O Rebento – Espetáculos para Crianças e Jovens (1º, 2º e 3º ciclos)

Julho 5, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Rebento, da Companhia Cepa Torta, tem como pilar fundamental o trabalho educativo por acreditar na expressão artística enquanto motor da emancipação pessoal e da ligação emocional ao mundo que nos rodeia. Após alguma experiência acumulada no desenvolvimento de trabalho com o público infantil e juvenil, contando com o apoio de profissionais na área da pedagogia na estruturação dos conteúdos aplicados, permitem agora o lançar de novos desafios dirigidos ao público jovem. Trabalhamos a partir de Lisboa, mas para todo o país.

Mais informações no link:

https://www.cepatorta.org/rebento

 

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Inquérito sobre as Deslocações entre Casa e Escola – CML

Maio 26, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da Câmara Municipal de Lisboa

Exmos(as) Senhores(as)

Promover a segurança nas deslocações entre Casa e Escola é uma prioridade para a Câmara Municipal de Lisboa.

Para apoiar o esforço municipal, estamos a realizar um inquérito sobre as deslocações de Crianças que frequentam Escolas de Lisboa (públicas ou privadas), e que estão entre o 1.º e o 7.º ano de escolaridade do ensino básico.​

Trata-se de um inquérito online, que estará disponível para resposta nos próximos 10 dias. O questionário está aqui: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfxsFtH3s1U4Jd5UT1Ep9St1uNkEFLmxU-X9HPVD6xlKcj_Wg/viewform

Aumenta o fosso entre rapazes e raparigas no sucesso escolar

Fevereiro 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de janeiro de 2018.

O género e o contexto socioeconómico continuam a marcar fortemente o desempenho dos alunos. Ministério divulga resultados do indicador que mede quantos conseguem ao longo da escolaridade um percurso “limpo” de chumbos.

CLARA VIANA

É sabido que em média as raparigas têm melhores desempenhos escolares do que os rapazes, mas em Portugal esta tendência está a acentuar-se no 3.º ciclo e no ensino secundário. É o que mostram os dados sobre os chamados percursos directos de sucesso divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (ME).

Para o ME, um aluno com um percurso directo de sucesso é aquele que, cumulativamente, não chumbou em nenhum dos anos do seu ciclo de escolaridade e que obteve positiva nos principais exames. No conjunto dos alunos, estes casos de “percursos limpos” ainda são a minoria, embora estejam a aumentar. Como também aumentou o fosso entre rapazes e raparigas neste indicador.

No ensino secundário a diferença entre eles e elas passou de sete pontos percentuais em 2015/2016 para 10 pontos em 2016/2017. No 3.º ciclo, a diferença que separa uns e outros subiu, num ano, de nove pontos percentuais para também 10. No concreto: 47% das raparigas conseguiram, em 2016/2017, concluir o 12.º ano com um percurso directo de sucesso — ou seja, não chumbaram nem no 10.º, nem no 11.º ano e tiveram positiva nas principais provas finais no 12.º. Os rapazes saíram-se pior: apenas 37% conseguiram um percurso livre de chumbos.

No 9.º ano as taxas de sucesso (zero chumbos no 7.º e no 8.º e positiva nos exames do 9.º) foram, respectivamente, de 51% e 41% para raparigas e rapazes.

“Existem mais repetências entre os rapazes”, confirma o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima que, no entanto, afasta a questão do comportamento como sendo actualmente uma das razões para que tal aconteça. “Posso dizer por experiência que hoje já não é verdade que as raparigas sejam mais bem comportadas que os rapazes”, refere.

O que poderá explicar então a diferença? “As raparigas amadurecem mais cedo e talvez estejam mais predispostas para os estudos do que os rapazes”, admite.

Ainda uma minoria

O indicador sobre os percursos directos de sucesso foi lançado pela primeira vez no ano passado pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). Ficou a saber-se então que tanto no 3.º ciclo do básico como no secundário os alunos com “percursos limpos” de chumbos e que, cumulativamente, tinham nota positiva nos exames nacionais constituíam uma minoria.

Os dados agora divulgados confirmam este retrato, embora se tenha registado uma evolução positiva. Em 2016/2017, 42% dos alunos do 3.º ciclo tiveram percursos de sucesso, quando no ano anterior eram 37%. No secundário, o mesmo aconteceu com 46%. Em 2015/2016 eram 40%.

Em declarações aos jornalistas, durante a apresentação destes resultados, o secretário de Estado da Educação João Costa considerou que estas subidas se poderiam justificar pela “ligeira subida da média dos exames nacionais” registada no ano passado em quase todas as disciplinas e por algum impacto das acções entretanto adoptadas pelas escolas no âmbito do programa de promoção do sucesso escolar, lançado em 2016/2017. O governante frisou, contudo, que esta evolução deve ser “olhada com cautela” porque em educação dois anos não são tempo suficiente para identificar tendências.

“Penso que ainda é prematuro atribuir-se ao programa de sucesso escolar. Estamos só no segundo ano deste programa que, na maioria das escolas, tem incidido sobretudo no 1.º ano de escolaridade”, comenta Filinto Lima, em declarações ao PÚBLICO. Para o presidente da ANDAEP, esta evolução poderá reflectir sobretudo a preocupação das escolas em conseguir que “os bons alunos atinjam outros patamares”. “A par do combate ao insucesso escolar, existe hoje uma forte sensibilização das escolas para com os alunos que, estando já com notas positivas, podem melhorar ainda mais as suas aprendizagens.”

O peso do meio

O que os novos dados também mostram é que esta tendência de subida é transversal a todo o tipo de estudantes, independentemente do contexto socioeconómico de origem, embora o peso do meio continue a marcar profundamente o desempenho.

Para avaliar este impacto, a DGEEC foi saber qual a percentagem de alunos com Acção Social Escolar (ASE) que conseguiram ter percursos de sucesso e também a dos que não beneficiam destes apoios, que só são atribuídos a estudantes oriundos de agregados com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional.

Os beneficiários da ASE estão divididos em dois escalões: A e B, sendo o primeiro o dos mais carenciados. Em 2016/2017, 28% dos alunos do escalão A e 35% do escalão B que concluíram o 12.º ano estavam entre os estudantes com percursos de sucesso. Em 2015/2016, estes valores tinham sido, respectivamente, de 23% e 30%.

Já entre os alunos de meios mais favorecidos, ou seja, sem apoios do Estado, esta proporção passou de 39% em 2015/2016 para 44% no ano lectivo passado.

No 3.º ciclo, 54% dos estudantes que não estão abrangidos pela ASE tiveram percursos de sucesso em 2016/2017. No ano anterior tinham sido 47%. Entre os alunos do escalão A da ASE a evolução foi de 18% para 22% e no escalão B passou-se de 28% para 34%.

É uma evolução que Filinto Lima vê com “muita satisfação”. “Significa que as escolas estão a cumprir o seu papel de elevador social.” Apesar disso não tem dúvidas de que a diferença a favor dos alunos mais favorecidos será “uma tendência que vai continuar”.

Também a nível distrital a tendência é de subida. No secundário as maiores subidas neste indicador de sucesso escolar (sete pontos percentuais) registaram-se em Aveiro, Beja, Castelo Branco e Porto. Braga e Viana do Castelo são os distritos que mais se distanciaram pela positiva: tiveram 48% de alunos com percursos de sucesso quando a média nacional foi de 42%. Braga volta a destacar-se no 3.º ciclo com 50% de estudantes nesta situação, mas a campeã é Coimbra que atingiu os 56%.

Para João Costa, a avaliação com base nos percursos de sucesso “permite contrariar análises simplistas e não induzir algumas más práticas educativas” nas escolas, ao contrário do que sucede com os rankings tradicionais, elaborados só com base nas notas dos exames. Um exemplo: este indicador, quando usado para comparar escolas, “penaliza as que estão a chutar alunos para fora para não ficarem mal” nos rankings. Mais: ele permite uma avaliação mais séria do trabalho realizado, acredita. “Uma escola é boa pelo progresso que os alunos fazem”, sublinha.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Provas Finais e Exames Nacionais 2017 – Principais Indicadores Ensino Básico e Secundário

 

 

 

Dois terços dos que chumbam no 7.º ano têm negativas a mais de metade das disciplinas

Novembro 24, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 10 de novembro de 2017.

Percentagem de alunos de meios carenciados com negativas é o dobro da dos estudantes mais favorecidos. Direcção-Geral de Estatísticas da Educação diz que é “impressionante”.

Clara Viana

A grande maioria dos alunos que chumbam no 7.º ano de escolaridade, cuja idade de frequência “normal” está entre os 12 e os 13 anos, tem notas negativas a mais de metade das disciplinas do currículo. Mais concretamente, 66% têm seis ou mais negativas. Se o limiar de contagem for o de cinco ou mais negativas esta proporção aumenta para uns “impressionantes” 85%, frisa a Direcção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), responsável por este levantamento.

“Impressionante” é também, segundo a DGEEC, “a forma transversal como o contexto económico influencia as classificações a todas as disciplinas”, o que se traduz no facto de os alunos mais desfavorecidos que têm negativas serem o dobro dos que estão na mesma situação, mas são oriundos de meios favorecidos.

Leia aqui o relatório completo

Pela primeira vez, e com base em dados do ano lectivo de 2014/2015, a DGEEC foi analisar as notas internas (dadas pelos professores) que os alunos do ensino público obtiveram nos três anos de escolaridade do 3.º ciclo do ensino básico. Analisou ainda quantas classificações negativas somaram e que diferenças de desempenho nas diferentes áreas se registam entre os alunos mais carenciados e aqueles que provêm de estratos favorecidos. O estudo põe a nu o peso do meio de origem no desempenho escolar.

Também pela primeira vez seguiu-se o percurso individual de cada aluno para se saber quantos conseguiram recuperar as negativas que transportavam do ano anterior. Os resultados foram agora publicados. Em Maio, a DGEEC já tinha feito o mesmo exercício para o 2.º ciclo de escolaridade. Comparando com este trabalho mais recente constata-se que as dificuldades detectadas são essencialmente as mesmas, embora as idades dos alunos sejam distintas.

Também no 2.º ciclo a grande maioria dos alunos (72%) que chumbaram no 5.º ano de escolaridade teve negativas a cinco ou mais disciplinas. Geralmente, no ensino básico, o limiar para que um aluno fique retido é a existência de três negativas no final do ano. Ou de duas, caso estas sejam em simultâneo nas disciplinas de Português e a Matemática.

Em 2014/2015, chumbaram 13,1% dos 300.429 alunos inscritos no 3.º ciclo em escolas públicas de Portugal Continental. Esta percentagem sobe para 16,7% se apenas se tiver em conta o 7.º ano, o primeiro dos três que compõem o 3.º ciclo e que é tradicionalmente um dos que regista piores desempenhos no que respeita à taxa de retenção.

Como já vimos, entre estes alunos 66% tiveram negativa a seis ou mais disciplinas ou seja, sublinha a DGEEC, estamos perante “dificuldades escolares generalizadas”, como também mostra o facto de existirem “pouquíssimas retenções à tangente”. Só 3% chumbaram por terem negativa a três disciplinas.

Desvio para outras vias

Olhando para os outros anos de escolaridade, 8.º e 9.º, constata-se que a proporção de alunos que chumbaram com seis ou mais negativas decresce para 54% e 28% respectivamente. Significa isto que os alunos tendem a recuperar das negativas com o percurso da escolaridade?

A DGEEC constatou que muitos o conseguem, embora só a algumas disciplinas, para indicar que o decréscimo de negativas no 8.º e 9.º ano “poderá ser explicado, pelo menos em parte, pelo progressivo reencaminhamento, ao longo do 3.º ciclo, dos alunos com desempenhos mais baixos para outras modalidades de ensino, como os cursos de educação e formação  ou os cursos vocacionais, os quais não estão contemplados” nestas estatísticas.

Em 2014/2015 frequentavam estas vias de ensino cerca de 40 mil alunos do 3.º ciclo, o que representa cerca de 13% do total de inscritos.

A existência destas “dificuldades generalizadas” entre os alunos que reprovam sugere, segundo a DGEEC, que existem “factores estruturais relacionados com o contexto geral do aluno, a sua motivação para o estudo e a sua relação com a escola, presente e passada, que afectam transversalmente todas as disciplinas”.

O peso do meio

Esta transversalidade verifica-se também quando o foco de análise se centra na influência do contexto no desempenho por disciplina. Para analisar este domínio, a DGEEC recolheu as classificações obtidas pelos alunos que estão nos dois escalões (A e B) da Acção Social Escolar (ASE) e as que obtiveram os que não têm estes apoios. A ASE destina-se a apoiar os agregados familiares com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional, sendo o escalão A o que agrupa os mais desfavorecidos.

“As diferenças de desempenho escolar entre os três grupos de alunos são extremamente vincadas e surgem, de forma transversal, em todas as disciplinas curriculares”, frisa a DGEEC a este respeito. No 7.º ano de escolaridade, 51% dos alunos do escalão A da ASE tiveram negativa a Matemática (ver texto nestas páginas), enquanto no grupo dos que não têm apoios económicos do Estado, por serem de contextos mais favorecidos, esta percentagem desce para 25%.

Em todas as outras disciplinas a proporção dos alunos do escalão A que têm negativas duplica sempre a registada entre estudantes de contextos socioeconómicos mais favorecidos. Mesmo em Educação Física, que é a disciplina onde existem menos negativas, a percentagem daqueles que não passaram é de 5% para os beneficiários escalão A e de apenas 2% entre os que não têm apoios sociais.

Estas diferenças subsistem, embora nalguns casos com intervalos menores, no 8.º e 9.º ano de escolaridade. Em todos os anos do 3.º ciclo “os efeitos do contexto económico são muito marcados nas disciplinas de Matemática, Inglês, Português, Físico-Química, Ciências Naturais, Geografia, História e Língua Estrangeira II”. Face a esta situação, a DGEEC defende: “Parece assim ser inegável que, em Portugal, o sistema educativo terá de continuar a trabalhar para que a escola pública cumpra o seu papel nivelador de oportunidades entre alunos oriundos de diferentes estratos socioeconómicos.”

 

 

 

Parlamento dos Jovens 2017-18

Setembro 8, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições até 20 de outubro

mais informações no link:

http://www.jovens.parlamento.pt/

 

Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigido a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade

Agosto 11, 2017 às 11:10 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://www.dge.mec.pt/ de 10 de julho de 2017.

A Direção-Geral da Educação irá promover no próximo ano letivo 2017/18, com o apoio da Universidade de Évora, do Instituto Politécnico de Setúbal, da Associação Nacional dos Professores de Informática e da Microsoft Portugal, a iniciativa “Programação e Robótica no Ensino Básico”. Esta iniciativa decorre da implementação do projeto-piloto Iniciação à Programação no 1.º Ciclo do Ensino Básico que, entre 2015 e 2017, envolveu mais de setenta mil alunos.

As atividades de “Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigidas a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade, poderão ser dinamizadas, na Oferta Complementar, nas Atividades de Enriquecimento Curricular ou na Oferta de Escola, ficando esta opção ao critério dos órgãos internos do Agrupamento, nos termos do estabelecido nos respetivos diplomas legais.

Os estabelecimentos de ensino interessados em participar nesta iniciativa deverão registar-se através do formulário disponível em: http://area.dge.mec.pt/dspe1cip utilizando as credenciais fornecidas pela DGEEC, até ao dia 15 de agosto de 2017. No formulário, os Diretores deverão indicar os professores que pretendem envolver na iniciativa, para posterior participação na formação promovida no âmbito do projeto. Os professores indicados poderão pertencer a qualquer Grupo de Recrutamento, desde que possuam o perfil adequado ao desenvolvimento da atividade.

Os estabelecimentos de ensino envolvidos nesta iniciativa terão acesso a um sistema de acompanhamento e apoio presencial e online, através da realização de diversos eventos regionais, e de uma comunidade de prática que disponibilizará um conjunto de recursos educativos digitais.

Informações adicionais sobre esta iniciativa poderão ser obtidas através do endereço de correio eletrónico: probotica@dge.mec.pt.

 

 

Tratar os Media por ‘Tu‘ : Guia Prático de Educação para os Média

Julho 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Com autoria de Patrícia Silveira, Clarisse Pessôa, Diana Pinto, Simone Petrella (CECS – Universidade do Minho) e de Amália Carvalho, acaba de ser publicada a obra “Tratar os Media por Tu – Guia prático de Educação para os Media” pela Direção-Geral da Educação. O livro pretende oferecer aos docentes do 1.º, 2.º e 3.º ciclos dos Ensinos Básico e Secundário um conjunto de propostas práticas para a abordagem dos média em contexto de sala de aula.

Descarregar o guia no link:

http://www.cecs.uminho.pt/investigadores-do-cecs-publicam-guia-pratico-de-educacao-para-os-media/

 

Tecnologias: há diferenças entre público e privado

Fevereiro 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educare.pt/ de 23 de janeiro de 2017.

O documento citado no texto é o seguinte:

Modernização Tecnológica das Escolas 2014/2015

educare

Distribuição não é igual. No ensino público, em 2014/2015, a maior parte dos computadores estava no 3.º ciclo. No privado, havia mais computadores no Secundário. E, no conjunto, 53% das escolas não tinham quadros interativos nas salas de aula.

Sara R. Oliveira

Os anos passam e as escolas estão cada vez mais tecnológicas. Há mais computadores, mais alunos com acesso à Internet, mais maquinaria disponível para fins pedagógicos. As novas tecnologias tornaram-se uma presença constante no dia a dia dos estudantes. Mesmo assim, nem todas as escolas do país têm quadros interativos nas salas de aula. O documento “Modernização Tecnológica das Escolas 2014/2015”, publicado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), revela os recursos tecnológicos das escolas públicas e privadas, do pré-escolar ao Secundário, do ensino regular, tuteladas pelo Ministério da Educação (ME) e localizadas em Portugal Continental.

Há diferenças neste mundo das novas tecnologias entre o ensino público e privado, como mostram as informações recolhidas e tratadas do inquérito realizado anualmente junto das escolas. No ano letivo em análise, 2014/2015, havia 436 870 computadores no ensino regular Básico e Secundário em Portugal continental. No público, estavam 369 401 computadores, no privado dependente do Estado (em que 50% dos seus fundos regulares de funcionamento provêm de organismos estatais) 21 574, e no privado independente 45 895. Em termos gerais, 30% dos computadores estavam no 3.º ciclo, 28% no Secundário, 18% no 2.º ciclo, 15% no 1.º ciclo e 9% no pré-escolar.

A distribuição varia consoante o tipo de ensino. No público, a maior parte dos computadores, 121 353, estava no 3.º ciclo, seguindo-se o Secundário com 96 298, o 2.º Ciclo com 75 898, o 1.º ciclo com 56 574, e o pré-escolar com 19 278. No privado independente, a configuração é diferente. É no Secundário que havia mais computadores, 22 806 dos 45 895. Quase metade, portanto. Depois surge o pré-escolar com 7604, o 1.º ciclo logo a seguir com 7121. O 3.º ciclo aparece em quarto lugar com 5739 e em quinto o 2.º ciclo com 2625 computadores. No ensino privado dependente do Estado, a distribuição é outra. No ano letivo em análise, havia mais computadores no pré-escolar, 12 169 dos 21 574. O 3.º ciclo surge em segundo lugar com 3 874, seguido do Secundário com 2392 e o 2.º ciclo com 2310. O 1.º ciclo ficava em último com apenas 829 computadores, apenas 4% do total.

Em termos de dimensão, e em termos gerais, 36% dos computadores estavam em escolas que tinham entre 500 e 999 alunos, 35% em escolas com 100 a 499 alunos, 19% em escolas com mais de mil estudantes e 10% com menos de 100. Também aqui há diferenças entre o ensino público e o privado. No público, a maior percentagem dos computadores, 41%, estava em escolas que tinham entre 500 e 999 alunos, 33% em escolas com entre 100 e 499 alunos, 19% com mais de mil e 7% com menos de 100. No privado, havia mais computadores nos estabelecimentos, 56%, que tinham entre 100 e 499 alunos, 20% em escolas com menos de 100 alunos, e 12% em escolas com entre 500 e 999 alunos e 12% em escolas com mais de mil alunos.

Do total dos computadores, no público e privado, 84% destinavam-se a fins pedagógicos e 16% eram para uso administrativo. Oitenta e três por cento eram computadores de secretária e 17% portáteis. Dos 436 870 computadores, 248 403 tinham mais de três anos de vida e 188 467 três ou menos anos de atividade. No geral, em termos de antiguidade, 57% dos computadores que estão nas escolas públicas e privadas têm três ou mais anos. E 54% dos portáteis têm mais de três anos.

Dos 366 202 computadores com ligação à Internet, 307 925 eram usados para fins pedagógicos e 58 277 para fins administrativos. E 61% dos que eram ligados para fins pedagógicos tinham mais de três anos de vida e 64% dos usados para fins administrativos tinham igualmente mais de três anos de atividade. O inquérito efetuado revela ainda que 53% das escolas públicas e privadas, do pré-escolar e ensino não superior, não tinham quadros interativos em 2014/2015. Ou seja, 4500 escolas não tinham quadros interativos e 3939 dispunham desse meio.

O documento publicado pela DGEEC não inclui informação sobre recursos tecnológicos de instituições de educação e formação tuteladas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, centros de emprego e formação profissional, nem dados relativos a outras entidades registadas no sistema de informação e gestão de ofertas do ME. “A informação agora publicada resulta de um processo de recolha, validação e tratamento de dados obtidos através de inquérito anual – questionário eletrónico, tipo de recenseamento – relativos a recursos tecnológicos existentes nas escolas”, lê-se no documento.

 

Há ginásios onde se treina o “músculo” da leitura

Novembro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 11 de novembro de 2016.

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Clara Viana

Ter dificuldade em ler não significa que se seja disléxico. Há rótulos e desânimo a mais nas escolas portuguesas, alerta psicóloga.

Não pode ser! Foi desta forma que um grupo de alunos do 8.º ano reagiu quando foi confrontado com a informação de que a sua fluência em leitura estava abaixo daquilo que actualmente é exigido a estudantes que têm menos dois anos do que eles.

Segundo prescrito nas metas curriculares para o 6.º ano do ensino básico, um aluno deste nível de escolaridade deverá conseguir ler 150 palavras por minuto. Mas os alunos de quatro turmas do 8.º ano do Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire (Odivelas), que foram avaliados pela psicóloga clínica Dulce Gonçalves, coordenadora do projecto Investigação de Dificuldades para a Evolução na Aprendizagem (IDEA), não iam além das 141. O recado que esta lhes transmitiu foi o seguinte: “Agora é onde estão, mas, se quiserem, podem evoluir.” De 74 alunos, 32 ofereceram-se como voluntários.

Foram divididos em quatro grupos com oito elementos cada. Tempo do treino: quatro sessões no total. “Nenhum desistiu”, conta Dulce Gonçalves, lembrando que no final deste projecto-piloto dos ginásios de leitura e escrita, é assim que se chamam estas oficinas no projecto IDEA, os alunos já estavam a conseguir ler mais oito palavras por minuto com textos que não conheciam antes e que iam até às 172 quando a leitura era treinada entre pares durante a sessão. “A única coisa de que se queixarem foi do tempo ser curto”, diz.

Esta será uma das experiências que vai ser relatada nesta sexta-feira à tarde no âmbito do III encontro IDEA, que decorrerá na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Na base deste projecto está a constatação de que na maior parte dos casos as chamadas dificuldades de aprendizagem “não são distúrbios, nem subsistem para sempre”. “Antes pelo contrário, são um desafio e, por isso, um óptimo instrumento de evolução na aprendizagem, como acontece com os atletas”, frisa Dulce Gonçalves. Daí o terem adoptado o nome de ginásios de leitura e escrita. E de, em jeito de piada, dizerem aos alunos que os frequentam que o objectivo, ali, é o de treinar o “músculo da leitura”.

Desânimo aprendido

Muitas das crianças e jovens observadas pelos psicólogos ligados ao projecto IDEA aparecem pela mão dos pais. “Querem saber se o filho tem dislexia ou não”, relata Dulce Gonçalves, acrescentando que mais do que procurar diagnósticos o desafio que se colocam é o de encontrar soluções. “Devemos conseguir pôr todas as crianças a evoluir a partir do nível em que estão”, defende, alertando que ter dificuldades na leitura não significa automaticamente que se é disléxico, como por vezes as escolas tendem a concluir.

Estes rótulos são perigosos, diz, porque podem levar a criança a desistir facilmente. “Há tantas que nos dizem logo à partida que não são capazes”, lamenta, para acrescentar: “Não podemos ter um sistema de ensino obrigatório que ensina o desânimo”. Mas os pais também contribuem para esta situação, quando a conversa com os filhos começa a girar invariavelmente à volta de perguntas como estas: “Mas porque é que tu és assim? Porque é que não aprendes?”.

Foi com este “desânimo aprendido” que a equipa do IDEA se confrontou mais uma vez nos novos ginásios que estão a desenvolver com alunos do 2.º ano de escolaridade. Aos sete anos, um em cada 10 alunos chumba neste nível, lembra Dulce Gonçalves. Um destino que poderia ser evitado se as dificuldades não fossem encaradas como um fatalidade, mas como um desafio.

Histórias e música

Desafio é também uma das palavras-chave da psicóloga Ana Lúcia e do professor de música João Antunes, também investigadores do projecto IDEA, que têm tentado demonstrar que na escola se deve também “aprender a ser e a estar em relação com outros”. Como? Através de histórias elaboradas por eles próprios e que podem demorar uma sessão ou prolongar-se por um ano inteiro, depende da idade dos destinatários, repletas de desafios para serem ultrapassados, e que são sempre acompanhadas por música, tocada por eles ou pelos seus pequenos aprendizes. Chamaram à experiência Musicar-Te.

No ano passado trabalharam com alunos de três e quatro anos. Actualmente estão numa creche. Mas dizem-se preparados para chegar a outras faixas etárias. Neste sábado, ainda no âmbito do encontro IDEA, vão estar a desafiar adultos com uma narrativa quem tem o seu centro no tempo ou antes na falta deste. É uma de várias oficinas nas quais se irão propor abordagens alternativas do acto de ensinar e de aprender.

 

 

 

 

Alunos do 1.º e 2.º anos têm mais 500 horas de aulas do que os do 12.º

Novembro 15, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 19 de outubro de 2016.

João Manuel Ribeiro/ Global Imagens

João Manuel Ribeiro/ Global Imagens

Pedro Sousa Tavares e Joana Capucho

Em média, os alunos de seis anos têm uma carga letiva anual de 1500 horas. E no 3.º e 4.º ano o volume de trabalho sobe para as 1620

“A carga letiva atribuída aos alunos portugueses não tem a mínima consideração pela sua idade, não tem uma lógica progressiva, sendo vítima de múltiplos interesses exceto os dos próprios alunos.” É desta forma que Alexandre Henriques, autor do blogue “Comregras”, resume um estudo em que se chega à conclusão de que, em Portugal, quem começa a escolaridade obrigatória passa mais tempo em atividades letivas do que quem está a preparar-se para entrar no ensino superior.

O estudo é baseado em dados oficiais, da Direção-Geral da Educação, apresentando-os de uma forma que torna mais evidente o que o autor classifica como “uma incongruência difícil de explicar” no desenho que os currículos impõem aos horários dos alunos.

Assim, um horário típico do 1.º ano, incluindo as disciplinas nucleares – Português, Matemática, Estudo do meio – e ainda as Expressões, o Inglês e uma hora diária de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) acaba por resultar numa carga letiva anual de 1500 horas para os alunos do 1.º e 2.º anos de escolaridade, que comparam com as 1035 dos alunos do 12.º ano, para os quais o período da manhã, até às 13.30, é geralmente suficiente para abarcar todo o currículo.

Pior, em toda a escolaridade obrigatória, só mesmo os alunos do 3.º e 4.º anos de escolaridade, que se deparam com uma carga letiva de 1620 horas. Mais 90 horas de aulas por ano do que os anos letivos que, com 1520, mais se aproximam: o 7.º, o 10.º e o 11.º anos.

Embora não entre na contabilidade do autor, o horário dos alunos do 1.º ciclo acaba por ser reforçado pelo trabalho fora da escola, já que os trabalhos de casa têm vindo a aumentar – marcá-los é já uma prática diária em grande parte das escolas, na sequência da revisão das metas curriculares das diferentes disciplinas. Metas essas que, em particular no que toca ao 1.º ciclo, têm sido criticadas pelas associações de professores, que as consideram demasiado extensas e em muitos casos desadequadas à idade mental dos alunos.

Já excluindo as AEC, que não são obrigatórias mas acabam por ser frequentadas por perto de 100% dos alunos portugueses do 1.º ao 4.º ano, o autor compara a peculiaridade da situação dos estudantes portugueses com dois outros sistemas educativos: o finlandês e o búlgaro.

A Finlândia, desde que reformulou o seus sistema educativo, há mais de década e meia, tem ocupado os primeiros lugares dos testes PISA, da OCDE – que comparam o conhecimento de alunos de 15 anos na língua materna, matemática e ciências . E uma das caraterísticas do seus sistema é precisamente a redução dos tempos letivos, em particular no início da escolaridade obrigatória (que acontece aos sete anos de idade), de forma a libertar os alunos para atividades que permitam desenvolver o sentido crítico, a criatividade e o raciocínio ou, simplesmente, dar-lhes tempo livre de lazer. Em média, os seus estudantes do 1.º ano (mais velhos do que os equivalentes portugueses) passam 569 horas anuais em aulas curriculares. Os alunos nacionais passam 936. Na Bulgária, este número desce para as 397.

Recorde-se que o Ministério da Educação já anunciou a intenção de lançar, a partir do próximo ano letivo, “currículos essenciais” nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade, de forma a aliviar a matéria que os professores têm de transmitir aos alunos todos os alunos, libertando docentes e educandos para outras atividades em sala de aula, como a consolidação dessas aprendizagens e o desenvolvimento de formas de aplicar em situações concretas a informação adquirida. Capacidade de atenção reduzida

Para Fernanda Leopoldina Viana, doutorada em psicologia da educação, a carga que existe atualmente no 1º ciclo “é muito excessiva para crianças tão pequenas e com uma capacidade de atenção muito limitada”. Embora as Expressões e AEC não sejam consideradas atividade letiva, “têm a desvantagem de ser feitas no mesmo contexto, em salas”. Está provado, prossegue, “que mais tempo de permanência nas escolas não significa melhores resultados”. Para muitas famílias, diz a professora do Instituto de Educação da Universidade do Minho, “é mais cómodo e económico” o atual modelo. Contudo, ressalva, “se as crianças quiserem frequentar ballet, natação ou futebol fora da escola, ficam sem tempo para dormir.”

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, frisa que “as Expressões e as AEC não são atividade letiva”. O representante dos pais diz que, no 1º ciclo, a carga de atividade letiva diária é de cinco horas, “o que permite aprender e consolidar aprendizagens”. Se esse tempo for bem aproveitado, destaca, “pode evitar mandar trabalhos para casa”. Já o tempo que os alunos passam nas Expressões e AEC, é “importantíssimo” e é algo de que “as famílias precisam”. No entanto, reconhece que “nem sempre é bem aproveitado”. No segundo e terceiro ciclos, Jorge Ascensão considera que a carga letiva é excessiva. “O currículo – aquilo que é exigido saber – é demasiado extenso. O que leva a que os professores continuem a enviar trabalhos de casa”. Por isso, reforça a necessidade de “reformular currículos”.

Há concelhos no País, diz Filinto Lima, onde as crianças do 1º ciclo chegam à escola às 07.30 e saem de lá às 19.30. Chegam antes de as aulas começarem, refere o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, e ficam no ATL até que os pais as possam ir buscar. “É um exagero de carga curricular e não curricular, de permanência no mesmo espaço físico”, afirma. Filinto Lima considera que “a sociedade devia criar mecanismos para que o aluno cumprisse o horário letivo na escola – que já é puxado – e pudesse ter atividade fora da escola”. Sugere, por exemplo, “parcerias com Instituições Particulares de Solidariedade Social e associações recreativas, para que abrissem as suas portas”.

 

 

 

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