Saber escrever é uma das prioridades para a recuperação das aprendizagens dos alunos
Setembro 1, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentárioEtiquetas: Alunos, Aprendizagem de Português, Direção-Geral da Educação (DGE), Escrita, Inclusão Escolar, Literacia, Metas de Aprendizagem, Orientações
Notícia do Público de 12 de agosto de 2020.
Ministério divulga orientações em que se identificam aprendizagens que têm obrigatoriamente de ser recuperadas sob pena de os alunos não conseguirem progredir.
Saber escrever é uma das aprendizagens que o Ministério da Educação (ME) aponta como prioridade no processo de recuperação que ocupará as primeiras cinco semanas do próximo ano lectivo. Conforme já antecipado pelo PÚBLICO, o ministério divulgou, nesta quarta-feira, um “roteiro” com orientações para a recuperação de aprendizagens que tenham ficado perdidas devido à pandemia de covid-19, no qual identifica quais destas “possam vir a impedir o aluno de progredir”.
Com base nas chamadas Aprendizagens Essenciais, que vieram substituir as metas curriculares mais extensas, o ME aponta alguns exemplos das que não deverão ser descuradas no processo de recuperação que ocupará o início do ano lectivo e cuja consolidação se deverá prolongar ao longo de 2020/2021, insiste o ME.
É neste exercício que a escrita ganha relevo nas pistas apontadas para o 2.º e 6.º ano de escolaridade. Para os mais novos pretende-se que escrevam “correctamente palavras com todos os tipos de sílabas, com utilização correcta dos acentos gráficos e do til” de modo a que possam prosseguir “o processo de consolidação, de desenvolvimento e compreensão da linguagem escrita”.
Em relação ao 6.º ano explicita-se que no ano anterior os alunos deveriam ter aprendido a “escrever textos organizados em parágrafos, de acordo com o género textual que convém à finalidade comunicativa (texto de características expositivas e texto de opinião; notícia; carta; e-mail)”. Alerta o ministério que, com “a mudança repentina para o ensino à distância”, esta competência “poderá não ter sido desenvolvida”, sendo que é “essencial ao desenvolvimento” de uma das aprendizagens essenciais de Português para o 6.º ano: “intervir em blogues e em fóruns, por meio de textos adequados ao género e à situação de comunicação”.
No documento agora divulgado, o ME alerta que a selecção da matéria por parte das escolas e dos professores “não deverá ser feita numa lógica de adição de conteúdos, mas na definição do que é estruturante para a aquisição de novas aprendizagens”.
Trabalho autónomo
Neste roteiro frisa-se também que as escolas deverão estar preparadas para transitarem entre o regime presencial e o regime não presencial, de forma não disruptiva” e que, por isso, no seu plano de actuação “deverá ser privilegiado o trabalho autónomo dos alunos, através do acesso a recursos disponibilizados na plataforma de aprendizagem online da escola”.
“Paralelamente, deverão ser disponibilizadas ferramentas de comunicação seguras que permitem estabelecer interacção entre alunos e entre alunos e professores”, acrescenta-se antes de se chamar a atenção para o seguinte: “No quadro do actual contexto educativo, assume particular relevância o desenvolvimento do trabalho autónomo por parte dos alunos”. O que poderá passar por ser o próprio estudante a elaborar um “diagnóstico” das suas necessidades. Alguns exemplos do que poderá ser apontado pelos estudantes. “Tenho ainda dificuldade em: escrever correctamente as palavras; compreender o que ouço na televisão; compreender o que leio na rua (…)”.
Também é aconselhado o desenvolvimento de acções de “cidadania activa” para colmatar a situação de isolamento social em que os “os alunos foram confrontados com insuficiente participação em actividades promotoras de análise e discussão de ideias e de construção de consensos. Poderão tentar, por exemplo, através de inquéritos e publicações, “identificar situações-problema do quotidiano da sua comunidade (ex.: transportes, biodiversidade, incêndios, etc.), pesquisar as soluções que foram encontradas e apresentar uma análise crítica, seja em suporte digital ou físico.
Neste documento de 51 páginas, o capítulo final é dedicado à avaliação externa. E aí fica a saber-se que os exames nacionais do ensino secundário deverão em 2021 repetir a estrutura adoptada este ano com o objectivo de “mitigar” os efeitos da pandemia de covid-19 nos resultados dos alunos.
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