Crianças com formação musical possuem melhor gerenciamento do cérebro

Janeiro 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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“Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor. Crianças que tocam um instrumento apresentam níveis de atividade no córtex cerebral aumentados, indicando maior aptidão a multitarefas.”

Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston trabalharam com imagem por ressonância magnética e descobriram que a formação musical precoce melhora as áreas do cérebro responsáveis pelo funcionamento executivo.

Também conhecido como controle cognitivo ou sistema atencional supervisor, o “funcionamento executivo” se refere à gestão do cérebro, parecido com o termo corporativo correspondente.

No topo da hierarquia em termos de organização do cérebro, o funcionamento executivo permite o processamento e a retenção de informações, regula o comportamento e é responsável pela resolução de problemas e planejamento, entre outros processos cognitivos. Pode ser considerada uma peça-chave para se ter sucesso na vida.

No estudo, os pesquisadores consideraram que uma criança musicalmente treinada era alguém que tivera pelo menos dois anos de aulas particulares. Eles selecionaram 15 delas, com idades entre 9 e 12 anos, e as estatísticas do grupo corresponderam a treinamentos mais significativos do que aqueles que os pesquisadores estavam procurando: as crianças tocavam por 5,2 anos e praticavam 3,7 horas por semana, começando na idade de 5,9 anos.

Os cientistas os compararam com um grupo de 12 crianças da mesma faixa etária sem formação musical. Em seguida, foram formados dois grupos de estrutura semelhante de adultos, embora o grupo musical consistisse unicamente de músicos profissionais ativos. Os testes cognitivos mostraram que músicos em ambas as faixas etárias tiveram uma posição de vantagem.

A ressonância magnética mostrou que as crianças apresentaram os níveis de atividade no córtex pré-frontal aumentados, indicando que elas podem ser mais aptas a multitarefas do que as não musicais. Os inúmeros benefícios cerebrais da formação musical são bem conhecidos e têm sido o tema central de muitos estudos acadêmicos.

No ano passado, a Sociedade para Neurociência apresentou três estudos em uma conferência anual. Todos eles concluem que as influências da formação musical não só determina as funções, como também a anatomia do cérebro.

O estudo de Boston, contudo, é um dos poucos a explorar o funcionamento executivo e adaptar os resultados ao nível socioeconômico, fator importante ao qual estudos anteriores não deram a devida atenção.

—Já que o funcionamento executivo tem fortes condições para determinar o desempenho acadêmico, mais até do que o QI, pensamos que nossas descobertas possuem grandes implicações educacionais. Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor— afirma a pesquisadora Nadine Gaab.

Nadine diz que estudos futuros podem determinar se crianças e adultos que têm dificuldade com o funcionamento executivo – como crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou idosos – poderiam se beneficiar da música como uma ferramenta de intervenção terapêutica.

Os pesquisadores observaram que um melhor funcionamento executivo é o verdadeiro aspecto do cérebro, motivando as crianças a continuar suas aulas de música, sugerindo que a formação deve começar cedo na vida. O estudo foi publicado no PLOS ONE.

Fonte

Projeto “Pequenos Grandes Mundos” conta com a participação do IAC

Novembro 2, 2015 às 2:53 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Actividade Lúdica, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A importância da arte para as crianças pequenas

Março 27, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Desenhar, pintar com os dedos, brincar com massinha ajudam (e muito) no desenvolvimento das crianças.

Toda criança gosta de desenhar, certo? Com lápis de cor, tinta guache ou na areia, os pequenos de todos os países, épocas e classes sociais desenham suas casas, famílias e plantas, e, depois, mostram o resultado, orgulhosos, mesmo que sejam apenas alguns rabiscos. Desenhar é uma característica importante do ser humano. Tudo começou na época em que o homem vivia nas cavernas e passou a desenhar nas paredes os animais e as atividades que faziam parte de sua vida. “Indo ou não à escola, é natural que uma criança desenhe, porque o desenho já existia antes mesmo da criação da escola”, explica a neurocientista e antropóloga Elvira Souza Lima.

As crianças que vivem em tribos e até mesmo as que tem deficiências visuais desenham, já que fazer traços com um lápis ou com o dedo e um pouco de tinta estimula o tato. Elvira Souza Lima afirma que mesmo que o desenho pareça um rabisco, para a criança, é uma narrativa, uma forma de contar uma história. Além disso, o movimento que as mãos e braços fazem ao desenhar são muito importantes para treinar o corpo e o cérebro para a próxima etapa: escrever.

A escrita nada mais é do que desenhar letras e juntá-las em palavras para criar significados. “Para escrever, usamos 21 áreas do cérebro, e algumas delas são desenvolvidas com o desenho”, afirma Elvira. “Uma criança que desenha por 15 minutos todos os dias chega às letras naturalmente, já que o movimento para fazer uma letra de mão (letra cursiva) ou de forma (letra bastão) vem do desenho”, ela diz.

Assim, uma criança que desenha bastante pode evitar dificuldades com a caligrafia quando estiver aprendendo a escrever. Mas Elvira alerta que as crianças não precisam parar de desenhar para aprender a escrever. As duas atividades podem continuar lado a lado. Ela destaca que, para desenvolver os movimentos que ajudam na escrita, a melhor escolha é o desenho livre. Ligar pontos, preencher ou colorir desenhos prontos é divertido e pode fazer parte das brincadeiras das crianças, mas é importante que ela treine seus próprios traços livres, com retas e curvas.

Brincar com massinha de modelar, argila e criar esculturas com sucata também é importante, pois ajuda a desenvolver a noção de espaço e profundidade. Elvira sugere que, pelo menos uma vez por semana, a criança brinque com algo relacionado à geometria espacial, como fazer castelinhos com bloquinhos de madeira ou montar cenários com caixas de sapato para a historinha de seus bonecos.

No Colégio Hugo Sarmento, em São Paulo, as artes plásticas, como desenho, pintura e escultura, fazem parte do currículo desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Segundo Patrícia Vasconcellos e Rosana Nunes, coordenadoras da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I do colégio, as expressões artísticas de diversas culturas, como arte indígena, africana e grega, são destacadas. A vida e a obra dos artistas também despertam interesse nos alunos e inspiram suas próprias produções.

“A arte, ao longo da vida estudantil, tem um papel fundamental na construção de um indivíduo crítico, fornecendo-lhe experiências que o ajudem a refletir, desenvolver valores, sentimentos, emoções e uma visão questionadora do mundo que o cerca”, afirmam as coordenadoras.

Já a artista e educadora Stela Barbieri destaca: “Para as crianças não existe separação em os campos da arte, como música e pintura. Elas percebem o mundo com todos os sentidos”. Para ela, que é assessora de artes da escola Vera Cruz, em São Paulo, e foi curadora das ações educativas da Bienal de Arte de São Paulo, a relação da criança com a arte não acontece apenas na escola. Ela explica que a criança participa de situações em que a relação com a arte acontece naturalmente, como conhecer as texturas em uma feira e os aromas na cozinha, ou brincar no quintal. “O contato com a arte não precisa ser apenas escolarizado”, diz.

Gabriela Stocco, em 09/03/2015

Saiba como o seu filho pode explorar as artes plásticas em cada idade AQUI.

 

Brincarte – vamos brincar aos Direitos através da arte

Junho 14, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Brincarte – vamos brincar aos Direitos através da arte” é uma exposição organizada pela CPCJ Lisboa Norte, em colaboração com diversas entidades que trabalham na Zona Norte de Lisboa. Fica o convite para uma visita à exposição (CPCJ Lisboa Norte – Rua Professor Almeida Lima, lote 52, 53 e 54c/v, Bairro Padre Cruz, Lisboa)

CPCJ Lisboa Norte

21 710 2600

cpcjlisboanorte@gmail.com

Seminário A Criança na Arte e no Espetáculo – Direito Versus Proteção

Maio 29, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Conferência – Preparar o Amanhã das Crianças : Perspetivas de Desenvolvimento e Bem-Estar

Maio 28, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Escola Superior de Educação João de Deus

Av. Álvares Cabral, 69

1250-017 Lisboa

Telef.: 21 396 08 54

Fax: 21 396 41 82

E-Mail: ese@escolasjoaodeus.pt

“As Artes no Jardim de Infância”

Novembro 6, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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“No seguimento do trabalho que tem vindo a ser realizado pela DGIDC, com vista à produção de materiais de apoio ao desenvolvimento do currículo na educação pré-escolar, será brevemente editada a brochura “As Artes no Jardim de Infância”. Inserida, tal como as anteriores publicações, numa perspectiva de operacionalização das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, esta brochura propõe uma abordagem metodológica de articulação entre a Expressão Plástica e a Expressão Musical.” Download do documento Aqui

GODINHO, José Carlos – As artes no jardim de infância. Lisboa : DGIDC, 2010.

As artes na educação – Contextos de Aprendizagem Promotores de Criatividade

Abril 19, 2010 às 10:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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22º Encontro Nacional da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual
1º Encontro Internacional da Associação Nacional de Animação e Educação

As artes na educação: contextos de aprendizagem promotores da criatividade

7, 8 e 9 de Maio de 2010 em Óbidos

Objectivos

— Partilhar de experiências pedagógicas
— Reflectir sobre o papel da Educação Artística na promoção da criatividade
— Reflexão em grupo sobre teoria e prática da educação artística
— Actualização de conhecimentos teóricos na educação para as artes visuais

Saiba mais AQUI.


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