Escola sem castigos e muitos elogios no Barreiro

Dezembro 4, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 25 de novembro de 2019.

Projeto “incríveis” envolve 38 crianças do pré-escolar da Escola Básica Quinta Nova da Telha, em parceria com a da Associação Tempos Brilhantes e a Fundação Calouste Gulbenkian.

Pais, alunos e professores enaltecem vantagens do projeto com o objetivo de desenvolver competências sociais e emocionais e promover e incentivar comportamentos positivos que as crianças têm com os colegas, dentro e fora das salas de aula

Visualizar a reportagem no link:

https://sicnoticias.pt/pais/2019-11-25-Escola-sem-castigos-e-muitos-elogios-no-Barreiro?fbclid=IwAR0BVqt_G-ICzxOcnPLU3ypwm9uhdR4WnlVkcWvcb3V1zTJlKT2EW2qcjTk

“Direito à Infância”. Os desafios na era digital

Dezembro 3, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 27 de novembro de 2019.

A Convenção dos Direitos da Criança vai proteger em breve os direitos dos mais jovens na época digital. Grande parte das crianças abrangidas por esta Convenção da ONU vive sob a influência da internet e tecnologias digitais.

Tecnologias podem ser, no entanto, usadas em prol do sucesso educativo como demonstra este exemplo numa escola de Setúbal.

Visualizar a reportagem no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/direito-a-infancia-os-desafios-na-era-digital_v1187825

“Há escolas que são autênticas fábricas de bullying”

Dezembro 2, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 26 de novembro de 2019.

Espaço de investigação da TVI incidiu sobre a violência nas escolas. Após a exibição da reportagem, cinco convidados debateram o tema na TVI24.

O bullying nas escolas foi o tema da grande reportagem do espaço de investigação Alexandra Borges. Após a exibição da peça jornalística, cinco convidados estiveram em debate na TVI24.

Segundo o representante da Associação Anti-Bullying com crianças e jovens, Paulo Costa, os conflitos entre jovens são bastante comuns. O convidado, que também é professor, explicou que já teve alguns casos em algumas das suas aulas.

Visualizar os vídeos no link:

https://tvi24.iol.pt/sociedade/30-11-2019/alexandra-borges-ha-escolas-que-sao-autenticas-fabricas-de-bullying?fbclid=IwAR1MrPesEUyojEQQfmubQ20qpO4B4Yx3qVG7rwsYG35wdhDiwpqbt7KL8Dk

 

 

 

A história do abandono de crianças é uma história de pobreza contada numa roda

Novembro 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo24 de 20 de novembro de 2019.

Sérgio Costa Araújo

Na semana em que se assinalam os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, que hoje de celebra, Portugal debate o que terá levado uma mãe a depositar o seu filho recém-nascido num ecoponto. Talvez o debate se enriqueça se olharmos para trás recordando a longa história do abandono de crianças em Portugal, outrora anónimo, nas chamadas “casas da roda”.

Um dos pontos de partida possíveis para esta incursão é o projecto do Arquivo Distrital do Porto (ADP), que há 5 anos, com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, permitiu tratar tecnicamente (restauro, conservação e arquivo) 22.449 documentos em papel e mais de 500 sinais – objectos que eram deixados junto dos bebés abandonados na “casa da roda” do Porto.

Este projecto focou-se em 23,5% da totalidade do conjunto documental, designado “Partes da Directora”. Com ele foram revelados os detalhes tenebrosos por detrás do abandono dessas crianças, também designadas de expostos ou enjeitados, há mais de 100 anos atrás.

“Ill.mo Snr Provedor, desta Santa Caza dos emzetados,

No dia 4 de Junho de 1813 foi deitado a Roda da Sta Casa desta cidade do Porto: Hum Menino…”

Eram assim que começavam habitualmente as “Partes”, ou os relatórios, que a directora da “Casa da Roda” do Porto escrevia e que enviava diariamente ao provedor da Santa Casa da Misericórdia ou ao vereador da Câmara Municipal do Porto – dependendo de quem assumiria a tutela da protecção concelhia às crianças abandonadas à data do abandono. Neles a directora, também conhecida por ama-seca, dava conta da circunstância que conduzia à exposição do bebé na “roda”. À directora competia também elaborar um documento que colocava junto ao bebé, com a sua identificação, e os mapas diários e mensais de entrada e saída das crianças expostas. Seleccionava também amas exteriores que recolheriam a criança e, caso a criança tivesse sido exposta por baptizar, assistiria ao seu baptismo.

A atividade da “Casa da Roda” baseava-se, fundamentalmente, na designada “assistência à infância desvalida”, assegurando um conforto mínimo de vida ao abandonado, e que consistia – de acordo com a história administrativa deste conjunto documental: “por um lado, na sustentação da sua criação, através da entrega a amas de fora, renumeradas, que estavam responsáveis pelas crianças até estas completarem os sete anos de idade. Por outro lado, através da concessão de subsídios de lactação (pagamentos mensais às mães e famílias necessitadas durante o período de aleitamento das crianças), com vista à prevenção do abandono das crianças que se encontravam numa situação de indigência, devido à pobreza e condição das mães.”

Segundo Maria João Pires de Lima, directora do ADP, este foi um projecto único, particularmente desafiante, na medida em que “é uma documentação muito especial, e não só pelas características informativas, não só pelas característica sob o ponto de vista emocional, mas também porque tinha suportes especiais que requeriam trabalho especial” e, completa, “a equipa teve muitas surpresas, além dos documentos oficiais vêm os documentos afectivos da mãe ou do familiar que tem haver com o pulsar do dia-a-dia e daquelas famílias e também da cidade do Porto daquela época”

Colin Heywood na sua “História da Infância”, conta que o abandono de crianças tem uma longa história na Europa e faz ligações com a condição de pobreza dos progenitores. Já na baixa idade média, ainda em Roma, as crianças de famílias mais pobres eram expostas nas ruas, vendidas pelos seus pais, enviadas para casas religiosas ou para famílias abastadas para funcionarem como serviçais. Famílias mais ricas que ofereciam os filhos, ou particularmente as filhas, aos conventos, estariam de algum modo também a praticar o abandono. No século XIX – o período para o qual nos remete a documentação tratada pela equipa da ADP, o abandono seria uma prática recorrente nas grandes cidades europeias. O mesmo historiador, refere, por exemplo, que em Paris um quinto dos nascidos seriam abandonados; em São Petersburgo, durante as décadas de 1830 e 1840, o abandono situar-se-ia entre um terço a metade da totalidade dos nascidos, sendo na sua maioria meninas – numa proporção de cerca de cem meninas para cada oito meninos; em Milão, até 1860, a taxa de abandono, situar-se-ia entre os 30 e os 40%.

A Roda dos Expostos no Porto

O modo como foram criadas as instituições da roda em Portugal é relativamente bem conhecida. Tem na base da sua criação o alto infanticídio que existia em Portugal no final do século XVIII que, por muito tempo, e mais do que um crime, era visto como sendo pecado até ao século XV. O sistema português da “roda” era então muito semelhante a outros modelos europeus da chamada “Europa Católica” – as “tours” francesas ou as “route” italianas, um sistema mais tarde adoptado também pela “Europa Protestante”.

créditos: Colecção SCA | Natal Zeitgeist, Porto

No Porto, sabe-se, a partir das obras de Damião Peres e de António Cruz sobre a história da cidade, que numa carta do Rei D. João III, datada do ano de 1535, e dirigida ao juiz e vereadores da cidade, que os enjeitados já seriam no século XVI alvo de protecção concelhia através da figura do “pai dos meninos” — figura essa que à época teria como obrigação percorrer a cidade e os arredores para recolher as crianças que seriam abandonadas. Nesse tempo, ainda anterior à existência da roda, a maioria das crianças seriam sistematicamente abandonadas nas igrejas, designadamente nas igrejas de S. Nicolau, da Sé, de S. Domingos, de S. Francisco e também em cruzeiros e ermidas, tanto na cidade do Porto como nos arredores. A natureza do cargo do “Pai dos Meninos” era anual e renovável por igual período. Este “pai” pertenceria às classes artesanais. A partir de 1618 o cargo passaria a ser partilhado pela esposa do “pai dos Meninos”, designada de “may dos engeitados”.

Em julho de 1689 a tutela dos enjeitados passa para a Santa Casa da Misericórdia do Porto sendo ainda a Câmara a financiar a criação das crianças e das amas.

A primeira “roda” da cidade começa a ser construída em 1603 na Rua das Flores junto ao Hospital de D. Lopo de Almeida.

Razões do abandono na primeira pessoa

As razões na base do abandono passariam pelo carácter inoportuno da própria criança, por pobreza da família, possivelmente com demasiadas bocas para sustentar, e por mães solteiras com dificuldades económicas. Um outro factor que parecia favorecer o abandono seriam os períodos de crise económica que lançavam para a pobreza franjas importantes da população e por isso a eles se associavam picos nas taxas de abandono de crianças. Estes bebés seriam também conduzidos para a “roda” por mal-formações, por serem filhos enteados, filhos ilegítimos, ou até por interferirem em heranças.

O confronto com as palavras escritas, em muitos casos escritas pelo próprio punho de um dos pais, nos bilhetinhos deixados com as crianças, revela-se um mergulho inquieto nos sentimentos, nos laços afectivos universais e intemporais, que unem invariavelmente pais e filhos. Uma mãe explica: “Uma inflis Mae obrigada pelas circusnstancias da sua presente situação, entregua ao abrigo de estranhos a sua filha querida…”. Outra mulher esclarece em nome da verdadeira mãe: “A portadora conduz para a Roda huma menina com o nome de Laurinda Paula. A Mai não a pode amamentar por falta de leite.”  E ainda outra justifica: “Não pode crear”. Outro termina o bilhetinho dizendo que a criança “teve a infelicidade de sua mãe durar sô 12 dias”.

Com o bilhetinho era muitas vezes depositado um objecto que funcionaria como “sinal”, na expectativa de ser a partir dele que a criança seria reconhecida e, consequentemente, recuperada. Os sinais, muitas vezes depositados dentro da roupa do bebé, incluíam medalhas, pagelas, cartas de jogar, pulseiras, entre outros. Nos bilhetinhos eram mencionados: “… leva de sinal esta fita de seda amarrada ao pulso esquerdo…” ou “leva por sinaes o cordão umbilical attado com fita de nastro vermelha…”.

Ana Maria Marques dos Santos, autora do estudo “O modelo de protecção à infância: entre a justiça e a comunidade”, conta-me que com a imposição do fim do sigilo do abandono na cidade do Porto, em 1864, e ,naturalmente, a obrigatoriedade de a partir de aí ter de se identificar a criança e a sua proveniência, hoje um direito consagrado na Convenção dos Direitos da Criança, ditou que nos anos subsequentes o número de expostos na ‘roda’ diminuísse drasticamente, até à sua total extinção.

“Apesar deste sistema subsistir hoje em dia em alguns países europeus, em Portugal está interdito, as crianças são registadas automaticamente no sistema do registo civil que foi implementado nacionalmente, o projecto ‘nascer cidadão’. Para além disso temos outros mecanismos legais em que os pais têm a possibilidade, caso tenham, por exemplo, problemas económicos e não queiram assumir as crianças, e se prestarem o seu consentimento, de a criança ser entregue para adopção, agilizando-se de imediato esse processo”.

“…será procurada”

Sabemos que cerca de 63 900 crianças foram expostas na “roda” do Porto num espaço temporal de 110 anos (1690-1800) – cidade que em meados do século XVIII, e de acordo com a literatura, teria cerca de 30 000 habitantes. Uma outra estatística do século XVIII revela que nesta mesma cidade o número de crianças reclamadas à “Casa da Roda” variaria entre os 3 e os 15%, conforme o ano do abandono. Da quantidade de crianças procuradas nas décadas seguintes para regressarem às suas famílias pouco se saberá. Mas a partir das peças deste importante conjunto documental percebe-se a expectativa do progenitor ou da progenitora em vir a recuperar a criança: “…será procurada… e será remunerado a caridade com que a acolherem e tratarem até esse tempo”. “Para ser procurada…”. “…será procurada”. “Por estes signaes se hade procurar esta criança”.

O facto destes objectos-sinais terem chegado até nós aponta que o número de crianças reclamadas seria ínfimo, provavelmente por à maioria ter sido negado um final feliz, talvez pela persistência das dificuldades. Mas nestas histórias, como naquela que por estes dias em período pré-natalício ocupa o país, um sentimento não muito agradável parece impor-se e uma conclusão parece evidente: onde afinal o estado falha, é porque afinal falhamos todos nós.

Radar XS telejornal para crianças dos 8 aos 12 anos

Novembro 25, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Vídeos:

http://www.rtp.pt/play/zigzag/p6232/radar-xs

Radar XS é um telejornal para crianças dos 8 aos 12 anos onde se pretende incentivar o pensamento crítico e a cidadania consciente. Em estúdio vamos juntar a política e a cultura, a economia e o desporto, a ciência e a literatura infantil, a actualidade nacional e internacional numa linguagem simples e objectiva. Todas as semanas, o Repórter XS sai à rua à procura de histórias, projectos, escolas, pessoas que inspirem mais mundo, exerçam a tolerância e desenvolvam a curiosidade. Queremos ouvir as crianças. Através das redes sociais dar voz às suas dúvidas, esclarecer questões, promover o diálogo e o debate, em casa, na escola, no estúdio, ou do instagram para o mundo.

Próximas emissões do programa:

https://www.rtp.pt/programa/tv/p37709

PJ pede aos pais que controlem acesso de menores à internet

Novembro 25, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 18 de novembro de 2019.

Visualizar o vídeo da reportagem no link:

https://sicnoticias.pt/pais/2019-11-18-PJ-pede-aos-pais-que-controlem-acesso-de-menores-a-internet?fbclid=IwAR0OrpP3OvahMo36qi-zuj_lLBT_Dml7Mkv8Xss-6G3387PkjQSygJoHC_c

Vídeo do Encontro do IAC “30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança” – 29 de outubro de 2019 na FCG

Novembro 7, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Declarações da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC à RTP sobre o bebé encontrado no lixo

Novembro 7, 2019 às 2:15 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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https://www.rtp.pt/noticias/pais/em-portugal-sao-abandonados-cerca-de-dez-recem-nascidos-todos-os-anos_v1184228?fbclid=IwAR0SJSFblTz8LKlGNWWf-nqM44jaupq-8x1_dmxAwTSxQ3We7_AV2gwbZ08

Unicef alerta que 1 em cada 3 crianças com menos de 5 anos está desnutrida ou acima do peso

Outubro 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 15 de outubro de 2019.

Informação faz parte de novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância; dentre os lusófonos, Timor-Leste tem a taxa mais alta de desnutrição crônica; no Brasil, cerca de 6% das crianças com menos de quatro anos são obesas.

Um número alarmante de crianças está sofrendo as consequências de dietas que não são saudáveis, alertou esta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Pela primeira vez em 20 anos, o principal relatório do Unicef, o Estado Mundial da Criança, destaca o tema da alimentação.

Conclusões

Segundo a pesquisa, pelo menos uma em cada três crianças com menos de cinco anos está desnutrida ou acima do peso. No total, são mais de 200 milhões de meninos e meninas.

Além disso, duas em cada três crianças entre seis meses e dois anos de idade não estão se alimentando para ter um desenvolvimento rápido dos seus corpos e dos seus cérebros. Isso pode criar vários problemas, como atrasos mentais, baixo desempenho escolar, valores baixos de imunidade, maior probabilidade de infecções e até, em alguns casos, morte.

Mudança

Em nota, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, destacou os avanços tecnológicos, culturais e sociais das últimas décadas. No entanto, disse que o mundo “perdeu de vista o fato mais básico, que é se as crianças comem mal, vivem mal.”

A chefe do Unicef afirmou que “milhões de crianças sobrevivem a uma dieta pouco saudável porque não têm outra opção.”

Segundo Henrietta Fore, o mundo deve lidar de forma diferente com a desnutrição. Ela diz que “não se trata apenas de ter o suficiente para comer, mas sim o alimento certo.”

Lusófonos

O relatório apresenta os valores de vários indicadores para o período entre 2013 e 2018, destacando altura e peso abaixo do ideal, e obesidade.

Em Angola, a taxa de desnutrição crônica em crianças com menos de quatro anos ficou em 38%, desnutrição aguda 6% e obesidade 3%. No Brasil, os valores foram 7% e 3% para os dois tipos de desnutrição. Quanto à obesidade, ficou pelos 6%.

Na Guiné-Bissau, esses valores ficaram nos 25%, 7% e 2%, respectivamente. Em Moçambique, 43% das crianças tinham subnutrição crônica, 8% subnutrição aguda e 8% eram obesas.

Em São Tomé e Príncipe, esses valores ficaram em 17%, 5% e 2%, respectivamente. Dentre os lusófonos, Timor-Leste teve a taxa maior de desnutrição crônica, 51%, com 13% de desnutrição aguda e 1% de obesidade.

O relatório não inclui dados sobre estes indicadores para Portugal e Cabo Verde.

Ameaça tripla

O relatório descreve uma ameaça tripla para a saúde das crianças. Primeiro, desnutrição, depois, fome oculta, causada pela falta de nutrientes essenciais e, por fim, excesso de peso ou obesidade.

Em todo o mundo, 149 milhões de crianças são demasiadas baixas para a sua idade e cerca de 50 milhões tem um peso demasiado baixo.

Além disso, cerca de metade sofre de deficiências em vitaminas e nutrientes essenciais, como vitamina A e ferro. Por fim, 40 milhões estão acima do peso ou são obesas.

O relatório alerta que más práticas alimentares e alimentares começam desde os primeiros dias da vida de uma criança. Embora a amamentação possa salvar vidas, por exemplo, apenas 42% das crianças com menos de seis meses de idade são amamentadas exclusivamente e um número crescente de crianças são alimentadas com fórmula infantil.

Entre 2008 e 2013, por exemplo, as vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% em países de renda média alta, como Brasil, China e Turquia. O relatório diz que isso se deve “em grande parte ao marketing inadequado e políticas e programas fracos para proteger, promover e apoiar a amamentação.”

Mais tarde, entre seis meses e dois anos de idade, quase 45% das crianças não são alimentadas com frutas ou vegetais. Quase 60% não comem ovos, laticínios, peixe ou carne.

Acima do peso

Mais tarde na sua vida, o relatório mostra que 42% dos adolescentes em idade escolar em países de baixa e média renda consomem refrigerantes com açúcar pelo menos uma vez por dia e 46% comem fast-food pelo menos uma vez por semana. Em países de alta renda, essas taxas sobem para 62% e 49%.

Como resultado, os níveis de excesso de peso e obesidade na infância e adolescência estão aumentando em todo o mundo. De 2000 a 2016, a proporção de crianças com excesso de peso entre 5 e 19 anos dobrou. Dez vezes mais meninas e 12 vezes mais meninos sofrem de obesidade hoje do que em 1975.

O relatório também destaca crises alimentares causadas por desastres relacionados ao clima. A seca, por exemplo, é responsável por 80% dos danos e perdas na agricultura.

A diretora executiva do Unicef disse que o mundo “está perdendo a luta por dietas saudáveis.” Para Henrietta Fore, “é preciso que governos, setor privado e sociedade deem prioridade à nutrição infantil e trabalhem juntos”.

mais informações no link:

https://features.unicef.org/state-of-the-worlds-children-2019-nutrition/

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

The State of the World’s Children 2019 : Growing well in a changing world

App “mágica” leva (mais) histórias em língua gestual a miúdos e graúdos

Outubro 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Crédito: Huawei

Notícia do Dinheiro Vivo de 8 de outubro de 2019.

Tecnologia pela inclusão. Huawei expande app StorySign que lê histórias em língua gestual a iOS e acrescenta mais livros. Explicamos como funciona a app e como ajuda crianças surdas a ler e os seus amigos e familiares a comunicarem melhor. A tecnologia, na sua melhor face, é capaz de expandir universos e mudar a vida das pessoas. A era da revolução digital, onde os smartphones ganham uma preponderância cada vez maior no nosso dia a dia, tem-nos mostrado isso. É precisamente esse o objetivo a que se propõe a app StorySign, que abriu o horizonte a pessoas surdas, em particular as crianças e aos seus familiares, amigos e simplesmente curiosos que “têm aqui a possibilidade de conhecerem histórias numa língua que entendem, aprenderem a ler as palavras escritas e sentirem-se mais integradas”, explica Pedro Costa, presidente da Federação Portuguesa das Associações de Surdos.

A app da Huawei StorySign, desenvolvida com a ajuda dos estúdios da Aardman – conhecidos pelo Wallace & Gromit – tem como protagonista Star, um avatar que lê em língua gestual as histórias às crianças. Foi lançada no final do ano passado mas, na altura, em Portugal, apenas com um livro em Língua Gestual Portuguesa (LGP) e apenas para smartphones Android. A gigante tecnológica chinesa colocou agora a app disponível para os iPhone – em iOS – e acrescentou mais quatro livros em LGP, abrindo o leque de opções. Num investimento que chegou já 500 mil dólares a nível mundial e está dentro do projeto de literacia da empresa, foram ainda disponibilizados a nível internacional 52 novos livros na app e foi adicionada a Língua Gestual Americana (ASL), a mais usada a nível mundial, às 14 que já existiam.

Num pequeno evento na Fnac do Colombo, em Lisboa, foi possível ver o vídeo da Joana, uma criança portuguesa surda e perceber a importância de iniciativas como esta para a comunidade surda e para aqueles que os circundam. A jovem Joana explicou em língua gestual que não tem um livro preferido dos cinco que já conseguiu testar, quatro deles novos, mas quer mais. Os pais da Joana explicaram a importância de tecnologia como esta para abrir os horizontes da sua filha que não ouve, ao contrário dos seus outros dois irmãos, para se sentir “mais integrada”. “Os livros, desta forma, transformam-se como magia, em língua gestual”, explica Isabel, a mãe da Joana.

Como funciona e como ajuda a avatar Star?

Fizemos brevemente o teste, instalando a app StorySign e usando um dos livros presentes. A app é gratuita tanto em Android como em iOS, mas requer a compra de um livro. Existem dois do cão Bolinha, um clássico de Eric Hill, o Monstrinho Querido, Pequeno Unicórnio e Há um Dragão no teu Livro. Ou seja, são livros que qualquer criança pode ter no seu quarto e a escolha de histórias famosas e conhecidas não é inocente, para ajudar as crianças surdas – existem 32 milhões no mundo – a integrarem-se melhor com os colegas ouvintes e a partilhar pormenores das mesmas histórias.

A app permite descarregar cada uma das histórias de um dos cinco livros disponíveis e, depois, basta colocar a app por cima da página do livro que queremos ler num modo que usa a câmara. O ecrã começa a brilhar, ao estilo ‘pózinhos mágicos’, e de lá saem as palavras escritas e a avatar Star que lê palavra a palavra em língua gestual. O processo não só ajuda a que a criança surda leia o livro, mas também que crianças ou adultos ouvintes possam aprender linguagem gestual, por exemplo.

“Estamos muito felizes com este projeto e a sua expansão e temos de lembrar que não envolve só os surdos, mas as pessoas à sua volta e aqueles que queiram comunicar com eles”, explica em língua gestual Pedro Costa, presidente da Federação Portuguesa das Associações de Surdos. O responsável admite que há um trabalho complexo nesta tradução que é feita mas que é “um passo importante que permite melhor interação entre pais e filhos e crianças ouvintes e surdas”. O responsável está, inclusive, disponível para traduzir todos os 52 livros disponíveis a nível global para que o projeto ganhe maior dimensão.

Filipa Jardim da Silva, psicóloga, explicou que este tipo de tecnologias são importantes não só para melhorar a “autoestima das crianças surdas, como a envolvê-las melhor numa sociedade mais inclusiva, ultrapassando barreiras”. “O processo de gravação da língua gestual que a Star faz é mesmo ao estilo Avatar – o filme – já que foi preciso a tradutora ir a Londres gravar nos estúdios da Aardman para que depois a Star imitasse os seus gestos”, admite Claudia Figueiredo, da Huawei. No futuro, o objetivo é que esse trabalho possa ser todo feito através de tecnologia, o que não só terá menos custos mas “abre a possibilidade de traduzir de forma mais rápida muitos mais livros”.

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