Concerto Solidário 35 anos do IAC – 20 de Novembro no Altice Arena

Outubro 17, 2018 às 3:57 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

mais informações:

http://www.iacrianca.pt/concerto35anos/

Rui Veloso, Miguel Araújo e D.A.M.A dão concerto solidário na Altice Arena

Outubro 16, 2018 às 4:15 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

NiT

Notícia e imagem do site NiT de 15 de outubro de 2018.

Ricardo Farinha

A lista ainda inclui The Black Mamba, Amor Electro e André Sardet, entre vários outros.

Alguns dos músicos mais populares de Portugal vão juntar-se para um espetáculo solidário na Altice Arena, em Lisboa, que está marcado para 20 de novembro. Rui Veloso, Miguel Araújo, D.A.M.A, The Black Mamba, Amor Electro e André Sardet são alguns dos que participam na iniciativa Crianças Somos Todos Nós, organizada pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC).

A eles juntam-se Os Azeitonas, Bruno Ávila, Bruno Correia, Carlos Alberto Moniz, Frederico BC, Mafalda Borges, Manuel Guerra e Matay, numa noite que terá a apresentação de Catarina Furtado e direção musical de João Só, que também vai atuar.

Todas as receitas geradas por este concerto especial revertem para o IAC, que está a celebrar 35 anos, e irão contribuir para ajudar crianças desfavorecidas. Os bilhetes variam entre os 10€ e os 40€ e estão disponíveis na Blueticket.

Concerto Solidário 35 anos do IAC – 20 de Novembro no Altice Arena

Outubro 15, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

mais informações:

http://www.iacrianca.pt/concerto35anos/

Concerto Solidário 35 anos do IAC, 20 Novembro no Altice Arena – Vídeo

Outubro 12, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Mais informações:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias

Escolas e famílias devem ser envolvidas na educação para conter obesidade

Setembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da ONU News de 12 de setembro de 2018.

FAO destaca que mais de 672 milhões de pessoas vivem com a doença; representante da agência em Nova Iorque revela que debates de Alto Nível da Assembleia Geral incluem eventos paralelos sobre impactos do problema.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, defende que a ação para prevenir a obesidade deve envolver instituições que educam as crianças desde cedo.

O relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, Sofi, revela que uma em cada oito habitantes do planeta sofre desta doença. São mais de 672 milhões de pessoas, a maioria vivendo na América do Norte.  Em África e na Ásia a tendência aumenta.

Prevenção

Falando à ONU News, em Nova Iorque, a diretora do escritório da agência junto às Nações Unidas, Carla Mucavi, disse que é preciso aumentar a prevenção.

“Tem de haver mais consciencialização, tem de haver também políticas que possam levar, de facto, com que estes alimentos, refrigerantes, fritos, e tudo aquilo que é fast food, portanto, não apareça em primeiro plano em detrimento daquilo que seria uma alimentação saudável. Nós temos alguns problemas que educam, a partir das escolas, isto também tem de partir das famílias. Portanto, é toda a sociedade, que deve se consciencializar que uma alimentação saudável nem sempre é aquela que parece ser a mais próxima a nós. ”

Durante os Debates de Alto Nível da Assembleia Geral, a FAO terá eventos paralelos para falar de impactos da obesidade. Líderes mundiais envolvidos na discussão da situação que tem impacto nas economias.

Atenção

“Eu creio que, de facto, é alarmante o peso, o impacto que isso tem, sobretudo na saúde, na saúde das próprias pessoas, mas mesmo no sistema de saúde dos países, uma vez que encarece uma vez que temos pessoas com doenças, portanto, difíceis. Estamos a falar até de uma conferência mundial que vai ter lugar mesmo cá, aqui nas Nações Unidas, que é as doenças não-comunicáveis. Portanto, tudo isto tem também efeitos sob a forma como nos alimentamos. Portanto, eu chamaria a atenção para dar maior responsabilidade a todos os níveis, da sociedade, dos próprios governos, a nível global, em termos de políticas, mas também em termos de como é que nós nos alimentamos. ”

De acordo com a FAO, a desnutrição e a obesidade coexistem em muitos países e podem até ser observadas no mesmo lar.

Os riscos do sobrepeso e da obesidade envolvem o fraco acesso a alimentos nutritivos pelo seu alto custo, o estresse de viver com insegurança alimentar e as adaptações fisiológicas à privação alimentar.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The State of Food Security and Nutrition in the World 2018

App do YouTube só para crianças chega esta quarta-feira a Portugal

Setembro 12, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Observador de 12 de setembro de 2018.

Manuel Pestana Machado

A app do YouTube focada nos mais novos chega esta quarta-feira a Portugal. A aposta em filtros parentais especiais e uma interface simples é a aposta da Google para as crianças.

O YouTube Kids chega esta quarta-feira a Portugal. A aplicação móvel da famosa plataforma de vídeo da Google direcionada a crianças “até aos 12 anos” foi lançada inicialmente em 2016 nos Estados Unidos da América, tem “11 milhões de utilizadores ativos” semanais e vai estar disponível no mercado português nos sistemas operativos Android e iOS, explicou ao Observador fonte da empresa.

A pensar no público português, a Google anunciou parcerias com programas infantis como o Pocoyo, a Porquinha Pepa, o Ruca e o Avô Cantigas. Para garantir que os mais novos não acedem avídeos que não são apropriados para a sua idade, por terem “linguagem e conteúdo impróprio”, a app tem um sistema de inteligência artificial que seleciona apenas vídeos direcionados ao público infantil.

Os pais que queiram instalar esta app num smartphone ou tablet terão de fazê-lo com uma conta Google. Podem criar até oito perfis, o que pode ser útil para quem tem muitos filhos. A app permite ainda que os pais escolham se querem manter ativo o sistema de pesquisa de vídeos, como acontece no tradicional YouTube. Na plataforma só para crianças, os pais podem optar por não incorporar a função de pesquisa, disponibilizando apenas os vídeos que querem que os filhos vejam. Quem quiser manter o motor de busca, pode fazê-lo, para que os mais novos pesquisem o que querem ver escrevendo ou falando em português para a aplicação.

O controlo parental da aplicação vai mais longe e o responsável pela criança até pode escolher os canais e vídeos específicos que quer que o menor veja.

Como explica a economia, “não há almoços grátis” e o YouTube Kids tem publicidade direcionada aos mais novos, em alguns vídeos, e “até 60 segundos”. A empresa promete que, em Portugal, a app não vai transmitir anúncios de comida e que a publicidade se fará mais com “brinquedos” e outros produtos que cativam as crianças. Em matéria de proteção de dados, a empresa assume que cumpre com a legislação em viigor e que, apesar de recolher dados da plataforma, não chega a saber a identidade do menor que a utiliza, sem consentimento dos pais.

Em abril, o The Guardian noticiava que a Google recolhia dados de menores. “A informação que recolhemos é o primeiro nome, mês e ano de nascimento do perfil que os pais inserem na aplicação”, justifica a empresa. De acordo com o teste que o Observador fez à versão portuguesa da app, é possível criar um perfil sem incluir dados de um menor.

Além destas configurações de segurança, o YouTube Kids apresenta “conteúdos centrados na família” através de quatro categorias: “Programas, Música, Aprender e Explorar”. Nos próximos meses, a Google espera ter mais parceiros de conteúdos a pensar nos mais novos através desta aplicação.

 

 

Mais de 4 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola, alerta Acnur

Setembro 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia da ONU News de 29 de agosto de 2018.

Agência da ONU para Refugiados destacou história de um sírio que teve seu diploma universitário revalidado no Brasil e pode agora trabalhar; apenas seis em cada 10 menores refugiados frequentam ensino primário.

Um novo estudo da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, revela que 4 milhões de crianças refugiadas não frequentam a escola. Esse número equivale a um aumento de meio milhão de menores nessa situação em um ano no mundo.

O relatório Inverter a Tendência: Educação de Refugiados em Crise foi lançado nesta quarta-feira, em Genebra, na Suíça. Dos 68,5 milhões de pessoas que foram obrigadas a fugir de suas casas, cerca de 25,5 milhões receberam status de refugiados.

Futuro

Falando à ONU News, o porta-voz da agência, William Spindler, explica porque é preciso aumentar o apoio para promover a educação daqueles que recebem abrigo em outros países.

“Sem acesso à educação, o futuro destas crianças será comprometido. A nível mundial, 92% de todas essas crianças frequentam a escola. Mas das crianças refugiadas é somente 68%. Por isso é muito importante um investimento mais forte na educação de refugiados. ”

Ao destacar a história pessoal de alguns refugiados, o relatório apresenta o sírio Salim Alnazer, de 32 anos.

Ele trabalha como farmacêutico de uma empresa de transporte e logística em São Paulo, no Brasil, o país que reconheceu seu diploma universitário abrindo as portas para um emprego. Alnazer afirma que no Brasil,  “não só encontrou paz, mas também um futuro”.

Ensino Superior

O relatório insta os países anfitriões a matricular refugiados menores de idade em sistemas de educação que permitam o reconhecimento das notas até a entrada no ensino superior.

O estudo pede parcerias mais fortes entre setor privado, organizações humanitárias, de desenvolvimento e governos para que haja mais soluções sustentáveis ​​para a educação de refugiados.

Um dos maiores desafios é a educação de crianças, que compõem mais da metade do total de refugiados. Cerca de 7,4 milhões delas estão em idade escolar.

O documento revela ainda que apenas seis em cada 10 menores refugiados vão à escola primária, comparadas aos 92% de crianças no mundo. A agência defende que essa lacuna aumenta à medida que as crianças refugiadas ficam mais velhas.

Ensino Secundário

O estudo revela ainda que cerca de dois terços das crianças refugiadas frequentando o ensino primário não chegam ao secundário. No total, 23% delas frequentam o ensino secundário, em comparação com 84% das crianças no mundo.

Após a adoção da Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes em 2017, o Acnur disse que foram matriculadas mais de meio milhão de crianças refugiadas fora da escola.

Qualidade

A agência quer que mais seja feito para garantir o acesso de todos os refugiados à educação de qualidade.

O baixo acesso dos refugiados à universidade é uma das maiores preocupações. Apenas 1% deles tem a oportunidade de chegar a esse nível, uma proporção que não muda há três anos.

Para o alto comissário da ONU para refugiados, a escola é o primeiro lugar em meses, ou até anos, em que crianças refugiadas encontram alguma normalidade.

O chefe do Acnur, Filippo Grandi, disse que a menos que seja feito um investimento urgente, centenas de milhares de crianças vão se tornar essas estatísticas preocupantes.

 

O relatório citado na notícia é o seguinte;

Turn the Tide: Refugee Education in Crisis

Bebês & Tecnologias – Vídeo do NUFABE da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Agosto 24, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

App nacional protege crianças de desenhos animados violentos na Internet e ganha adeptos no mundo

Agosto 7, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da Visão de 21 de julho de 2018.

A maior parte dos clientes de uma empresa de Braga está nos Estados Unidos da América (60%) e no Reino Unido, mas já está em mais de 200 países .

Quando se apercebeu que as filhas viam desenhos animados na Internet que pareciam originais da Disney, mas na verdade continham cenas “estranhas e violentas”, do género do “Mickey a cortar cabeças”, Hugo Ribeiro procurou uma aplicação para telemóveis capaz de garantir a filtragem do que era ou não era apropriado para as crianças. Como não encontrou uma solução dentro dos requisitos pretendidos, deitou mãos a esse projeto e, juntamente com Pedro Branco, criou a KiddZtube. Operacional desde o final de 2017, o sucesso chegou logo nos primeiros meses deste ano: a plataforma já disponibiliza mais de 1.200 vídeos, todos selecionados por professores a partir dos conteúdos infantis mais populares no Youtube, e atingiu, no semestre concluído a 30 de junho, o patamar das 250 mil crianças utilizadoras, em mais de 200 países, num total que supera os três milhões de vídeos vistos.

Os números são avançados à VISÃO por Hugo Ribeiro, diretor geral da Magikbee, a empresa de Braga que desenvolve este produto destinado a crianças e pais, acrescentado aos vídeos conteúdos didáticos e interativos. No final, as crianças são confrontadas com uma pergunta ou um desafio que, por regra, a equipa de professores que os cria tenta transformar numa ferramenta de aprendizagem. “Das cores, dos animais, até de músicas de Natal”, exemplifica Hugo Ribeiro. Cada vídeo pode estar associado a cerca de dez perguntas, que vão surgindo à vez sempre que a criança vê o mesmo desenho animado. Aos pais estão reservadas funcionalidades como a possibilidade de definirem um limite temporal de utilização por dia ou a de poderem rastrear os conteúdos visualizados pelos filhos.

Em março, a versão paga (4,99 dólares – ou 4,2 euros) da KiddZtube chegou a ser app para crianças mais vendida na Amazon, na área audiovisual, e ao início da tarde desta sexta-feira, 20, seguia na quarta posição (há atualizações de hora a hora). “É incrível como estamos a conseguir competir com gigantes a nível mundial como a Nickelodeon”, salienta o cofundador da Magikbee, que deixou o emprego na Sonae, na área do marketing da operadora NOS, para investir neste negócio. Também está disponível uma versão gratuita da aplicação, com cerca de 50 vídeos.

Inglês é a língua mãe

Os conteúdos selecionados no Youtube são todos em inglês e o alvo são crianças dos três aos oito anos. A opção está ligada ao facto de terem sido identificadas lacunas “à escala global”, no que respeita à monitorização dos desenhos animados que as crianças devem evitar, e também à vontade de chegar ao maior número de interessados. O mercado americano representa nesta altura 60% dos clientes da KiddZtube, seguido do Reino Unido, com um peso entre os 25 e os 30 por cento. “O resto dos nossos clientes está muito distribuído”, adianta Hugo Ribeiro, 38 anos e pai de uma menina com cinco e de outra com onze.

O sucesso do projeto levou entretanto a pedidos de outros professores para incluirem vídeos na plataforma, de forma a poderem depois usá-los no ensino de algumas temáticas, da geografia à história. Nesse sentido, a Magikbee criou a KiddZtube Academy, uma solução que permite seguir a evolução dos alunos.

 

 

E quando os filhos saem de casa e os pais não sabem o que fazer?

Julho 28, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Notícia do Público de 17 de julho de 2018.

O síndrome do ninho vazio existe e pode levar alguns pais à depressão. A receita é transmitir confiança aos filhos e deixá-los voar, recomendam os especialistas. Quanto aos pais, há projectos que podem pôr em prática.

Bárbara Wong

Na cozinha, uma mulher faz pãezinhos chineses com destreza. Põem-nos a cozer ao vapor e leva-os para a mesa, onde ela e o marido comem em silêncio. Ele sai para trabalhar e ela fica a terminar a refeição até que o último pãozinho, o bao, ganha vida. É um bebé que segue a mãe para todo o lado, mas à medida que cresce vai ganhando autonomia para mal daquela mãe que não se consegue adaptar. O fim fica para quem quiser ir ver a curta-metragem Bao, da realizadora Domee Shi, que antecede Os Incríveis 2, nos cinemas. Amanhã começam as candidaturas à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, altura em que muitos jovens optam por escolher cursos ou escolas que ficam longe da casa dos pais. Como lidam estes com a situação?

Depende. Tal como a mãe chinesa de Bao, também os pais portugueses promovem pouco a autonomia dos filhos, começa por dizer a psicóloga Teresa Espassadim, da Clínica Psicodinâmica, em Lisboa, e que foi coordenadora do Gabinete de Orientação do Instituto Superior de Engenharia do Porto. “Há um estilo mediterrânico que parece que temos de estar muito juntos para sermos felizes enquanto há outros estilos parentais que promovem mais a autonomia”, aponta.

Embora se verifiquem algumas mudanças – os jovens vão estudar para outra cidade ou para outro país, e, terminado o curso, emigram – os pais continuam com as suas vidas muito focadas e centradas nos filhos. E, por isso, quando eles saem de casa podem sofrer do chamado síndrome do ninho vazio, ou seja, podem mesmo adoecer, entrar em depressão porque deixam de ter uma missão na vida e as suas rotinas em torno dos filhos. “Continuam a existir pessoas a sofrer com um vazio que se instala. A sós ou acompanhadas”, aponta Júlio Machado Vaz, psiquiatra, por e-mail, reconhecendo que são sobretudo as mães as que mais sofrem com o alegado abandono. No entanto, Bárbara Ramos Dias, psicóloga clínica e especialista em psicologia adolescente, refere que começam a surgir pais que sofrem do mesmo mal.

Separações e outras complicações

Bárbara Ramos Dias lembra que, por altura de os filhos saírem de casa, algumas mães passam pela menopausa. “A pessoa não se sente bem consigo, sente que já não tem objectivos na vida”, descreve. Teresa Espassadim acrescenta mais um dado para o sentimento de vazio: actualmente, muitos casais deixam para mais tarde a maternidade, logo, a idade da reforma pode coincidir com a altura em que os filhos abandonam o lar. “Quando as angústias são mascaradas por estar ocupado e preocupado com a vida de outros, os vazios podem ser mais angustiantes”, aponta a especialista.

Por vezes, é quando os filhos saem de casa que os pais se confrontam consigo próprios e concluem que o que os unia era apenas a descendência. “Após 30 anos, as pessoas podem perceber que são estranhas [uma para a outra]”, refere Espassadim. “Se se trata de um casal é preciso avaliar o estado da relação, o face a face pode ser insuportável ou [por outro lado] uma oportunidade de viver mais livremente”, aponta Machado Vaz. Se há casais que escolhem esta altura para se separar, outros aproveitam para se (re)conhecer. “Muitos reencontram o amor que os uniu, outros dizem que não faz sentido. O mais importante é compreender que esta é uma nova fase da vida”, acrescenta Bárbara Ramos Dias.

Mas não são só os pais que sofrem, os filhos também. A psicóloga que acompanha adolescentes conhece alguns casos de jovens que se sentem inseguros com o abandono da casa paterna. “E se não consigo pagar a renda? E se algo corre mal? E se a minha mãe passar o tempo todo a ligar-me? E se o meu pai ficar zangado pela decisão que tomei?” Estas são algumas das perguntas que surgem em consultas, revela Bárbara Ramos Dias. Desde que os filhos são pequenos que é importante prepará-los para serem autónomos – ensiná-los a cozinhar, a passar a roupa, a gerir o dinheiro – e responsáveis, propõe. “Quando saem para a faculdade ou quando querem ir viver com um amigo, os pais devem reconhecer que o filho tem coragem, dar-lhe força e apoiá-lo”, sugere.

Teresa Espassadim é da mesma opinião: cabe aos pais dar espaço aos filhos para que estes possam fazer as suas escolhas. Voltando a Bao, a mãe do pãozinho chinês fica em stress quando este quer ir brincar com os outros meninos. A psicóloga lembra que muitos pais vão às festas de anos dos amigos dos filhos e lá permanecem. São pessoas que “vivem a vida social dos filhos, que não lhes dão espaço”. Por isso, “seria estranho que não sentissem algum vazio depois da sua saída de casa”, constata.

“Olhar para sonhos antigos”

Na verdade, os pais que sempre deram espaço ao casal, enquanto os filhos ainda estavam em casa, os que já tinham os seus projectos, poderão ser aqueles que menos sentem o vazio da casa quando os filhos a abandonam. “Preparar a saída é um trabalho a tempo inteiro, desde que os filhos nascem e à medida que eles vão crescendo, procurando ter sempre espaço para que os pais sejam eles próprios”, aconselha Teresa Espassadim.

Mas há quem precise de ajuda profissional por se sentir depressivo, especialmente os que são muito dependentes dos filhos. “É preciso ajudar a pessoa a reconstruir o seu ‘eu’”, diz Bárbara Ramos Dias. Como é que isso se faz? A pessoa precisa de voltar a olhar para si, para o que gosta de fazer, reencontrar amizades antigas, criar novas, redescobrir o amor, enumera a psicóloga. “Olhar para sonhos antigos e querer concretizá-los. Usar os PPP – pensamentos positivos permanentes – porque enquanto estivermos a pensar de forma positiva, vamos ter respostas diferentes. É uma oportunidade de crescimento. E fazer um detox mental, ou seja, deitar fora tudo o que não interessa, as raivas, as angústias, as ansiedades”, defende Ramos Dias.

Pode ser uma altura difícil na vida dos pais porque confrontam-se com os seus próprios receios, refere Teresa Espassadim, salvaguardando que “isso é saudável”. “Tem de haver um ajuste e esse não se faz sem dor”, constata. Os pais têm de reconhecer que são mais do que isso. “Têm de deixar de se pôr em último lugar. Agora, já podem ir à hidroginástica, já podem comer a coxa do frango”, brinca a psicóloga. “Nós somos pessoas com vida própria e não apenas pais dos nossos filhos”, escreve por seu lado Machado Vaz.

Se a maioria, segundo os especialistas ouvidos, ultrapassa a síndrome do ninho vazio e descobre outros motivos para viver que não apenas os filhos, outros há que os sufocam com medos e telefonemas por tudo e por nada, que os culpam por se sentirem e estarem sozinhos, e que só recuperam quando os netos chegam, encontrando assim uma nova missão na vida. Esses pais têm de “perceber que a missão está cumprida”, diz Bárbara Ramos Dias.

Só depois de todo este processo – de reconhecimento que o ninho está vazio, de confiança que os filhos têm as ferramentas para voar e para fazer o seu próprio ninho – é que os pais estão preparados para novas rotinas, diz a psicóloga. “É o ciclo natural da vida. Temos de o encarar de forma positiva e reconstruir uma nova vida”, aconselha. Nessa, os filhos continuam a ter parte. “A saída física não significa abandono, a relação com os marotos mantém-se a outro nível. Hoje em dia, quantas vezes por Skype, com tanta emigração forçada para os jovens”, constata Júlio Machado Vaz.

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.