Três quartos das crianças e jovens enfrentam abusos, exploração e tráfico nas rotas migratórias do Mediterrâneo – UNICEF, OIM

Setembro 21, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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COMUNICADO DE IMPRENSA CONJUNTO de 12 de setembro de 2017.

Três quartos das crianças e jovens enfrentam abusos, exploração e tráfico nas rotas migratórias do Mediterrâneo – UNICEF, OIM

As crianças da África subsariana são mais visadas do que qualquer outro grupo, o que resulta de discriminação e racismo

Novo relatório apela à Europa para que crie “percursos seguros e regulares” para a migração

NOVA IORQUE/BRUXELAS, 12 de Setembro de 2017 – As crianças e os jovens migrantes e refugiados que tentam chegar à Europa enfrentam níveis chocantes de violação de direitos humanos patentes nos relatos de uma percentagem impressionante de 77% dos que viajam pela rota do Mediterrâneo Central, que dão conta de experiências pessoais de abuso, exploração e práticas que por vezes chegam a tráfico humano – afirmaram hoje a UNICEF e a OIM, a Agência das Nações Unidas para as Migrações, num novo relatório.

Harrowing Journeys (Jornadas Angustiantes) revela que, embora todos os migrantes e refugiados estejam em elevado risco, as crianças e os jovens em movimento têm muito mais probabilidades de serem vítimas de exploração e tráfico do que os adultos com idade igual ou superior a 25 anos: quase o dobro de probabilidade na rota do Mediterrâneo Oriental e 13 por cento mais na do Mediterrâneo Central.

Aimamo, um adolescente de 16 anos não acompanhado, da Gâmbia, entrevistado num abrigo em Itália descreveu ter sido obrigado pelos traficantes a meses de trabalho físico esgotante quando chegou à Líbia. “Se tentas fugir, disparam sobre ti. Se paras de trabalhar, espancam-te. Éramos verdadeiros escravos. No final do dia, trancavam-nos sem que pudéssemos sair.”

O relatório baseia-se nos testemunhos de cerca de 22.000 migrantes e refugiados, incluindo cerca de 11.000 crianças e jovens, entrevistados pela OIM.

“A dura realidade é que actualmente é prática comum as crianças que se deslocam pelo Mediterrâneo serem abusadas, traficadas, espancadas e discriminadas”, afirmou Afshan Khan, Directora Regional da UNICEF e Coordenadora Especial para a Crise de Refugiados e Migrantes na Europa. “Os líderes da UE devem pôr em prática soluções duradouras que incluam vias de migração seguras e legais, a criação de corredores de protecção e alternativas à detenção das crianças migrantes”.

“Para as pessoas que deixam os seus países para escapar à violência, à instabilidade ou à pobreza, os factores que as levam a migrar são muito duros e embarcam em jornadas perigosas sabendo que podem ser obrigadas a pagar com a sua dignidade, bem-estar ou até mesmo com a própria vida”, disse Eugenio Ambrosi, Director Regional da OIM para a UE, Noruega e Suíça.

“Sem o estabelecimento de vias migratórias mais regulares, outras medidas serão relativamente ineficazes. É também essencial reforçar uma abordagem às migrações com base nos direitos humanos, melhorando os mecanismos para identificar e proteger os mais vulneráveis ao longo do processo de migração, independentemente do seu estatuto legal.”

O relatório mostra ainda que, embora todas as crianças em movimento corram um risco elevado, as que são originárias da África subsariana têm muito mais probabilidade de serem vítimas de exploração e tráfico do que as provenientes de outras partes do mundo: 65% comparativamente a 15% na rota do Mediterrâneo Oriental, e 83% comparativamente a 56% na rota do Mediterrâneo Central. O racismo é provavelmente um dos principais factores que estão na origem desta disparidade.

Concluiu-se ainda que as crianças e os jovens que viajam sozinhos ou por longos períodos, assim como os que têm níveis de educação mais baixos, são também altamente vulneráveis à exploração de traficantes e grupos criminosos no decurso das suas jornadas. De acordo com o relatório, a rota do Mediterrâneo Central é particularmente perigosa, dado que a maioria dos migrantes e refugiados passa através da Líbia, que continua dominada pela anarquia, por milícias e criminalidade. Em média, os jovens pagam 1.000 a 5.000 USD pela viagem e muitas vezes chegam à Europa endividados, o que os expõe a novos riscos.

O relatório apela a todas as partes interessadas – países de origem, trânsito e destino, à União Africana, à União Europeia, organizações internacionais e nacionais com o apoio da comunidade de doadores – que dêem prioridade a uma série de medidas.

Estas incluem o estabelecimento de vias seguras e regulares para as crianças em movimento; o reforço dos serviços para proteger as crianças migrantes e refugiadas, seja em países de origem, trânsito ou destino; a criação de alternativas à detenção de crianças em movimento; um trabalho entre os vários países para combater o tráfico e a exploração; e o combate à xenofobia, ao racismo e à discriminação contra todos os migrantes e refugiados.

Nota:

A UNICEF continua a apelar aos governos para que adoptem os seis pontos da sua Agenda para a Acção, a fim de proteger as crianças refugiadas e migrantes e assegurar o seu bem-estar.

  1. Protejam as crianças refugiadas e migrantes da exploração e da violência, em especial as crianças não acompanhadas;
  2. Acabem com a detenção de crianças requerentes do estatuto de refugiada ou migrante;
  3. Mantenham as famílias juntas como a melhor forma de protege crianças e de lhes atribuir um estatuto legal;
  4. Mantenham a aprendizagem de todas as crianças refugiadas e migrantes lhes garantam acesso a serviços de saúde e outros de qualidade;
  5. Pressionem para que sejam tomadas medidas para combater as causas subjacentes aos movimentos de refugiados e migrantes em larga escala;
  6. Promovam medidas para combater a xenofobia, a discriminação e a marginalização em países de trânsito ou de destino.

descarregar o relatório no link:

https://www.unicef.org/publications/index_100621.html

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Big Bang – Festival de Música e Aventura para um Público Jovem – 20 e 21 outubro, 2017 no CCB

Setembro 21, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?A=1148

Queimar-se com sal e gelo: o novo e perigoso jogo da moda entre os adolescentes

Setembro 21, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagens do http://observador.pt/ de 19 de setembro de 2017.

Um rapaz de 12 anos morreu depois de ter estado 20 minutos com sal e gelo nas costas

Depois do desafio da canela e do jogo da baleia azul, a moda de queimar a pele com sal e gelo está a preocupar as autoridades espanholas. Irritações, necrose e até a morte: os dermatologistas alertam.

Chegou dos Estados Unidos e está a espalhar-se por Espanha. O novo e perigoso jogo da moda entre crianças e adolescentes consiste em queimar a pele com uma combinação de sal e gelo. A Guarda Civil espanhola já alertou pais e sociedade em geral para os perigos daquilo a que chama “desafio viral”.

O dermatologista Pablo de la Cueva disse ao El Español que “a pele pode sofrer danos de diferentes graus, desde pequenas irritações que a deixam vermelha e inflamada até feridas estruturais e necrose”.

Três raparigas espanholas mostram as consequências do desafio

“Uma prática completamente desaconselhada”, alerta o médico. A combinação de sal e gelo aplica na pele temperaturas que podem chegar aos 20 graus negativos. O frio é tão intenso que pode acabar por rebentar as células. Além disso, o gelo atua como anestésico: muitas das vezes, os jovens só se dão conta das consequências depois de retirarem a combinação da pele.

Os jovens parecem orgulhosos das queimaduras

“As primeiras consequências implicam irritação, ardor e dor”, detalha Pablo de la Cueva. “Além disso, podem gerar-se infeções que só podem ser tratadas com antibióticos. Se a pele está com necrose, podem ficar com cicatrizes irreversíveis e problemas de pigmentação.”

A Guarda Civil espanhola, através do Twitter, partilhou uma imagem de um dos jovens que participou e limitou-se a dizer “apesar de ser algo muito idiota, há gente que o faz”. Um dos exemplos mais impressionantes é o caso de um rapaz norte-americano de 12 anos que pediu aos amigos que lhe pusessem sal e gelo nas costas, formando uma cruz. Aguentou 20 minutos. As feridas – que podem ser vistas na imagem principal deste artigo – foram fatais.

Depois do desafio de comer canela ou do jogo da baleia azul, chegou a moda do gelo e do sal.

 

 

A “pressão do mundo virtual” anda a mexer com a saúde mental dos jovens

Setembro 21, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de setembro de 2017.

Passam em média mais de duas horas por dia nas redes sociais. Há especialistas que acham que isso já se está a notar nas urgências e consultórios psiquiátricos.

Catarina Reis

Sem barreiras e sem segredos, como uma casa virtual onde tudo pode realmente acontecer. Assim se apresentam as redes sociais aos jovens que as utilizam como o seu meio de comunicação mais natural. E a pergunta que muitos pais fazem é esta: pode o uso excessivo de redes sociais estar associado ao aparecimento de problemas de saúde mental? O médico psiquiatra Diogo Telles Correia, a psicóloga Rosário Carmona e a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias acreditam que sim.

Da rua para casa, do convívio de recreio às conversas em redes sociais — em Portugal, são os jovens dos 15 aos 24 anos que mais tempo lhes dedicam. Passam uma média de mais de duas horas por dia a “conversar” e a “partilhar”, segundo um estudo da Marktest, divulgado no ano passado, que indicava ainda que em poucos anos — de 2008 a 2015 — a percentagem de utilizadores, entre todas as faixas etárias, crescera de 17,1% para 54,8%.

Diogo Telles Correia não hesita em ligar os mais recentes números ao crescimento de patologias do foro psicológico nos jovens, como ansiedade e depressão. Porquê? De acordo com o especialista, as redes sociais expõem “os adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que os estimula constantemente e alimenta uma personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não raramente, a situações de ansiedade”.

E a ansiedade, diz o médico psiquiatra e psicoterapeuta, é um veículo para a depressão. Além disso, a globalização das redes sociais veio tornar as relações humanas “mais superficiais e menos estruturantes, facto que reduz a resiliência dos adolescentes às adversidades”, acrescenta.

Aos olhos de Rosário Carmona, psicóloga especialista em adição à Internet, o problema não é novo. “A pressão social, a pressão da integração, sempre existiu. Agora, apenas existe em moldes diferentes.” E prossegue: “Enquanto essa pressão existia na realidade, agora há uma pressão adicional — a do mundo virtual. É esta pressão, que as gerações antigas já tinham, mas a duplicar.” E que é passível de ser encontrada nos episódios mais banais do dia-a-dia de um adolescente. “O não pertencer a um grupo de turma já é motivo de stress. Tudo é uma pressão social” na vida dos adolescentes.

Já a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias considera que se um adolescente está sujeito a uma pressão social resultante das redes sociais, então é natural que essa utilização “agrave uma patologia que o jovem já possa ter”. Na perspectiva da especialista, as redes sociais funcionam, assim, como factor de agravamento de uma condição já existente — embora adormecida —, mas não como raiz de um problema da ordem mental.

Não há atenção suficiente

É precisamente nas redes sociais que têm lugar algumas páginas dedicadas à divulgação de imagens e citações de carácter depressivo. De origem desconhecida, o fenómeno tem atraído milhares de jovens utilizadores em todo o mundo. São exemplos as páginas de Facebook Depression Memes 2.0, seguida por 25.323 pessoas, e a Yes, I’m sad, com mais de um milhão de seguidores.

Em Maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório onde apontava as cinco principais causas de morte em adolescentes entre os 15 e os 19 anos, em 2015. No estudo Acção Global Acelerada para a Saúde dos Adolescentes: Orientações para apoiar a implementação nacional, a autolesão foi apontada como a terceira causa de morte no mundo — antecedida por acidentes de viação e infecções respiratórias. Este número (67 mil mortes num ano) engloba, segundo o relatório, os suicídios e mortes acidentais resultantes de lesões auto-infligidas pelos jovens que não tinham como intenção. O mesmo estudo divulgou ainda diferenças a nível de género: a autolesão é mais frequente entre raparigas adolescentes do que entre rapazes.

Em Portugal, Diogo Telles Correia lembra os dados partilhados pelo Programa Nacional para a Saúde Mental, em 2015, que davam conta de que, nos últimos anos, se registara “um aumento do número de crianças e adolescentes que recorreram às urgências por depressão, ansiedade e tentativas de suicídio ou para-suicídio — autolesões cujo objectivo não era morrer, mas sim passar uma mensagem de sofrimento ou mágoa”.

Já Rosário Carmona, ainda que admita que há uma relação causa-efeito entre redes sociais e saúde mental dos jovens, não considera, a partir daquilo que presencia no seu consultório, que o problema esteja a crescer. “Não sinto que tenha aumentado. Mas também não quero dizer que acredito nisto porque damos maior atenção ao assunto, porque há pais que vão ler e vão achar que, efectivamente, têm prestado mais atenção, o que não é verdade. Há uma maior informação, mas ainda não há atenção suficiente ao assunto”, subinha.

Prevenção desvalorizada

Nas escolas, junto dos jovens — é onde a psicóloga Rosário Carmona diz ser necessário prevenir e exactamente onde considera que está a falhar a prevenção.

Garante que “há especialistas suficientes no país para ajudar estas crianças”, mas, nos estabelecimentos de ensino, a realidade é outra. “Ou não há psicólogos ou há poucos”, afirma.

Desde cedo que “a prevenção está muitíssimo desvalorizada”. A psicóloga é ainda da opinião que o Governo deveria prestar mais atenção ao problema da saúde mental dos jovens, pois “está confirmado que ganha mais em prevenir do que em remediar”.

Rosário Carmona também lamenta que “a maioria dos pais” chegue “demasiado tarde” ao seu consultório. Para a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias, esta é mesmo a raiz do problema. “Não há uma boa formação junto das crianças, sobre o que é certo e o que é errado. Há escolas que querem ter mão nisto, outras que não. Mas eu continuo a dizer que isto depende da formação dada em casa, pelos pais, pelos primos, pelos avós, pelos tios”, conclui.

Travar este fenómeno e as falhas que dele têm decorrido no sistema é, de acordo com Diogo Telles Correia, responder multidisciplinarmente, “incluindo psiquiatras, pediatras, clínicos gerais, psicólogos, entre outros”.

“Como em todas as áreas de saúde mental, o número de médicos e técnicos especializados na área podem não estar à altura deste acréscimo contínuo da prevalência das perturbações mentais” e da complexidade do tema, explica Telles Correia que também ressalva que o trabalho tem que começar em casa, com “pais mais atentos” a sintomas que podem estar associados a uma possível depressão ou problemas de ansiedade.

 

 

 

Mais de um quarto das crianças em Portugal tem excesso de peso

Setembro 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de setembro de 2017.

Projecto que quer pôr a fruta nos lanches das crianças continua a decorrer Paulo Pimenta

Raquel Martins

Das 17698 crianças inquiridas pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, 28,5% tinham peso a mais.

Mais de um quarto das crianças portuguesas em idade escolar têm excesso de peso e, entre estas, 12,7% são obesas. Estas são algumas das conclusões do inquérito levado a cabo pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) junto de 17698 crianças que frequentavam escolas nos 18 distritos do continente e dos Açores e da Madeira

O estudo sobre o estado nutricional e estilos de vida das crianças portuguesas decorreu ao longo do ano lectivo 2016/2017 e teve por base uma amostra de crianças entre os dois e os dez anos que participaram no projecto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável”. As crianças responderam a um primeiro inquérito no início do projecto e 12 semanas depois voltaram a ser ouvidas.

Na fase inicial do projecto, 28,5% das crianças tinham excesso de peso, das quais 12,7% eram consideradas obesas.

E se para a APCOI estes dados são reveladores, “os resultados regionais são ainda mais preocupantes”. As crianças dos Açores, refere a nota à imprensa, foram as que apresentaram a maior percentagem de excesso de peso (36,6%) em comparação com as restantes regiões, seguindo-se a Madeira com 36,4%. No Norte esta percentagem chegou a 31,4%, no Centro a 28,8%, em Lisboa e Vale do Tejo a 25,8% e no Alentejo e no Algarve a prevalência foi de 23,4%.

“De notar ainda que a região da Madeira registou a maior prevalência de crianças obesas com 18,4% e foi a única região a registar maior percentagem de alunos com obesidade comparativamente aos alunos com pré-obesidade”, refere a APCOI.

Os investigadores voltaram a inquirir as crianças após o projecto e as conclusões são classificadas como “animadoras”. “Comparando os dados iniciais com os recolhidos após as 12 semanas de participação no projecto observou-se que a percentagem de crianças com obesidade reduziu de 12,7% para 11,3%”, refere a APCOI.

Todas as regiões verificaram uma redução da prevalência de obesidade com a participação no projecto, tendo a Madeira registado a maior descida.

O relatório final do inquérito realizado será divulgado nas próximas semanas, adianta a associação presidida por Mário Silva.

mais informações:

Novo estudo da APCOI revela: 28,5% das crianças em Portugal têm excesso de peso

 

 

Discalculia. Avaliação e intervenção precoce – Formação contínua no ISPA

Setembro 20, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Objectivos

Reforçar a atenção que deve ser dada ao despiste precoce e à promoção de competências numéricas na educação pré-escolar e primeiros anos de escolaridade no sentido de prevenir futuras dificuldades na matemática Adquirir competências que lhes permitam identificar precocemente crianças em risco de terem dificuldades futuras na matemática Avaliar e intervir em crianças e jovens com dificuldades severas e persistentes na aprendizagem da matemática.

Competências

Analisar o impacto do baixo desempenho em matemática em termos educacionais, sociais e profissionais Diferenciar sistema numérico preciso, aproximado e simbólico na perspectiva do desenvolvimento numérico na criança pré-escolar: Identificar as bases neuronais e cognitivas responsáveis pela aprendizagem inicial da matemática; identificar as competências cognitivas de domínio específico e geral consideradas como preditoras do desempenho em matemática Identificar as Perturbações de Aprendizagem na Matemática: Definir a Discalculia Desenvolvimental (DD) e identificar os seus subtipos; Diferenciar DD de Dificuldades na Aprendizagem da Matemática (DAM) Avaliar as competências cognitivas de domínio específico e geral para o diagnóstico da DD e das DAM. Estabelecer um plano de intervenção para a DD ou DAM tendo como base o Método Sentido de Número – Imagens Numéricas.

Calendarização

Sábado, Outubro 14, 2017 – 09:30 – 13:30

Sábado, Outubro 14, 2017 – 14:30 – 16:30

Sábado, Outubro 28, 2017 – 09:30 – 13:30

Sábado, Outubro 28, 2017 – 14:30 – 16:30

Sábado, Novembro 4, 2017 – 09:30 – 13:30

Sábado, Novembro 4, 2017 – 14:30 – 16:30

mais informações:

http://fa.ispa.pt/formacao/discalculia-avaliacao-e-intervencao-precoce

Programa Escola Segura – Conselhos da PSP

Setembro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/

Mais de 80 menores identificados por consumo de álcool nos festivais de verão

Setembro 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/  de 2 de setembro de 2017

ASAE instaurou 62 processos de contraordenação e oito processos crime

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) identificou 85 menores nos festivais de verão que decorreram nos meses de junho, julho e agosto durante operações em todo o país de fiscalização da lei do álcool.

Durante as ações de fiscalização em festivais de verão em Oeiras, Porto, Crato, Zambujeira do Mar, Costa da Caparica, Paredes de Coura e Vilar de Mouros, no âmbito das suas competências na área da segurança alimentar e saúde pública, bem como das práticas comerciais, foram fiscalizados 457 operadores económicos nos recintos dos eventos.

Em comunicado, a ASAE explica que nesta operação intitulada “Summer Sound” foram instaurados 62 processos de contraordenação e oito processos crime, tendo ainda sido identificados 85 menores com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos de idade no âmbito da fiscalização da lei do álcool.

Como principais infrações de natureza contraordenacional a ASAE destaca a venda, facultar ou colocar à disposição bebidas alcoólicas, em locais públicos, a menores de idade e a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP (uma sigla internacionalmente reconhecida para Hazard Analysis and Critical Control Point ou Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos).

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica destaca ainda o incumprimento das regras de acesso aos espetáculos de natureza artística, a falta de afixação de informações obrigatórias, a falta de mera comunicação prévia, e, como principais infrações de natureza as criminais, a especulação na venda de bilhetes, a venda, circulação ou ocultação de produtos ou artigos contrafeitos, a imitação e uso ilegal de marca e uso de documentação de identificação alheio.

Foram ainda apreendidos diversos produtos entre bebidas alcoólicas, bilhetes de espetáculo, vestuário, bijutarias e/ou acessórios.

 

 

 

Governo diz que pais devem fazer queixa se receberem manuais estragados

Setembro 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de setembro de 2017.

O Estado conseguiu reutilizar pelo menos 15 mil manuais do 1.º ano com a nova política de reutilização, mais os 15 mil manuais que passaram de mão no âmbito da Acção Social Escolar. Números “bastante encorajadores”, diz Alexandra Leitão.

Bárbara Reis

Se recebeu manuais escolares usados e considera que não estão em condições de poderem ser utilizados pelo seu filho do 1.º ano do ensino básico, o melhor solução é falar com a sua escola, aconselha a secretária de Estado Adjunta e da Educação Alexandra Leitão.

Ao ministério não chegaram protestos sobre o estado dos manuais escolares redistribuídos neste “ano zero” da nova política de gratuitidade e reutilização, lançada no ano passado pelo Governo de António Costa. Mas há casos — ninguém sabe quantos ou se são representativos —, em que as escolas deram aos pais, no início deste ano lectivo, manuais manifestamente impróprios para serem utilizados uma segunda vez: têm a escrita a lápis das crianças, as correcções a esferográfica dos professores, autocolantes colados e desenhos pintados com várias cores que cobrem páginas inteiras.

Livros que estejam nessas condições não devem ser reutilizados, diz a secretária de Estado. E, nesses casos, os pais “devem fazer o mesmo que fazem sempre que consideram que alguma coisa não corre de acordo com o que está regulamentado: contactar a escola e a Direcção-Geral de Estabelecimentos Escolares”.

“Se houver razão para isso, poderá equacionar-se a entrega de um manual novo”, diz a secretária de Estado. Por antecipar uma taxa de reutilização pequena nesta fase inicial, o Governo tem orçamento disponível para, se necessário, cobrir 100% dos alunos do 1.º ano. Havendo essa verba, “a escola pode vir a requerer se os pais se queixarem”.

“A indicação que demos às escolas foi a de que pedissem a verba integral para o 1º ano”, diz Alexandra Leitão. “Atendendo à idade das crianças e às características dos manuais, sempre dissemos que as expectativas de reutilização eram baixas.” As crianças são muito pequenas (entre os cinco e os sete anos) e os manuais são construídos para serem escritos, recortados e pintados da primeira à última página.

Neste momento, há um paradoxo evidente. Por um lado, o Governo deu instruções às escolas para fazerem “uso pleno” e trabalharem com os manuais “normalmente”, por outro, se os manuais existentes no mercado forem usados de forma “plena” deixam de poder ser reutilizados.

Desde 2006, com uma lei da então ministra socialista Maria de Lurdes Rodrigues, que os manuais têm de durar seis anos. É por isso necessário que os livros que agora estão em vigor cheguem ao fim do seu ciclo de vida e sejam substituídos por manuais sem tantos “espaços livres” para escrever para que a taxa de reutilização aumente.

No ano passado, a actual secretária de Estado fez um despacho (n.º 13331-A/2016), reforçando legislação anterior no sentido de obrigar as editoras a publicarem manuais “amigos da reutilização”. Desde 2016, esclarece o artigo 7 do despacho, que “os manuais escolares destinados ao 1.º ciclo do ensino básico e os manuais escolares de Língua Estrangeira dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico podem conter ‘espaços livres’, desde que a edição esteja concebida por forma a garantir a sua reutilização durante o período de vigência da respectiva adopção”.

O mesmo despacho diz também que “em nenhuma circunstância a existência de ‘espaços livres’ pode ser concebida por forma a impedir ou dificultar a reutilização do manual”. “Nós sabemos que começámos pelo mais difícil — os manuais do 1.º ano”, diz Alexandra Leitão. “Mas se não começarmos agora, quando estas crianças chegarem ao 3.º e 4.º ano, idade em que a reutilização já será muito mais fácil, a mentalidade não mudou e a mudança não acontece.”

Só metade dos agrupamentos de escolas deu feedback ao ministério sobre o número de manuais que conseguiu reutilizar a partir dos que recebeu no fim do ano lectivo anterior e que entregou aos alunos que entraram agora no 1.º ano. Dos dados existentes, o Governo sabe que foram reutilizados 15 mil manuais dentro da nova medida de gratuitidade. E que, a esses 15 mil, devem somar-se outros 15 mil manuais reutilizados no âmbito do programa de gratuitidade e reutilização da Acção Social Escolar (ASE), criado há seis anos, ou seja, 30 mil manuais reutilizados no conjunto do 1.º ciclo do ensino público. “É pouco, mas é bastante encorajador”, diz a secretária de Estado. Por uma razão matemática: só no 1.º ano, reutilizaram-se tantos livros como no conjunto dos outros três anos cobertos pela ASE.

Este ano lectivo 2017/18, a medida de gratuitidade abrange já todo o 1.º ciclo do ensino público — potencialmente os 320 mil alunos inscritos, num investimento de 12 milhões de euros.

galeria das imagens no link:

https://www.publico.pt/2017/09/19/sociedade/noticia/governo-diz-que-pais-devem-fazer-queixa-se-receberem-manuais-estragados-1785861#&gid=1&pid=1

 

 

Cyberbullying traumatiza tanto quanto estupro, revela pesquisa

Setembro 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.gazetaonline.com.br/ de 30 de agosto de 2017.

Vítimas da violência digital também são mais suscetíveis à depressão, ansiedade e síndrome do pânico.

É melhor começarmos a pensar em deixar as trocas de farpas de lado nos tribunais das redes sociais. Isso porque, lá, na terra de ninguém, todos assumem a postura de juízes e emitem opiniões sem pensar no quanto essas agressões podem atingir quem as lê. Uma pesquisa realizada na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, revela que 19% dos que sofrem esse tipo de violência na internet desenvolvem depressão. O mesmo estudo, realizado com 480 jovens que estão matriculados em algum curso superior, aponta que um ataque virtual pode traumatizar tanto quanto um abuso sexual.

A psicóloga Sara Casteluber esclarece que, embora a pesquisa apresente dados reais e traga resultados verdadeiros, os tipos de trauma que o cyberbullying e o abuso sexual geram não podem ser comparados friamente. Assim como, de acordo com ela, a idade tem que ser levada em conta na hora da análise. “Um adulto tem muito mais maturidade para lidar com essas situações do que crianças, e o que isso vai gerar na cabeça de cada um é, respectivamente, diferente”, diz.

Para ela, o fato em si dificilmente poderá ser evitado, já que a tecnologia atualmente é algo inerente ao ser humano. No entanto, existem atitudes que podem educar o jovem a lidar com essa violência. “Os pais precisam estar atentos quanto ao que os filhos estão tendo acesso. E também porque se ninguém ficar sabendo, essa criança pode se retrair e sofrer sozinha, o que é pior ainda”, pondera.

Sara destaca que, inclusive, esse é um comportamento típico de quem sofre cyberbullying. “Qualquer agressão vai fazer o sujeito ficar mais quieto, calado, andando de cabeça baixa. Isso precisa ser observado para que seja feita uma intervenção”, justifica, alegando que esse é – também – um comportamento que pode anteceder um quadro de depressão.

LEI

Segundo Sara, para a vítima é confortante saber que a lei age de forma a protegê-la. É que, como explica a especialista, quem sofre com crimes virtuais pode se sentir amparado pela Justiça, sabendo que há ferramentas que possam ajudá-lo a ter os danos reparados legalmente.

O advogado criminalista Cássio Rebouças destaca que cyberbullying não é um termo jurídico, por isso, não há uma definição. A internet, segundo ele, passou a ser usada como meio para emitir acusações infundadas e crimes contra a honra que, aí sim, são levadas à Justiça. Para ele, as alfinetadas, em contrapartida, nem sempre rendem um processo judicial.

Cássio explica que é complicado dizer que as famosas indiretas são um crime. “Existem diversos níveis de mensagens que podem ser emitidas, mas a maioria dessas alfinetadas não é considerada crime”, afirma. Ele, que já defendeu e acusou envolvidos em crimes virtuais, avalia que o fato de esses crimes serem praticados no meio virtual gera dificuldade na identificação do autor da mensagem.

“A identificação do perfil tanto pode ajudar como atrapalhar. Se estivermos falando de um perfil falso, por exemplo, a polícia vai ter que mapear o computador, para chegar a um endereço, para, então, chegar a uma possível suspeita”, detalha.

O advogado acredita que o Judiciário tem ficado mais abarrotado e recebido mais processos envolvendo crimes virtuais. É que, para ele, as pessoas têm usado mais o meio digital para fazer acusações e emitir opiniões que podem prejudicar uma outra pessoa e a população, por sua vez, está levando essas publicações mais a sério. “O que muda é que, praticado numa rede social, por exemplo, um printscreen já é uma prova que pode ser apresentada em juízo”, finaliza.

(Texto com a colaboração de Daniela Aquino).

mais informações sobre o estudo nesta notícia:

Wounds from childhood bullying may persist into college years, study finds

 

 

 

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