Pressão desmedida dos pais afeta saúde mental dos alunos

Abril 10, 2018 às 6:00 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Noticia do site https://www.swissinfo.ch/por/ de 26 de março de 2018.

Os pais, e não as escolas, são os culpados por um aparente aumento nos níveis de estresse entre os alunos da escola primária, de acordo com a associação suíça de bem-estar da juventude.

Um estudo de 2014 da Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que 27% das crianças de onze anos na Suíça sofrem de distúrbios de sono, enquanto 15% se queixam de depressão constante. Além disso, 12% sofrem regularmente de dores de cabeça, informa a televisão pública suíça.

No entanto, a presidente da Fundação Pro Juventute, Katja Wiesendanger, ela masma professora do ensino fundamental há mais de 30 anos na cidade de Basileia, disse que essas doenças não estão sendo induzidas por conta de uma pressão indevida das escolas sobre os alunos. Ela reconheceu que as escolas estão se conscientizando dos sintomas de estresse entre algumas crianças, mas questionou a origem desses problemas.

“Eu escuto cada vez mais que a pressão sobre a desempenho das crianças escola primária aumentou”, disse ela. “Mas você precisa se perguntar exatamente de onde vem essa pressão. A escola é citada como a causa mais comum de estresse. Mas será que a escola realmente se tornou mais estressante?”

Em vez disso, ela culpa os pais que atribuem importância crescente à educação, que acaba sendo inoculada nos filhos. “Há um certo medo de rebaixamento entre os pais. Eles passam isso para seus filhos.”

Em outubro, a Pro Juventute lançou uma campanha chamada “Menos pressão, mais criança” visando promover mais tempo livre para as crianças seguirem seus próprios interesses.

A organização disse que a percentagem de chamadas para o telefone de apoio 147 pedindo “conselhos para problemas pessoais graves” aumentou para uma parcela de 29,5% de todas as chamadas para o primeiro semestre de 2017. Em 2012, essa cifra foi de 17,5%.

swissinfo.ch/ets

Campanha:

https://stress.projuventute.ch/fr/

 

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LPCC e ACP lançam iniciativa “Carros Sem Fumo” para alertar para o impacto nocivo de fumar no interior das viaturas, inclusive transportando crianças

Janeiro 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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A Liga Portuguesa Contra o Cancro em parceria com o Automóvel Clube de Portugal (ACP) lança a ação Carros Sem Fumo com o objetivo de alertar para o impacto nocivo de fumar no interior das viaturas.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e o Automóvel Clube de Portugal (ACP) apresentaram dia 27 de novembro, pelas 10h, na Escola Básica António Rebelo de Andrade, em Oeiras, a ação CARROS SEM FUMO. O objetivo prioritário do projeto é a sensibilização dos portugueses, em geral, para um comportamento responsável no que respeita ao consumo do tabaco em deslocações de automóvel, com especial preocupação quanto ao impacto que este ato tem sobre crianças e idosos.

Após a realização de um estudo por parte do ACP junto dos seus associados – ver ficha técnica no final – as conclusões revelam que ainda há muito trabalho que pode e deve ser feito no que respeita à educação e sensibilização dos portugueses em torno dos hábitos de consumo de tabaco, em particular quando se deslocam de carro.

Os principais resultados do estudo indicam que:

90% dos inquiridos desconhece que o nível médio de partículas tóxicas libertadas pelo tabaco e respiradas numa viagem de carro é cinco vezes superior à média das partículas tóxicas no ar, mesmo em cidades muito poluídas;

Apenas 20% dos inquiridos sabe que 85% do fumo passivo é invisível e sem odor;

Mais de 50% dos inquiridos fumadores afirma fumar dentro da viatura;

Mais de 10% do total dos inquiridos afirma ter-se deslocado pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores numa viatura em que estivesse alguém a fumar na presença de uma criança, adolescente, jovem ou idoso.

Para Vítor Veloso, Presidente da LPCC, “estes dados são preocupantes pelo que há necessidade de dar continuidade a uma das principais acções da Liga Portuguesa Contra o Cancro – a Prevenção Primária. “

“Cada cigarro contém mais de 4.800 substâncias químicas nocivas, sendo que destas, 60 são potencialmente causadoras de cancro. Se considerarmos que 85% do fumo passivo é invisível e inodoro, facilmente se percebe que fumar no interior do carro é um ato que se perpetua muito para lá dos breves minutos de consumo.”

Por estes motivos faz um apelo: – “Faça do seu carro um carro livre de fumo. Faça da sua família uma família livre de fumo.”
“Poder trabalhar com um parceiro como o ACP que tanto e tão bem representa o universo dos automobilistas nacional é um privilégio para nos fazer chegar a mais cidadãos e famílias do nosso país”, concluí o Presidente da LPCC.

“A associação do ACP a esta iniciativa era inevitável” afirma Carlos Barbosa, Presidente do ACP, acrescentando que, “enquanto associação de referência para os automobilistas nacionais que tem como fim último a prossecução da defesa dos interesses dos mesmos, os temas da educação para a saúde não nos são alheios. Especialmente quando têm impacto direto em crianças e idosos.”

Esta ação será levada a todo o país através de ações de sensibilização nas escolas, com a distribuição de 100 mil folhetos e autocolantes para carros nas escolas do ensino básico e ainda através dos canais de comunicação do ACP e da LPCC, focando-se nas crianças como veículos influenciadores junto dos pais.

A campanha de sensibilização do projeto tem como embaixadores o casal de atores Paula Lobo Antunes e Jorge Corrula.
O evento contou com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Presidente do ACP, Carlos Barbosa, do Presidente do Núcleo Sul da LPCC, Francisco Cavaleiro de Ferreira e ainda dos embaixadores da campanha.

 

Notícia do site da Liga Portuguesa Contra o Cancro em 27 de Dezembro de 2017

Dia Mundial do Refugiado – 20 de junho

Junho 20, 2017 às 2:29 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança, Divulgação | Deixe um comentário
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Petição:

http://www.unhcr.org/withrefugees/petition/

mais informações:

http://www.unhcr.org/

http://www.refugiados.pt/

http://www.cpr.pt/

O CEDI do IAC disponibiliza online a publicação:

 Infocedi nº60 Crianças Refugiadas

 

Olimpíadas e grandes eventos estimulam o mercado da exploração sexual infantil no Brasil. Entenda

Agosto 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://rederecord.r7.com/ de 8 de agosto de 2016.

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Para especialistas, aumento de turistas estimula ações de quem agencia esse tipo de crime.

“Eu quero ter uma boneca. Quero ter lápis para desenhar. E quero uma mochila rosa. Uma mochila rosa para eu poder ir à escola”. Enquanto escondia-se embaixo de uma mesinha de centro, Lilya, personagem do diretor sueco Lukas Moodysson, sonhava em voz alta com uma infância comum. Mas aos 16 anos, a jovem que deu nome ao filme Para Sempre Lilya, lançado em 2002, teve sua infância roubada pela exploração sexual infantil.

Infelizmente, a triste história que marcou o enredo do longa-metragem não é fictício para Lilya, tampouco para muitos jovens brasileiros. Segundo a coordenadora da Secretaria do Turismo Isabel Barnasque, grandes eventos como as Olimpíadas, que começaram sexta-feira (5), aumentam os índices de exploração sexual no Brasil. Só que o crime é tão silencioso e tão difícil de ser desvendado, que não há nem mesmo dados concretos sobre ele.

— É sabido que quem agencia esse tipo de serviço se aproveita de momentos em que o País recebe grande quantidade de pessoas de fora para divulgá-los e fazer aliciamentos de jovens em situação de fragilidade.

A representante da ONG (Organização Não-Governamental) Childhood, Eva Cristina Dengler, explicou que as formas de aliciar esses menores de idade para a prostituição infantil não seguem um padrão, mas que todas estão relacionadas à vulnerabilidade das vítimas.

Segundo Eva, essas fragilidades estão, na maior parte das vezes, relacionadas com más condições econômicas, sociais e dependência química.

— Exploradores buscam vítimas que não sejam favorecidas economicamente, apresentem uma vulnerabilidade social ou sejam dependentes de drogas, uma vez que, elas precisam de dinheiro para sobreviver e/ou para sustentar o vício. Desta forma, esses jovens acabam cedendo mais facilmente à abordagem dos criminosos.

De acordo com Eva, há uma relação direta entre a era das redes sociais e a facilidade com a qual os jovens são ‘ofertados’. Ela conta que muitos criminosos anunciam as vítimas em grupos fechados do Facebook e do Whatsapp, o que torna a comercialização e a negociação mais fáceis.

Campanha promove o combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes

— Há casos em que as próprias famílias ofertam as crianças. É muito comum ver, em estradas brasileiras, pais oferecerendo os filhos para prestarem serviços sexuais a motoristas. Tal fato gera uma naturalização da situação, e a exploração sexual infantil não pode ser considerada algo natural. É por isso que a conscientização sobre esse tipo de crime é essencial.

Segundo os dados disponibilizados pela Childhood, a maior parte das vítimas de tráfico sexual são adolescentes de 12 a 17 anos.

Campanhas preventivas

Diversas campanhas foram lançadas contra a exploração sexual antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começaram na quinta-feira (4). A própria Unicef criou aplicativos para smartphones que estimulam as pessoas a doarem para fundações que cuidam de crianças que foram vítimas do crime. Um deles é o Team Unicef Get Active For Children e o outro é o Projeta Brasil — este último criado em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos.

A responsável pela área de proteção à criança da Unicef (Fundo das Nações Unidas), Fabiana Gorenstein, explica que o segundo aplicativo mostra o contato de associações de proteção infantil próximas ao usuário, além de permitir que ele faça denúncias por escrito.

Ao ser contatada pela reportagem, a Secretaria de Turismo afirmou que também entrou na ação contra a exploração infantil: segundo a Pasta, representantes se reuniram com empresários da rede hoteleira, cafés e hostels do Brasil, conscientizando-os sobre a potência do crime que, na maior parte das vezes, ocorre nesses estabelecimentos. Além disso, placas em 13 línguas especificam que tanto a exploração como o tráfico de crianças são crimes. Elas foram espalhadas por estradas, rodovias e aeroportos. De acordo com Isabel, esses avisos ficarão disponibilizados nos aeroportos do Brasil até o fim dos jogos paraolímpicos.

O consensual para todas as especialistas: a principal forma de combater a exploração sexual infantil é com informação e educação para a população sobre os perigos de submeter uma criança ao trabalho sexual.

— Como os casos de exploração são, normalmente, silenciosos, ou seja, pouco descobertos por causa da clandestinidade da ação dos exploradores, precisamos falar cada vez mais sobre a gravidade da prostituição infantil.

Ressocialização

As ONGs que atuam na prevenção da exploração sexual infantil também têm a missão de amenizar os estragos causados na vida das vítimas. Além dos danos físicos, a maior parte dos jovens que chegam à ONG em busca de proteção e ressocialização apresenta problemas psicológicos graves, disse Eva, da Childhood.

— Muitos não querem conversar, nem mesmo para contar o que aconteceu. E isso é extremamente compreensível. Por isso, o primeiro cuidado na hora de começar a ressocialização de uma vítima de exploração sexual é dar tempo ao tempo. O jovem precisa se sentir à vontade para falar com a ONG, e não obrigado, uma vez que, passou muito tempo fazendo algo contra a própria vontade.

Eva afirmou, ainda, que muitos menores de idade que chegam à Childhood após denúncias de exploração estão viciados em drogas ilícitas, o que dificulta ainda mais o processo de ressocialização.

— Nos casos em que essas vítimas são dependentes químicos, procuramos dar a elas todo o apoio psicológico que precisam não apenas para se livrarem das drogas, mas também para começarem uma nova vida, longe do tráfico e da exploração sexual. A criança é submetida a uma violência psicológica grande o tempo todo e, muitas vezes, não consegue mais separar as coisas.

*Por Talyta Vespa

mais informações nos links:

http://www.childhood.org.br/grandes-eventos-e-infancia

http://www.childhood.org.br/saiba-como-curtir-os-jogos-olimpicos-rio-2016-no-time-da-protecao-a-crianca-e-ao-adolescente

Missing Children Europe completa a vossa coleção de autocolantes do Campeonato Europeu para encontrar crianças desaparecidas

Julho 20, 2016 às 10:37 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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COMUNICADO DE IMPRENSA

Missing Children Europe completa a vossa coleção de autocolantes do Campeonato Europeu para encontrar crianças desaparecidas

Bruxelas, 14 de Julho de 2016 – O campeonato europeu terminou. Tudo o que fica, para além de alguns golos épicos e um novo cântico no estádio, é um álbum da Panini completo. Contudo, colecionar 680 autocolantes não é uma tarefa fácil. Missing Children Europe, a federação europeia para as crianças desaparecidas e exploradas sexualmente, vai dar uma ajuda. Afinal, nesta organização também estão a faltar alguns rostos. Não as das estrelas do futebol, mas as das crianças desaparecidas. Encomende os autocolantes da Panini que faltam na coleção através http://www.missingstickers.eu e também estará a ajudar a Missing Children Europe a encontrar “Bambini” desaparecidas.

Desde abril, cada fã do futebol na Europa tem estado atarefado em colecionar os autocolantes de futebol da Panini. Com espaço para 24 equipas nacionais e cerca de 96 páginas, o álbum deste ano é maior do que nunca: são precisos de cerca de 680 cromos para a completar. São muitos autocolantes e significa que todos se estão a esforçar para encontrar os heróis do futebol que lhe faltam. Missing Children Europe, a federação europeia para as crianças desaparecidas e exploradas sexualmente também está constantemente à procura. Não dos cromos que faltam, mas das crianças desaparecidas. A organização está a apoiar-se no entusiasmo pela Panini para recolher dinheiro para a sua própria procura. Delphine Moralis, secretária geral da Missing Children Europe: “Em cada 2 minutos, é reportado o desaparecimento de uma criança, na Europa. As crianças desaparecem por diferentes razões como sejam conflitos, abusos, negligência, rapto por um dos progenitores ou no contexto de migração. Cada caso é único e requer uma abordagem pessoal. Nós queremos aproveitar o interesse generalizado que é gerado por este campeonato para tornar as pessoas mais conscientes da difícil situação em que milhares de crianças se encontram. Os vossos donativos para a nossa rede de intervenção e para as nossas linhas de apoio para as crianças desaparecidas podem salvar vidas.”

Os autocolantes só podem ser comprados no website www.missingstickers.eu e custam €0.20 cada. Também é possível fazer um donativo se não quiser ou necessitar de algum autocolante. O donativo mínimo são €5 e a partir de €40 o seu donativo é dedutível nos impostos. Todas as receitas irão para a Missing Children Europe, para ajudar esta organização na localização das crianças desaparecidas. A campanha vai decorrer em diferentes países da Europa, incluindo Bélgica, Itália, França, Sérvia e Portugal.

Veja o vídeo:

Algumas marcas nunca somem: campanha poderosa contra abuso infantil

Junho 13, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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texto do site http://awebic.com/ de 28 de maio de 2016.

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Por Rogério Fonseca

Uma luta que parece não ter fim é da violência e abuso sexual contra crianças. Infelizmente, esse problema não se restringe apenas ao Brasil.

Em diversas partes do mundo essa é uma questão muito delicada de ser resolvida.

Mas agora, essa luta conta com um forte aliado para conscientizar pais, responsáveis, crianças e toda sociedade envolvida direta e indiretamente com esse assunto.

Uma organização alemã não-governamental chamada Inocência em Perigo tem a meta de acabar com o abuso de crianças.

E eles não estão sozinhos nessa batalha. O pessoal da organização vai contar com a ajuda importante de uma agência de publicidade chamada Publicis Pixelpark.

A agência criou uma campanha de sensibilização contra todos os tipos de violência e abuso sexual contra crianças chamada “Some touches never leave” (em uma tradução livre seria algo como “Algumas marcas nunca saem”).

A campanha mostra de imagens instigantes de impressões de mãos feitas por agressores nos corpos de várias crianças.

O foco da campanha é educar não só os pais, mas também crianças e funcionários do governo para falar abertamente sobre o assunto e reconhecer que o problema existe.

Fonte: demilked.com.

Faça sua parte nessa luta e ajuda a acabar com a violência e abusos sexuais contra as crianças. Divulgue essa ideia!

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http://www.innocenceendanger.org/

 

Nova iniciativa de vários países destinada a proteger milhões de raparigas do casamento na infância – UNICEF/FNUAP

Março 9, 2016 às 4:26 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Um casamento é suposto ser uma ocasião de muita alegria, mas este é tudo menos um conto de fadas.
Cerca de 15 milhões de raparigas serão casadas enquanto crianças este ano – o seu direito à infância é-lhes roubado.
Este vídeo, produzido com a Bridal Musings, um dos blogues sobre casamentos mais lidos do mundo, tem como objetivo chamar a atenção para esta realidade brutal.

 

 

COMUNICADO DE IMPRENSA DA UNICEF
NOVA IORQUE, 8 de Março de 2016 – Uma nova iniciativa de vários países para acelerar o fim do casamento na infância vai ajudar a proteger os direitos de milhões de raparigas mais vulneráveis no mundo, afirmaram a UNICEF e o FNUAP no Dia Internacional da Mulher.
O Programa Global FNUAP-UNICEF para Acelerar o Fim ao Casamento na Infância (UNFPA-UNICEF Global Programme to Accelerate Action to End Child Marriage) anunciado hoje irá envolver famílias, comunidades, governos e jovens. Este programa insere-se num esforço global para evitar que milhões de raparigas casem demasiado cedo e para apoiar as que já casaram muito novas em 12 países de África, Ásia e Médio Oriente, onde as taxas de casamento na infância são elevadas.
“Escolher quando e com quem casar é uma das decisões mais importantes a vida de qualquer pessoa. O casamento na infância nega esta escolha a milhões de raparigas todos os anos,” disse o Dr. Babatunde Osotimehin, Director Executivo do FNUAP, Fundo das Nações Unidas para a População. “No âmbito deste programa global, vamos trabalhar com os governos de países com elevada prevalência de casamento precoce para fazer valer os direitos das raparigas adolescentes, a fim de que possam desenvolver todo o seu potencial e os países possam concretizar os seus objetivos de desenvolvimento socioeconómico.”
O novo programa centra-se em cinco estratégias que têm provado ser eficazes, nomeadamente aumentar o acesso das raparigas à educação, sensibilizar os pais e as comunidades sobre os perigos do casamento na infância, incrementar o apoio económico às famílias, e reforçar e aplicar leis que estabeleçam os 18 anos como a idade mínima para casar.
“O mundo despertou para os danos que o casamento na infância causa a cada uma destas raparigas, aos seus futuros filhos e às suas sociedades,” afirmou o Diretor Executivo da UNICEF, Anthony Lake. “Este novo programa vai ajudar a incentivar a ação para chegar às raparigas que correm maior risco – e ajudar outras jovens, raparigas e mulheres – a consciencializarem-se de que têm o direito de decidir sobre os seus próprios destinos. Este é um aspeto crucial no presente porque se as tendências atuais se mantiverem, o número de raparigas e mulheres que casam em criança será perto de mil milhões em 2030 – mil milhões de infâncias perdidas, mil milhões de futuros arruinados.”
O casamento precoce é uma violação dos direitos das raparigas e das mulheres. As raparigas que casam em criança têm mais probabilidades de não ir à escola, de sofrer de violência doméstica, contrair VIH/SIDA e morrer devido a complicações durante a gravidez e o parto. O casamento na infância também prejudica economias e alimenta a pobreza inter-geracional.

A comunidade internacional deu provas de um grande empenho para pôr fim ao casamento na infância ao incluir nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável uma meta específica sobre a sua eliminação, bem como de outras práticas nefastas. A UNICEF e o FNUAP apelam aos governos e organizações parceiras para que apoiem o novo Programa Global no sentido de ajudar a eliminar o casamento precoce até 2030.

Este Programa conta com o apoio do Canadá, da União Europeia, da Itália, da Holanda e do Reino Unido.

 

UNICEF Portugal

 

 

Pode um peluche dar conforto a crianças em campos de refugiados?

Janeiro 6, 2016 às 9:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Texto de Mariana Correia Pintopara o jornal Público em 16/09/2015.

Num cenário de insegurança, um brinquedo “pode reforçar o sentido de segurança”. Os peluches Threadies foram testados na Jordânia e querem agora chegar aos campos de refugiados à volta da Síria. Há uma campanha de “crowdfunding” a decorrer.

Ao pisar o Haiti em Janeiro de 2011, um ano depois de um terramoto ter devastado o país, Steve Lehmann congelou. Ali, no coração de um cenário de devastação, apercebeu-se de forma demasiado crua e real o quão castrador da infância pode ser um fenómeno destes. Conforto, segurança, estabilidade, direito de brincar — tudo isso tinha sido roubado àquelas crianças. O cenário repetiu-se no Quénia, Uganda e Ruanda, para onde o norte-americano, engenheiro de formação, voou em serviço humanitário. E perante esta “violenta retirada” de “ingredientes básicos da infância”, Lehmann decidiu agir — com o amigo Andrew Jones criou Threadies, ursos de peluche que querem levar o conforto possível a crianças em campos de refugiados. E dar uma lição de solidariedade ao resto do mundo.

O efeito terapêutico estava na memória de Steve Lehmann. O peluche Boppy, companheiro dos tempos de criança, era para ele uma recordação de conforto e alegria. Apesar da brutal diferença de contexto, ocorreu-lhe que talvez houvesse algo de universal neste sentimento providenciado por um peluche. E a intuição dele estava correcta, confirma a especialista em protecção de crianças Sandra Maignant: “Meninos que foram arrancadas de ambientes familiares e seguros precisam de estabilidade, amigos e algo que seja deles — um objecto como um urso de peluche pode ter uma grande importância. Ter um brinquedo para abraçar à noite pode reforçar o sentido de segurança.”

Em colaboração com “dezenas de especialistas de todo o mundo”, Lehmann e Jones conceberam um peluche “com o bem-estar das crianças em mente”. Estes bonecos — “resistentes”, feitos com tecidos “multi-sensoriais” e com o “tamanho certo”, inclusive para serem abraçados, — só se vendem aos pares. Objectivo: por cada par vendido nos Estados Unidos da América ou noutra parte do mundo (Andrew confirmou ao P3 que já é possível encomendar a partir de Portugal) um é doado a uma criança que viva num campo de refugiados. E se no peluche que fica na casa de quem o compra vai um poema a explicar o projecto, no que é enviado para uma criança em situação precária há um “kit”, criado com base em investigações de Meghan Marsac, do Hospital Pediátrico da Filadélfia, com o qual psicólogos e voluntários locais podem ajudar a combater sentimentos traumáticos como medo ou tristeza.

Para já, há três protótipos desenhados (um cor-de-rosa, um castanho e um azul) e um projecto piloto com “bons resultados” no campo de refugiados de Azraq, na Jordânia. Mas os criadores querem mais. Se a campanha de “crowdfunding” que criaram — online até ao dia 11 de Outubro — der certo, prometem enviar imediatamente uma tonelada de bonecos para campos de refugiados à volta da Síria. “É incrível como algo tão simples como dar um brinquedo a uma criança pode alterar a forma como encaram as circunstâncias”, testemunha Rob Maroni, da agência internacional de ajuda humanitária Mercy Corps, na página do Kickstarter.

O facto de os peluches serem vendidos aos pares é também uma mensagem de solidariedade e quer transmitir às crianças fora dos campos de refugiados a importância de sentimentos como a “partilha e o amor”. O lado solidário do projecto é ainda extensível às mulheres: os peluches são feitos à mão por uma equipa de refugiados artesãos na Cisjordânia, numa parceria com a associação Child’s Cup Full, e permitem a estas famílias mandar os filhos para a escola.

Fonte

Agradecimento a todos os que participaram na nossa ação de Crowdfunding da Agenda IAC 2016

Novembro 27, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Queremos agradecer a todos os que tornaram possível a concretização do projeto Agenda IAC 2016 através de doações na nossa ação de Crowdfunding:

Patrícia Leal
Dave Tucker
Noémi Outeiro
Kai Lemos
Manuel Sarmento
Daniel Marques da Silva
Maria Celina Mendes de Carvalho Coelho
Sandra Caldeira
Dolores Estrela Alveirinho
João da Silva Amado
Celia Costa
Asdrubal Pimenta
Natalia Telega
José Brito Soares
Regina Garcia
Joana Inácio
Laura Braga
Elisabete Sales
Francisco Monteiro
Maria João Malho
Ana Paula Ferreira
Abílio Paulo dos Santos
Adelino Pina e Silva
José Tarouca
Teresa Peres
Maria Madalena Figueiredo
Ana e Marc Despault
Carlos Peralta
Gustavo D AVila
Ana Lopes
Luísa Santos
Marta Outeiro
Carla Saldanha
Luísa Maria Lobão da Veiga Moniz
Clara Castilho
Salomé Sousa
Ana Paula Ramalho Correia
Marçal Avelino Marques Mendes
Pedro Pires
Fernando Cardoso
Leonor Silva
Manuel Coutinho
Vasco Alves
Isabel Mota
Sebastian Steeb
Ana Silva
Bernd Dröge
Formandos de Sintra
Dulce Rocha
Matilde Sirgado
Sónia Ventura Teixeira
Soraia Ferreira
Paula Cristina Correia Duarte
Anna Rocha
Susana Campos
Inês Fonseca
Cristina Sousa
Carmen Lopes
António Torrado
Conceição Alves
Ana Cunha
Luís dos Anjos
Mariana Santa-Marta
Melanie Tavares
Sofia Adrião
Liliana Silva
Antonio Sequeira

Não podemos esquecer todos aqueles que manifestaram a sua generosidade de forma anónima.

Bem hajam!

Campanha nacional para a regularização de crianças indocumentadas de origem cabo-verdiana a residir em Portugal

Novembro 13, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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No quadro do Protocolo de Cooperação celebrado em dezembro de 2014 entre o Governo de Portugal e o Governo de Cabo Verde, está a ser desenvolvida pelo Alto Comissariado para as Migrações, I.P. e pela Embaixada de Cabo Verde, em parceria com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e com o apoio da Direção Geral da Educação, uma Campanha nacional para a regularização de crianças indocumentadas de origem cabo-verdiana a residir em Portugal.

Para pedidos de esclarecimento / informações ou situações assinaladas, o Alto Comissariado para as Migrações e a Embaixada de Cabo Verde disponibilizam os seguintes endereços eletrónicos: acm@acm.gov.ptangelabarbosa@embcv.pt

 

mais informações:

http://www.acm.gov.pt/-/campanha-criancas-indocumentadas-de-cabo-verde-em-portugal

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