Crianças perdidas de Inglaterra -Documentário

Junho 25, 2019 às 9:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Depois do Documentário “Filhos roubados de Inglaterra” este documentário “Crianças perdidas de Inglaterra examina o que acontece às crianças que são colocadas em famílias de acolhimento. Esta investigação revela um sistema denunciado pelo Comité das nações Unidas sobre os direitos das crianças : separação dos irmãos, mudança de família adoptiva, falta de escolaridade, exploração sexual, etc.

Visualizar a reportagem no link:

https://www.rtp.pt/play/p5954/e413855/criancas-perdidas-de-inglaterra

Regras mais eficazes para lidar com questões matrimoniais transfronteiriças e questões de responsabilidade parental

Junho 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Texto do Facebook da Justiça Internacional – Ministério da Justiça de Portugal

A revisão do Regulamento relativo à competência, ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria matrimonial e em matéria de responsabilidade parental e ao rapto internacional de crianças, conhecido como «Bruxelas IIbis», ficou hoje concluída com a sua aprovação em sede de Conselho da União Europeia, apenas faltando a sua publicação oficial.

Mais informações no Comunicado de Imprensa do Conselho Europeu:

More effective rules to deal with cross border matrimonial matters and parental responsibility issues

COUNCIL REGULATION on jurisdiction, the recognitionand enforcement of decisions in matrimonial matters and the matters of parental responsibility, and on international child abduction (recast)

Vídeo da Audição conjunta de ONG’S na Assembleia da República, 11 junho, com a participação de Dulce Rocha Presidente do IAC

Junho 14, 2019 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias

Audição conjunta de Organizações Não Governamentais

GT – Alterações Legislativas – Crimes de Perseguição e Violência Doméstica | Audição conjunta de Organizações Não Governamentais sobre as iniciativas legislativas em apreciação no Grupo de Trabalho.

Gravado em 11 – Junho – 2019

A Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC participou na audição conjunta de ONG’S na Assembleia da República no dia 11 de junho de 2019.

Visualizar o vídeo no link:

http://www.canal.parlamento.pt/?cid=4095&title=audicao-conjunta-de-organizacoes-nao-governamentais

Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão – 4 de junho

Junho 4, 2019 às 6:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Mais informações no link:

https://www.un.org/en/events/childvictimday/

A Selfie Publicada

Junho 4, 2019 às 1:59 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

A história de Califo e das crianças talibés da Guiné-Bissau

Junho 1, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da ONU News de 16 de maio de 2019.

Centenas de crianças guineenses são enviadas para o Senegal para estudar o Corão; exploração de menores na mendicidade gera até US$ 8 milhões; quarta parte da série da ONU News sobre a Guiné-Bissau destaca resgate de mais de 840 meninos.

Califo tinha nove anos e mendigava nas ruas de Dacar, no Senegal, quando um estranho lhe perguntou se queria regressar a casa.

A criança tinha sido enviada para uma escola corânica dois anos antes, mas rapidamente a vida de estudo se transformou em uma rotina de abusos. Ele era obrigado a mendigar para poder comer e castigado se conseguisse pouco dinheiro.

Quando o voluntário de uma organização não-governamental lhe perguntou se era da Guiné-Bissau e se queria voltar para casa, ele respondeu que sim.

Califo tornou-se assim um dos meninos que a Associação Amigos da Criança, Amic, ajudou a resgatar das ruas da capital senegalesa. Entre 2011 e 2018, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a instituição ajudou o regresso de pelo menos 842 crianças.

Talibés

Estas crianças são conhecidas como talibés. O administrador da Amic, Fernando Cá, explica que o nome “significa aluno que aprende o ensino corânico.” Em muitos casos, no entanto, “são postos a mendigar e a pedir esmolas nas ruas.”

Em Dacar, encontram-se milhares destas crianças. São quase todos meninos, usam roupas sujas e rotas, e carregam baldes ou chapéus para pedir esmola. Muitos aceitam comida em vez de dinheiro.

O Unicef diz que elas “vivem em uma situação vulnerável em que lhes são negados os seus direitos humanos.” Além disso, têm “a sua saúde física e seu bem-estar psicológico e mental em risco” e estão “expostos à criminalidade, ao abuso sexual e aos maus-tratos.”

Fernando Cá diz que “há mestres que fixam um montante que a criança deve trazer no final do dia e, se a criança não conseguir esse montante, é severamente castigada.” Segundo as Nações Unidas, este tipo de mendicidade forçada gera cerca de US$ 8 milhões para os professores todos os anos.

Números

O Unicef diz que, devido à complexidade do problema, não é fácil recolher dados exatos sobre o número de crianças talibés vítimas de abuso e exploração.

A Human Rights Watch estima que existam 100 mil talibés no Senegal. Alguns vivem em condições “semelhante à escravidão” e com casos documentados de abuso sexual e morte por negligencia. Um estudo citado pelo Unicef refere cerca de 7,6 mil crianças mendigando nas ruas de Dacar. Cerca de 30% são da Guiné-Bissau.

Nos últimos anos, foram feitas campanhas de sensibilização, mas representantes das várias organizações dizem que o número de crianças enviadas para o Senegal não tem diminuído. O Unicef estima que entre 20% a 40% das crianças resgatadas dessas ruas sejam da Guiné-Bissau.

A agência cita relatórios das forças policiais que mostram que, entre 2007 a 2009, cerca de 200 talibés guineenses atravessavam as fronteiras do país todos os meses. Segundo o Comité Nacional para a Prevenção do Tráfico de Seres Humanos, cerca de 2,2 mil destas crianças foram encaminhadas para serviços de proteção infantil nos últimos sete anos.

Pais

As crianças são muitas vezes levadas por um parente ou alguém que se apresenta como um mestre. Fernando Cá diz que “às vezes há uma ruptura total com os familiares e a criança fica só ao cuidado do mestre, sem outra proteção, e foge quando tem a ruptura com o mestre.” Algumas crianças são acorrentadas para não fugir.

Muitos destes casos encaixam na definição de tráfico de seres humanos, mas um estudo do Unicef, realizado em 2010, explica que a expressão é descrita pelos guineenses como “pesada”. A agência diz que “há razões para acreditar que a aplicação do conceito não é propícia a criar um diálogo construtivo e um entendimento mútuo entre os envolvidos.”

Segundo o estudo, a prática “é baseada em valores religiosos e culturais, bem como em fatores históricos.” Muitos pais sentem-se “criminalizados e humilhados” quando se usa a palavra tráfico para descrever os seus esforços.

Segundo o corão, é obrigação dos pais assegurar a educação dos filhos. Não se sabe exatamente quantas pessoas seguem a religião no país, mas segundo os últimos censos, realizados em 2009, os muçulmanos representam 45% de toda a população.

Chegada à madrassa

Califo nasceu numa pequena aldeia na região de Bafatá, no leste do país, onde se concentra a população muçulmana.

A sua mãe morreu quando dava à luz. A jovem tinha 15 anos. O pai nunca fez parte da sua vida.

Segundo as Nações Unidas, a Guiné-Bissau está entre os países com taxa de mortalidade materna mais elevada em todo o mundo. Em 2015, por cada 100 mil nascimentos, morriam 549 mulheres.

O Estado ocupa a sexta posição dos países com taxas mais altas de mortalidade neonatal. Uma criança morre a cada 26 partos. São sete recém-nascidos todos os dias. Mais de 80% dessas mortes são causadas por condições que podem ser prevenidas ou tratadas, como problemas durante o parto ou infeções.

Nos primeiros anos de vida, Califo foi criado por uma tia, que morreu quando ele tinha seis anos. O menino foi depois viver com um primo, mas é difícil para uma pessoa solteira educar uma criança num país onde dois terços da população vivem com menos de US$ 2 por dia. Mais de um terço das pessoas vivem em situação de pobreza extrema ou com menos de US$ 1 diário.

Um ano depois, o primo decidiu confiar Califo a um homem que o levou para o Senegal. O objetivo era que aprendesse o Corão, para que pudesse ter uma profissão, talvez tornar-se professor.

O Unicef diz que “uma causa chave para a extensão da prática é a situação socioeconómica geral da Guiné-Bissau e sua instabilidade política.” Segundo a agência, a situação atual “força as pessoas a buscarem suas próprias soluções para ajudar a si e aos seus filhos.”

Escolhas

Califo foi levado para uma escola corânica, conhecida como daara ou madrassa, em Dacar. As aulas começavam as 5:00 da manhã. Às 9:00 tinha de estar nas ruas a pedir esmola. Se não trouxesse o dinheiro suficiente, passava o dia sem almoço. Às 14:00 recomeçavam as aulas por mais três horas.

O Unicef diz que “o precário e fraco sistema educacional oficial do país” é outro dos motivos para tantos pais enviarem os filhos para estes locais. Segundo a agência, “a falta de escolas públicas e o baixo nível operacional daquelas que existem são sentidos em toda parte.”

Cerca de 38% das crianças entre os seis e os 11 anos de idade não estão na escola. Um terço de todas as crianças em idade de ensino primário não tem aulas. Durante grande parte do ano letivo 2018-2019, todas as escolas tiveram fechadas, devido a uma greve de professores causada por salários em atraso.

Fernando Cá diz que os pais ficam surpreendidos quando os filhos regressam e contam tudo o que passaram nas madrassas, o alegado abuso dos mestres, os dias sem comer. O representante diz que muitos não tinham ideia do “castigo” que as crianças teriam de passar para aprender o corão.

Muitos guineenses dizem que não enviariam os filhos para o Senegal se tivessem opções. Mas, fora da capital, a escola mais próxima fica muitas vezes a dezenas de quilómetros de distância.

Regresso

O Unicef atua em todas estas áreas, com intervenções na área da saúde infantil e materna, nutrição, educação, proteção, advocacia, comunicação e parcerias. Em 2016, investiu cerca de US$ 14 milhões neste esforço.

A agência também apoia o trabalho com as crianças talibés. Além de prestar ajuda técnica e financeira à Amic, construiu um centro de acolhimento em Gabu, uma das regiões onde o fenómeno é mais forte, que pode acolher até 30 crianças de cada vez.

Depois de ter sido recolhido em Dacar por uma organização parceira, Califo chegou ao segundo centro da Amic, nos arredores de Bissau, no início de 2018. O centro são várias pequenas casas, decoradas de forma simples, com um parque infantil debaixo de umas árvores de caju.

Foi neste centro que Califo conheceu a sua nova mãe. A Amic tinha procurado a família do menino e encontrara uma tia, que anos antes tinha trocado o campo pela capital e vivia agora no Bairro Militar. A mulher já tinha três filhos, mas aceitou adotar o menino.

A família recebe um apoio financeiro para que Califo não seja enviado para o Senegal novamente. Ele também regressou à escola, com todas as despesas pagas pela parceria com o Unicef. Quando lhe perguntam o que quer ser quando for grande, ainda não tem resposta, mas agora tem tempo para descobrir.

*Série produzida com o apoio do Uniogbis e do Pnud Guiné-Bissau

A alegria de uma criança síria que perdeu uma perna depois de receber uma prótese

Maio 24, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia e imagem do i de 8 de maio de 2019.

Menino perdeu uma perna devido à guerra que o país enfrenta.

Ahmad Saed Rahman tem cinco anos, vive na Síria e está a conquistar a Internet.

Depois de ter sido atingido com uma bala, devido à guerra que o país enfrenta, o menino perdeu uma perna, escreve o The Telegraph.

Mas Ahmad não é a sensação do momento por esse motivo. A razão pela qual tem chamado a atenção é devido ao facto de surgir, num vídeo partilhado nas redes sociais, a dançar e muito feliz com a nova prótese que recebeu.

 

Greve climática: “O espaço público passou a incluir os mais jovens que, não podendo votar, têm muito a dizer”

Maio 24, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Entrevista do Público e da Rádio Renascença a Alice Gato e Gil Ubaldo no dia 23 de maio d3 2019.

Pedem justiça climática e a atenção dos governantes. Alice Gato e Gil Ubaldo, dois dos organizadores da Greve Climática Estudantil em Portugal, esperam ver os jovens nas ruas de 51 localidades já esta sexta-feira.

Ana Maria Henriques e Eunice Lourenço (Renascença)

Alice Gato e Gil Ubaldo conheceram-se a propósito da Greve Climática Estudantil, que mobilizou protestos de perto de 20 mil jovens portugueses a 15 de Março. A estudante do 12.º ano no Liceu Camões e o aluno de Ciência Política e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa são dois dos organizadores das manifestações estudantis em Portugal. Esta sexta-feira, 24 de Maio, há novo desafio lançado aos jovens: sair à rua para mostrar que a luta pela justiça climática continua. São os convidados da Hora da Verdade, um programa de parceria entre o PÚBLICO e a Renascença, que pode ouvir hoje às 13h.

A 15 de Março, data da primeira greve climática estudantil, estima-se que entre 1,4 a 1,6 milhões de pessoas se tenham manifestado, em todo o mundo, para mostrar que é preciso tomar uma posição quanto às alterações climáticas. Foi apenas o início de uma luta ou a mobilização está mais difícil?
Alice Gato (A.G.) – O 15 de Março foi o início de uma luta e o 24 de Maio é para demonstrar que não nos vamos embora até essa luta ter alguma resposta. A mobilização depende muito também da conjunção política que está a acontecer à nossa volta.

Para esta sexta-feira está marcada nova greve. Esperam uma adesão semelhante?
Gil Ubaldo (G.U.): Nunca podemos saber bem o que esperar. Na última manifestação esperávamos menos de mil pessoas e tivemos quase 10 mil só em Lisboa. Esperamos bater os números de 15 de Março.
A.G. – E até temos mais localidades a manifestarem-se.

Quantas?
A.G. – Penso que são 51.

E como é que vocês se organizam a nível nacional?
A.G. – Há um grupo nacional com o qual as pessoas de todas de regiões têm contacto nas reuniões semanais: falamos com as pessoas das escolas, ficamos com o contacto delas e tentamos que o máximo número de pessoas que queira ajudar o consigam fazer.

Os mais jovens são muitas vezes acusados de algum desinteresse face à vida pública e ao futuro. Mas este movimento internacional, o #SchoolStrike4Climate, tem provado que vocês afinal estão preocupados com o futuro do planeta.
G.U. – Há uma grande dualidade entre pessoas que não querem saber e pessoas que realmente estão empenhadas em ter uma acção directa contra este caminho. Mas o que temos vindo a verificar é que, ao ocupar o espaço público, as pessoas têm ganho interesse. O espaço público passou a incluir os estudantes e os jovens que, mesmo não podendo votar, têm muito a dizer.

Já alguma vez sentiram que não estavam a ser levados a sério por serem demasiado jovens?
A.G. – Depende do público com quem estamos a falar. Muita gente diz que já estamos perdidos, há cépticos das alterações climáticas, como sabemos, mas, no fundo, as pessoas até têm um certo respeito. Quando procuram conhecer o nosso trabalho, acabam por admirar que nós tenhamos esta garra.
G.U. – Também há quem diga: “Uau, incrível, estes jovens têm garra.” Mas olham para isso de uma maneira quase paternalista e vêem-nos como os putos que estão na idade de serem rebeldes e agir contra o sistema.
A.G. – Ou então como os mandriões que não querem fazer nada…
G.U. – Para sermos rebeldes e agirmos contra o sistema, temos de começar na juventude. Temos reivindicações sérias e vamos sair à rua para mostrar isso até ao fim.

“Ninguém é demasiado pequeno para fazer a diferença.” Acreditam nas palavras de Greta Thunberg, que dão título ao livro que a sueca editou recentemente?
A.G. – Nós até temos crianças da primária a irem às nossas manifestações. E há um grande envolvimento dos professores e dos pais, com o Teachers for Future e o Parents for Future.

A greve também é vista só como uma desculpa para faltar às aulas. Sentem esse discurso?
G.U. – É um dos argumentos que nos atiram à cara diariamente.

E quem é que o faz? Os professores, os pais, os outros colegas?
A.G. – Mais pessoas que não têm nada para fazer e querem ter visibilidade só por criticar.
G.U. – Sim, é verdade, nós faltamos às aulas. A greve estimula muita gente a ter uma acção diária. Faltar às aulas é o menor do nosso problema. Não vale a pena estarmos a ir a uma aula, quando o nosso sistema de ensino não nos incentiva a agir por aquilo que nós acreditamos. É um confronto directo que tem de se fazer.

As faltas vão ser injustificadas.
G.U. – É greve.
A.G. – Há quem diga que não tem faltas para dar, mas só houve mais uma greve e essas pessoas andaram a faltar durante o ano inteiro. Faltem por uma causa maior. Usamos o termo greve de forma simbólica, é greve por extensão: o que é esta falta comparada com o nosso futuro? Relativamente a testes, os alunos devem pedir aos professores que não os marquem nesses dias e alertá-los para o facto de isto não ser só um problema nosso. Isto também os afecta.

Tiveram o apoio dos professores, na greve anterior e nesta?
A.G. – Depende de professor para professor. Falei disso em todas as minhas disciplinas, os meus colegas já não me podem ouvir falar mais sobre isto.

O ministro do Ambiente já disse que a declaração de emergência climática seria apenas um “gesto simbólico”, sem efeitos práticos. O que é que vocês têm para lhe responder?
A.G. – A verdade é que a emergência climática só foi declarada, recentemente, pelo Reino Unido e pela Irlanda. Em Portugal isso nunca aconteceu e não faz muito sentido dizer: “Eles já declararam emergência climática, mas não aconteceu nada.” Isto não é de um dia para o outro. Estamos a reconhecer que, de facto, vivemos perante uma emergência, que são precisas acções e soluções eficientes e drásticas para este problema.

E que acções drásticas devem ser essas?
G.U. – Termos 100% de energias renováveis até 2030 — e não até 2050 —, a proibição da exploração de energias fósseis em Portugal e o cancelamento de todas as concessões existentes, o encerramento das centrais termoeléctricas de Sines e do Pego, que ainda são movidas a carvão.
A.G. – E uma requalificação das pessoas que lá trabalham para empregos pró-clima, sustentáveis.
G.U. – A nossa luta é transversal e, enquanto lutamos pelo clima, não podemos deixar para trás a luta laboral. Além disso, reivindicamos o melhoramento eficaz da rede de transportes públicos, de modo a reduzir o uso do transporte particular.

Recentemente tiveram a declaração de apoio de 32 organizações da sociedade civil. Continuam a ser um movimento apartidário?
A.G.  Continuamos a ser apartidários. É óbvio que há partidos que se identificam mais com os nossos objectivos do que outros, mas não somos nós que os vamos excluir à partida. Quem não se identifica com o nosso movimento exclui-se a si próprio. Queremos que toda a gente perceba que isto é um problema que vai além de questões partidárias. É como a Greta diz: “Nós não conseguimos mudar o clima sem mudar o sistema.”

E já receberam propostas de apoios financeiros de alguma organização ou entidade?
A.G. – Que eu saiba, não. Onde é que elas estão?

Então como é que vocês se financiam?
G.U. – Por nós próprios.
A.G. – Compramos algumas coisas, pedimos aos nossos avós. Há organizações que já têm os seus materiais e nos emprestam. Pedimos uma carrinha aos Precários Inflexíveis e megafones ao Climáximo, por exemplo.
G.U. – O resto é muito orgânico.

Vídeo da entrevista no link:

https://rr.sapo.pt/video/206663/depois-da-greve-estudantil-ha-greve-geral-pelo-clima-a-27-de-setembro?jwsource=cl

Dorsen tem 8 anos e trabalha 12h/dia para extrair o cobalto dos nossos smartphones e computadores

Maio 17, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia e imagens do site The Uniplanet de 13 de março de 2017.

crianças com apenas 4 anos a trabalhar nas minas da República Democrática do Congo onde é extraído o cobalto para os nossos smartphones e carros elétricos, alerta uma investigação da Sky News, cuja equipa visitou uma série de explorações mineiras conguesas e se deparou com uma “legião de crianças” a trabalhar em todas elas.

Muitos dos trabalhadores que extraem este minério – um componente essencial das baterias dos smartphones e computadores portáteis de marcas como a Apple e a Samsung – recebem apenas 0,09€/dia por um trabalho extenuante realizado sob condições perigosas. Numa das minas, a equipa encontrou crianças a trabalhar sem sapatos sob a chuva intensa, transportando sacos pesados.

Uma das crianças, Dorsen, de 8 anos, contou aos jornalistas que não tinha conseguido dinheiro suficiente, nos últimos dois dias, para comer, apesar de trabalhar cerca de 12 horas por dia.

“Existem milhares de minas não oficiais, não regulamentadas e sem controlo, onde homens, mulheres e crianças trabalham sob o que apenas pode ser descrito como condições de escravatura”, declarou Alex Crawford, correspondente especial da Sky News.”

“Todos os dias, quando acordo, sinto-me tão mal por saber que tenho de voltar para [a mina] outra vez. Dói-me o corpo todo, conta um amigo de Dorsen, Richard, de 11 anos. Noutra mina, os jornalistas viram uma menina de 4 anos a separar pedras de cobalto.

Os túneis das minas são escavados com ferramentas rudimentares por mineiros sem equipamento de protecção. Com a chuva e a ausência de suportes, estes túneis colapsam frequentemente. Numa das minas visitadas pela equipa, o colapso de um túnel tinha vitimado recentemente um mineiro.

Os trabalhadores não usam máscaras ou luvas, embora a Organização Mundial da Saúde avise que a exposição ao cobalto e aos seus vapores pode causar problemas de saúde a longo prazo.

Um dos mineiros, Makumba Mateba acredita que o tumor que tem na garganta se deve ao facto de a água na sua aldeia ter sido contaminada pela extração de cobalto. “Bebemos a água que vem das explorações mineiras, depois de todos os minérios terem sido lavados nela”, conta. “Atravessa a nossa aldeia e eu bebo-a e tenho a certeza de que foi isso que me fez ficar doente.”

O médico de uma das adeias, Becha Gibu, queixa-se de que os bebés que ajudou a nascer têm doenças misteriosas. “Nascem com muitas infeções, às vezes com erupções cutâneas, outras vezes os seus corpos estão cobertos de manchas”, diz, adicionando que “isto é tudo uma consequência da exploração mineira.”

Apesar de ser um dos países mais pobres do mundo, a República Democrática do Congo é rica em recursos minerais e produz 60% do cobalto usado em todo o mundo. Um quinto deste cobalto é extraído à mão ou por mineiros artesanais e vendido, na sua maioria, a comerciantes chineses, que procuram o melhor preço e não questionam a origem do minério ou a identidade de quem o extraiu. Por sua vez, os comerciantes vendem-no, na maior parte das vezes, ao exportador Congo Dongfang International, uma subsidiária da empresa Zhejiang Huayou Cobalt – fornecedora da maioria dos principais fabricantes de baterias do mundo.

Em 2016, a Amnistia Internacional descobriu que nenhum país exige às empresas, em termos jurídicos, que identifiquem as suas cadeias de fornecimento de cobalto, o que lhes permite fugir facilmente a qualquer acusação.

LEGO lança Blocos em Braille para crianças cegas

Maio 17, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia e imagem do site da Acegis

A LEGO Foundation e o Grupo LEGO juntaram-se a várias associações para o desenvolvimento do projeto que pretende conjugar diversão e aprendizagem com os blocos da LEGO.

Aprender a ler, a escrever e a construir de uma forma divertida, estimulante e educativa — este é o objetivo dos Braille Bricks, desenvolvido pela LEGO.

O conceito por detrás dos Braille Bricks foi proposto pela primeira vez à LEGO Foundation em 2011, pela Associação Dinamarquesa de Cegos, e em 2017 pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A partir daí a ideia foi desenvolvida numa parceria entre a LEGO e várias associações de apoio a pessoas com deficiência visual, em países como a Dinamarca, Brasil, Noruega e Reino Unido.

O grupo LEGO pretende adaptar as clássicas peças coloridas e transformar cada uma numa letra do alfabeto Braille, tornando-se um brinquedo educativo no desenvolvimento de aprendizagem de crianças invisuais ou com deficiências visuais.

O seu potencial pedagógico foi pensado especialmente para crianças com necessidades especiais, de aprender a ler, a escrever e a construir de uma forma estimulante e educativa, usando um elemento simples e divertido: os famosos blocos da LEGO.

Os primeiros protótipos estão a ser testados no Brasil, Dinamarca, Reino Unido e Noruega, para que depois passem a estar disponíveis a todas as crianças do mundo.  A nova linha de blocos deve ser lançada em 2020 e será distribuída gratuitamente em escolas e instituições parceiras do projeto.

O projeto Braille Bricks foi apresentado dia 24 de abril, na conferência de marcas sustentáveis, em Paris, França.

Mais informações no link:

https://www.lego.com/en-us/aboutus/news-room/2019/april/lego-braille-bricks

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.