Estado da Nação. Pandemia afetou aproveitamento escolar

Setembro 16, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 20 de julho de 2020.

por Inês Moreira Santos

Com o encerramento das escolas, a adaptação às aulas em casa e as notáveis desigualdades sociais, é percetível que a pandemia afetou a Educação em Portugal. São muitos os pais que “consideram que o rendimento escolar dos seus filhos piorou durante o período sem aulas presenciais”, revela um relatório da Universidade Católica Portuguesa. As previsões apontam ainda para uma “evolução da educação” pouco positiva, nos próximos dois anos.

Quando atingiu Portugal, a pandemia da Covid-19 não trouxe apenas uma crise de saúde pública nem afetou apenas o setor da saúde. O confinamento decretado ainda em março, o encerramento das escolas e de várias atividades económicas e sociais agravaram alguns dos problemas já existentes na Educação e potenciaram mais as desigualdades entre os alunos.

A conclusão é da Sondagem Social e Política, realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP e para o jornal Público, com base em inquéritos a “eleitores residentes em Portugal”.

Comparando com o ano letivo anterior, 41 por cento dos pais inquiridos, selecionados aleatoriamente, consideram que “o rendimento escolar dos seus filhos piorou durante o período sem aulas presenciais”. Cerca de 32 por cento afirma que o rendimento escolar dos filhos não foi afetado pelas aulas e apenas 17 por cento acha que até pode ter melhorado.

É de realçar, no entanto, que a maioria dos pais que afirma que as aulas à distância pioraram o aproveitamento escolar dos alunos são “menos escolarizados”, o que pode ser considerado um indicador “do aumento das desigualdades”.

No que se refere ao apoio parental nas atividades escolares, 50 por cento dos inquiridos revela que apoiou “mais ou muito mais os seus filhos durante o período de aulas à distância”. Também nesta questão é referido que os pais mais escolarizados acompanharam e apoiaram mais os filhos, durante o período de aulas em casa, do que os com menos escolaridade.

Maioria dos pais “colocaria os filhos” na escola em setembro

Questionados sobre a retoma das aulas presenciais ou a manutenção das aulas à distância, quase metade dos pais com filhos em idade escolar (48 por cento) concorda com “um sistema misto na reabertura do ano escolar”, ou seja, com “uma solução que permita aulas presenciais e aulas à distância”. Contudo, só 40 por cento do total dos inquiridos (pais com filhos em idade escolar e restantes inquiridos) considera que o ensino “misto” é a solução para o próximo ano letivo, caso se mantenha uma situação epidemiológica semelhante.

O relatório esclarece que “defesa desta solução não é transversal à sociedade”, mas “particularmente defendida pelas pessoas mais escolarizadas”.

Aliás, a maioria dos pais respondeu que “colocaria os filhos na escola”, num cenário de propagação do vírus semelhante ao atual, se as escolas reabrissem já em setembro. Mas deste, apenas 27 por cento respondeu o fariam “de certeza, sendo esta percentagem ligeiramente mais baixa na região de Lisboa (22 por cento) do que no resto do país.

Quanto às expectativas da evolução da Educação em Portugal, o cenário não é tão promissor. Questionados sobre como imaginam o país daqui por dois anos, a maioria dos inquiridos pensa que vai estar igual ou pior.

“As expectativas sobre a evolução da educação não são positivas”, lê-se no documento, que revela que 34 por cento do total dos inquiridos vêem “Portugal daqui por dois anos com pior educação”.

Esta sondagem revela que a pandemia realçou mais as desigualdades sociais entre os alunos, nomeadamente no acesso aos meios para assistir às aulas e no apoio escolar.

Ficha técnica

Os 1217 participantes desta sondagem foram selecionados aleatoriamente, através de uma lista de números de telefone fixo e de telemóvel, 34 por cento da região Norte, 21 por cento do Centro, 31 por cento da Área Metropolitana de Lisboa, seis por cento do Alentejo, quatro por cento do Algarve, dois por cento da Madeira e dois por cento dos Açores.

Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo (50 por cento foram mulheres), escalões etários, grau de escolaridade e região com base no recenseamento eleitoral e nas estimativas do INE.

Ver o vídeo da reportagem no link:

https://www.rtp.pt/noticias/economia/estado-da-nacao-pandemia-afetou-aproveitamento-escolar_n1246003

Crianças devem usar máscaras? Que recomendações há?

Setembro 15, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 18 de agosto de 2020.

Maria João Costa

A máscara já se tornou no adereço do ano. Há países onde o uso é obrigatório até na rua. E como é com as crianças? Como e quando é que devem usar máscara? E a partir de que idade?

Está a chegar o momento do regresso às aulas, e por isso ganha relevância a forma como as crianças se protegem da pandemia da Covid-19. A Sociedade Portuguesa de Pediatria publicou recentemente uma espécie de guia com conselhos.

A partir de quando é a que a crianças devem usar máscara?

Logo a partir dos dois anos. Embora em Portugal apenas seja obrigatório a utilização de máscaras em crianças com 10 ou mais anos, quando estão nas escolas ou nos transportes coletivos de passageiros, a Sociedade Portuguesa de Pediatria recomenda que as crianças com mais de 14 meses usem máscara se estiverem em espaços fechados, como um supermercado ou hospitais.

O ideal é usar a máscara o menor tempo possível e evitar a permanência nestes espaços se não for estritamente necessário.

Mas há alturas em que o uso de máscara não seja recomendado?

Desde logo em crianças com idade inferior a dois anos, pelo risco de asfixia.

No artigo – publicado no portal Criança e Família – a Sociedade Portuguesa de Pediatria explica que também não convém colocar máscara se a criança “independentemente da idade” não compreenda as regras de utilização da máscara, não tolere a colocação ou que toque frequentemente na máscara, já que a sua manipulação aumenta o risco de exposição ao vírus.

Claro que é também importante que a máscara seja do tamanho adequado aos menores e não deve ser usada “enquanto a criança come, bebe, pratica exercício físico ou durante atividades lúdicas”.

O que é uma boa máscara para criança?

As máscaras infantis devem ter um tamanho adequado à cara, ou seja, tem de cobrir o nariz e a boca até ao queixo. Aqui, tal como para os adultos, independentemente do tipo de máscara utilizada – se é cirúrgica, ou social -, o que a Sociedade de Pediatria recomenda é que seja certificada pelas entidades competentes.

Irrequietos como são os mais novos, por vezes a dificuldade dos pais será em colocar-lhes a máscara. Há alguma recomendação quanto à forma de colocar e utilizar a máscara nos mais novos?

Aqui as recomendações são iguais às dos mais velhos, ou seja, antes e depois da colocação e remoção da máscara, as mãos devem ser lavadas com água e sabão ou desinfetadas com álcool gel.

A máscara deve ser colocada e retirada tocando apenas nos atilhos ou nos elásticos. Se for uma máscara cirúrgica já sabe que a parte colorida tem de ficar virada para fora, ficando a parte branca em contacto com a cara.

Caso não tenha distinção de cor, saiba que as pregas têm de ficar viradas para fora e sempre orientadas para baixo. Na parte superior da máscara o metal moldável deve ser ajustado ao nariz. E claro, os pais não se devem esquecer que a máscara deve ser substituída depois de 4 a 6 horas de utilização ou sempre que estiver húmida. Se as crianças usarem uma máscara social deve ser lavada e seca de acordo com as indicações do fabricante.

E as birras, os medos, como é que os pais devem lidar com isso?

Se a criança tiver medo de utilizar máscara, os pais ou outros familiares também devem utilizá-la, para que os miúdos não se sintam sozinhos.

Outra das ideias é enquanto estiver a utilizar máscara, fale com a criança ao espelho sobre isso. Claro que há outras dicas sobretudo para os mais pequenos. A Sociedade Portuguesa de Pediatria diz que pode ajudar colocar uma máscara no brinquedo ou peluche preferido da criança, desenhar uma máscara na personagem preferida dela ou mostra fotografias de outras crianças a utilizar máscara.

Além de praticar o uso de máscara antes de sair de casa, os pediatras recomendam ainda a utilização de máscaras com motivos infantis desenhados e sobretudo transmitir uma mensagem de tranquilidade à criança, explicando-lhe que a máscara o torna mais seguro.

Pais Fanáticos – Reportagem do canal 11

Setembro 15, 2020 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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OMS aconselha uso de máscara nas escolas em crianças dos 6 aos 11 anos

Setembro 2, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 24 de agosto de 2020.

Organização ressalva que a adoção desta medida depende de outros fatores específicos.

Ao contrário do que acontecia até agora, a Organização Mundial de Saúde aconselha o uso de máscaras nas escolas a crianças entre os 6 e os 11 anos.

A OMS ressalva, no entanto, que a adoção desta medida depende de outros fatores específicos de cada comunidade, para além de todo o conjunto de cuidados, como o distanciamentro social ou a etiqueta respiratória.

Vídeo da notícia no link:

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-08-24-OMS-aconselha-uso-de-mascara-nas-escolas-em-criancas-dos-6-aos-11-anos-1

Participação de Dulce Rocha Presidente do IAC no programa “A Tarde é Sua” TVI

Agosto 25, 2020 às 11:45 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Participação da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC no programa “A Tarde é Sua” na TVI de 24 de agosto de 2020.

A Dra. Dulce Rocha participou no programa entre os minutos 33.15 m – 43.30 m

Visualizar o programa no link:

https://tviplayer.iol.pt/programa/a-tarde-e-sua/53c6b3883004dc006243ce59/video/5f43f67a0cf2e21cf3317325

“Para 27% das mães e 19% dos pais estar confinado em casa permitiu aumentar a qualidade da relação com os filhos”

Agosto 18, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Porto Canal de 4 de agosto de 2020.

“Para 27% das mães e 19% dos pais estar confinado em casa permitiu aumentar a qualidade da relação com os filhos”, afirma Maria Filomena Gaspar, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra.

Visualizar a reportagem no link:

http://portocanal.sapo.pt/um_video/lME6UQHiq90dsG3Sfa19?fbclid=IwAR0jguk9IqvxpvFHyFKe71DjnSIQkBU2DOTnOjCj20UTTtY33fCbtNTBxVU

Mais informações na notícia:

A pandemia de Covid-19 aumentou o risco de burnout parental em Portugal?

Extrema-direita brasileira pressiona criança de dez anos, violada pelo tio, a não abortar

Agosto 17, 2020 às 7:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de agosto de 2020.

Após recusa de um hospital, apesar de terem autorização da justiça, avó e criança tiveram de voar para outro estado para fazer interrupção da gravidez da menina de dez anos. Foram recebidas por manifestação ultraconservadora contra o aborto.

Pedro Bastos Reis

A militante de extrema-direita Sara Winter brasileira divulgou o nome de uma menina de dez anos que engravidou depois de ter sido violada pelo tio, e a morada do hospital onde a criança, natural do município de Vitória, no estado brasileiro de Espírito Santo, irá interromper a gravidez. O caso está a ser investigado pela procuradoria brasileira.

De acordo com a imprensa brasileira, a menina de dez anos, que vive com a avó numa localidade a cerca de 200 km de Vitória, foi violada durante quatro anos pelo tio. O caso tornou-se público no início deste mês, depois de a criança dar entrada num hospital local, e lhe ter sido descoberta a gravidez. O tio, de 33 anos, está indiciado pelos crimes de ameaça e violação, mas está em fuga desde que o caso se tornou público.

Depois de um juiz da Vara da Infância e da Juventude de São Mateus ter dado autorização para a realização do aborto, a criança deu entrada no Hospital Universitário Cassiano António Moraes, em Vitória, para iniciar a interrupção da gravidez. No entanto, o hospital recusou dar seguimento ao processo, alegando que “a idade gestacional não está amparada na legislação vigente”.

A lei brasileira permite a realização do aborto até às 22 semanas de gestação ou até o feto pesar 500 gramas. Nos casos em que a gravidez resulte de violação ou em situações de risco para a mãe ou malformação do feto, a lei também permite a interrupção da gravidez. O juiz invocou estes dois pressupostos para permitir o aborto, invocando o “sofrimento” profundo da menina.

Além disso, quando deu entrada pela primeira vez no hospital, a criança estava na 21.ª semana de gravidez. Entretanto, diz a Folha de São Paulo, desenvolveu diabetes gestacional e corre perigo de vida, um risco que se pode agravar caso a gravidez continue, tendo em conta a possibilidade de a criança desenvolver pressão arterial elevada e fissuras no útero.

Depois de o hospital em Vitória ter recusado realizar o aborto, a avó e a criança tiveram de se deslocar para o estado do Recife, onde a criança está agora internada a dar seguimento à interrupção da gravidez.

De acordo com a lei brasileira, o caso deveria decorrer sob sigilo, para protecção da privacidade da criança. No entanto, Sara Fernanda Giromini, também conhecida como Sara Winter, militante de extrema-direita e apoiante de Jair Bolsonaro, divulgou o nome e a morada do hospital onde a criança está internada, e publicou um vídeo com o médico responsável pelo aborto, apelidando-o de “aborteiro”.

Depois da divulgação destas informações nas redes sociais, cerca de 20 ultraconservadores antiaborto reuniram-se junto ao hospital no Recife, tentando invadir as instalações, e chamaram “assassinos” aos funcionários do hospital. A Polícia Militar teve de intervir para conter os manifestantes, enquanto um grupo de mulheres fez uma contramanifestação em apoio à criança.

Sara Winter, que integrou o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, da ministra da Damares Alves, foi detida em Junho deste ano pela participação em actos antidemocráticos que pediam o encerramento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso. Foi entretanto libertada, com pulseira electrónica. Tem sido um dos rostos da militância de extrema-direita no Brasil.

A procuradoria da Infância e da Juventude de São Mateus, segundo o G1, está a investigar se grupos de extrema-direita foram a casa da avó da criança tentar pressioná-la para que ela não autorizasse o aborto. As autoridades estão também a investigar como é que Sara Winter teve acesso aquela informação.

“Incitar as pessoas a irem até o local é incitar violência contra a criança e contra os profissionais de saúde que irão atendê-la. Ela [Sara Winter] precisaria ser investigada por meio de inquérito policial e pela promotoria da infância e da juventude”, afirmou ao portal UOL Ariel de Castro, advogado especialista em direitos da infância e juventude.

Nas redes sociais, sucedem-se as denúncias contra Sara Winter. “Lugar de quem expõe menor de idade a repetidas situações de violência é na Delegacia da Criança e Adolescente, não divagando na Internet”, escreveu Manuela D’Ávila, do Partido Comunista do Brasil, ex-candidata à vice-presidência.

Este colar impede que as crianças se afoguem na piscina ou na praia

Agosto 14, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do NIT de 13 de agosto de 2020.

O Wuanap é uma criação do surfista espanhol Ignacio Cuesta para acabar com a terceira causa de morte acidental no mundo.

texto
Sofia Robert

De acordo com a Associação Para a Promoção da Segurança Infantil, o afogamento em Portugal é a segunda causa de morte acidental nas crianças. O maior problema é que este tipo de acidentes acontece de forma demasiado rápida e silenciosa. No resto do mundo, o afogamento é a terceira causa de morte acidental.

Foi com base nesta estatística que nasceu o Wuanap, um dispositivo inventado pelo surfista espanhol Ignacio Cuesta que já se viu numa situação de afogamento quase fatal há quatro anos, quando estava a surfar na costa da Cantábria, em Espanha. “Todos os anos morrem mil pessoas por dia devido a afogamentos”, refere o criador no vídeo de apresentação do produto.

O Wuanap é um colar de neoprene que se coloca e tira do pescoço através de um felcro. Pode ser usado em qualquer atividade na água, exceto no mergulho. Há tamanhos para crianças (desde os três anos) e para adultos, em várias cores.

E como funciona? O colar salva-vidas tem vários sensores e um algoritmo que se baseia na forma como o nosso corpo se move. O Wuanap ativa-se automaticamente no caso de o utilizador ficar inconsciente, se lesionar no pescoço, ficar preso (numas rochas, por exemplo), tiver um ataque de pânico, uma convulsão (como acontece com a epilepsia), estiver demasiado tempo debaixo de água (na app terá introduzido previamente o seu tempo de apneia) ou ativar o dispositivo à mão.

Assim que é ativado, o colar transforma-se num misto de airbag e bóia, fazendo com que a sua cabeça fique à superfície para que possa respirar, mesmo que esteja inconsciente. Além disso, a app do dispositivo mostra-lhe quanto tempo praticou a sua atividade favorita, quantos metros percorreu e outras informações úteis.

Uma vez aberto, o Wuanap não pode voltar a ser utilizado. O dispositivo será comercializado a partir de maio de 2021. Por enquanto, está em fase de financiamento através da plataforma de crowdfunding Indiegogo.

Até lá, poderá reservar algumas unidades com desconto especial. Um colar para criança fica por 70€ (em vez de 150€) e uma versão para adulto custa 99€ (depois será 280€). O objetivo da campanha é chegar aos 150 mil euros para conseguir colocar o produto no mercado.

EUA: advogado denuncia detenção de criança de oito anos com necessidades especiais

Agosto 14, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 11 de agosto de 2020.

António Guimarães

Benjamin Crump tomou conta do caso depois de ter ficado conhecido por defender a família de George Floyd.

Uma criança de oito anos e com necessidades especiais foi detida e algemada pela polícia numa escola de Cayo Hueso, no estado da Florida, Estados Unidos. A denúncia foi feita esta segunda-feira pelo advogado que assumiu a defesa do caso, Benjamin Crump, conhecido por aceitar casos de minorias, nomeadamente de afroamericanos, sendo, inclusivé, representante da família de George Floyd, que foi morto na sequência de uma violenta detenção.

O vídeo, filmado há dois anos, só foi divulgado agora, e acabou por ser partilhado nas redes sociais, o que gerou muita polémica.

Benjamin Crump afirmou que vai, em representação da mãe do menor, apresentar uma queixa contra a cidade de Cayo Hueso, o distrito escolar do condado de Monroe e os agentes responsáveis pela detenção.

“Apesar de não significar qualquer ameaça para os agentes ou para os funcionários da escola, o menor foi colocado na parte de trás do carro da polícia, levado para um centro de detenção e acusado de agressão”, acrescenta o advogado.

O advogado referiu também que, apesar de o menino estar num programa individualizado de educação, porque precisa de necessidades especiais, foi deixado a cargo de uma professora substituta que “não sabia ou não queria saber” das suas necessidades.

Segundo Benjamin Crump, a mulher terá forçado a criança a deslocar-se para onde ela queria, tendo o menor respondido com agressividade. A docente chamou a polícia, o que acabou por resultar na cena que se pode ver no vídeo acima.

“Este é um exemplo muito angustiante de como o nosso sistema e as nossas políticas educativas tratam as crianças como criminosos. Se for condenado, vai ser um menino condenado aos oito anos”, referiu o advogado.

COVID-19: animação produzida pela UNICEF sobre a importância de se usar máscara

Agosto 13, 2020 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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