Os jogos de vídeo podem ajudar as crianças a perder peso

Agosto 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 1 de agosto de 2018.

As crianças foram encorajadas a jogar em casa com um amigo ou membro da família.

Agência Reuters

É uma ajuda que faz os pais torcer o nariz, mas um estudo publicado na Pediatric Obesity diz que as crianças obesas podem ser capazes de perder peso com a ajuda dos jogos de vídeo.

Os jogos que exigem fazer exercício ajudam as crianças com excesso de peso a perdê-lo, assim como ajudam a melhorar o colesterol e a pressão sanguínea, ao mesmo tempo que se divertem. “As crianças estão muito interessadas em jogar e passam horas, todas as semanas, a fazê-lo”, declara Amanda Staiano, do Centro de Pesquisa Biomédica de Pennington, na Louisiana State University. Assim sendo, “em vez de culpar os jogos e a tecnologia, faz sentido perceber de que forma podem ajudar”, continua.

No Louisiana, mais de uma em cada três crianças (35,3%) entre as idades de 10 e 17 anos têm excesso de peso; e mais de uma em cada cinco (21,1%) são obesas. Os jogos podem ajudar as crianças quando estas usam o seu próprio corpo quando jogam, reforça a investigadora.

Para o estudo, 46 crianças, entre os 10 e os 12 anos, foram convidadas a jogar durante 24 semanas, uma hora três vezes por semana, e tinham conversas semanais com um treinador, que lhes dava conselhos sobre as metas que pretendiam ultrapassar em termos de actividade física. “Isso ajudou-os a manterem-se responsáveis”, justifica Staiano.

Metade dos miúdos foi posto no “grupo dos jogos” e a outra metade em “lista de espera”. As famílias do “grupo dos jogos” foram incentivadas a cumprir as recomendações de fazer 60 minutos diários de actividade física. Receberam uma Xbox, um dispositivo de detecção de movimento e quatro jogos de exercícios (Your Shape: Fitness Evoluído 2012, Just Dance 3, Disneyland Adventures e Kinect Sports Season 2). Receberam ainda um Fitbit para rastrear os passos diariamente.

As crianças foram encorajadas a jogar em casa com um amigo ou membro da família. “Estudos mostram que as crianças gastam mais energia quando brincam com outra pessoa”, justifica Staiano. No final do estudo, os membros do grupo de controlo também receberam uma consola de jogos e os jogos que promovem o exercício.

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A maioria das famílias – 22 de 23 – no “grupo dos jogos” completou o programa de seis meses. No final, as crianças tonham reduzido o seu índice de massa corporal (IMC) em cerca de 3%, enquanto as crianças do grupo de controlo aumentaram seu IMC em 1%. Da mesma forma, os níveis de colesterol caíram no “grupo dos jogos”, enquanto subiram no grupo de controlo.

E, embora os membros da família não tenham sido monitorados como parte do estudo, “ouvimos falar de pais que também perderam peso”, conclui Staiano.

mais informações sobre o estudo na notícia:

New study shows certain video games can improve health in children with obesity

 

 

 

Bicicleta e comida saudável fazem das crianças holandesas as menos obesas entre os países ricos

Agosto 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Menina anda de bicicleta entre os demais ciclistas de Amsterdã sem a supervisão dos pais (Foto: Mariana Timóteo da Costa/GloboNews)

Notícia e imagem do G1 Globo de 6 de julho de 2018.

Por Mariana Timóteo da Costa, GloboNews, Amsterdã, Haia e Roterdã

Só 7% das crianças holandesas de 11, 13 e 15 anos estão acima do peso; G1 publica série de reportagens sobre como a Holanda foi parar no topo dos países com as crianças mais felizes do mundo.

O percentual de crianças obesas na Holanda é o menor entre os países pesquisados pelo Unicef. Se nos EUA cerca de 30% das crianças de 11, 13 e 15 anos estão acima do peso, na Holanda o índice é 7%. Na França, outro país reconhecido pela alimentação saudável, o índice é 10%.

Apesar de o granulado de chocolate fazer parte de um lanche típico levado para as escolas, as crianças desde cedo fazem muito exercício porque andam para todo o canto de bicicleta. Além disso, iniciativas de prefeituras como a de Amsterdã vem reduzindo o consumo de açúcar e frituras nas escolas.

“Aos 6 anos já pedalava sozinha para a escola, aqui no bairro é tão tranquilo que nem precisamos de capacete, andamos sempre na ciclovia”, conta Ina Hutchison, hoje com 11, chegando de uma tarde no parque e no supermercado. “Vou sozinha, estaciono minha bike e faço as compras que minha mãe pediu.”

Desde quarta-feira (4), o G1 publica uma série de nove reportagens que investigam os fatores educacionais, econômicos e sociais por trás do sucesso holandês.

Mais bicicletas que pessoas

A Holanda tem 17 milhões de pessoas e 25 milhões de bicicletas. Ou seja, 1,3 bicicleta per capita. Na hora do rush em cidades grandes como Amsterdã, Roterdã e Haia, é comum ver mais bicicletas do que carros passando.

São mais de 35 mil quilômetros de ciclovias. Um holandês anda em média mil quilômetros por ano de bicicleta. E muitos desde cedo, como Ina Hutchison.

“A cultura da bicleta começa mesmo antes de as crianças aprenderem a andar, ou mesmo aprender a se movimentar com as pernas. Eu mesma só carrego ele aqui no bakfiet e ele adora”, diz a enóloga Agnes Demen, mãe de Jacob, de 1 ano.”

O bakfiet é uma estrutura de madeira que é colocada na bicicleta e usada para transportar crianças e compras de supermercado.

“É claro que o fato de as cidades serem planas e não termos problemas com segurança ajuda. Mas acho que é mais uma questão cultural mesmo. Aí a criança cresce e quer logo se deslocar de bicicleta”, acredita.

Agnes Demen transporta o filho Jacob na bakfiet, uma bicicleta adaptada para carregar crianças pequenas (Foto: Mariana Timóteo da Costa/GloboNews)

O granulado de chocolate levado de lanche, uma tradição holandesa, assim, não vira um vilão da alimentação.

Além do fato de as crianças fazerem muito exercício, prefeituras como a de Amsterdã iniciaram programas para estimular a alimentação saudável nas escolas. A Prefeitura parou de patrocinar eventos apoiados por marcas de fast-food e deu incentivo fiscais para escolas que, em suas lanchonetes, parassem de oferecer lanches processados ou com alto teor de açúcar.

O resultado foi uma redução de 12% do número de crianças obesas na cidade entre 2012 e 2015 – o que ocorreu especialmente no bairro de imigrantes.

“Aí foi um efeito cascata. Muitas escolas passaram a estimular apenas o consumo de água. Os pais começaram a mandar em vez de bolos para as festas de aniversário, frutas”, conta Leotien Peeters, da Fundação Bernard Van Leer, com sede na Holanda, dedicada à primeira infância, que advoca por mais saúde e bem-estar para crianças pequenas em vários países, incluindo no seu de origem.

Influência da nutrição na saúde

Uma das maiores cientistas da Holanda, Tessa Roseboom é professora de desenvolvimento infantil e saúde da Universidade de Amsterdã. Ela elogia as iniciativas da cidade ao perceber a influência da nutrição na saúde das crianças.

Autora de um estudo que provou que as doenças são influenciadas pela alimentação quando a criança ainda está no útero da mãe, ela diz que iniciativas como a de Amsterdã revertem tendências desses jovens terem doenças crônicas no futuro.

“Além disso permitirá que as crianças desenvolvam todo o seu potencial. A cidade de Amsterdã está se dando conta da importância de investir nesses primeiros anos da vida da criança”, afirma.

Outras cidades holandesas também programam atividades para promover vida saudável entre as crianças. Em Roterdã, é comum eventos como o que o G1 acompanhou, promovido pelas escolas públicas do bairro: uma caminhada de 5 km com a participação de cerca de 700 crianças e 400 pais.

“Adoro vir nessas caminhadas, faz nos sentirmos parte da comunidade e ainda fazem bem para a saúde”, diz a joalheira Diana Spierings, acompanhada do filho Jules e de um amigo.”

A empresária Nanja Totorla passeia animada com o filho Gianlucca, de 8. Logo, o menino dispara no meio da multidão.

“Já já ele volta, as crianças aqui são muito livres”, brinca.

 

 

4ª Escola Somos – Programa Municipal de Educação para os Direitos Humanos – Câmara Municipal de Lisboa

Agosto 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O SOMOS – Programa Municipal de Educação para a Cidadania Democrática e Direitos Humanos, promove, a uma escala local, os compromissos e princípios assumidos na carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos.
Desde a sua criação, em 2016, este programa possibilita que qualquer entidade possa solicitar gratuitamente ações de sensibilização em temas como os Direitos Humanos, Cidadania Democrática, Bullying, Discriminação Étnica, Identidade de Género, Violência de Género, Direitos da Criança, Igualdade, entre outros.

mais informações no link:

https://www.cnpdpcj.gov.pt/4-escola-somos.aspx

Mães que bebem e amamentam podem ter filhos com problemas cognitivos

Agosto 12, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 31 de julho de 2018.

As mães que bebem álcool e amamentam podem ter mais probabilidade de ter filhos com problemas cognitivos do que as que se abstêm durante a amamentação, sugere um estudo australiano. Para estes, os investigadores examinaram os resultados de testes de raciocínio preenchidos por 5107 crianças, bem como questionários preenchidos pelas mães detalhando se, durante a gravidez e fase de amamentação, consumiram álcool ou tabaco.

Assim, os filhos das que beberam apresentaram classificações mais baixas no que se refere a testes de raciocínio não-verbal, entre seis e sete anos. Aliás, os resultados era piores quanto mais as mulheres bebiam, relatam os investigadores da área da pediatria. “A opção mais segura é que uma mãe que amamenta se abstenha de beber álcool até que o seu bebé deixe de mamar”, aconselha Louisa Gibson, da Universidade Macquarie, na Austrália.

Quanto aos filhos de mulheres que fumaram durante o período de amamentação, não se verificou qualquer diferença nos resultados dos exames feitos e comparados com os filhos de mães que não fumaram. “Tal não significa que fumar seja seguro”, salvaguarda Gibson. “Se as mulheres tiverem dificuldade em abandonar o álcool e os cigarros, devem conversar com o seu médico sobre maneiras de reduzir a sua ingestão para minimizar os impactos no bebé”, acrescenta.

Embora a exposição pré-natal ao álcool e à nicotina esteja, há muito tempo, ligada a problemas cognitivos nos mais novos, este estudo traz novas perspectivas sobre os riscos da exposição durante a lactação.

 

 

 

Estudo com crianças do Porto: menos de 40% usam protector solar na praia

Agosto 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de julho de 2018.

Foram inquiridas duas mil crianças de 12 escolas.

Lusa

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) mostra que, de duas mil crianças inquiridas em 12 escolas primárias públicas da cidade, apenas 37% usam protector solar quando vão à praia e 15% quando estão na escola.

Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usam o chapéu para se proteger do sol.

“Apesar da falta de protecção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de protecção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protector solar protege melhor do que a roupa ou a sombra”, indica um comunicado sobre a investigação.

Da responsabilidade da estudante de doutoramento da FMUP Ana Filipa Duarte, também investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), o projecto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.

Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.

Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, “concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários”, indicou o comunicado.

Contudo, continua a nota informativa, embora em Portugal a utilização deste serviço “seja significativa, especialmente entre mulheres com idades jovens, a procura está abaixo da registada noutros países europeus”.

Atletas susceptíveis

Os atletas, refere ainda o comunicado, que praticam desporto ao ar livre “são outro dos grupos mais susceptíveis à exposição solar”.

Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.

Outra das conclusões demonstra que, apesar de as mulheres serem mais cuidadosas do que os homens no que diz respeito à utilização do protector solar, não têm tanto cuidado quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Esta linha de investigação tem em curso estudos adicionais, que permitem verificar a melhor forma de intervenção junto da população e melhorar a sua eficácia, direccionando as campanhas de prevenção.

No âmbito deste projecto estão ainda a ser investigados os dados epidemiológicos e os custos associados ao tratamento do cancro da pele em Portugal.

Esta investigação foi coordenada por Osvaldo Correia e Altamiro da Costa Pereira, docentes da FMUP e investigadores do CINTESIS.

 

mais informações na notícia da Universidade do Porto:

FMUP e CINTESIS avaliam hábitos de exposição solar dos portugueses

 

Unicef e OMS alertam: 78 milhões de bebés não são amamentados na primeira hora após o parto

Agosto 10, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 31 de julho de 2018.

Cerca de 78 milhões de bebés (60% do total) não são amamentados na primeira hora de vida, aumentando o risco de morte e de doença, alertaram hoje a Unicef e a Organização Mundial de Saúde num novo estudo.

As organizações notam que a maior parte destes bebés nasce em países de rendimento baixo e salientam que mesmo uma demora de algumas horas na amamentação após o nascimento pode colocar as crianças em risco de vida.

O contacto pele com pele na amamentação estimula a produção de leite nas mães, incluindo o colostro, rico em nutrientes e anticorpos, chamado a “primeira vacina” de um bebé.

As taxas de amamentação na primeira hora após o nascimento são mais altas na África Austral e do Sul (65%) e mais baixas no leste da Ásia e Pacífico (32%), refere-se no relatório.

Em países como o Burundi, Sri Lanka e Vanuatu, 90% dos bebés são amamentados na primeira hora, enquanto no Azerbaijão, Chade e Montenegro, só dois em cada dez são amamentados.

O diretor-geral da OMS, Tedrso Adhanom Ghebreyesus, salientou que “a amamentação é o melhor começo de vida possível” e defendeu que é preciso as famílias, sistemas de saúde, patrões e governos apoiarem as mães para “darem aos filhos o começo que merecem”.

No relatório, chamado “Capturar o momento”, elencam-se razões que fazem demorar o primeiro aleitamento, como diferenças nos cuidados às mães e recém-nascidos.

Em muitos casos, os bebés são separados das mães imediatamente após o nascimento e não é a presença de pessoal qualificado a assistir aos partos que afeta a frequência da amamentação após o nascimento.

Práticas como dar aos recém-nascidos leite preparado, mel ou água açucarada ainda contribuem para adiar o primeiro contacto do bebé com a sua mãe.

Outro fator é o aumento de cesarianas, que em países como Egito mais do que duplicaram entre 2005 e 2014, de 20% para 52%, enquanto a percentagem de bebés amamentados desde logo desceu de 40% para 27%.

Estudos anteriores citados no documento agora divulgado mostram que os recém-nascidos que foram amamentados entre as duas e as 23 horas a seguir ao parto tinham 33% mais riscos de morrer do que os que foram amamentados antes.

Entre os recém-nascidos amamentados a partir do dia seguinte ao nascimento, o risco duplicava.

No relatório apela-se aos governos, doadores e decisores para que adotem medidas legais fortes para restringir a publicidade de leite preparado para recém-nascidos e outros substitutos do leite materno.

Lusa

O relatório Capture the Moment: Early initiation of breastfeeding – the best start for every newborn pode ser consultado no link:

https://www.unicef.org/press-releases/3-5-babies-not-breastfed-first-hour-life

 

 

ONU. Em sete anos, sete mil crianças foram mortas ou mutiladas na Síria

Agosto 10, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 30 de julho de 2018.

Só este ano mais de 600 foram mortas ou mutiladas

Na passada sexta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciou que, em sete anos, sete mil crianças foram mortas ou mutiladas devido à guerra da Síria. Porém, outros relatórios “não verificados” avançam para mais de 20 mil vítimas.

“Está na hora de as crianças reaverem a infância que lhes foi retirada. Têm sido utilizadas e vítimas de abusos, pelo e para o conflito, há demasiado tempo”, afirma a representante especial das Nações Unidas para as Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba.

De acordo com a representante, as crianças sofreram ataques nas escolas, centros de refúgio e até nas suas próprias casas.

De acordo com o site da ONU, “desde 2005 que o Concelho de Segurança monitoriza e reporta mecanismos de seis graves violações contra as crianças”, devido a este conflito. As seis violações são “homicídio, mutilação, recrutamento de crianças para combaterem, violência sexual, rapto, ataques em escolas e centros médicos e recusa de acesso humanitário”.

“Desde então, todos os anos tem havido um enorme aumento em todas as violações graves, cometidas por ambas as partes do conflito”, confirma Gamba.

De acordo com os dados da ONU, só este ano, foram registadas 1200 violações graves contra as crianças: mais de 600 foram mortas ou mutiladas e quase 180 foram recrutadas para combater no conflito sírio.

Em termos de infraestruturas, 60 escolas e 100 unidades médicas foram atacadas.

De acordo com o representante especial, a maior parte destas violações dão-se nas zonas de Afrin, Hama, Idlib, Ghouta e Dara’a.

“Estou profundamente perturbada com as histórias das crianças que nascem e crescem, na Síria, durante este conflito; são crianças que nunca viram paz no seu país. Estas crianças não sabem o que significa a palavra paz!”, confessa a representante.

mais informações nos links:

https://news.un.org/pt/story/2018/07/1632602

https://www.un.org/press/en/2018/sc13437.doc.htm

 

Pedagoga sueca Inger Enkvist diz: ‘A nova pedagogia é um erro. Parece que não se vai à escola para estudar’

Agosto 10, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Revista Prosa Verso e Arte a Inger Enkvist

Por Revista Prosa Verso e Arte

“O novo desafio é controlar o acesso ao celular. As escolas fazem bem em proibi-lo e os pais devem vigiar seu uso em casa. Devem saber dizer ‘não’”

Pedagoga sueca, com mais de quatro décadas de experiência na educação, critica método que dá mais iniciativa aos alunos na sala de aula e defende um ensino mais tradicional

– por Cristina Galindo, El País Brasil*

O silêncio reina na rua de pedras onde mora Inger Enkvist, em Lund, uma das cidades mais antigas da Suécia, com uma das universidades mais importantes deste país nórdico. Ninguém diria que a poucos minutos a pé fica o centro urbano. Esta calma chega ao interior de seu apartamento, uma sobreloja com grandes janelas e um jardim traseiro comunitário. Seu escritório, luminoso e cheio de livros, é um reflexo de sua ideia de como é preciso se entregar a qualquer tarefa intelectual: com ordem, concentração, seguindo regras…, lendo.

Enquanto a maioria dos pedagogos questiona a utilidade de decorar informações na era do Google e prega o fim das carteiras enfileiradas e das disciplinas estanques, com mais liberdade para os alunos, Enkvist (Värmland, Suécia, 1947) defende a necessidade de voltar a uma escola mais tradicional, onde se destaquem a disciplina, o esforço e a autoridade do professor. Seu ponto de vista contraria os postulados dessa nova pedagogia, mas também se distancia daqueles que acreditam que a escola é uma fábrica de alunos em série e que deve centrar seus esforços em competir com outros colégios para subir nos rankings mundiais.

Começou sua carreira educativa como professora do ensino secundário, e agora é catedrática emérita de espanhol na Universidade de Lund. Centrou sua pesquisa na obra de Mario Vargas Llosa e Juan Goytisolo, e escreveu ensaios sobre José Ortega y Gasset, Miguel de Unamuno e María Zambrano. Publicou vários livros sobre pedagogia – como Repensar a Educação (Bunker Editorial, 2006, digital) – e centenas de artigos, além de ter assessorado o Governo sueco no assunto. Sentada na sala de sua casa, Enkvist conversa em espanhol sobre como acredita que as escolas deveriam ser, enquanto bebe um suco de frutas vermelhas servido num jarrinho de barro comprado em Segóvia. Falando com ela, não é nada difícil imaginá-la no seu colégio, ainda menina, tirando ótimas notas.

Eis a entrevista:

Como recorda sua escola?

Era pública e tradicional. Não tenho más recordações. Talvez houvesse algumas aulas chatas, mas às vezes a vida é assim. Os alunos chegavam na hora e não havia conflitos com os professores. A Suécia me deu uma educação gratuita e de qualidade.

Os tempos mudaram. Continua valendo a disciplina daquela época?

A relação entre pais e filhos se baseia mais do que nunca nas emoções. Temos uma vida mais fácil, e queremos que nossos filhos também a tenham. Mas a escola deve estar consciente de que sua tarefa principal continua sendo formar os jovens intelectualmente. A escola não pode ser uma creche, nem o professor um psicólogo ou um assistente social.

Qual deve ser a finalidade do ensino infantil?

Deve ser muitas coisas, mas sua tarefa principal é dar uma base intelectual. Dar conhecimentos aos jovens, prepará-los para o mercado de trabalho, transmitir-lhes uma cultura e proporcionar-lhes uma ideia da ordem social, porque a escola é a primeira instituição com a qual as crianças se deparam, e é importante que vejam que há algumas regras, que o professor é a autoridade e que é preciso respeitar tanto ele como os colegas.

Mas a tecnologia torna mais difícil controlar crianças hiperestimuladas.

Sempre houve dificuldades na aprendizagem. Há 50 anos, era o fato de precisar andar uma hora para chegar ao colégio, ou oferecer refeições nutritivas. Hoje se trata da enorme quantidade de estímulos. O novo desafio é controlar o acesso ao celular e ao computador para que se concentrem. As escolas que proíbem o celular fazem bem. Em casa, os pais devem vigiar o tempo de uso da tecnologia. Proibir é muito difícil, porque se criam conflitos, mas um pai moderno deve saber dizer “não”. Deve resistir.

Há pedagogos que afirmam que a escola tradicional é chata e educa crianças submissas, e que é preciso aprender a aprender.

A escola é um lugar para aprender a pensar sobre a base dos dados. Isso de insistir em aprender a aprender sem falar antes de aprendizagem é uma falsidade, porque não podemos pensar sem pensar em algo. Sem dados não há com o que começar a pensar.

A escola não deveria ser um lugar onde se divertir?

A satisfação na escola deve estar vinculada ao conteúdo: entrar numa aula e que lhe contem algo que você não sabia. Mas é preciso saber que, para entender algo novo, é necessário fazer um esforço. Além disso, é fundamental que o professor nos ensine a ler e também como nos comportar. É impossível aprender bem sem que haja ordem na sala de aula. Essa é a base principal: comportamento, leitura e avaliação pelo conhecimento.

O que opina da tendência de pôr almofadas na sala de aula para que os alunos se deitem?

Isso é enganar os jovens. Para aprender a escrever, uma criança precisa sentar-se bem, olhar para frente, ter lápis e papel, concentrar-se… Aprender pode ser um prazer, mas, insisto, exige um esforço e um trabalho. É preciso dizer isso às crianças. Se não, estamos enganando-as. Tocar violino, por exemplo, não é fácil. Exige muita prática. Os estudos do psicólogo sueco Anders Ericsson mostraram que é necessário um esforço prolongado para melhorar em algo. Para ser bom em algo você tem que se dedicar 10.000 horas. E precisa fazê-lo de forma consciente e trabalhar com um professor. Sua pesquisa avaliza a ideia tradicional de uma escola baseada no esforço do aluno, sob a orientação de um professor.

Há quem diga que não é preciso decorar porque tudo está no Google.

Essa é outra falsidade. O Google é uma ferramenta genial. É de grande ajuda para os adultos, porque sabemos o que procuramos. Mas, para quem não sabe nada, o Google não serve de nada. Há intelectuais que andam por aí dizendo que estudar geografia não foi útil. Acredito que se esqueceram de como e quanto aprenderam na escola. Afirmar essas coisas é uma falta de honradez com os jovens. E menosprezar a importância em si da vida intelectual do aluno.

Em que consiste a nova pedagogia que você critica?

A nova pedagogia é um pensamento que se vê por toda parte no Ocidente. A Suécia a adotou nos anos sessenta. Consiste, por exemplo, na pouca gradação das notas, por isso muitos pensam que não há razão para estudar muito se isso não for se refletir no histórico escolar. Dá-se muita importância à iniciativa do aluno, trabalha-se em equipe e, ao mesmo tempo em que as provas desaparecem, aparecem os projetos e o uso das novas tecnologias. Em geral, parece que se vai à escola para fazer atividades, não para trabalhar e estudar. Dá-se mais ênfase ao social que ao intelectual. Acho que é um erro. Por um lado, os alunos com mais capacidade não desenvolvem todo o seu potencial e, por outro, os que têm uma menor curiosidade natural por aprender não avançam. Além disso, muitos gostos são adquiridos, como a história, a leitura e a música clássica. No começo podem parecer chatos, mas, se alguém insistir para que tenhamos um primeiro contato, é possível que acabemos gostando. Atualmente, muitos jovens escolhem sem terem conhecido e, claro, escolhem o fácil.

A Espanha é um dos países da OCDE que dedica mais horas à lição de casa. Isso tem alguma utilidade?

Quando a jornada é muito longa, como na Espanha, não faz sentido. Se um aluno está cansado, a lição de casa não melhora o seu rendimento. É preciso buscar um número ideal de aulas pela manhã, quando a criança está mais acordada, dar-lhe um tempo de descanso e, à tarde, talvez uma tarefa de revisão do que fez durante aquele dia. Um bom exemplo é a Finlândia, onde os alunos entram às oito da manhã e saem às duas da tarde, incluindo o almoço; exceto às quintas-feiras, quando saem às quatro da tarde.

Quando criança, você era um grande leitora. Como despertar esse prazer se uma criança não está interessada?

Era uma leitora compulsiva. Ninguém teve de insistir para que eu pegasse um livro. Mas há crianças que precisam disso. Talvez no começo seja necessário forçá-las um pouco, encorajá-las para que se tornem leitoras de lazer. Como se faz isso da escola? Comprar bons livros para a biblioteca e recomendar um a cada sexta-feira. Um aluno pode contar o que leu naquela semana. Fazer pequenas competições para ver quem leu mais. Medir como o seu vocabulário aumenta. E explicar que a leitura lhes permitirá, quando adultos, um melhor desenvolvimento. Se os alunos começam a ler, quase todos descobrirão que é um prazer. Mas eles precisam de horas. Calcula-se que na maioria dos países se dedicam 400 horas à aprendizagem da leitura na escola primária. Para ser um bom leitor, são necessárias 4.000 horas. É impossível ter tanto tempo na aula. Eles têm de fazer isso em casa. O que os pais podem e devem fazer é ler com os filhos: apoiar a leitura e servir de modelo.

Mas as humanidades estão perdendo peso.

Dizem que o amanhã será dominado pela tecnologia e pelas ciências naturais, e que o que é histórico não é importante. Além disso, as provas do PISA [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], um conjunto de exames organizados pela OCDE para avaliar as competências de alunos de 15 anos em ciências, matemática e leitura] não levam em conta as humanidades porque é difícil comparar esses conhecimentos entre países, então a vontade de competição os leva a dar mais ênfase às matérias que fazem parte do PISA e negligenciar as outras. Tanto a escola quanto a família devem dar mais ênfase às humanidades.

A visão do PISA é a de uma escola que deveria funcionar como uma empresa?

A OCDE é uma organização econômica e analisa a educação a partir dessa perspectiva. O que o PISA não revela é se existe uma boa atmosfera na sala de aula, se bons princípios de trabalho são inculcados, se as ciências humanas, as ciências sociais, as matérias estéticas como arte e música, que são essenciais, são bem ensinadas. O PISA é uma prova muito específica que analisa algumas coisas. As escolas e os países deveriam defender que eles ofereçam muito mais do que isso.

Em seus livros, você aponta a Finlândia como um dos grandes modelos.

A educação na Finlândia foi tradicional, embora há dois anos o Governo tenha lançado um programa mais parecido com o da Suécia, porque meu país tem um desempenho escolar inferior, mas tem um comportamento econômico superior e criou empresas de tecnologia como Spotify e Skype. O Governo finlandês parece pensar que com um pouco de desordem suas escolas serão mais criativas. Não acredito nisso.

A Finlândia era tradicional? Não há exames no ensino obrigatório nem os havia antes dessa reforma que você menciona.

É preciso repensar a fobia aos exames. O exame ajuda a se concentrar em um objetivo. Que em tal dia você tem de saber esses conhecimentos. Um bom professor ensina coisas aos alunos, revisa com eles e faz algumas provas. E constroem outros ensinamentos sobre o que já foi aprendido, então esses conhecimentos voltam a aparecer mais tarde. Não faz um exame sobre algo sem importância. Com a prova final acontece a mesma coisa. É um objetivo claro. Ajuda a ter uma visão global.

Na Finlândia não se compara tanto as escolas, o que é comum na Espanha. É assim?

Na Finlândia continuam com a tradição de confiar nos professores. Quando existe um controle estatal do desempenho e se fazem comparações entre as escolas, o ambiente se deteriora. Para os professores, gera estresse e rancor em relação a quem te controla.

Como deve ser um bom professor?

Responsável e bem formado. Deve acreditar no poder do conhecimento. Não se é bom professor apenas pelo que se sabe sobre a matéria, nem só porque sabe conquistar os alunos. É preciso combinar ambos os elementos: atrair os alunos para a matéria para ensiná-la adequadamente. É preciso recrutar professores excelentes em que alunos, pais e autoridades possam confiar. E a menos que haja uma situação grave, devemos deixá-los trabalhar.

Como foi sua experiência na sala de aula?

O aluno tem de respeitar as instruções do professor, fazer as lições de casa e, por exemplo, não mentir. Antes, mentir era muito grave. Agora parece que não acontece nada. Vi jovens que inventam motivos para justificar por que não fizeram um trabalho, que escrevem de forma pouco legível para gerar dúvidas ou discutem o tempo todo com os professores. Sei o quão desagradável é que um aluno tente mentir para você. Vi isso no ensino médio e na universidade. Quando um professor sente que não é respeitado, que tentam enganá-lo, todas as relações de ensino se rompem.

O que fazer com as crianças que incomodam e não deixam os outros trabalharem?

Isso é um tabu. É considerado pouco democrático. Diz-se que devemos dar uma oportunidade a todos. Mas o que acontece quando uma criança problemática não deixa os outros trabalharem, quando se fala com ela e com os pais, mas não se corrige? É preciso colocá-lo em um grupo separado para ver se percebe e muda.

E as crianças que se esforçam, mas não atingem o nível?

Elas podem ter aulas de reforço. E podemos oferecer itinerários diferentes, como no caso de Cingapura.

E repetir de ano?

Fazer repetir uma criança às vezes serve e às vezes não, porque cada um é diferente. Gosto do sistema de Cingapura, onde o lema é que cada criança pode atingir seu nível ótimo. Existem diferentes maneiras de conseguir isso: uma maneira, digamos, normal e outra, expressa. A segunda inclui mais conteúdos em menos tempo. Há quem diga que é menos democrático, mas creio que, pelo contrário, é mais democrático porque convém à criança, à família e ao Estado. E há menos evasão escolar, um problema muito mais grave.

Não está aprendendo também por imitação? Ou seja, os alunos adiantados podem puxar aqueles que ficam para trás?

Funciona quando o grupo tem um bom nível e um bom professor. E se aqueles que têm de se integrar são poucos e querem fazê-lo. Se não, o que geralmente acontece é que aqueles que não querem trabalhar arrastam os outros.

O bilinguismo que combina inglês e espanhol prolifera nas escolas espanholas. Você matricularia seus filhos em uma dessas escolas?

Primeiramente, eu analisaria outras opções. Aprender inglês é bom, mas é preciso perguntar o que deixamos de aprender de outras matérias. Tenho dúvidas. Acredito que se pode aprender bem inglês com algumas horas de aula sem sacrificar outros conhecimentos, como por exemplo, as ciências. Na Suécia, as aulas de inglês só começam aos 9 ou 10 anos.

*Originalmente publicado no jornal El País Brasil, em 25.7.2018.

 

 

A Internet e as crianças : riscos e potencialidades – E-Book do CEJ

Agosto 9, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Recursos educativos | Deixe um comentário
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A internet em geral e as redes sociais vieram colocar novos desafios ao exercício das responsabilidades parentais, quer pela facilidade de acesso, quer pelo difícil controlo da segurança.

A redobrada atenção que a todos se exige implica conhecimento e reflexão sobre o que pode estar em causa.

O Centro de Estudos Judiciários, através das acções de formação organizadas pela sua Jurisdição da Família e das Crianças, tem procurado contribuir para esse debate.

O resultado é espelhado em mais este e-book da “Coleção Formação Contínua”.

(ETL)

descarregar o documento no link:

http://www.cej.mj.pt/cej/recursos/ebooks/familia/eb_InternetCriancas2018.pdf

Quando um dos irmãos é doente, o saudável esconde as emoções, diz estudo

Agosto 9, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 27 de julho de 2018.

Agência Reuters

Crianças saudáveis com irmãos doentes podem suprimir as suas necessidades, à medida que se adaptam à mudança da dinâmica familiar, pois esta passa a estar focada no cuidar da criança doente, diz uma metaanálise feita na Universidade de Lancaster no Reino Unido.

Embora pareça óbvio admitir que crianças saudáveis possam experimentar emoções fortes – da raiva ao medo, passando pelo stress –, a maior parte da investigação nesta área concentrou-se no que os pais afirmam sobre os seus filhos saudáveis. Estes tendem a pensar que os filhos estão a lidar bem com a situação de ter um irmão doente. Agora, esta nova metaanálise, que foi feita a partir de vários estudos em que foi perguntado às crianças (e não aos pais) como se sentiam por viver com um irmão doente, demonstra que os miúdos saudáveis também sofrem e nem sempre lidam bem com a situação.

“A novidade encontrada foi que, para os irmãos saudáveis satisfazerem as suas necessidades emocionais, adaptam o seu comportamento e identidade ao longo do tempo, de maneira a adequar-se às necessidades da família, que está concentrada no irmão doente”, resume o principal autor do estudo, Antoinette Deavin.

Portanto, o irmão saudável sente que “precisa de suprimir as suas necessidades emocionais”, precisa Deavin, por e-mail à Reuters. Isso pode fazer com que os pais olhem para ele e estejam convencidos que está tudo a correr bem e, por consequência, negligenciam-no, continua.

Alguns irmãos saudáveis dizem ter uma experiência positiva quando participam em actividades relacionadas com os irmãos doentes. Por exemplo, ajudar nas tarefas domésticas, preparar refeições, supervisionar ou ajudar o irmão doente. Mas quando os pais tentam proteger os saudáveis de saber coisas sobre a doença do irmão, as crianças sentem que não podem expressar os seus próprios problemas, preocupados em não sobrecarregar os pais.

Esta metaanálise não teve em conta os estudos já feitos sobre como é que a saúde mental destes jovens pode ser afectada. Esses revelam que, em alguns casos, as crianças podem sofrer de depressão ou ansiedade por sentirem que os pais dão um tratamento preferencial aos irmãos doentes. Outras vezes, a doença pode aproximar os irmãos. O que este estudo vem reafirmar é que, em caso de uma criança com uma doença crónica, é importante que não só os pais, mas também os outros filhos tenham um apoio psicológico.

 

 

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