Homenagear os clássicos para crianças

Abril 17, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do blogue http://blogues.publico.pt/letrapequena/ de 27 de agosto de 2017.

Uma homenagem à literatura clássica infantil, num livro muito bonito e cheio de referências bibliográficas felizes.

Logo nas guardas de abertura, encontramos uma mancha de caracteres que invocam dezenas de títulos e escritores que nos remetem para leituras de infância: As Aventuras de Pinóquio (Carlo Collodi), Um Conto de Natal (Charles Dickens), 20.000 Léguas Submarinas (Júlio Verne), Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Lewis Carrol), só para citar alguns.

Disseram os autores, Oliver Jeffers e Sam Winston, sobre o livro que criaram juntos: “Desde o início sabíamos que queríamos criar um conto que celebrasse o nosso amor pela literatura clássica infantil com um toque moderno. Para nós, tratou-se de capturar alguma da magia que acontece quando alguém se perde ao ler uma história intemporal, mas de um modo que os leitores ainda não tinham visto.”

E a verdade é que a obra é muito original e poética. Por isso mereceu este ano o Prémio de Melhor Livro de Ficção atribuído pela Feira do Livro Infantil de Bolonha.

A história começa assim: “Eu sou a menina dos livros. Venho de um mundo de histórias. E na minha imaginação eu flutuo.” A menina atravessa um mar de palavras para ir ter com um rapaz e o convidar a entrar no mundo dos livros, e da imaginação.

Esse “mar de palavras” é representado de uma forma muito expressiva, com um conjunto de frases retiradas de outra obras e que formam ondas.

O humor também está presente, como no plano em que se vê um homem a ler o jornal. Há três títulos impressos: “Negócios”, “Coisas importantes” e “Coisas sérias”.

Reproduzimos parte da notícia sobre coisas importantes: “Uma importante companhia vai parar de produzir coisas importantes no final deste ano. Alegam que ninguém quer esta coisa particularmente importante. Alguém num websitedisse: ‘Não é nada importante que tenham deixado de produzir essa coisa. Talvez não seja assim tão importante. A coisa mais importante agora é descobrir outra coisa que seja importante.’”

O que é verdadeiramente importante neste livro pode resumir-se na frase: “A nossa casa é uma casa de invenção, onde toda a gente pode entrar.”

A Menina dos Livros
Texto e ilustração: Oliver Jeffers e Sam Winston
Tradução e edição: Editorial Presença
36 págs., 12,90€

Texto publicado na edição do Público de 26 de Agosto, página Crianças. 

 

 

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Baby Led Weaning: O método que acaba com “miúdos esquisitinhos” com comida

Abril 16, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 3 de fevereiro de 2017.

Rita Ferro JORNALISTA

Se o seu filho tem mais de 6 meses está na altura de guardar as trituradoras, varinhas mágicas e robots de cozinha que põem tudo em puré, sem grumos e sem bocados. Há um novo método que está a conquistar as mães portuguesas. Apesar da sujidade, quem pratica defende que há muitas vantagens, entre elas, miúdos “pouco esquisitinhos” com comida. Andamos à procura de fotos de experiências [e de grandes bagunças]. Tem disso aí por casa? Envie fotos do seu filho em estado #blw com uma pequenina legenda, nome e idade para eureporter@sic.pt

O Baby Led Weaning [ou BLW para os amigos] é um método cada vez mais conhecido e adotado pelas mães portuguesas para introduzirem sólidos a partir dos 6 meses. Na sua essência mais pura, o BLW consiste no desmame conduzido pelo bebé. Ou seja, a partir do meio ano de idade o bebé vai, lentamente e ao seu ritmo, trocando a amamentação exclusiva por alimentos, inteiros.

O regresso ao trabalho antes desta altura, que acontece para tantas mães, pode comprometer a amamentação em exclusivo e leva à introdução de biberão, ou outras soluções. Entao aí, o BLW, já não serve completamente a sua função mas ainda conquista noutras. Com esta técnica, o bebé vai também ganhar gosto pela comida, descobrir texturas e sabores, trabalhar a motricidade fina e movimentos e ganhar autonomia.

Há regras para este método? Há algumas, sim. Deve ser feito juntamente com a família à mesa de refeição para que os mais crescidos sirvam de exemplo e “estarem de olho” no bebé, os alimentos devem ser cozinhados e cortados de forma especial conforme as idades, é preciso ter paciência e, o mais difícil de tudo, tempo.

Sentámo-nos à mesa com três mães bloggers adeptas do BLW e pusémos mãos à obra.

Joana Paixão Brás é co-autora do blog A mãe é que sabe e é onde costuma mostrar a filha mais nova, Luísa, a aventurar-se no Baby Led Weaning. A primeira questão que lhe fizemos [para sossegar quem nos está a ler] foi: E não tem medo que ela se engasgue?

Não muito. Do que li, este é, caso eles já mostrem estar preparados, um período óptimo para aprenderem a mastigar e, como têm uma coisa chamada gag reflex (que traduzido para reflexo de engasgo ou engasgamento parece mais assustador do que é, porque eles não se chegam a engasgar), que é uma espécie de ânsia de vómito, em que eles, sentindo que a comida não está ainda suficientemente pequena para engolir, voltam a trazê-la para a frente da boca para a mastigarem melhor.

E não foi só para passar da amamentação para os alimentos que Joana escolheu este método. A filha mais velha abriu portas a um caminho de descobertas para a caçula da família.

“Já tinha em casa uma filha pisca para comer e esquisitinha e quis tentar uma coisa diferente com a segunda. A Luísa não era amante de sopas, tentei três ou quatro vezes. Cuspia, protestava e não quis “fazer aviõezinhos” e obriga-lá a comer. Percebi que através do BLW, ela adorava comer, experimentar, provar e fazia as caras e os sons mais engraçados.”

Como está em casa, Joana tem conseguido este método praticamente no seu todo. Une a amamentação ao BLW e faz dele um ritual para bons momentos em família.

“O principal alimento continua a ser o leite materno. Estando em casa, acredito que tenha esta tarefa facilitada relativamente à grande maioria dos pais. Faço coisas simples, de forno e a vapor, não perco muito tempo com as refeições! Perdemos, sim, mais tempo à mesa. Mas não considero “perder”, considero ganhar. É óptimo comer com eles, com calma.”

Vera, do blog As viagens dos Vs, que também adotou a técnica com a Laura, a filha mais nova, é rápida a enumerar vantagens.

Do ponto de vista do bebé, são várias. Para mim, a principal é mesmo a autonomia no momento da refeição, pois é o bebé quem decide o que comer e qual a quantidade; facilita o desenvolvimento motor e também o processo de mastigação do bebé. Da perspectiva da mãe, ajuda-nos a ganhar mais confiança no nosso bebé e nas suas capacidades e, muito importante, a aprender a respeitar as suas vontades. Não somos nós que estamos a levar a colher à boca e, assim, deixamo-nos de guiar pelos “ml” de quantidade que supostamente um bebé deve comer em cada refeição.

Nas rotinas da família e já com outro filho, seria mais fácil para todos se a Laura partilhasse da nossa comida e a verdade é que ela começou desde logo a fazer parte dos nossos momentos das refeições e para o Vicente isso foi muito bom, ver que a irmã comia as mesma coisas que ele.

Eu sou completamente fã!

Beatriz do blog Better With my mom diz que, no início, é normal ter-se medo do engasgo, mas depois a confiança vence quando as mães se apercebem de que os bebés estão preparados [enquanto todas as regras do Baby Led Weaning estiverem asseguradas] para resolver o assunto e o medo vai desaparecendo.

Quanto mais ele treina a mastigação com alimentos sólidos mais rapidamente vai aprender a desengasgar-se. O Salvador já o faz. Quando tem um pedaço que não consegue engolir deita-o fora. Ter sempre um biberão com àgua e saber o que fazer caso isso aconteça traz-nos mais segurança.

Vermos as crianças como capazes de desenvolver determinadas actividades que nós achamos dificeis ou “perigosas”. Eles são curiosos por natureza e devemos deixá-los explorar. O nosso pediatra apoia muito esta ideia e estamos muito contentes com o resultado.

Dizem as mães que o Baby Led Weaning é um caso de paixão. Até porque uma vez que os bebés lhe tomam o gosto, já é difícil alimentarem-se de outra maneira.

Espreite a galeria que preparámos com fotos de bebés adeptos do Baby Led Weaning.

Envie fotos do seu filho em estado #blw com uma pequenina legenda, nome e idade para eureporter@sic.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É bom ajudar as crianças a fazerem os trabalhos de casa? – vídeo

Março 30, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do http://blogue.rbe.mec.pt/

Ver programa completo.

Para mais informação e acesso à transcrição escrita clique aqui (por favor, deslize a página para baixo).

Crianças retiradas aos pais – debate na TVI24 com a presença da Presidente do IAC Dulce Rocha

Março 23, 2018 às 1:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Debate realizado na TVI24 no programa 21ª Hora no dia 22 de março com a presença da Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

Visualizar o debate no link em baixo a partir do 1: 02: 43 m

http://tviplayer.iol.pt/programa/21-hora/55d74f360cf2cfab91830ad8/video/5ab43c670cf248c46ec4b297

Sarampo – Informações da Direção-Geral da Saúde

Março 21, 2018 às 2:09 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

Sarampo Perguntas e Respostas

Sarampo Materiais de Divulgação

 

Criámos um perfil falso e 78% das pessoas aceitaram o nosso pedido de amizade

Março 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 25 de fevereiro de 2018.

Carmo Lico

Segundo dados do Facebook, 6 a 10% das contas na rede são falsas. Isso significa que há perto de 207 milhões de contas duplicadas e até 60 milhões de contas associadas a identidades fictícias. Tem alguma destas na sua lista de amigos? Não será tão improvável assim.

A VISÃO fez o teste. Criar uma conta no facebook foi bastante simples. Bastou associar um email, um nome e uma data de nascimento. Em menos de um minuto, o perfil estava online. O mais moroso foi mesmo chegarmos a um consenso em relação ao nome: Ficou Joana Lima. Depois disso, escolhemos uma cara a partir de um banco de imagens gratuito. Por sugestão do Facebook, uma vez que a redação da VISÃO é em Paço de Arcos, a Joana vive em Oeiras. Também foi a plataforma a sugerir que a Joana estudasse na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Ainda mérito do mesmo algoritmo, foram os 200 pedidos de amizade que fizemos.

Da lista que o Facebook disponibiliza como “pessoas que talvez conheças”, fizemos pedidos de amizade a homens e mulheres, de todas as idades. Em menos de dois minutos, tínhamos três amigos. E ainda não tinha passado um quarto de hora, quando recebemos o primeiro pedido de amizade. Antes de terminar sessão, e para tornar o perfil mais credível, decidimos adicionar ao perfil uma foto de um cachorro (do mesmo banco de imagens de onde escolhemos a foto da Joana).

No dia seguinte, o número de notificações surpreendeu-nos. Em menos de 24 horas, tínhamos 157 amigos – 78% das pessoas a quem enviámos um pedido de amizade, aceitaram partilhar os seus dados (mais ou menos privados) com um perfil de alguém que (de certeza) não conhece. Além de amigos, tínhamos comentários, gostos, pedidos de amizade e até mensagens privadas de homens e mulheres de todas as idades. Veja o vídeo para conhecer mais pormenores desta nossa experiência.

Se procurar na sua lista de amigos, não vai encontrar o perfil desta “Joana Lima”. Depois de recolhidas todas as informações para este artigo, o perfil foi eliminado. O mesmo não podemos garantir, relativamente às outras mais de 200 milhões “Joanas” falsas. Mas podemos ajudar: veja aqui os dez passos para identificar um perfil falso, segundo Dr.ª Luzia Pinheiro, investigadora no CECS, Universidade do Minho.

visualizar o vídeo da Visão no link:

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2018-02-25-Criamos-um-perfil-falso-e-78-das-pessoas-aceitaram-o-nosso-pedido-de-amizade

 

 

Não há ajuda para famílias com problemas? Guia para “fugir” à SuperNanny

Março 1, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 26 de janeiro de 2018.

Nas redes pública e privada há várias respostas para pais em apuros, desde consultas a acompanhamento familiar gratuito. De norte a sul do país, este é um guia para “fugir” à SuperNanny.

“Há aqui uma intenção puramente social, pedagógica, e o nosso único objetivo é dar ferramentas para que os pais possam desempenhar melhor o seu papel, contribuir para a harmonia familiar”, disse Júlia Pinheiro, diretora de programas da SIC, na passada segunda-feira, num debate que pôs frente-a-frente defensores do polémico programa “SuperNanny” e a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) (mas também o Instituto de Apoio à Criança).

O já muito contestado reality show — que levou, inclusive, o Ministério Público a abrir um inquérito por crime de desobediência a propósito do primeiro episódio — não deverá ser encarado como a primeira linha de ajuda quando existem problemas do foro psicológico e/ou educacional em casa. Mas há ou não ajuda para estes pais e estes filhos? Existem nas redes pública e privada várias formas de ajuda, pelo que preparámos um guia que os pais saibam a que apoios recorrer.

No Serviço Nacional de Saúde

“Os cuidados em saúde mental da criança e do adolescente estão previstos a dois níveis de intervenção: público e privado”, começa por esclarecer ao Observador fonte oficial da Direção Geral da Saúde. Na rede pública, o Serviço Nacional de Saúde prevê a intervenção nos cuidados de saúde primários (centros de saúde na área de residência) e nos secundários (rede hospitalar). Caso haja problemas do foro psicológico, os pais poderão optar por marcar uma consulta com o médico de família. Na eventualidade de não existir acesso a essa figura, podem optar por uma consulta de saúde infantil, também no centro de saúde, sendo que as crianças e os jovens até aos 18 anos estão isentos de taxas moderadoras e são considerados atendimento prioritário.

Em ambas as consultas, o médico designado faz a avaliação da situação — se cumprir os critérios de psicologia da saúde, a criança ou o jovem é visto pelo psicólogo do centro de saúde; se cumprir critérios de saúde mental, a criança ou o jovem é referenciado para uma consulta da especialidade na rede pública. A criança e a família “doente ou em risco de adoecer” pode ainda ser encaminhada pelo sistema para a intervenção precoce (ELI, Equipa Local de Intervenção), caso exista suspeita de atraso no desenvolvimento.

As consultas de psicologia nos centros de saúde são orientadas, por definição, por psicólogos generalistas e não são de acesso direto — é preciso passar primeiro pelo médico de família ou pela consulta de saúde infantil. O acesso aos pediatras no SNS, por sua vez, acontece via marcação de consultas da especialidade, através do centro de saúde, ou via urgência hospitalar.

Segundo fonte oficial da Ordem dos Psicólogos Portugueses, no Serviço Nacional de Saúde existem 917 psicólogos, “o que dá um rácio aproximado de um psicólogo para cada 10.900 pessoas”. Ao Observador, a mesma fonte esclarece que “de acordo com indicações internacionais”, deveria ser um psicólogo por cada 5.000 pessoas. “Neste contexto, importa sublinhar que ficou previsto em Orçamento do Estado para 2018 a contratação de 45 novos psicólogos, estando ainda prometido pelo Governo a contratação de mais 55 psicólogos”.

Sobre os pediatras, Jorge Amil Dias, presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria, esclarece que o “único sítio onde o SNS tem pediatras é dentro dos hospitais”. E continua: “Em Portugal, a estrutura do serviço de saúde encara o médico de família como único ponto inicial de contacto e os pediatras surgem em segunda linha [de atuação]. Fora do SNS, obviamente que há milhares de pediatras com sensibilidades diferentes.”

De referir que a Câmara de Cascais, a título de exemplo, criou um roteiro da rede pública para esclarecer os munícipes de quais os passos a tomar relativamente aos cuidados de saúde mental.

https://infogram.com/infographic-modern-1h1749nv7vzq2zj

“Quando o risco diagnosticado é de suspeita de maus tratos, opera no SNS uma rede designada por Núcleo de Crianças e Jovens em Risco[existirá pelo menos um núcleo por cada agrupamento de centros de saúde e centros hospitalares], que é formado por uma equipa multidisciplinar e que funciona num primeiro nível de intervenção, prévio às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e tribunais”, informa ainda fonte oficial da DGS, explicando que compete ao médico de família centralizar estas informações, bem como sinalizar e encaminhar os utentes para os diversos serviços.

Qualquer pessoa pode sinalizar uma situação de perigo à CPCJ (incluindo a própria entidade), sendo que a intervenção da mesma depende sempre dos pais ou da criança quando tem mais de 12 anos, caso contrário o processo remete para o Ministério Público. Só em último caso é que uma criança é retirada à família. Mas estas comissões têm também um trabalho preventivo e podem ajudar numa vertente educacional.

CPCJ E CAFAP, siglas que também podem ajudar

A título de exemplo, a CPCJ de Silves, criada a 26 de Julho de 2001 e atuante em todo o concelho, aposta numa atitude preventiva e ao longo de 2017 investiu na parentalidade positiva através de workshops, conferências e seminários gratuitos para pais. Esse mesmo trabalho vai ser continuado em 2018, explica ao Observador Luís Santos, daquela CPCJ. O plano de ação só vai ser apresentado em fevereiro, mas Luís Santos assinala desde já o seminário de parentalidade positiva, também ele gratuito, marcado para o dia 24 de março, a decorrer em parceria com o Agrupamento de Escolas Silves Sul. “Procuramos desenvolver sempre estas atividades com instituições da comunidade, sendo que é tudo articulado com a Câmara Municipal”, diz, explicando que mais eventos serão tornados públicos na página de Facebook e no site da CM.

Esta não é, porém, a única CPCJ a dedicar-se à educação parental. Também a CPCJ da Figueira da Foz vai realizar as primeiras Jornadas sobre Parentalidade, um evento a decorrer já no próximo dia 2 de fevereiro, no Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz (entrada gratuita). Um evento que tem como principal objetivo “criar um espaço de reflexão e debate sobre questões relacionadas com a parentalidade” e que se destina a profissionais da área, mas também a pais e outros membros da família alargada. Mais atividades serão anunciadas a partir de fevereiro, pelo que Luís Santos aconselha os interessados a ficar atentos às CPCJ locais, mas também à página oficial da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens.

Paralelamente aos serviços que são disponibilizados no Serviço Nacional de Saúde, existem respostas ao nível privado, que funcionam a nível nacional e regional. “Dentro desta, existem associações sem fins lucrativos (ONG ou IPSS) vocacionadas para as diversas intervenções da saúde mental, ou estruturas privadas de apoio”, esclarece fonte da DGS ao Observador.

De referir que, no caso de uma família ser sinalizada, a CPCJ de Silves, por exemplo, trabalha em coordenação com o Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP), que tem como missão específica intervir em situações mais complicadas, aplicando técnicas de mediação familiar. Os CAFAP, explica ainda Luís Santos, surgem “da iniciativa da sociedade civil”, sendo que uma IPSS pode candidatar-se a ter um CAFAP e, assim, “receber uma verba para a manutenção e desenvolvimento das atividades” — são tidos como uma resposta social da Segurança Social. “A IPSS serve de barriga de aluguer para gerar um CAFAP”, simplifica Luís Santos, que explica que esta entidade é autónoma, não existe em todos os concelhos, e pode ajudar os pais que necessitem de educação parental, de forma gratuita.

“Neste contexto, os centros de apoio familiar e aconselhamento parental assumem especial relevância no diagnóstico, prevenção e reparação de situações de risco psicossocial das famílias, bem como na promoção de uma parentalidade positiva, tendo em conta a realidade social em que se perspetiva a sua intervenção”, lê-se na portaria 139/2013.

O CAFAP de Silves, por exemplo, intervém ao nível da educação parental, isto é, os pais que queiram apoio podem contactar esta entidade, que consoante a situação em mãos se encarregará de orientar sessões sobre a temática parental visada em casa da família ou nas próprias instalações do CAFAP.

Também o CAFAP de Coruche, para dar outro exemplo, presta apoio ao nível das práticas parentais. Sílvia Caraça explica ao Observador que neste centro são realizadas intervenções individuais com pais, em termos de educação parental, e intervenções em grupo. Apesar de as crianças e famílias sinalizadas (seja pela CPCJ local ou escolas, por exemplo) terem atendimento prioritário, o CAFAP não fecha as portas a ninguém do município, sendo que os programas de parentalidade aplicados (oito a nove sessões semanais, por norma, de uma hora e meia) são de acesso gratuito. Em janeiro de 2018, explica Sílvia Caraça, o CAFAP de Coruche está a trabalhar com um total de 43 famílias.

Fonte da DGS explica ainda ao Observador que em certas situações, sobretudo na adolescência, as autarquias dispõem de atendimento psicossocial. É o que acontece no município de Caminha, que disponibiliza atendimento psicossocial a famílias e /ou indivíduos de diferentes faixas etárias. “Trata-se de um atendimento efetuado de forma gratuita por técnicos especializados do município, mediante sinalização (feita por outro serviço a intervir no concelho ou pelo próprio munícipe/família)”, explica ao Observador Rita Braga Carrasqueira, coordenadora da Rede Social de Caminha. O município tem técnicos que fazem atendimentos em articulação com o centro de saúde local e nas diferentes escolas do Agrupamento Sidónio Pais. Ainda em Caminha, o município estabeleceu uma parceria com a Rede Social de Caminha e o CLDS3G que permitiu a formação de técnicos no âmbito da parentalidade positiva que já se traduziu em mais de 14 ações de formação junto de pais e outros agentes educadores.

Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar (associação científica sem fins lucrativos) também trabalha em coordenação com entidades estatais – recebe famílias encaminhadas pela CPCJ. Ana Paula Apolónia, coordenadora de formação na respetiva sociedade, explica que esta consegue oferecer alguns serviços à comunidade e que existe uma ideia de expandir o projeto a outras cidades — a SPTF está localizada no centro de Lisboa. A principal atuação da sociedade consiste em formar terapeutas familiares, isto é, dotar psicólogos, assistentes sociais e médicos desta especialização, que trabalhem tanto no setor privado como no público, em qualquer área do país. Esses técnicos, ainda em formação mas já com competências, prestam apoio a famílias através do Núcleo de Investigação e Intervenção (NIFF), apenas a funcionar na capital, a custo simbólico (20 euros por consulta, sendo que não é negada terapia a quem não tenha possibilidades; a inscrição pode ser feita através do email info@sptf.pt ou do número de telefone 21 355 5193). “Há acesso direto, da parte das famílias, ou através de instituições com as quais temos parcerias”, explica Ana Paula Apolónia, que refere as sessões de terapia familiar quinzenais ou mensais (as semanais estão destinadas a situações de crise).

Nas escolas

Na rede escolar existem os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO), que abrangem todos os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, segundo fonte oficial do Ministério da Educação ao Observador. Estes serviços “desenvolvem a sua ação de acordo com os normativos legais em vigor, na dependência funcional do diretor da escola”, sendo que o conjunto de atividades é desenvolvido anualmente e enquadrado nas “áreas de intervenção prioritárias, selecionadas em consonância com o Plano de Atividades e o Projeto Educativo da Escola”. Ao todo existem 840 psicólogos nas 811 Unidades Orgânicas — leia-se, agrupamentos escolares.

O psicólogo em contexto escolar desenvolve a atividade em três áreas de atuação — apoio psicológico e psicopedagógico, apoio ao desenvolvimento de relações na comunidade educativa e orientação –, sendo que as atividades variam de acordo com o contexto e as prioridades das escolas. Todas estas intervenções são gratuitas e não há qualquer encargo para as famílias.

Segundo fonte oficial do ME, o psicólogo orienta a sua ação com os pais ou encarregados de educação “na promoção do envolvimento na vida escolar dos seus educandos; nas ações de desenvolvimento de competências de parentalidade; nas ações de informação sobre a oferta educativa e formativa; no apoio nas tomadas de decisão educativas dos seus educandos e na dinamização e participação em reuniões de pais e encarregados de educação”.

Além dos Serviços de Psicologia e Orientação, existem determinadas escolas inseridas em contextos mais frágeis, do ponto de vista socioeconómico, que beneficiam de equipas multidisciplinares, compostas por animadores socioculturais, assistentes sociais e psicólogos, que trabalham não só o aluno mas também o contexto familiar, tal como explica ao Observador uma psicóloga escolar que trabalha na área metropolitana de Lisboa. “Geralmente, aquilo que fazemos é uma intervenção direta. O aluno chega ao nosso gabinete e, quando verificamos que existe uma dificuldade, fazemos intervenção na família”, explica a profissional que preferiu não ser identificada. Este tipo de ajuda vai além do apoio psicológico, uma vez que também fornece orientação na temática da parentalidade, e é feito por técnicos especializados. “São os professores que encaminham os alunos e que sinalizam a problemática, sendo que todo o trabalho é feito em articulação com os docentes e com a direção da escola. É uma intervenção concertada.”

Caso o aluno visado precise de acompanhamento psicoterapêutico, a escola faz o encaminhamento para o médico de família. Neste ponto, importa referir a existência de Unidades de Cuidados na Comunidade(UCC), que fazem parte dos centros de saúde e que trabalham por projetos de intervenção na comunidade, incluindo atuação na saúde escolar (com base no Plano Nacional da Saúde Escolar). Nesse sentido, as UCC estão em coordenação com agrupamentos escolares, prestam apoios às famílias e encaminham as crianças quando necessário. Fazem ainda formação nas escolas, mediante as necessidades.

“Outra possibilidade”, acrescenta ainda a psicóloga escolar que não quis ser identificada, remete para as clínicas privadas que fazem protocolos com escolas, através da obtenção de subsídios da Segurança Social, que permitem às famílias mais carenciadas usufruir de acompanhamento psicológico a preços mais ajustados à condição económica dessas mesmas famílias.

Numa outra lógica, mas ainda nas escolas, vale a pena reforçar a iniciativa de alguns ambientes escolares, como o projeto Mentes Sorridentes, criado há sensivelmente três anos, para combater os ataques de pânico dos alunos com recurso à meditação em vez da medicação. No ano letivo 2015-2016, o Agrupamento de Escolas João Villaret passou a ter um projeto de mindfulness aplicado a um grupo piloto composto por 30 alunos com graves níveis de ansiedade, indisciplinados e com dificuldade em lidar com as próprias emoções, através de sessões feitas à hora de almoço. Hoje, o formato original continua a existir e chega, inclusive, às salas de aula na forma de meditações tão diárias quanto o possível, após o intervalo da manhã e o da tarde, sendo que o projeto já é acarinhado por todo o concelho de Loures, em parceira com a CPCJ local, e chega também a uma escola no Norte do país, em Vila Nova de Gaia.

mindfulness como resposta educacional é também posto em prática no primeiro ciclo do Agrupamento de Escolas da Marinha Grande. Em setembro último, Fernando Emídio garantia que mais de 500 alunos beneficiavam do programa, sendo que existem ainda programas, no âmbito privado, que operam de forma semelhante, como o projeto “O Pequeno Buda”, do criador Tomás de Mello Breyner.

Na rede privada

Aprender a Educar, integrado na Universidade Católica do Porto, fornece competências na área da educação parental. O projeto que nasceu para os apoiar os pais na tarefa da parentalidade leva 14 anos e, anualmente, tem cerca de sete a dez sessões avulsas, organizadas por faixa etária (considerando a idade dos filhos) e/ou por desafio — são abordadas as questões das birras, sono ou gestão de regras na adolescência, a título de exemplo. Mariana Negrão, a coordenadora, explica que todas as sessões são orientadas por um facilitador que procura trazer algum conhecimento científico para o debate. “Temos como missão dar algumas orientações práticas no sentido de fazer os pais refletir”, garante. Cada sessão custa 15 euros e a edição de 2018 será brevemente anunciada (a primeira sessão está marcada para o mês de março). No caso de existirem situações de maior gravidade, e num sentido menos preventivo, há ainda a Clínica Universitária de Psicologia, que está aberta ao público em geral e à comunidade.

Também a Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa presta serviços à comunidade, tal como se lê na respetiva página. Entre os muitos serviços clínicos está o de mediação familiar, psicologia educacional ou intervenção familiar e conjugal. O serviço de apoio clínico da Faculdade de Psicologia está disponível nos dias úteis entre as 14h30 e as 18h30.

Além da ajuda prestada em ambiente universitário, são muitos os consultórios privados vocacionados para a temática da parentalidade. Exemplo disso é o Family Building, fundado por Diana Moreno, psicóloga clínica e uma das poucas portuguesas (e portugueses) a ser formada em Triplo P — o Positive Parenting Program (Programa de Parentalidade Positiva) consiste num dos programas com mais suporte científico no mundo (até outubro de 2016, data em que o Observador dedicou um artigo ao tema, contavam-se 235 investigações que corroboram os seus resultados).

Entremos, então, no mundo dos consultórios de psicologia. A psicóloga clínica Inês Afonso Marques, coordenadora infanto-juvenil da Oficina de Psicologia, diz ao Observador que existem três formas de apoio na vertente psicológica: a formação, as consultas em si e o serviço online. No primeiro ponto, refere-se às formações presenciais que, a título de exemplo, a Oficina de Psicologia faz em escolas, numa tentativa de dar resposta a diferentes necessidades — essas formações tanto podem ser para técnicos, professores e auxiliares, como para pais, e surgem na forma de workshops e debates. Mas também há formações feitas em consultórios ou até em formato online. “Quando foi a questão dos incêndios, as escolas estavam com dificuldade em dar resposta às questões que as crianças iam colocando, pelo que fizemos uma sessão online gratuita”, conta.

Relativamente às consultas, Inês Afonso Marques aconselha as pessoas a primeiro explorarem as dificuldades ou preocupações que estão a sentir e só depois pedir aconselhamento na rede de contactos — seja através do médico de família, do pediatra ou da própria escola, uma vez que, diz, os psicólogos pedagógicos podem não estar vocacionados para determinadas questões. Pedir referências aos amigos também é uma opção, bem como fazer uma pesquisa online — nesse sentido, a Ordem dos Psicólogos Portugueses tem um diretório público de todos os psicólogos e ainda um diretório com georreferenciação dos seus membros que pretendam promover os seus serviços no site da campanha da OPP,”Encontre uma Saída”.

“Regra geral, na primeira consulta infanto-juvenil estão presentes pais e filhos e, nesse contexto, a situação em causa é contextualizada na história de vida daquela família”, explica a psicóloga clínica. Na sequência desse primeiro contacto é desenhado um plano de intervenção, que consiste num acompanhamento semanal ou quinzenal — período mínimo para se alcançar ganhos terapêuticos –, sendo que cada consulta poderá durar cerca de 50 minutos e o valor médio ronda os 50 euros. O período de acompanhamento depende exclusivamente da situação.

Um outro de apoio ainda nesta vertente serão as redes sociais e a própria internet, uma vez que há vários consultórios e psicólogos que têm uma presença online. Inês Afonso Marques fala do exemplo que conhece melhor: a Oficina da Psicologia tem página de Facebookconta no Pinterest e ainda canal de Youtube, além dos conteúdos educacionais que são publicados numa base diária. Outras páginas com conteúdos parentais podem ser Pumpkin e Up To Kids, a título de exemplo.

Ao nível da pediatria, Jorge Amil Dias, presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria, deixa a recomendação: “Cada situação tem de ser avaliada em contexto próprio. Fatores individuais, relações familiares, antecedentes, etc., são relevantes em cada caso específico. As soluções não são uniformes e é difícil padronizá-las de forma simplista em arquétipos pré-definidos”. Esclarece ainda que é preciso ver qual a linha de atuação mais adequada, explicando que há casos “em que é preciso apenas bom senso, ou intervenção do psicólogo, ou do psiquiatra, que deve acompanhar as crianças e suas famílias” e situações que resvalam para “casos de patologia que exigem intervenção médica e medicamentosa”.

 

As crianças aprendem fazendo | vídeo

Fevereiro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do blogue http://blogue.rbe.mec.pt/ de 8 de fevereiro de 2018.

por José Ramón Gamo. Neuropsicólogo infantil e professor

“Precisamos de professores que gerem mentalidade de crescimento nas crianças”, José R. Gamo

Ver programa completo.

Para mais informação e acesso à transcrição escrita clique aqui (por favor, deslize a página para baixo).

 

Bebés começam a nadar cada vez mais cedo por diversão e segurança

Fevereiro 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.jn.pt/ de 16 de janeiro de 2018.

visualizar o vídeo no link:

https://www.jn.pt/artes/videos/interior/bebes-comecam-a-nadar-cada-vez-mais-cedo-por-diversao-e-seguranca-9049889.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=feed%3a+jn-ultimas+%28jn+-+ultimas%29

Ana Mota e Joana Almeida Silva

“Os pais querem que os filhos pratiquem um desporto e a natação é aconselhada pelos médicos, por não ter o impacto de outras modalidades fora de água”, explica Mariana Sarmento, coordenadora pedagógica do Fluvial.

Além da vertente recreativa, as famílias têm também em consideração a segurança dos mais pequenos dentro de água.

“Temos de considerar a natação sempre uma medida adicional. Há um trabalho dos clubes e das autarquias muito importante, mas só mais tarde a criança pode beneficiar desse conhecimento para se salvar, até porque muitas vezes afogam-se a fazer outras atividades. Caem à água vestidas, com bicicletas ou andarilhos. A maior parte das pessoas que se afoga sabe nadar. As crianças têm 25% do seu peso quando nascem na cabeça. Caem e depois não se conseguem levantar. A criança até pode ser mais autónoma se souber nadar, mas a família tem de ser sempre um auxílio”, explica Sandra Nascimento, Presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

 

 

26 anos em silêncio [Quebrar o Silêncio] – vídeo sobre abuso sexual de crianças

Fevereiro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

https://quebrarosilencio.pt/

 

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