Estudo. Maus tratos na infância cicatrizam o cérebro e aumentam o risco de depressão

Abril 18, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do MAGG de 22 de março de 2019.

por Rita Espassandim

A investigação concluiu que maus tratos na infância causam cicatrizes físicas no cérebro.

Um novo estudo descobriu que traumas na infância causam cicatrizes físicas no cérebro, e aumentam o risco de depressão grave. Publicado no “The Lancet” esta quinta-feira, 21 de março, a investigação encontrou uma ligação “significativa” entre adultos que sofreram maus tratos em crianças e um córtex insular menor, uma parte do cérebro que se acredita que ajuda a regular a emoção.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram relacionar as mudanças na estrutura do cérebro a experiências traumáticas do início da vida e a problemas de saúde mental na vida adulta. O estudo concentrou-se principalmente num fenómeno conhecido como “cicatrização límbica”, que as investigações anteriores sugeriam estar ligado ao stresse.

Liderado pelo médico Nils Opel, da Universidade de Münster, na Alemanha, o estudo envolveu 110 pacientes internados no hospital com transtorno depressivo grave, monitorizados durante os dois anos seguintes. Os doentes foram submetidos a um questionário detalhado de trauma infantil, que, retrospetivamente, avaliou incidentes históricos de abuso físico, negligência física, abuso emocional, negligência emocional e abuso sexual.

Nils Opel explicou ao “The Telegraph” que, “dado o impacto do córtex insular em funções cerebrais, como a consciência emocional, é possível que as mudanças que vimos tornem os pacientes menos responsivos aos tratamentos convencionais”. Falou ainda do futuro, em que as “pesquisas psiquiátricas devem, portanto, explorar como é que as nossas descobertas podem ser traduzidas numa atenção, cuidado e tratamento especiais, que poderiam melhorar os resultados dos pacientes”.

Os resultados do estudo sugerem que a redução na área do córtex insular, devido à cicatrização límbica, poderia tornar a recaída futura mais provável, e que os maus tratos na infância são um dos maiores fatores de risco para depressão grave. 

Todos os participantes do estudo, com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos, estavam em tratamento hospitalar.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Mediation of the influence of childhood maltreatment on depression relapse by cortical structure: a 2-year longitudinal observational study

 

 

 

 

“Diga ao meu filho para deixar de jogar”. Psicólogo prescreve bom senso

Abril 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Magnus Fröderberg

Notícia da Rádio Renascença de 5 de abril de 2019.

Marta Grosso

Pedro Hubert é especialista em dependência no jogo e esteve nas Três da Manhã para comentar um estudo recente, segundo o qual um terço das crianças corre o risco de ficar dependente de videojogos.

Quando chegam ao consultório, os pais estão cansados e desesperados. Consideram que os filhos estão dependentes dos jogos de ecrã. Segundo o psicólogo Pedro Hubert, esta é uma dependência em tudo igual às restantes (álcool, tabaco, drogas…).

“Os critérios de diagnóstico são muito parecidos. Por exemplo, ficar muito irritado se não pode aceder aos videojogos, e às vezes há casos de agressão; aumentar o tempo de jogo e a intensidade; troca de prioridades, ou seja, “em vez de estudarem, em vez de dormirem, em vez de comer como deve ser” vão jogar.

“Tendo mais do que quatro destes critérios, sim, há um problema de dependência”, confirma o especialista na Renascença, esta sexta-feira.

Cada caso é um caso, mas Pedro Hubert privilegia sempre o “bom senso”, combinado com “uma espécie de contrato terapêutico”. Tem sempre de haver, sobretudo, no tempo de exposição ao ecrã.

“Às vezes, não é só o jogo em si, é todo o tempo que passam no fórum de jogadores a ver os outros a jogar, o streaming relacionado com o jogo, enfim, é o tempo de ecrã”, explica.

Dependendo da pessoa em causa, deve definir-se uma, duas ou três horas de exposição. “Há pessoas que podem estar três horas em frente ao ecrã, mas andam na ginástica, andam na música, têm amigos, divertem-se, saem”. Nestes casos, não há problema.

“Há outros que vivem aquela hora de modo tão intenso, quase tão doentio, que nessas fases é preciso um período de abstinência e depois introduzir um período limitado. E a hora de ecrã é depois de fazerem os trabalhos, depois de lhes dar outros interesses em vez de afunilarem só naquele”, sublinha o psicólogo.

No programa As Três da Manhã, este especialista em dependência de jogos conta que o caso mais grave que lhe apareceu foi com um homem de 35 anos. Foi a mãe que o levou à consulta.

“Desde os 13,14 anos que não fazia nada mais do que videojogos em casa, na internet. Nunca tinha trabalhado, tirando um ou dois dias e vinha-se embora; tinha mudado de curso frequentemente porque arranjava sempre desculpas. Estava branco, branco, branco, olheiras até às orelhas, mal conseguia falar e tinha problemas gravíssimos de depressão e ansiedade”, relata.

Só foi a duas sessões e nunca mais apareceu. “A mãe não conseguiu impor as tais regras. Ele já tinha demasiada força em casa, demasiada manipulação e continuou a fazer como queria”, conclui.

O pior é que Pedro Hubert quase “pode garantir que, daqui a uns anos, vai haver muitos muitos jovens neste estado, que não sabem falar, trabalhar, não sabem estar, porque a família não soube impor as regras”.

De acordo com um estudo conhecido esta semana, elaborado pelo hospital Cuf Descobertas, um terço das crianças corre risco de dependência dos videojogos, uma vez que passam mais de duas horas por dia a jogar. Uma em casa 10 crianças joga durante mais de quatro horas por dia, indica ainda a investigação, realizada a partir de uma amostra reconstituída por alunos do sexto ano de duas escolas de Cascais.

Outra conclusão é que os videojogos são também causa cada vez mais frequente de conflito no seio da família.

 

 

União Europeia : factos e números – Recurso educativo digital para professores e alunos

Abril 17, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar a publicação no link:

https://www.consilium.europa.eu/pt/documents-publications/publications/?keyword&dateFrom=2017%2F05%2F01&dateTo=2017%2F05%2F01&utm_source=facebook.com&utm_medium=cpc&utm_campaign=2019-04-EU-booklet-PT&utm_content=vignette&fbclid=IwAR1aBciFZwtZnyZAFK5woupgBzZAS26MV9hsZNP3tSE5I9Jxo4mPRjDWAl0

Instituto de Apoio à Criança tem nova campanha – A nossa missão é ouvir as vozes das crianças. E agir.

Abril 17, 2019 às 5:45 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criabnça | Deixe um comentário
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Saiba mais.

Eu e o meu Medo – livro infantil sobre a temática das migrações e dos refugiados

Abril 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Quando uma menina muda de país e entra para uma escola nova, o seu medo tenta convencê-la a ficar sozinha e assustada.

«Ainda não consigo perceber tudo, mas comecei a reparar que os outros também têm os seus medos…» 

Francesca Sanna, autora do aclamado A Viagem (ed. Fábula, 2018), regressa à temática das migrações e dos refugiados, de forma subtil e delicada.

Eu e o Meu Medo (Ed. Fábula | 40 pp. | 13,99€) é um maravilhoso álbum ilustrado que nos mostra como podemos encontrar amizade e conforto na partilha dos nossos medos. A Fábula disponibiliza as primeiras páginas para leitura aqui.

O desenvolvimento da linguagem: “A criança percebe tudo, mas não diz quase nada”

Abril 17, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Sandra F. Afonso publicado no Público de 2 de abril de 2019.

Não existem medicamentos para estas situações. A solução passa por estratégias para os pais e intervenção profissional.

O orgulho e recordação de qualquer pai ao ouvir pela primeira vez o seu filho dizer “mamã” ou “papá”, ocorre tradicionalmente no primeiro ano de vida da criança. Segue-se um período de grande desenvolvimento da linguagem, em termos de vocabulário e combinação de palavras, surgindo pequenas frases por volta dos 2 anos de idade, dizendo entre 50 e 100 palavras. Mas e quando isto não acontece? Será que a fala realmente irá surgir mais tarde?

Atraso na fala é uma das causas mais comuns de preocupação dos pais de crianças pequenas, motivando consulta no pediatra ou outro profissional de saúde. Esta situação ocorre em 5 a 10% das crianças em idade pré-escolar, podendo resultar de uma dificuldade específica apenas ao nível da linguagem, ou ser indicador precoce de um problema mais global, como atraso no desenvolvimento ou autismo.

É importante distinguir entre linguagem e fala, usados frequentemente como sinónimos. A linguagem é o uso do código para estabelecer comunicação. Na forma verbal, pelo uso de palavras escritas ou orais, a fala. Na comunicação não verbal, através de meios alternativos, como gestos e expressões faciais, tão espontâneos e significativos nas crianças. Para o normal desenvolvimento da linguagem é necessário que a criança cumpra determinados pré-requisitos, como um nível cognitivo normal, audição mantida, aparelho fonatório (estruturas envolvidas na fala) íntegro, correta programação dos movimentos para a produção da fala, e ainda manifestar vontade de comunicar.

Igualmente importante é a adequada estimulação, que emerge como um problema do século XXI, devido ao atual excesso de tempo de exposição aos ecrãs. Na perturbação da fala existem problemas relacionados com aspetos mecânicos da produção das palavras, prejudicando a articulação das palavras, o ritmo e inteligibilidade do discurso, sendo um exemplo típico a gaguez.

O desenvolvimento da linguagem ocorre espontaneamente e por etapas, existindo diferenças na velocidade de aquisição, e entre as várias culturas e línguas. Começa ainda antes de a criança emitir as suas primeiras palavras, com o balbucio, conhecido como palrar. Utiliza-se o termo atraso de linguagem quando a aquisição se faz de forma normal, com a sequência típica, mas com um ritmo lento, surgindo mais tarde do que a idade habitual. Por regra a compreensão precede a expressão, sendo frequente ouvir os pais afirmarem que a criança “percebe tudo, mas não diz quase nada”! Na chamada perturbação específica da linguagem, o desenvolvimento é atípico, não segue a sequência normal.

Há sinais de alarme que devem preocupar os pais, educadores e cuidadores das crianças, levando-os a procurar ajuda. Não palrar aos 6 meses, não dizer nenhuma palavra aos 12 meses, não apontar aos 15 meses, não compreender ordens simples aos 18 meses, falar sem objetivo de comunicar ou não juntar palavras aos 2 anos, não construir frases aos 3 anos, linguagem incompreensível aos 3 anos, ter uma fala com muitas trocas de letras acima dos 4 anos.

Na prática, perante uma criança com menos de 3 anos, com um atraso na linguagem, mas desenvolvimento psicomotor adequado, compreensão verbal normal, boas capacidades comunicativas e uma história familiar de aquisição tardia, é lícito uma atitude de vigilância, sem necessidade de intervenção imediata. Mas sempre que os pais manifestem preocupação com a comunicação ou socialização da criança, existam fatores de risco tais como prematuridade ou familiares diretos com perturbação da linguagem ou dificuldades de aprendizagem, recomenda-se o encaminhamento para uma avaliação detalhada.

Perante a hipótese de perturbação da linguagem, deve ser realizada uma avaliação da audição, do desenvolvimento psicomotor e cognitivo, incluindo a sociabilização e comunicação. Raramente é necessário efectuar exames de diagnóstico.

Não existem medicamentos para estas situações. A solução passa por estratégias para os pais e intervenção profissional. Pode ajudar o seu filho a desenvolver a fala, conversando frequentemente com ele, contando histórias, cantando músicas com gestos para acompanhar o som, descrevendo as ações do dia-a-dia, relatando o que estão a ver ou fazer juntos. Até os 2 anos de idade evitar o uso de ecrãs. A intervenção profissional é adaptada a cada criança. Consiste em treino em terapia da fala e enquadramento escolar específico, quando indicado. Para não prejudicar o desenvolvimento da criança e prevenir problemas emocionais e isolamento social consequentes a este tipo de perturbações, pode ser necessário recorrer a técnicas de comunicação aumentativa e língua gestual.

 

Pediatra no Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Descobertas

Do jogo ao desporto – Carlos Neto

Abril 16, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Photo by Virgil Cayasa on Unsplash

Artigo de Carlos Neto publicado no site Fronteiras XXI

Em Portugal 70% das crianças brincam menos de uma hora por dia. As crianças têm hoje menos tempo para brincar do que os prisioneiros nas prisões. A inversão desta tendência pode ser alcançada através de políticas públicas que promovam mais atividade física regular, uma educação física consistente no contexto escolar, atividades desportivas adequadas em diferentes idades e cidades que permitam a criação de estilos de vida saudável para todos os cidadãos.

Vivemos num tempo de grande inatividade física e as crianças e jovens sofrem por isso. É um tempo de analfabetismo motor, porque elas não têm de facto uma literacia física e motora adequada, porque o tempo de brincar na rua desapareceu e está em vias de extinção (Neto, 2001). As crianças hoje não têm tempo para brincar, explorar com os amigos a rua de forma livre e espontânea.

É preciso dizer que há um declínio enorme do jogo livre nas últimas décadas do ponto de vista de tempo e espaço para brincar. Por outro lado, aumentou de forma dramática as desordens mentais: ansiedade, depressão, hiperatividade/deficit de atenção e taxa de suicídio na adolescência.

Esta mudança nas últimas quatro décadas, poderá dever-se a uma transição epidemiológica (excesso de peso e obesidade, diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, etc.), transição demográfica (densidade populacional e espacial), transição nutricional e digital (alteração de hábitos alimentares e aumento da utilização quotidiana de dispositivos digitais) e diminuição significativa de tempo e espaço de jogo de atividade física.

Para ter uma ideia, 70% das crianças em Portugal brincam menos de uma hora por dia. As crianças têm hoje menos tempo para brincar do que os prisioneiros nas prisões, que têm mais tempo de ócio fora das celas. O tempo na infância, passou a ser vivido de forma muito organizada, estruturada e limitada. Temos currículos escolares muito extensos e intensos, e as crianças passam muito tempo sem mexer o corpo estando sentadas e quietas. Os relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS), têm vindo a alertar para um aumento exponencial de sedentarismo em todas as idades, géneros, raças, continentes e culturas, com consequências nocivas a curto, médio e longo prazo para a saúde física e mental da população mundial.

A inversão desta tendência pode ser alcançada através de políticas públicas que promovam mais atividade física regular, uma educação física consistente no contexto escolar, atividades desportivas adequadas em diferentes idades e cidades mais saudáveis que permitam oportunidades de criação de estilos de vida saudável para todos os cidadãos. Uma relação mais próxima com a natureza, colocar o corpo em situações de maior nível de risco e desenvolver atividades lúdicas e desportivas em grupo é um grande desafio para a saúde pública dos cidadãos do século XXI.

Na infância e juventude é urgente encontrar estratégias de ação para melhorar o seu reportório motor, lúdico e desportivo. A formação desportiva mobiliza milhares de crianças e jovens, mas interessa elaborar uma reflexão séria como esse processo deve ser caraterizado e implementado na escola e no clube desportivo.

A nossa opção quanto à filosofia de ação na formação desportiva, inicia-se através de duas dinâmicas complementares: oportunidades de brincar (jogo exploratório) e jogar (atividade motora com regras) em situações informais (em casa, na rua, recreio escolar, espaços ao ar livre) e no plano escolar (educação física e desporto escolar) através de atividades físicas e motoras de forma intencional, sistemática e periódica. Deste modo, será necessário:

1-Criar condições propícias para a formação de uma cultura motora básica (saber fundamental), através de formas de trabalho diversificado e capazes de desenvolver e manter durante qualquer idade, uma plasticidade motora, capaz de permitir a adaptação a novas situações de maior complexidade ou culturalmente institucionalizadas;

2-Permitir o acesso a tarefas motoras mais ou menos definidas, a fim de permitir uma estruturação percetiva consistente (consciência da sua mobilidade corporal e perceção de dados exteriores). Desenvolver igualmente aspetos relacionados com aquisições motoras centradas sobre conceitos de direção, lateralidade, ajustamento postural, coordenação motora global e segmentar, perceção temporal e espacial e imagem do corpo, nas relações estabelecidas na utilização do próprio corpo, dos objetos e com os companheiros, como elementos decisivos para um aperfeiçoamento desejável no desenvolvimento motor infantil.

A designação de cultura motora fundamental que propomos não significa cultura de movimentos. Pretende somente traduzir a capacidade de domínio do corpo a partir da vivência de múltiplas situações de movimento. De outra forma, poderemos designar a qualidade de desempenho motor adquirido como uma capacidade facilitadora de novas aprendizagens em situações mais estruturadas ou inabituais.

Por outro lado, a mobilidade das crianças em contexto pedagógico significa que as ações motoras apresentam um processo dinâmico com um fim definido, sem muitas vezes se perceber de forma bem clara a intencionalidade dos seus comportamentos (fantasia, simbolismo e afeto). Trata-se de formas de movimento com um nível próprio de organização e que permitam graus de complexidade progressiva das estruturas motoras.

Passar do jogo ao desporto, implica perceber o desenvolvimento lúdico, motor, percetivo, cognitivo, emocional e social da criança ao longo do tempo (life spain). A formação desportiva deverá seguir uma orientação desenvolvimentista (respeito pelo crescimento e evolução motora infantil) e não por uma orientação desportivista (imposição de modelos adultos no trabalho desportivo com crianças e jovens).

A motricidade, o movimento, a atividade física e o jogo, são formas de ação fundamentais nas primeiras idades, porque é aí que tudo começa, isto é, a formação desportiva começa mais cedo do que as pessoas julgam. Não se fazem campeões a partir dos 12, 13, 14 anos. Começa antes, mas é preciso perceber qual é a conceção pedagógica, técnica e científica que se deve trabalhar na formação desportiva nas primeiras idades.

 

 

XXX Encontro da APPIA “Crescer com história(s) : os determinantes sociais da saúde-mental infanto-juvenil” 15-18 maio Guimarães

Abril 16, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações nos links:

https://www.facebook.com/events/600273163732355/

http://appia.com.pt/eventos/2019/xxx-encontro-da-appia-crescer-com-historias—determinantes-sociais-da-saude-mental-na-infncia-e-adolescncia

Bater nos filhos aumenta risco de doença na idade adulta

Abril 16, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 28 de março de 2019.

Disortografia – O que é? O que fazer?

Abril 15, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Up to Kids

Neste artigo iremos explorar em que consiste a Disortografia, respetivos sinais de alerta, como se realiza o diagnóstico e qual a intervenção mais adequada para crianças que manifestam esta perturbação da aprendizagem.

O que é a disortografia?

A Disortografia deriva das palavras “dis” (desvio) + “ortho” (correto) + “graphos” (escrita), isto é, a dificuldade em escrever corretamente. Assim sendo, a Disortografia é uma Perturbação da Aprendizagem Específica com Défice na Expressão Escrita que afeta a precisão ortográfica, a precisão gramatical e da pontuação e a clareza ou organização da expressão escrita.

Apesar de a Disortografia poder ser uma perturbação por si só, é frequente coexistir com a Dislexia, isto é, com a Perturbação da Aprendizagem Específica com Défice na Leitura.

Sinais de alerta de disortografia?

São vários os sinais indicadores de uma possível Disortografia. Num texto típico, escrito por uma criança com disortografia podemos observar:

1. Incorreções ortográficas diversas:

– Omissões de letras/sílabas (e.g. banco-baco);

– Adições de letras/sílabas (e.g. comer-comere);

– Inversões de letras/sílabas (e.g. barco-braco);

– Substituições de letras com sons semelhantes (e.g. verde-ferde);

– Substituições de letras com formas semelhantes (e.g. bola-pola);

– Aplicação incorreta das regras gramaticais (e.g. ajudam-ajudão);

2. Dificuldades ao nível da pontuação:

O mais habitual é os textos das crianças com Disortografia apresentarem pouca ou nenhuma pontuação. Em outros casos, pode ocorrer uma tentativa por parte da criança, nomeadamente quando são mais velhas, de utilizarem os diferentes sinais de pontuação, no entanto nem sempre os aplicam da forma mais adequada, tornando o texto confuso.

3. Dificuldades na precisão gramatical:

É frequente estas crianças saberem explicar com precisão as diferentes regras gramaticais de forma isolada. Contudo, no momento em que as têm de aplicar de forma autónoma (pois têm de escrever a um ritmo que não lhes permite refletir com calma nas diferentes regras), acabam por cometer esses mesmos erros de precisão gramatical.

4. Dificuldades no encadeamento/organização das ideias:

É crucial ensinar estas crianças a planear os textos antes de os escrever. Uma das características desta perturbação da aprendizagem é exatamente a dificuldade em produzir um texto escrito com uma sequência lógica e bem estruturada ao nível das ideias (mesmo quando bem estruturadas oralmente).

5. Ritmo lento na escrita:

Uma vez que estes alunos necessitam de recorrer a diferentes estratégias, para conseguirem escrever sem erros, para saberem qual a regra gramatical a ser aplicada, para saberem qual o sinal correto de pontuação adequado, isto ao mesmo tempo que tentam elaborar um texto com uma boa construção frásica, acabam por revelar um reduzido ritmo de produção textual.

Como diagnosticar a disortografia?

Tal como a Dislexia, também a Disortografia deverá ser avaliada por um técnico especializado em Dificuldades de Aprendizagem (Psicólogo, Psicopedagogo, Neuropsicólogo), em estreita colaboração com os pais e professores.

Como em qualquer Perturbação da Aprendizagem Específica, a criança só poderá ser formalmente diagnosticada após dois anos de estimulação formal da leitura e da escrita (o que não significa que não seja possível despistar sinais de alerta previamente) e se o seu desempenho nas competências de escrita for significativamente abaixo do esperado para o seu nível escolar (avaliado através de provas formais e informais) e não consequentes de uma deficiência auditiva/visual, de uma Perturbação Específica da Linguagem ou de uma fraca estimulação escolar.

Qual a intervenção mais adequada?

A intervenção ao nível da Disortografia consiste na reeducação e treino das competências fonológicas (características desta dificuldade de aprendizagem) e visuo-espaciais, tendo como foco principal o processamento fonológico. As sessões de intervenção ao nível da estimulação das referidas competências deverão, sempre que possível, privilegiar uma estimulação multissensorial.

É importante referir que o sucesso da intervenção será tanto maior quanto mais cedo estas dificuldades forem detetadas e intervencionadas. Tal como na avaliação, também a intervenção deverá ser realizada em colaboração com o contexto familiar e escolar.

Centro SEI

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