Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigido a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade

Agosto 11, 2017 às 11:10 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://www.dge.mec.pt/ de 10 de julho de 2017.

A Direção-Geral da Educação irá promover no próximo ano letivo 2017/18, com o apoio da Universidade de Évora, do Instituto Politécnico de Setúbal, da Associação Nacional dos Professores de Informática e da Microsoft Portugal, a iniciativa “Programação e Robótica no Ensino Básico”. Esta iniciativa decorre da implementação do projeto-piloto Iniciação à Programação no 1.º Ciclo do Ensino Básico que, entre 2015 e 2017, envolveu mais de setenta mil alunos.

As atividades de “Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigidas a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade, poderão ser dinamizadas, na Oferta Complementar, nas Atividades de Enriquecimento Curricular ou na Oferta de Escola, ficando esta opção ao critério dos órgãos internos do Agrupamento, nos termos do estabelecido nos respetivos diplomas legais.

Os estabelecimentos de ensino interessados em participar nesta iniciativa deverão registar-se através do formulário disponível em: http://area.dge.mec.pt/dspe1cip utilizando as credenciais fornecidas pela DGEEC, até ao dia 15 de agosto de 2017. No formulário, os Diretores deverão indicar os professores que pretendem envolver na iniciativa, para posterior participação na formação promovida no âmbito do projeto. Os professores indicados poderão pertencer a qualquer Grupo de Recrutamento, desde que possuam o perfil adequado ao desenvolvimento da atividade.

Os estabelecimentos de ensino envolvidos nesta iniciativa terão acesso a um sistema de acompanhamento e apoio presencial e online, através da realização de diversos eventos regionais, e de uma comunidade de prática que disponibilizará um conjunto de recursos educativos digitais.

Informações adicionais sobre esta iniciativa poderão ser obtidas através do endereço de correio eletrónico: probotica@dge.mec.pt.

 

 

Vamos descobrir Lisboa e a sua história! App para Android “Roteiro dos Descobrimentos”

Agosto 8, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do http://www.ie.ulisboa.pt/

Vamos descobrir Lisboa e a sua história! Já conheces a novíssima App para androide “Roteiro dos Descobrimentos”?

É uma criação do IEULisboa, em parceria com a FCULisboa, dedicada à exploração da cidade de Lisboa com base na temática dos Descobrimentos Portugueses.

São 8 itinerários possíveis, que decorrem em diferentes locais, monumentos e museus da cidade (Museu do Oriente, Aquário Vasco da Gama, Planetário Calouste Gulbenkian) e que abordam questões relacionadas com a cidade no período dos Descobrimentos, o encontro de culturas, a navegação pelas estrelas e a biodiversidade dos oceanos.

Esta App, quepode ser descarregada de forma gratuita através da Google Play store, é direcionada a crianças do 1º e do 2º ciclo e pode ser explorada em contexto escolar ou familiar.

App para androide “Roteiro dos Descobrimentos”

 

Tratar os Media por ‘Tu‘ : Guia Prático de Educação para os Média

Julho 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Com autoria de Patrícia Silveira, Clarisse Pessôa, Diana Pinto, Simone Petrella (CECS – Universidade do Minho) e de Amália Carvalho, acaba de ser publicada a obra “Tratar os Media por Tu – Guia prático de Educação para os Media” pela Direção-Geral da Educação. O livro pretende oferecer aos docentes do 1.º, 2.º e 3.º ciclos dos Ensinos Básico e Secundário um conjunto de propostas práticas para a abordagem dos média em contexto de sala de aula.

Descarregar o guia no link:

http://www.cecs.uminho.pt/investigadores-do-cecs-publicam-guia-pratico-de-educacao-para-os-media/

 

72% dos alunos retidos no 5.º ano tiveram negativa a pelo menos cinco disciplinas

Julho 5, 2017 às 11:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.educare.pt/ de 8 de junho de 2017.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Resultados Escolares por Disciplina – 2.º Ciclo

Quais as disciplinas em que os alunos revelam maiores dificuldades? E aquelas em que obtêm nota “cinco”? Qual a probabilidade de um aluno recuperar uma nota negativa no ano letivo seguinte? Como se comparam as notas de rapazes e raparigas? Que notas conseguem os alunos mais carenciados? Estas e outras questões encontram resposta no estudo “Resultados Escolares por Disciplina – 2.º ciclo”, divulgado em maio pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência.

Ciências Naturais, Educação Física, Educação Musical, Educação Tecnológica, Educação Visual, História e Geografia de Portugal, Inglês, Matemática e Português são as disciplinas que compõem o currículo do 5.º e do 6.º anos. Para perceber “as circunstâncias em que ocorrem o sucesso e o insucesso escolar no 2.º ciclo” nestas nove disciplinas, o Ministério da Educação mostra as classificações obtidas por todos os alunos matriculados em escolas públicas de Portugal continental, no ano letivo de 2014/2015.

Além de analisar as pautas finais, em cada ano de ensino, o estudo faz um seguimento dos melhores alunos, os que obtêm “cinco”, entre dois anos letivos consecutivos. Desta forma, percebe-se quantos alunos do 5.º ano conseguem manter a nota no 6.º ano.

Por outro lado, o Ministério da Educação faz as contas às taxas de recuperação de negativas trazidas do 5.º para o 6.º ano e do 6.º para o 7.º ano, entre os alunos que transitaram de ano. Com base nestes dados, a tutela argumenta que a elevada taxa de classificações negativas em Matemática, associada a uma fraca capacidade de recuperação à disciplina, é prova da “ineficácia da retenção”.

“Nucleares” causam mais dificuldades

Os resultados não surpreendem. As três disciplinas que já foram consideradas “nucleares” são as que mais dificuldades causam. Começemos pelo 5.º ano, em que 26% dos alunos têm negativa a Matemática, 14% Inglês e 13% Português. As percentagens de chumbos nas três disciplinas pouco diferem no 6.º ano: 30%, 15% e 9%, respetivamente.

Nas restantes disciplinas há menos insucesso. No 5.º ano e no 6.º ano, a percentagem de negativas em História e Geografia de Portugal é de 12% e de 9% e em Ciências Naturais é de 8% e 9%. No 5.º ano, 4% dos alunos tiram negativa em Educação Visual, Educação Musical e Educação Tecnológica, no 6.º a percentagem varia entre os 3% e os 2%, e apenas 2% dos alunos chumbam em Educação Física nos dois anos de ensino.

Olhando para o total de classificações, os resultados mostram que 63% dos alunos do 5.º e do 6. ano passaram de ano, designadamente para o 6.º e 7.º ano, sem negativas. Já 16% transitaram com uma negativa. Poderão ter passado de ano ou não, dependendo das decisões do conselho de turma, 11,5% de alunos com duas negativas e 9,5% com três ou mais negativas. Dito de outro modo, mais de um terço dos alunos que frequentaram o 2.º ciclo no ano letivo de 2014/2015 chumbaram em pelo menos uma disciplina.

“Curiosamente”, diz o Ministério da Educação, apesar de as negativas a Matemática e Inglês serem mais frequentes, “onde uma maior proporção de alunos revela dificuldades sérias”, ambas as disciplinas têm também a sua quota parte de excelentes alunos, com classificação “cinco”.

Quais as diciplinas de nota “cinco”?
As notas variam numa escala de 1 a 5 valores, no 2.º ciclo, o que permitiu ao Ministério da Educação analisar não apenas os casos em que o aproveitamento escolar é insuficiente, mas também em que é excelente.

Quais as disciplinas em que os alunos tiram mais notas “cinco”? Tanto no 5.º, como no 6.º ano a resposta é a mesma: Educação Musical foi a disciplina em que uma maior percentagem de alunos, 24%, alcançou a classificação máxima. Os dados mostram também que bastantes alunos obtêm “cinco” Educação Física, Educação Visual e Educação Tecnológica.

Olhando, agora, para os resultados excelentes nas disciplinas em que se registam mais negativas, vê-se que tanto no 5.º como no 6.º anos é mais frequente encontrar alunos com nota “cinco” em que Inglês e a Matemática do que a Português. Apenas 9% e 7% dos alunos conseguem nota máxima no 5.º e no 6.º anos em língua materna. Em Inglês, a proporção de alunos com nota “cinco” é bastante mais elevada: 17% no 5.º ano e 15% no 6.º ano.

A análise da distribuição das classificações dos alunos, por disciplina, na escala de 1 a 5 valores possibilitou outras descobertas. Como a de que os professores praticamente não dão a nota mais baixa.

Se o “um” é a classificação mais rara, o “três” é a nota mais comum na generalidade das disciplinas. Exceto em Educação Musical e Educação Física, em que o “quatro” é mais frequente e em que 65% dos alunos ou têm “quatro” ou tem “cinco”, no final do ano. Em Matemática, por exemplo, a percentagem análoga é aproximadamente de 35%.

Da “nega” à positiva
Existe uma proporção significativa de alunos que passam de ano, com negativa a uma ou a duas disciplinas. A falta de aproveitamento, como foi referido, é mais frequente a Matemática, e em menor percentagem, também em Inglês e em Português.

“Chegados ao ano seguinte, é natural que estes alunos sintam algumas dificuldades em acompanhar devidamente a matéria das disciplinas que já traziam sem aproveitamento do ano anterior”, explicam os autores do relatório “Resultados Escolares por Disciplina”.

Esta dificuldade em entender a “nova” matéria, quando a “antiga” não foi corretamente aprendida, acaba por gerar aproveitamento negativo no novo ano de escolaridade. Qual a probabilidade de um aluno recuperar uma nota negativa no ano letivo seguinte? Foi a pergunta a que o Ministério da Educação quis dar uma resposta, analisando as recuperações de negativas no ano seguinte.

Qual das situações é mais frequente: o aluno conseguir a positiva ou voltar a ter negativa? A resposta varia, consoante a disciplina em causa. Em Educação Tecnológica ou Educação Visual, é muito frequente os alunos obterem positiva no 6.º ano, quando tiveram negativa no 5.º ano. Os dados mostram que 85% dos alunos que trouxeram do 5.º ano uma “nega” a Educação Tecnológica tiveram positiva no ano seguinte. Em Educação Visual, a percentagem de recuperações é também elevada, situa-se em 81%.

A recuperação é mais difícil quando o insucesso ocorre às disciplinas de Matemática e de Inglês. Só 21% dos alunos que transitaram do 5.º ano para o 6.º ano com negativa a Matemática alcançaram a positiva nesse mesmo ano. Em Inglês a taxa de recuperação foi de 34%. O que diz o Ministério da Educação sobre estes dados?

“Estes resultados sugerem que obter uma classificação final negativa a Matemática é um problema mais sério do que obter uma classificação negativa noutra disciplina, pois a probabilidade de posterior recuperação dessa negativa é muito menor.”

O estudo mostra ainda as taxas de recuperação de negativas dos alunos que transitaram do 6.º ano para o 7.º ano no final de 2013/2014, analisando os resultados que esses mesmos alunos obtiveram no final de 2014/2015. Como o 7.º ano já pertence ao 3.º ciclo, e nem todas as disciplinas do 6.º ano existem no ano seguinte, as comparações do Ministério da Educação cingiram-se às disciplinas de Português, Matemática, Inglês, Ciências Naturais, Educação Visual e Educação Física.

De novo, “a dificuldade de recuperação de negativas difere muito de disciplina para disciplina”, lê-se no relatório. Alguns exemplos: entre os alunos que passaram do 6.º ano para o 7.º ano com nota negativa em Matemática, apenas 22% recuperaram no final do 7.º ano. Em Inglês, a mesma percentagem de recuperação de negativas foi de 40%. E em Português, 45% dos alunos conseguiram recuperar e acabar o 7.º ano com positiva. No extremo oposto, em Educação Visual e Educação Física, 78% e 76% dos alunos conseguiram recuperar a negativa trazida do 6.º ano.

Recuperação entre os “repetentes”
A informação recolhida pela tutela mostra que entre os alunos que chumbaram em 2014/2015, e que representam 10% do total de alunos do 2.º ciclo, a recuperação é ainda mais difícil. O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, tem argumentado que a retenção é um dos principais focos de preocupação do sistema educativo português.

Dos alunos do 5.º ano que não transitaram para o 6.º ano no final de 2014/2015, cerca de 43% tiveram nota final negativa a seis ou mais disciplinas. Somando estes aos alunos que chumbaram com cinco negativas, percebe-se, segundo o Ministério, que “uma esmagadora maioria” de 72% dos alunos retidos no 5.º ano tiveram negativa em pelo menos cinco disciplinas. Para os responsáveis pela Educação, isto significa que “entre quem chumba no 5.º ano, as dificuldades escolares são generalizadas”.

Apenas 7% dos alunos retidos neste nível de escolaridade, em 2014/2015, tinha negativa a três disciplinas e, por isso, estava no limiar de mínimo de negativas a partir do qual os conselhos de turma, por norma, decidem chumbar o aluno. “O que mostra que existem relativamente poucas retenções à tangente”, esclarece o relatório.

No caso dos alunos retidos no 6.º ano de escolaridade, o cenário é muito semelhante. Ainda assim, são mais frequentes as retenções “marginais”, ou seja, com duas e três negativas. De notar, em matéria de chumbos, que o aluno fica reprovado com negativa a duas disciplinas se estas forem em simultâneo Português e Matemática.

As reprovações no 6.º ano com negativa em cinco ou mais disciplinas representam 47% do total de retenções, uma percentagem relativamente inferior aos 72% observados no 5.º ano. As disciplinas com aproveitamento insuficiente entre os alunos que chumbaram no 5.º e no 6.º ano são sobretudo a Matemática, o Inglês, o Português e a História e Geografia de Portugal.

Rapazes e raparigas

Os desempenhos escolares das raparigas são bastante superiores aos dos rapazes, em praticamente todas as disciplinas consideradas no estudo, exceto a Educação Física. Seja em Matemática, ou Inglês, Ciências Naturais ou Educação Musical, seja no 5.º ou no 6.º ano, há sempre mais notas negativas entre os rapazes. Mas o fosso é “particularmente largo” na disciplina de Português, diz o relatório. No 5.º ano, tiram negativa nesta disciplina 17% dos rapazes, contra 8% das raparigas; no 6.º ano, 13% dos rapazes e 6% das raparigas.

As raparigas voltam a ganhar na percentagem final de “quatros” e “cincos”, tanto no 5.º como no 6.º ano, exceto na disciplina de Educação Física, na qual mais rapazes do que raparigas obtêm as pontuações máximas.

O estudo faz ainda uma análise das classificações por disciplina tendo como critério o facto de o aluno ser ou não beneficiário dos apoios da Ação Social Escolar (ASE). A comparação realizada foi semelhante à efetuada entre rapazes e raparigas. O apoio ASE, recorde-se, está dividido em dois escalões: o A corresponde a dificuldades económicas severas e o B a carências mais ligeiras.

Considerando as duas disciplinas geradoras de maior percentagem de notas negativas no 2.º ciclo, os dados mostram, por exemplo, que 44% dos alunos do 5.º ano com nota final negativa a Matemática estão no escalão A, 28% no escalão B e apenas 16% não são beneficiários de apoios. Relativamente às negativas em Inglês, a distribuição é semelhante: 25% dos alunos estão no escalão A, 14% no B e 7% não têm escalão.

Mas há mais exemplos: no 6.º ano, 48% dos alunos com negativa a Matemática estão no escalão A, 32% no B e 20% não são beneficiários. Em Inglês, 26% dos alunos com negativa no final do ano estão colocados no escalão A, 17% no B e 9% não têm ASE. Nas restantes disciplinas, tanto no 5.º como no 6.º ano, a distribuição segue o mesmo sentido: mais negativas entre os alunos beneficiários e muito menos entre os não beneficiários.

Na leitura feita sobre os dados recolhidos, o Ministério da Educação realça que “não deixa de impressionar a regularidade e a intensidade da correlação entre as classificações dos alunos nas disciplinas e o seu contexto económico”. Efeitos “muito marcados” sobretudo em Matemática, Inglês, História e Geografia de Portugal, Português e Ciências Naturais, e “um pouco mais suaves” em Educação Musical, Educação Visual, Educação Tecnológia e Educação Física.

“Parece ser inegável que, em Portugal, o sistema educativo terá de continuar a trabalhar para que a escola pública cumpra o seu papel nivelador de oportunidades entre alunos oriundos de diferentes estratos socioeconómicos”, lê-se no estudo.

 

5 Dicas para estares bem na net – Coleção de três cartazes dirigida aos alunos do 2.º Ciclo

Março 31, 2017 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.seguranet.pt/pt/colecao-5-dicas-cartazes-2o-ciclo

Caderno de Educação Financeira para o 2.º ciclo

Fevereiro 25, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o caderno no link:

http://blogue.rbe.mec.pt/cadernos-de-educacao-financeira-dge-2039375

Tecnologias: há diferenças entre público e privado

Fevereiro 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://www.educare.pt/ de 23 de janeiro de 2017.

O documento citado no texto é o seguinte:

Modernização Tecnológica das Escolas 2014/2015

educare

Distribuição não é igual. No ensino público, em 2014/2015, a maior parte dos computadores estava no 3.º ciclo. No privado, havia mais computadores no Secundário. E, no conjunto, 53% das escolas não tinham quadros interativos nas salas de aula.

Sara R. Oliveira

Os anos passam e as escolas estão cada vez mais tecnológicas. Há mais computadores, mais alunos com acesso à Internet, mais maquinaria disponível para fins pedagógicos. As novas tecnologias tornaram-se uma presença constante no dia a dia dos estudantes. Mesmo assim, nem todas as escolas do país têm quadros interativos nas salas de aula. O documento “Modernização Tecnológica das Escolas 2014/2015”, publicado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), revela os recursos tecnológicos das escolas públicas e privadas, do pré-escolar ao Secundário, do ensino regular, tuteladas pelo Ministério da Educação (ME) e localizadas em Portugal Continental.

Há diferenças neste mundo das novas tecnologias entre o ensino público e privado, como mostram as informações recolhidas e tratadas do inquérito realizado anualmente junto das escolas. No ano letivo em análise, 2014/2015, havia 436 870 computadores no ensino regular Básico e Secundário em Portugal continental. No público, estavam 369 401 computadores, no privado dependente do Estado (em que 50% dos seus fundos regulares de funcionamento provêm de organismos estatais) 21 574, e no privado independente 45 895. Em termos gerais, 30% dos computadores estavam no 3.º ciclo, 28% no Secundário, 18% no 2.º ciclo, 15% no 1.º ciclo e 9% no pré-escolar.

A distribuição varia consoante o tipo de ensino. No público, a maior parte dos computadores, 121 353, estava no 3.º ciclo, seguindo-se o Secundário com 96 298, o 2.º Ciclo com 75 898, o 1.º ciclo com 56 574, e o pré-escolar com 19 278. No privado independente, a configuração é diferente. É no Secundário que havia mais computadores, 22 806 dos 45 895. Quase metade, portanto. Depois surge o pré-escolar com 7604, o 1.º ciclo logo a seguir com 7121. O 3.º ciclo aparece em quarto lugar com 5739 e em quinto o 2.º ciclo com 2625 computadores. No ensino privado dependente do Estado, a distribuição é outra. No ano letivo em análise, havia mais computadores no pré-escolar, 12 169 dos 21 574. O 3.º ciclo surge em segundo lugar com 3 874, seguido do Secundário com 2392 e o 2.º ciclo com 2310. O 1.º ciclo ficava em último com apenas 829 computadores, apenas 4% do total.

Em termos de dimensão, e em termos gerais, 36% dos computadores estavam em escolas que tinham entre 500 e 999 alunos, 35% em escolas com 100 a 499 alunos, 19% em escolas com mais de mil estudantes e 10% com menos de 100. Também aqui há diferenças entre o ensino público e o privado. No público, a maior percentagem dos computadores, 41%, estava em escolas que tinham entre 500 e 999 alunos, 33% em escolas com entre 100 e 499 alunos, 19% com mais de mil e 7% com menos de 100. No privado, havia mais computadores nos estabelecimentos, 56%, que tinham entre 100 e 499 alunos, 20% em escolas com menos de 100 alunos, e 12% em escolas com entre 500 e 999 alunos e 12% em escolas com mais de mil alunos.

Do total dos computadores, no público e privado, 84% destinavam-se a fins pedagógicos e 16% eram para uso administrativo. Oitenta e três por cento eram computadores de secretária e 17% portáteis. Dos 436 870 computadores, 248 403 tinham mais de três anos de vida e 188 467 três ou menos anos de atividade. No geral, em termos de antiguidade, 57% dos computadores que estão nas escolas públicas e privadas têm três ou mais anos. E 54% dos portáteis têm mais de três anos.

Dos 366 202 computadores com ligação à Internet, 307 925 eram usados para fins pedagógicos e 58 277 para fins administrativos. E 61% dos que eram ligados para fins pedagógicos tinham mais de três anos de vida e 64% dos usados para fins administrativos tinham igualmente mais de três anos de atividade. O inquérito efetuado revela ainda que 53% das escolas públicas e privadas, do pré-escolar e ensino não superior, não tinham quadros interativos em 2014/2015. Ou seja, 4500 escolas não tinham quadros interativos e 3939 dispunham desse meio.

O documento publicado pela DGEEC não inclui informação sobre recursos tecnológicos de instituições de educação e formação tuteladas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, centros de emprego e formação profissional, nem dados relativos a outras entidades registadas no sistema de informação e gestão de ofertas do ME. “A informação agora publicada resulta de um processo de recolha, validação e tratamento de dados obtidos através de inquérito anual – questionário eletrónico, tipo de recenseamento – relativos a recursos tecnológicos existentes nas escolas”, lê-se no documento.

 

Alunos do 1.º e 2.º anos têm mais 500 horas de aulas do que os do 12.º

Novembro 15, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 19 de outubro de 2016.

João Manuel Ribeiro/ Global Imagens

João Manuel Ribeiro/ Global Imagens

Pedro Sousa Tavares e Joana Capucho

Em média, os alunos de seis anos têm uma carga letiva anual de 1500 horas. E no 3.º e 4.º ano o volume de trabalho sobe para as 1620

“A carga letiva atribuída aos alunos portugueses não tem a mínima consideração pela sua idade, não tem uma lógica progressiva, sendo vítima de múltiplos interesses exceto os dos próprios alunos.” É desta forma que Alexandre Henriques, autor do blogue “Comregras”, resume um estudo em que se chega à conclusão de que, em Portugal, quem começa a escolaridade obrigatória passa mais tempo em atividades letivas do que quem está a preparar-se para entrar no ensino superior.

O estudo é baseado em dados oficiais, da Direção-Geral da Educação, apresentando-os de uma forma que torna mais evidente o que o autor classifica como “uma incongruência difícil de explicar” no desenho que os currículos impõem aos horários dos alunos.

Assim, um horário típico do 1.º ano, incluindo as disciplinas nucleares – Português, Matemática, Estudo do meio – e ainda as Expressões, o Inglês e uma hora diária de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) acaba por resultar numa carga letiva anual de 1500 horas para os alunos do 1.º e 2.º anos de escolaridade, que comparam com as 1035 dos alunos do 12.º ano, para os quais o período da manhã, até às 13.30, é geralmente suficiente para abarcar todo o currículo.

Pior, em toda a escolaridade obrigatória, só mesmo os alunos do 3.º e 4.º anos de escolaridade, que se deparam com uma carga letiva de 1620 horas. Mais 90 horas de aulas por ano do que os anos letivos que, com 1520, mais se aproximam: o 7.º, o 10.º e o 11.º anos.

Embora não entre na contabilidade do autor, o horário dos alunos do 1.º ciclo acaba por ser reforçado pelo trabalho fora da escola, já que os trabalhos de casa têm vindo a aumentar – marcá-los é já uma prática diária em grande parte das escolas, na sequência da revisão das metas curriculares das diferentes disciplinas. Metas essas que, em particular no que toca ao 1.º ciclo, têm sido criticadas pelas associações de professores, que as consideram demasiado extensas e em muitos casos desadequadas à idade mental dos alunos.

Já excluindo as AEC, que não são obrigatórias mas acabam por ser frequentadas por perto de 100% dos alunos portugueses do 1.º ao 4.º ano, o autor compara a peculiaridade da situação dos estudantes portugueses com dois outros sistemas educativos: o finlandês e o búlgaro.

A Finlândia, desde que reformulou o seus sistema educativo, há mais de década e meia, tem ocupado os primeiros lugares dos testes PISA, da OCDE – que comparam o conhecimento de alunos de 15 anos na língua materna, matemática e ciências . E uma das caraterísticas do seus sistema é precisamente a redução dos tempos letivos, em particular no início da escolaridade obrigatória (que acontece aos sete anos de idade), de forma a libertar os alunos para atividades que permitam desenvolver o sentido crítico, a criatividade e o raciocínio ou, simplesmente, dar-lhes tempo livre de lazer. Em média, os seus estudantes do 1.º ano (mais velhos do que os equivalentes portugueses) passam 569 horas anuais em aulas curriculares. Os alunos nacionais passam 936. Na Bulgária, este número desce para as 397.

Recorde-se que o Ministério da Educação já anunciou a intenção de lançar, a partir do próximo ano letivo, “currículos essenciais” nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade, de forma a aliviar a matéria que os professores têm de transmitir aos alunos todos os alunos, libertando docentes e educandos para outras atividades em sala de aula, como a consolidação dessas aprendizagens e o desenvolvimento de formas de aplicar em situações concretas a informação adquirida. Capacidade de atenção reduzida

Para Fernanda Leopoldina Viana, doutorada em psicologia da educação, a carga que existe atualmente no 1º ciclo “é muito excessiva para crianças tão pequenas e com uma capacidade de atenção muito limitada”. Embora as Expressões e AEC não sejam consideradas atividade letiva, “têm a desvantagem de ser feitas no mesmo contexto, em salas”. Está provado, prossegue, “que mais tempo de permanência nas escolas não significa melhores resultados”. Para muitas famílias, diz a professora do Instituto de Educação da Universidade do Minho, “é mais cómodo e económico” o atual modelo. Contudo, ressalva, “se as crianças quiserem frequentar ballet, natação ou futebol fora da escola, ficam sem tempo para dormir.”

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, frisa que “as Expressões e as AEC não são atividade letiva”. O representante dos pais diz que, no 1º ciclo, a carga de atividade letiva diária é de cinco horas, “o que permite aprender e consolidar aprendizagens”. Se esse tempo for bem aproveitado, destaca, “pode evitar mandar trabalhos para casa”. Já o tempo que os alunos passam nas Expressões e AEC, é “importantíssimo” e é algo de que “as famílias precisam”. No entanto, reconhece que “nem sempre é bem aproveitado”. No segundo e terceiro ciclos, Jorge Ascensão considera que a carga letiva é excessiva. “O currículo – aquilo que é exigido saber – é demasiado extenso. O que leva a que os professores continuem a enviar trabalhos de casa”. Por isso, reforça a necessidade de “reformular currículos”.

Há concelhos no País, diz Filinto Lima, onde as crianças do 1º ciclo chegam à escola às 07.30 e saem de lá às 19.30. Chegam antes de as aulas começarem, refere o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, e ficam no ATL até que os pais as possam ir buscar. “É um exagero de carga curricular e não curricular, de permanência no mesmo espaço físico”, afirma. Filinto Lima considera que “a sociedade devia criar mecanismos para que o aluno cumprisse o horário letivo na escola – que já é puxado – e pudesse ter atividade fora da escola”. Sugere, por exemplo, “parcerias com Instituições Particulares de Solidariedade Social e associações recreativas, para que abrissem as suas portas”.

 

 

 

Taxa de “percursos de sucesso” entre alunos com mães sem habilitações é de apenas 8%

Novembro 10, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de outubro de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares — 2.º ciclo do ensino público geral

clicar na imagem

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Mais desiguais, piores alunos

Outubro 29, 2016 às 5:51 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/de 20 de outubro de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares II : 2.º Ciclo do Ensino Público Geral 

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Quanto mais habilitações tem a mãe, melhores os resultados dos filhos na escola. O nível socioeconómico também joga um papel importante, diz um estudo do Ministério .

É a segunda vez – primeiro para o terceiro ciclo, no ano passado, e agora para o segundo – que o Ministério da Educação, através da Direção-geral de Estatísticas, analisa os resultados em função de algumas características das famílias portuguesas, no estudo “Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares”. E as tendências mantêm-se: uma relação muito forte entre o desempenho e o contexto socio-económico dos alunos, a somar a assimetrias regionais.

Mas o estudo revela também que a dinâmica das escolas pode subverter este cenário, o que liberta os dados de interpretações deterministas que levem a concluir, por exemplo, que nem as habilitações literárias permitem mobilidade social.

Os escalões do Apoio Social Escolar (ASE) confirmam as dificuldades escolares associadas às financeiras. “Entre os alunos que não recebem qualquer apoio ASE, a percentagem de percursos de sucesso no 2.º ciclo é de 63%. Entre os alunos com maior apoio ASE (escalão A), alunos oriundos de agregados familiares com condições económicas mais modestas, a mesma percentagem de percursos de sucesso é apenas de 27 por cento”. No grupo de estudantes sem apoio financeiro, 92% transitam de ano. Já as famílias com o maior apoio do ASE, a taxa de sucesso escolar não vai além dos 78 por cento.

A investigação agora publicada revela ainda que nos casos em que as mães têm licenciatura ou bacharelato, a percentagem de percursos de sucesso é de 80 por cento. Pelo contrário, os alunos com mães que não foram além do 4.º ano atingem bons resultados em apenas 26% dos casos.

Quanto mais letrados os encarregados de educação, melhor a prestação escolar dos filhos, confirmando-se igualmente a importância dos rendimentos familiares: “Alunos provenientes de meios socioeconómicos favorecidos tendem a obter, em média, melhores resultados escolares do que os seus colegas oriundos de meios mais desfavorecidos”.

Esta conclusão é especialmente preocupante na medida em que põe em causa a própria génese do sistema público – e universal – de educação que se pretende em Portugal. Nivelamento de oportunidades e promoção da mobilidade social ficam, assim, longe de garantidas.

Mas a análise estatística regional forneceu dados curiosos, que obrigam a olhar para o estudo com mais pormenor. Embora Setúbal tenha mães mais diferenciadas do que os outros distritos, o resultado académico dos filhos não é coerente. Com 43% de sucesso escolar, Setúbal é o pior distrito do País, por oposição a Coimbra (60%), com a melhor prestação. “Em média, os alunos do distrito de Braga cujas mães têm habilitação baixa, equivalente ao 6.º ano, têm um desempenho escolar no 2.º ciclo superior aos alunos do distrito de Setúbal cujas mães têm como habilitação o 12.º ano completo. Existem, portanto, outros fatores importantes em jogo, além do nível socioeconómico.”

Se o percurso académico e os rendimentos dos pais jogam um papel importante, as condicionantes regionais parecem um dado a ter cada vez mais em conta. “Os alunos dos distritos do sul do país têm níveis de habilitação das mães acima da média de Portugal continental, mas resultados escolares significativamente abaixo da média. Observe-se em particular como os alunos dos distritos de Faro, Lisboa ou Setúbal, tendo níveis de habilitação das mães francamente superiores aos dos seus colegas de Viseu, Braga ou Aveiro, têm ainda assim taxas de percursos de sucesso bastante inferiores – cerca de 12 pontos percentuais mais baixas – do que estes seus colegas do norte do país”.

Os autores do estudo alertam, por isso, para a necessidade de cruzar variáveis. “O nível socioeconómico não equivale a destino, ou seja, não determina de forma inapelável o desempenho escolar dos alunos. Prova disso é o facto de os alunos de certas regiões do país com indicadores socioeconómicos desfavoráveis, como Braga ou Viseu, terem, não obstante, indicadores de desempenho no 2.º ciclo francamente superiores à média nacional.”

Além do nível socioeconómico e das habilitações dos encarregados de educação, alertam os autores do estudo, “o dinamismo das escolas e dos professores”, bem como a importância atribuída à escola em cada região podem fazer a diferença.

Embora o sistema seja o mesmo, as variações entre escolas são ainda assinaláveis, o que aponta para a necessidade de atuar em cada universo.

 

 

 

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