais será feita durante uma conferência comemorativa dos 20 anos da APSI, que se realiza na terça-feira no auditório da Fundação Montepio, em Lisboa, e onde será abordado o papel da associação em matéria de segurança das crianças e jovens em Portugal.

No último relatório da Aliança Europeia de Segurança Infantil, com dados de 2009, Portugal tinha melhorado em matéria de segurança infantil, mas numa lista de 24 países continuava a figurar nos últimos lugares, estando apenas à frente da Grécia.

As classificações são feitas em termos da adopção, implementação e execução de mais de 100 estratégias consideradas eficazes na prevenção de acidentes com crianças, nas áreas da segurança rodoviária, afogamentos, quedas, queimaduras, intoxicações e asfixia, assim como na liderança, infraestruturas e desenvolvimento de competências nesta área.

O mesmo relatório apresentado em Maio de 2009 dava conta que dez mil crianças morrem todos os anos na União Europeia devido a acidentes, o que equivale a 25 mortes por dia.

APSI e INEM dão conselhos úteis para evitar acidentes

Agosto 5, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Em época de férias, a APSI e o INEM juntam-se para dar conselhos sobre como evitar os acidentes domésticos

Os acidentes continuam a ser a maior causa de morte e incapacidade nas crianças em Portugal. Os adultos devem estar vigilantes, mas as crianças são imprevisíveis. O ideal é adaptar a sua casa – e o exterior desta – às características dos mais novos.

Tome nota de alguns conselhos para garantir um Verão em segurança aos mais pequenos, agora que passam mais tempo em casa.

Saiba mais

Quedas mataram 100 crianças em dez anos e levaram ao internamento de 40 mil

Maio 13, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 4 de Maio de 2011.

O estudo mencionado no artigo é o seguinte:

QUEDAS EM CRIANÇAS E JOVENS: UM ESTUDO RETROSPECTIVO (2000-2009)

Por Romana Borja-Santos

No espaço de dez anos, morreram 104 crianças e jovens na sequência de quedas e cerca de 40 mil precisaram de ser internados. Os dados fazem parte de um estudo sobre quedas acidentais ocorridas entre 2000 e 2009 realizado pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

De acordo com a análise feita pela APSI, a partir de dados do Instituto Nacional de Estatística, Organização Mundial de Saúde e Alto Comissariado da Saúde e Observatório da Saúde, isto significa que, em média, cerca de nove crianças e jovens sofrem diariamente uma queda com consequências consideradas graves.

Os dados permitiram também apurar que a maior parte dos acidentes mortais (76 por cento) e dos internamentos (69 por cento) foram no sexo masculino, sendo que o maior número de mortes ocorreu entre os 15 e os 19 anos (24 casos) e entre o um e os quatro anos (19 casos). Já os internamentos ocorreram em crianças mais pequenas, dos zero aos quatro anos e dos cinco aos nove (29 por cento, em ambos os casos.

“Em Portugal, tal como no resto da Europa, as quedas são o mecanismo de acidente mais frequente em crianças e jovens e a maior causa de idas à urgência nestas faixas etárias”, lembra a APSI, recuperando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). E acrescenta que na Europa morrem todos os anos 1500 crianças e jovens entre os zero e os 19 anos na sequência de uma queda.

O trabalho, que resultou de uma parceria com a Century 21, descreve também que, de acordo com a OMS, “até 90 por cento das mortes por quedas poderiam ser evitadas na Europa” através da “criação e manutenção de ambientes e produtos seguros para crianças e jovens”.

Em relação ao tipo de quedas, a APSI conseguiu identificar um padrão para estes acidentes, apesar de só haver dados para metade da amostra no caso das mortes e para 30 por cento dos internamentos: “A maior parte das mortes resultam de quedas de edifícios e outras construções. De acordo com os dados disponibilizados pelo INE (2002-2009), 31 por cento das mortes resultaram de uma queda de edifícios ou outras construções”. “Há ainda a registar sete casos de crianças que sofreram uma queda de um nível para o outro não especificada. (…) São ainda referidas mortes que resultaram de queda de leito, queda de árvore, penhasco, mergulho ou salto para a água, sendo que estas, por razões relacionadas com o segredo estatístico não são possíveis de quantificar”, refere a APSI.

Quanto ao tipo de lesão, a lesão traumática intracraniana é a mais frequente e “as quedas de um nível para o outro representam aproximadamente 61 por cento, sendo que destas mais de metade são quedas de um nível para o outro não especificadas (67 por cento), logo seguidas das quedas de edifícios e/ou outras construções (16 por cento) e quedas de escadas ou degraus (14 por cento)”. Já as quedas ao mesmo nível perfazem 39 por cento dos internamentos, sendo a maior parte por tropeção/escorregão (72 por cento). Apenas nas quedas em buracos ou aberturas as crianças mais velhas são as mais atingidas (a partir dos dez anos).

Em termos de local, 41 por cento das quedas aconteceu em casa e 34 por cento na escola, sobretudo em momentos de lazer e em varandas e janelas. Em casa mais de metade das quedas ocorre com crianças até aos quatro anos e na escola a maior parte dos acidentes são entre os dez e os 14 anos.

“Os resultados deste estudo mostram claramente que as quedas com consequências mais graves estão relacionadas com os espaços construídos e que a construção ainda não salvaguarda de forma eficiente a segurança das crianças. É urgente projectar e construir habitações e escolas adaptadas às características e necessidades das crianças. Só desta forma poderemos reduzir o número de mortes e internamentos resultantes de quedas de edifícios (varandas, janelas) e quedas de escadas. Não só as construções novas, mas também as construções existentes devem cumprir requisitos mínimos de segurança de forma a não apresentarem riscos inaceitáveis de acidente durante a sua utilização”, defende a APSI.

A associação sugere, por isso, “a colocação de guardas eficazes nas varandas e terraços” e “limitadores de abertura nas janelas, bem como cancelas em escadas e que se implemente a Norma Portuguesa para Guardas para Edifícios, publicada em 2009.

Casa deve estar arrumada para evitar acidentes

Dezembro 20, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 12 de Dezembro de 2010.

por Catarina Cristão

Qualquer objecto fora do lugar pode levar a quedas e acidentes graves. Os médicos aconselham espaços próprios  para brincar.

Depois das brincadeiras das crianças, tudo deve ser arrumado e colocado no lugar. Os objectos abandonados no chão podem tornar-se numa armadilha, provocando quedas. O ideal é que sejam guardados numa caixa. “É uma medida fundamental para evitar acidentes”, garante Sandra Nascimento, presidente da APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil).

Segundo a responsável, os cuidados têm de ser redobrados sobretudo quando há irmãos mais velhos em casa. “A mediação dos pais é muito importante. Devem ensinar e explicar à criança mais velha o porquê da necessidade de guardar os brinquedos depois de os usar”, defende Sandra Nascimento.

Mas isso não é suficiente. A partir do primeiro ano de idade, a criança que gatinha ou dá os primeiros passos é muito curiosa. Os pais devem estar atentos e preparar a casa para esta fase do crescimento do bebé.

“Uma das medidas fundamentais é retirar todos os objectos da frente. Criar espaços amplos e próprios para a brincadeira”, aconselha André Graça, pediatra no Hospital de Santa Maria. “Quando começam a dar os primeiros passos, os pais têm logo a tendência de os colocar na aranha. No entanto, este é um assessório que comporta um grande risco e propensão para as quedas, por exemplo de escadas”, alerta o médico.

Segundo a APSI, no primeiro ano de vida, 80% dos acidentes são quedas de sofás, da cama dos pais, do carrinho ou das escadas. A opção recomenda passa pela colocação de cancelas nas escadas ou à entrada e saída das divisões mais perigosas da casa, como a cozinha.

No quarto, deve ter-se especial cuidado em não deixar fios de candeeiros ou outros objectos soltos perto da criança. As tomadas são também dos maiores perigos, uma vez que constituem uma das maiores curiosidades para os bebés. Devem, por isso, estar a mais de 1,50 m de altura e longe da cama ou da cómoda sobre a qual muda o bebé. Ou então protegidas com dispositivos bem adaptados ao seu tamanho e que só possam ser retirados com a ajuda de uma ferramenta própria.

Na cozinha, por outro lado, o especial cuidado vai para os objectos cortantes. É fundamental que as facas, as latas e os copos de vidro estejam fora do alcance de crianças, não só porque podem não saber usá-las convenientemente, mas porque podem querer utilizá-las para imitar os adultos.

Para terminar, a Associação para a Segurança Infantil deixa ainda o alerta de não guardar os medicamentos ou outros produtos tóxicos em recipientes que não sejam os do próprio produto. A criança pode levar uma garrafa de lixívia à boca a pensar que se trata de água ou de sumo.

Símbolo ‘CE’ nos brinquedos não é sinónimo de segurança

Dezembro 20, 2010 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 12 de Dezembro de 2010.

Fotografia Diário de Notícias

Fotografia Diário de Notícias

por Catarina Cristão

Muitos dos brinquedos que chegam a casa podem conter perigos e armadilhas. Um balão rebentado ou um botão de um boneco podem tornar-se um risco se ingeridos. Os pais devem ser os primeiros inspectores, dizem os especialistas, já que a lei é muito permissiva.

Até o brinquedo aparentemente mais inofensivo pode revelar-se uma armadilha. E nesta época de Natal os perigos multiplicam-se, alertam os médicos. Substâncias tóxicas na composição dos brinquedos, peças pequenas que se soltam, podendo ser engolidas, ou fios com tamanho suficiente para se enrolarem à volta do pescoço de uma criança são os maiores perigos. Um olho de um boneco, uma pequena bola ou a roda de um carro, por exemplo, são alguns dos perigos escondidos.

Em casa da família Amaral, os cuidados vão ser redobrados nesta quadra natalícia. A mãe, Teresa, tem ainda bem presente o pequeno acidente que Isabel, de 4 anos, sofreu há dois meses e que a levou ao serviço de urgência ao hospital.

“Num instante estava tudo bem, no outro estava a berrar e a sangrar do nariz. Fiquei completamente desesperada, sobretudo porque não percebia o que estava a acontecer”, lembra a contabilista, de 32 anos. Chegada às urgências de Santa Maria, uma observação mais atenta permitiu logo identificar o problema: Isabel tinha uma missanga no nariz. “Foram todas banidas lá de casa e objectos pequenos também não entram. Já avisei toda a família”, garante Teresa Amaral.

“Seja de que brinquedo se esteja a falar, os pais têm sempre de fazer uma inspecção prévia ao equipamento, para verificar que existem peças soltas ou em mau estado, antes de os passarem para as mãos das crianças”, atesta Sandra Nascimento, presidente da APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), que lembra que são as crianças dos dois aos quatro anos que correm mais perigos.

“Os acidentes com brinquedos ainda são relativamente frequentes e não deviam ser”, atesta o pediatra João Gomes-Pedro, acrescentando: “São sobretudo feridas auto-infligidas na face, nariz, olhos e membros, provocadas pelo movimento pendular do braço ou que saltam dos brinquedos.”

Vanessa Matos já aprendeu a lição. Aos três meses, o filho Rodrigo estava deitado num baloiço de brincar para o entreter enquanto ela fazia algumas das actividades da casa. Em poucos segundos, o hábito rotineiro e normal transformou-se num valente susto.

“Saí da sala por uns instantes para ir à cozinha quando sinto um estrondo. Quando voltei vi o Rodrigo no chão a chorar”, conta Vanessa, de 22 anos. “O encaixe estava com defeito e eu não dei conta. O problema foi que o Rodrigo foi de cabeça ao chão”. No hospital, “os exames revelaram que estava tudo bem, felizmente”, conta.

Não chegou a fazer queixa do equipamento, mas também nunca mais o usou ou comprou outro. “Baloiço? Agora só na perna dos pais.”

A verificação do produto deve ser logo feita na loja, pedindo aos funcionários que abram a embalagem, aconselha a Deco (Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores). No entanto, nem isso é garantia de segurança.

“O símbolo CE, obrigatório na etiquetagem dos produtos, apenas dá uma falsa sensação de segurança aos consumidores”, alerta a porta-voz da entidade, Graça Cabral. O problema, diz, é que a lei é permissiva e apenas obriga o fabricante ou importador a indicar que o brinquedo respeita as normas de segurança em vigor na União Europeia. Ou seja, “é o próprio fabricante que coloca a marca CE no brinquedo e ninguém vai confessar que o produto é perigoso. Não há uma entidade independente que controle a veracidade do mesmo”, acusa. Para ultrapassar este contornar da lei, em vigor desde 1992, a Deco promete fazer chegar ao Parlamento uma proposta de revisão da lei para breve.

Os médicos advertem ainda que é imperativo escolher um brinquedo de acordo com a idade e o desenvolvimento da criança a que se destina. “Alguns brinquedos que para um adulto podem ter um significado, como uma panela de plástico para brincar, que poderia simular a preparação de uma refeição, para uma criança de poucos anos é apenas um mero objecto para bater e fazer ruído. A questão é que pode partir-se e transformar-se num objecto cortante”, alerta Gomes Pedro.

O pediatra pede especial atenção na altura do Natal, uma época propícia a acidentes, em especial na consoada, em que há mais brinquedos a circular nas mãos das crianças. “Toda a gente pensa em comprar e oferecer brinquedos pelo lado lúdico e de fantasia e esquecem-se da segurança”, adverte. “Um erro frequente é rodear a criança de brinquedos. Isto deve ser evitado, até porque favorece o défice de atenção”, acrescenta a pediatra do desenvolvimento Rosa Gouveia.

Prevenção de acidentes domésticos (II)

Julho 23, 2010 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga disponível no Portal Educare.pt

Serviço de Pediatria do Hospital de Braga 2010-07-14

A prevenção e antecipação dos focos de risco é essencial para evitar os acidentes na idade pediátrica.

No seguimento de tema já abordado no artigo “Prevenção de acidentes domésticos (I)“, serão avaliados os principais focos de risco de acidentes domésticos em diferentes divisões de uma habitação.

Sala
Toalhas de mesa ou de aparadores pendentes: a criança, que adquire a capacidade de preensão e posteriormente locomoção e elevação, encontra nas toalhas pendentes o apoio ideal. Ao fazê-lo arrastam sobre si tudo o que possa estar colocado em cima. Em alguns países já se encontram disponíveis dispositivos de retenção de objectos para impedir a sua queda quando a criança os puxa ou vai de encontro ao móvel que os sustenta.

Mobília: a mobília comporta em si diferentes riscos, como as esquinas e as componentes de vidro. As portas deverão estar convenientemente fechadas para impedir o acesso ao seu conteúdo (principalmente quando a criança já gatinha). O espaço por baixo dos móveis deverá ser periodicamente inspeccionado para remoção de objectos que aí se possam encontrar e que representam risco de ingestão/aspiração.

Fogão de sala/aquecedores: consultar artigo “Prevenção de acidentes domésticos (I)”.

Bebidas alcoólicas: deverão estar fora do alcance da criança, num armário devidamente fechado.

Quarto
Cama:
a) As quedas da cama são frequentes na idade pediátrica. O recurso a sistemas de protecção, como colocação de grades, previne-as. A altura das grades deverá acompanhar a capacidade da criança se colocar de pé!

b) Evitar os beliches de cima para crianças com menos de 6 anos de idade; colocar uma grade protectora (mínimo 16 cm acima do nível do colchão).

c) Evitar colocar objectos pendentes sobre o bebé, especialmente se forem pesados ou de materiais que o possam magoar numa eventual queda.

d) O bebé deverá dormir em cama própria, pelo risco de esmagamento/asfixia que corre ao dormir no meio dos pais.

Posição de dormir: o bebé deverá ser colocado em decúbito dorsal (de barriga para cima). Esta é a posição mais segura na prevenção do síndroma da morte súbita do lactente.

Móvel para mudança da fralda (fraldário): deverá ter resguardos anti-queda; nunca se deverá deixar uma criança só em cima deste móvel (nem que seja por segundos!), devido ao risco de queda.

Brinquedos: deverão ser adequados à idade. Deve ter-se o cuidado de controlar o acesso aos brinquedos dos irmãos mais velhos.

WC
Banheiras:

a) Os bebés deverão ser cuidadosamente lavados para evitar risco de asfixia/afogamento (especialmente quando de barriga para baixo) – ler mais sobre os cuidados com o banho no primeiro artigo sobre este tema.

b) À medida que a criança toma banho sozinha, deverão ser evitados os banhos de imersão (devido ao risco de afogamento) e colocados dispositivos anti-derrapantes na banheira.

Sanitas: manter a tampa fechada entre utilizações.

Aquecedores: especial atenção aos aquecedores/termoventiladores pelo risco de queimadura.

Electrodomésticos (secadores, máquinas de barbear, aquecedores): objectos ligados à corrente eléctrica numa divisão com água corrente constituem um potencial risco de electrocussão. Desligá-los sempre após utilização e manter vigilância muito apertada durante a sua utilização.

Produtos de limpeza: muitas vezes alguns produtos de limpeza e remédios são guardados nesta divisão da casa. Respeitar os mesmos cuidados de acessibilidade já descritos.

Esquentador: nunca ter o esquentador na casa de banho. O risco de acumulação de gases tóxicos potencialmente letais é grande.

Cozinha
Facas e outros utensílios: deverão estar sempre fora do alcance da criança. Ter o cuidado de não as deixar em cima das bancadas (as crianças sobem facilmente os bancos e acedem a elas). Não esquecer também de fechar a máquina de lavar a loiça, pois se ficar aberta deixa estes utensílios acessíveis às crianças.

Fogão: os discos do fogão são focos de queimaduras frequentes. Por isso:
a) Não deixar bancos/escadotes na proximidade que possibilitem o acesso às bancadas/fogão.

b) Evitar a presença da criança enquanto se cozinha – não transportar líquidos quentes/cozinhados com a criança por perto, para evitar que estas sejam atingidas.

c) Nunca deixar entrar um voador numa cozinha. A velocidade de impacto num fogão/bancada pode ser suficiente para que o seu conteúdo atinja a criança.

c) Utilizar preferencialmente os discos de trás para os cozinhados, pois diminui a acessibilidade das crianças aos tachos/frigideiras (uma criança que corra contra um fogão poderá provocar um desequilíbrio do mesmo com derrame do conteúdo sobre si).

Armários: fechar as portas dos armários e colocar os produtos de limpeza/tóxicos inacessíveis à criança;

Ferro de engomar: não deixar um ferro quente/ligado ao alcance da criança pelo risco de queimadura. Vigilância enquanto este é utilizado.

Lixo: não deixar o lixo acessível à criança.

Escritório
Utensílios de escritório: tesouras, agrafadores e abre envelopes deverão ser cuidadosamente guardados.

Jardim
Utensílios de jardinagem: guardar cuidadosamente estes utensílios.

Piscina: as piscinas deverão ser cobertas e/ou possuir dispositivos que impeçam as crianças de ter acesso à água. Nunca deixar as crianças na piscina desacompanhadas. Mesmo se equipadas com braçadeiras ou bóias, a piscina constitui um grande risco de afogamento.

Esvaziar baldes e alguidares e afastá-los de locais onde possam acumular água, pelo risco de afogamento. Fruto da anatomia própria da idade – a criança apresenta a cabeça proporcionalmente mais pesada que o restante corpo, o que aumenta a probabilidade de imersão da cabeça com afogamento -, profundidades de apenas 2,5 cm podem ser suficientes para se dar um afogamento.

Utilização de adubos, fertilizantes e outros produtos de jardinagem: não permitir que as crianças tenham acesso a áreas onde forem utilizados estes produtos.

A rua: os jardins que façam fronteira com a rua deverão estar devidamente delimitados para prevenir a fuga das crianças para a estrada.

Os animais domésticos: habitualmente restritos a esta área da casa, muitos convivem com a restante família no interior da habitação e, como tal, os mesmos conselhos se aplicam nesse ambiente. Os animais de companhia são um importante complemento no desenvolvimento das crianças – estimulam o seu desenvolvimento neurológico, a sua capacidade de interacção/empatia, a sua responsabilidade, assim como a compreensão de eventos da vida, como doença/morte (ver artigo “Quero um animal de estimação!“).

A diversidade de animais de companhia é muita e deverá ser tido em conta o risco que estes poderão constituir para a criança (ver artigo “Animal de companhia: qual escolher?“: o risco alérgico; a empatia do animal/agressividade perante a criança, principalmente em animais que já pertencem a uma família onde chega uma nova criança – evitar deixar a criança só com o animal, principalmente com algumas raças de cães, como rottweilers, pit bulls, german shepherds, cujo comportamento agressivo é muitas vezes imprevisível. Outros animais como tartarugas, cobras e iguanas, que cada vez mais constituem a escolha de muitos portugueses, representam um risco acrescido de infecções por salmonella. Deve-se, por isso, ensinar as crianças a lavar as mãos depois de brincar com eles. A comida dos animais deverá ser guardada fora do alcance da criança.

Garagem
– Nunca deixar o motor do carro a trabalhar com a porta da garagem fechada ou em qualquer espaço que não seja devidamente arejado.

– Manter ferramentas e objectos perigosos/inflamáveis fora do alcance das crianças.

Lembre-se:
A prevenção e antecipação dos focos de risco é essencial para evitar os acidentes na idade pediátrica.

A educação, explicando os riscos, o funcionamento de dispositivos, é também uma preciosa arma e deverá ser adequada à idade da criança.

Hugo Braga Tavares

Prevenção de acidentes domésticos (I)

Julho 22, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, disponível no Portal Educare.pt

Prevenção de acidentes domésticos (I)

Serviço de Pediatria do Hospital de Braga 2010-06-30

O pior inimigo da prevenção dos acidentes é a presunção de que não ocorrerão connosco. Muitos pais conhecem os riscos mas acreditam que consigo os acidentes não vão ocorrer

Os acidentes domésticos constituem um dos principais motivos de observação urgente e de morbi-mortalidade na idade pediátrica.

As crianças caracterizam-se por apresentar uma saudável curiosidade que potencia o risco de ocorrência de acidentes. Estes comportamentos exploratórios são essenciais ao desenvolvimento harmonioso da criança mas deverão ser contrabalançados pela adopção de estratégias de antecipação que minimizem a ocorrência de acidentes.

O pior inimigo da prevenção dos acidentes é a presunção de que não ocorrerão connosco. Muitos pais conhecem os riscos mas acreditam que consigo os acidentes não vão ocorrer.

Se por um lado deveremos conhecer os principais riscos em ambiente doméstico para poder adoptar as medidas preventivas adequadas, por outro o conhecimento de algumas etapas-chave do desenvolvimento psicomotor da criança permite antecipar determinados comportamentos de risco (Quadro 1):

Principais focos de risco de ocorrências de acidentes domésticos
Tomadas eléctricas e candeeiros – as tomadas eléctricas que não possuam protectores de fábrica deverão ser protegidas com dispositivos próprios, principalmente após a criança iniciar o gatinhar (em alguns casos logo após os 6 meses de idade). Também os candeeiros deverão ser retirados doespaço onde a criança circula, pelo risco de contacto com a ficha-tomada e a queda do mesmo no chão com exposição da componente eléctrica.

Aquecedores/lareiras – os aquecedores constituem um foco de potenciais queimaduras. Existem no mercado alguns com capas protectoras, mas na impossibilidade de adquirir um destes dever-se-á evitar deixar crianças sozinhas no mesmo espaço, principalmente quando já apresentam capacidade locomotora. As lareiras, além do risco de queimaduras pela emissão de faúlhas ou contacto directo, são fonte emissora de monóxido de carbono (CO), potencialmente fatal. Use recuperadores de calor que impedem o contacto com o fogo (mas que podem atingir temperaturas elevadas!) e providenciar uma boa exaustão do monóxido de carbono.

Janelas/porta da rua/varandas – para uma criança a noção de perigo está distorcida, pelo que uma janela aberta, uma varanda desprotegida e uma porta da rua aberta constituem uma oportunidade de explorar algo de novo com o risco de quedas, atropelamento, entre outros acidentes.

Escadas – as escadas são um dos principais focos de perigo numa casa. Uma grande parte dos acidentes por queda ocorrem nas escadas, muitas vezes associadas ao uso de andarilhos. Deverão ser protegidas por dispositivos tipo cancela ou rede.

Parques – os parques constituem uma confortável medida de contenção da criança e podem evitar uma grande quantidade de acidentes. Alguns cuidados deverão ser tidos em conta, no entanto, para evitar que constituam um ambiente propício a outro tipo de acidentes: tenha atenção aos brinquedos a que a criança tem acesso, não deixe o parque perto de mesas, toalhas ou outros focos de risco.

Andarilhos – os andarilhos (também denominados de voadores) são frequentemente utilizados pelos pais por serem uma forma de contenção da criança (em substituição dos parques), com a suposta vantagem de estimular o início da marcha das crianças ao promover o apoio nos dois pés. Cientificamente está provado que não aceleram a aquisição da marcha e aumentam o risco de acidentes domésticos pela mobilidade que conferem à criança, nomeadamente, quedas de altura ou escadas, embate contra móveis/fogões com quedas e/ou derrube sobre a criança das estruturas em cima colocadas.

Quadros – deverão estar bem fixos, evitando a sua colocação por cima dos locais onde a criança passa a maior parte do tempo (como o berço ou o parque).

Esquinas – as esquinas dos móveis deverão ser protegidas com dispositivos próprios, especialmente as que ficam ao nível da criança (subindo de nível à medida que a criança adquire a capacidade de se levantar).

Medicamentos, álcool e produtos de limpeza (tóxicos) – provavelmente a mensagem melhor difundida na prevenção de acidentes mas que persiste em não ser assimilada: não deixar nenhuma destas substâncias ao alcance da criança. Ter em atenção que a aquisição das capacidades motoras leva à necessidade de actualizar a localização segura destes produtos. Nunca utilizar garrafas de bebidas, caixas de bolachas ou outras familiares à criança para guardar produtos tóxicos, pelo risco de a criança as considerar próprias para consumo.

Cadeirinha/transportador – deverá ser sempre colocado numa superfície firme, preferencialmente no chão, para evitar quedas.

Isqueiros, fósforos, objectos de dimensões reduzidas (moedas), pilhas eléctricas – todos estes objectos, entre muitos outros, não devem estar acessíveis às crianças pelo risco de aspiração ou deglutição que comportam.

Banho – relativamente aos riscos relacionados com o banho há que considerar as queimaduras (a temperatura da água deverá ser adequada) e a possibilidade de afogamento (uma pequena quantidade de água pode ser suficiente; as crianças têm a cabeça proporcionalmente maior e mais pesada em relação ao restante corpo, pelo que esta tendencialmente fica debaixo de água). Os produtos de higiene a utilizar deverão ser indicados para a idade pediátrica pela possibilidade de ocorrência de ingestão.

Alimentação – as cadeiras de alimentação deverão ser estáveis e estar bem apoiadas, pois as crianças não apreciam estar em espaço restrito e tenderão a mexer-se, com o risco de queda. Se se utilizarem bancos pendentes do tampo da mesa, aconselha-se a colocação de uma cadeira por baixo da criança por questão de segurança. As crianças, principalmente a partir do ano de idade, demonstram vontade de ‘participar’ na refeição, pegando nos talheres e copos. Devem ser utilizadas colheres e evitar a presença de facas ou garfos na proximidade da criança. Copos e pratos deverão ser preferencialmente de plástico. Os alimentos deverão ser confeccionados de forma adequada à idade da criança e espinhas e outros potenciais elementos agressores deverão ser cuidadosamente retirados.

Hugo Braga Tavares


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