Cyberbullying e segurança online: prevenir e agir

Junho 4, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Vera Ramalho publicado no Público de 1 de junho de 2020.

Jovens que já eram vítimas em contexto escolar veem continuada a agressão, humilhação, exclusão e desrespeito, só que agora em modo online.

Hoje é o Dia Mundial da Criança, uma data que deve servir o propósito de dar voz e defender cada criança e cada adolescente fazendo valer os seus direitos. É direito de todas as crianças ser protegida contra a violência e o cyberbullying é uma forma de violência online cujos efeitos na vítima podem ser graves.

cyberbullying é uma modalidade virtual do bullying que é caracterizado pelo uso das tecnologias para ameaçar, provocar, assediar, humilhar ou envergonhar, de forma repetida e intencional, uma criança, jovem ou adulto, conhecido ou desconhecido. Qualquer pessoa pode praticar e ser vítima de cyberbullying.

Estas intimidações, por acontecerem na Internet, assumem, como consequência, proporções maiores do que no bullying. Os ambientes de eleição são as redes sociais e os grupos como os do Facebook, Instagram ou WhatsApp, que servem para produzir e difundir insultos, humilhações e violência psicológica que provocam intimidação e constrangimento das vítimas.

Alguns dos grupos frequentados pelos jovens que são vítimas foram criados durante a fase da pandemia de covid-19 para servir como manutenção da relação entre colegas da turma, e, em alguns casos, servem como continuidade da vitimação que já ocorria antes, ou seja, jovens que já eram vítimas em contexto escolar veem continuada a agressão, humilhação, exclusão e desrespeito, só que agora em modo online. A vítima sente-se vexada, vendo circular imagens ou vídeos (verdadeiros ou montados) a ser agredida ou numa situação vulnerável, provocando um sentimento de insegurança e impotência que pode causar dano psicológico.

Geralmente as vítimas são crianças e jovens isoladas, tímidas ou com alguma vulnerabilidade que as difere da maioria dos colegas.

As testemunhas são aquelas crianças ou jovens que sabem de alguém que está a ser vítima de cyberbullying. Algumas tentam dar apoio à vítima para acabar com a situação; outras tomam abertamente o partido do agressor, encorajando-o a continuar; um terceiro grupo tenta manter-se neutra, mas o seu silêncio é visto como um sinal de aprovação ao agressor. Há, ainda, aquelas testemunhas que conhecem as situações, mas nada fazem, por medo de retaliação ou porque não sabem mesmo o que fazer.

Grande parte das vítimas não sabe como actuar e não conta aos seus pais que estas agressões ocorrem. A relação entre pais e filhos desempenha, nesta situação, um papel preponderante, uma vez que se não houver segurança e confiança, os jovens retraem-se porque acham que os pais poderão culpá-los e retirar-lhes o acesso ao telemóvel ou à Internet. Tal faz com que estes jovens se sintam penalizados duas vezes (porque são agredidos e porque não podem contar o que acontece, sentindo-se desprotegidos). A partir daqui temos crianças e jovens a guardar para si emoções com as quais não sabem lidar e que causam muito mal-estar e sofrimento.

Importa referir que muitos pais não têm literacia digital que os permita intervir adequadamente e, desta forma, não conseguem ter a oportunidade de ensinar a criança a proteger-se, nem de actuar quando há um problema. Desta forma, a divulgação de informação sobre o tema para pais, professores e crianças é, sem dúvida, uma mais-valia, porque pessoas informadas podem mais facilmente agir e prevenir-se.

Alguns sinais de alerta para pais e professores são a presença de isolamento, ansiedade, problemas de sono, tentativa de esconder o que está a fazer no computador/telemóvel, receio quando recebe uma mensagem, irritabilidade fácil, recusa ou desinteresse súbito do telemóvel/computador, mudanças de humor e alterações do apetite.

Alguns cuidados simples podem ajudar as famílias a ficarem longe do cyberbullying. Ficam aqui algumas ideias de prevenção e para quem está a ser vítima.

  • Transmita aos seus filhos valores como a tolerância, a empatia, a responsabilidade, o respeito pelos outros e por si próprio.
  • Pais e filhos devem informar-se sobre as melhores formas de usar a tecnologia e sobre o que é o cyberbullying, abrindo espaço ao diálogo sobre as formas de prevenção e de actuação.
  • A escola deve ter um papel de prevenção e de comunicação sobre o cyberbullying através de palestras para pais e alunos, cartazes e da promoção de comportamentos anti-bullying.
  • A supervisão dos pais é importante, sendo diferente de controlo. É importante conhecer as plataformas digitais as quais se ligam as crianças e jovens garantindo que não se expõem demasiadamente. Explique que o objectivo é protegê-los e siga este princípio sem invadir a sua privacidade.
  • Os pais devem definir tempos e limites diários para os seus filhos usarem a Internet. As crianças e adolescentes tem dificuldade em fazer este controlo sozinhas e dizer que “ela já tem idade para saber” pode espelhar a desresponsabilização da sua função parental.
  • Filhos mais velhos que têm conhecimento sobre o uso da Internet podem ajudar pais e irmãos a navegarem em segurança.
  • Os pais também não devem estar constantemente ligados, procurando dispor de tempo em família.
  • Estar atrás de um computador pode desinibir comportamentos e gerar impulsividade. Antes de partilhar alguma coisa reflicta sobre o impacto que pode ter e ensine a criança a fazer o mesmo.
  • No caso de a criança revelar a agressão, seja empático e ouça as suas queixas e preocupações. Mostre-se aberto, sem acusar ou culpar. Isto ocorre de forma mais fácil quando existe uma relação de proximidade e de confiança com a criança ou jovem.
  • Tente travar a situação e recolha provas, como capturas de ecrã ou fotografias das mensagens que demonstrem os actos de cyberbullying.
  • Caso vítima e agressor frequentem a mesma escola reporte o caso e peça a colaboração da escola, assim como aos pais do agressor. Na escola, pode recorrer ao psicólogo ou ao director de turma como mediadores.
  • Caso as ameaças sejam graves, incluindo conteúdo sexual, chantagem agravada ou extorsão, contacte a PSP, a GNR ou a Escola Segura.

 

Para saber mais aceda à área da violência online da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

Dia Internacional de Crianças Inocentes Vítimas de Agressão – 4 de junho

Junho 4, 2020 às 6:24 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações sobre o Dia Internacional de Crianças Inocentes Vítimas de Agressão nos links:

https://news.un.org/pt/story/2020/06/1715642

https://www.un.org/en/observances/child-victim-day

Histórias simples, de grandes autores, para crianças que estão a aprender a ler

Junho 4, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 1 de junho de 2020.

Bárbara Wong

A partir desta segunda-feira, todas as semanas há dois vídeos para ajudar aqueles que têm dificuldades na leitura.

Aprender a ler não é natural e nem todas as crianças conseguem desenvolver bem esta capacidade que é fundamental não só para o seu arranque na vida escolar mas também para o seu futuro. Ler com os mais populares autores portugueses para crianças, todas as semanas, a partir desta segunda-feira, é a proposta do projecto Histórias de AaZ, de Teresa e Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação (IE).

O projecto destina-se aos alunos dos 1.º e 2.º anos de escolaridade com dificuldades de leitura e pode ser usado como uma “ferramenta adicional” por professores e também pelos pais de crianças com dificuldades de leitura, refere a IE em comunicado. Tratam-se de vídeos com histórias contadas pelos seus autores, como Alice Vieira, Ana Saldanha, Isabel Alçada, ​João Pedro Mésseder, ​José Fanha, Luísa Ducla Soares, entre outros. Enquanto os escritores lêem, as crianças podem acompanhar no ecrã essa leitura, pois as palavras são destacadas à medida que são lidas. Depois, caberá ao leitor repetir fazer a leitura, já que a história repete mas sem a voz do autor.

“Ouvir histórias sempre foi uma das actividades linguísticas mais importantes. Contudo, não contribui directamente para o domínio da técnica da leitura. Por isso, nestas histórias, a leitura é acompanhada da visualização do texto, com destaque individualizado das palavras”, explica o professor João Lopes, coordenador do programa AaZ – Ler Melhor, Saber Mais, no mesmo comunicado.

A primeira história será publicada na segunda-feira, 1 de Junho, Dia Internacional da Criança. E semanalmente serão divulgadas duas histórias, à segunda e à quinta-feira. Os conteúdos foram seleccionados a partir de sugestões do Plano Nacional de Leitura por um grupo de especialistas em literatura infantil e leitura que inclui Gabriela Velasquez, Violante F. Magalhães, Sara de Almeida Leite, Luísa Araújo e Rosária Rodrigues.

O programa AaZ – Ler Melhor, Saber Mais centra-se nos dois primeiros anos do 1.º ciclo do ensino básico, de modo a ajudar a combater as dificuldades dos mais novos no processo de aprendizagem. O A a Z já está presente em cinco agrupamentos, num total de 25 estabelecimentos de ensino em Gondomar, Alentejo (Moura e Amareleja) e nos Açores (São Miguel e Santa Maria).

No entanto, estes vídeos, que podem ser vistos por todos os interessados, foram feitos a pensar nos 97 alunos de 1.º e 2.º ano que o programa acompanha nos cinco agrupamentos. Actualmente, e por causa da pandemia, apenas os meninos alentejanos do 1.º ano ficaram de fora, os restantes continuam a ser acompanhados à distância, informa João Lopes, ao PÚBLICO.

Teresa e Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação é um projecto da família Soares dos Santos que pretende apoiar a educação em Portugal. Foi apresentado em Outubro passado e tem como dirigentes uma das filhas do casal, Inês Soares dos Santos Canas, o ex-ministro da Educação Nuno Crato e a ex-jornalista Sara Miranda. Na altura foram anunciados 20 milhões de euros, dos fundos pessoais da família, do casal e dos sete filhos, que se distribuem pelo AaZ — Ler Melhor, Saber Mais e o programa SerPro, pensado para os alunos do secundário e que está a funcionar em oito escolas (Lisboa, Sacavém, Setúbal, Salvaterra de Magos, Sousel, Moura, Lagoa e Seia), abrangendo 11 cursos profissionais e 27 empresas.​

“Preocupa-me mais um adolescente que está confortável com o confinamento do que um que só quer sair”

Junho 4, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Rita Castanheira Alves ao Diário de Notícias de 19 de maio de 2020.

Catarina Pires

O confinamento dos últimos meses e um verão que se prevê cheio de regras e limitações e máscaras e distanciamento físico e social, devido à pandemia de covid-19 que “proíbe” beijos e abraços, são um desafio difícil para todos. Mas para os adolescentes ainda mais. Porquê? A psicóloga Rita Castanheira Alves responde.

Os adultos já passaram por lá, mas muitas vezes, sobretudo quando têm filhos adolescentes, encurta-se-lhes a memória (ou não, têm apenas medo). A adolescência é turbulenta.

Ou melhor, um turbilhão de hormonas, mudanças no corpo, cérebro em maturação, identidade em construção, e definição, emoções exacerbadas, amores, desamores, desejo sexual, vontade de autonomia e independência, tempo de exploração e descoberta, que implica os outros, o mundo, a rua. Que se fecharam, por obra e graça nenhuma de um novo vírus demasiado eficiente e, por isso, ameaçador. E que tão cedo não voltarão a abrir como antes.

O que é que isto pode representar para um adolescente em construção? Foi o que perguntámos à psicóloga Rita Castanheira Alves, especialista na área clínica e da saúde e intervenção precoce e autora, entre outros, do livro Adolescência, os Anos da Mudança e do projeto Psicóloga dos Miúdos.

A pandemia de covid-19 fechou as escolas, confinou os miúdos a casa e deixou-os (ainda mais) absorvidos nas novas tecnologias, através das quais vão às aulas, mantêm-se em contacto com os amigos e namorados/as e se distraem. Que impacto isto tem num adolescente?

Andámos muito tempo a falar de os adolescentes estarem muito agarrados às tecnologias e de repente esse passa a ser o único ou o maior veículo para continuarem a manter o contacto social com os pares ou com os namorados ou namoradas e surgiu muito a dúvida por parte dos pais: por um lado compreendem, porque está sozinho, não tem o contacto da escola, não pode ir ter com os amigos à rua; por outro, está a prolongar as horas de ir para a cama e fica o tempo todo no telemóvel nas redes sociais ou a falar com os amigos ou a fazer videochamadas.

Como estabelecer o equilíbrio?

É preciso apelar à flexibilidade dos adultos neste caso, porque eles precisam muito desse contacto social e as tecnologias passaram a ser o canal possível, com todas as ressalvas que têm que se fazer de perceber com quem está a falar e como estão a ser usadas, porque os perigos mantêm-se, mas com tolerância e flexibilidade, acompanhando, negociando e garantindo que existe responsabilidade e gestão de todas as tarefas.

Mas que impacto tem isto tudo nos adolescentes?

Depende do tempo que demorar, mas há um conjunto de fatores do adolescente e da família e da forma como este período foi gerido que determinam o impacto. Aquilo que observo e que às vezes me preocupa mais são aqueles que ficaram desde o início confortáveis em casa. Claro que cria mais conflito e é mais exigente um adolescente que quer estar sempre a desconfinar, porque quer a todo o custo sair para ir ver o namorado ou a namorada ou os amigos, mas…

Mas se calhar é mais saudável.

Exatamente. O que fica em casa dá muito menos trabalho, mas é o que me preocupa mais enquanto técnica e acho que deve fazer soar campainhas. Não é suposto um adolescente estar confortável em casa, quando lhe está vedado todo o contacto social.

Para os miúdos que têm vontade de liberdade, de autonomia, de estar com os outros, o impacto vai depender do tempo que esta situação durar. Mas há coisas que eles já estão a perder, acampamentos, festivais de verão, viagens de finalistas, todas essas coisas que são memórias biográficas que nos definem muito. Na adolescência não parece, mas são mesmo muito marcantes porque há uma fase de construção da identidade que precisa deste tipo de experiências para se definir.

Apesar de tudo, esta fase de desconfinamento que estamos agora a atravessar pode ser mais complicada que a de confinamento?

Isto é tudo novo para nós e para eles. Estamos todos a descobrir como reagimos a isto e como devagarinho começamos a desconfinar.

Pensando nos adolescentes e naquilo que são as suas características e necessidades, com o desconfinamento começam a querer sair mais e o conteúdo, passa a ser a gestão das saídas e a preocupação da família: como são feitas e se o adolescente cumpre ou não as medidas de proteção. Faz parte da adolescência esta negociação que por vezes gera algum conflito e este contexto poderá agudizá-lo. Será preciso um esforço acrescido dos adultos e do adolescente no sentido de gerir a confiança e a responsabilidade.

Por outro lado, há uma questão importante, por vezes esquecida, a referir: pode ser protetor estar noutros contextos sem ser a casa para alguns adolescentes. Isto porque, infelizmente, nem sempre a casa é o porto seguro, de estabilidade e conforto, para todos. E, nesses casos, é muito protetor ou mesmo determinante em situações mais graves, ter a escola para muitos destes jovens: professores com quem podem falar, ou outros adultos (técnicos, funcionários) a quem poderão recorrer ou que poderão notar que algo não está bem. Isto é fundamental para jovens, que poderão estar em situações familiares complicadas ou estar eles próprios com necessidade de ajuda (p.e. por exemplo por sintomas depressivos ou ansiosos).

O mesmo se passa quando podem ter momentos só com os pares (amigos, namorados), que são muitas vezes a quem recorrem e pedem ajuda, nalgumas situações de contextos familiares muito complicados.

E os namoros, nestas idades, resistem ao distanciamento físico?

Eles têm uma coisa que nós não tínhamos que é o contacto virtual e um enorme à vontade e experiência na sua gestão e conseguem através desses meios manter-se ligados aos amigos e namorados ou namoradas, se os tiverem.

Não tenho bases para dar uma opinião técnica sobre que impacto é que isto terá nos namoros. Mas o que sabemos? Sabemos que a adolescência é um momento por si só de desconfinar, de sair do ninho, de procurar novas pessoas, novas maneiras de estar, de tentar criar uma identidade própria. Isto faz parte da passagem para a adultez e de repente estamos a pedir-lhes uma coisa que é contrária àquilo que aqueles cérebros precisam.

É mesmo uma questão de necessidade e não de capricho, não é?
Sim, não é uma questão de eles quererem porque são teimosos. Na adolescência, há uma série de coisas que acontecem em termos de maturação cerebral, que nos prepararam para a adultez e que têm muito que ver com isto de irmos para fora do ninho e contrariar isso cria uma espécie de dissonância, uma coisa que é contra aquilo de que eles precisam, o que gera alguma tensão. Mas cada adolescente e cada família têm maior ou menor capacidade de adaptação.

E que recursos poderão eles ter para lidar com isso de uma forma mais saudável e como é que os pais podem ajudar? A adolescência é a fase em que se começa a despertar para a sexualidade e os amores e eles nem beijos e abraços podem dar…

O impacto e as consequências dependem sempre da base de que se parte. Mas o que me parece é que havendo de facto um aumento da necessidade sexual, mudanças no cérebro que aumentam a impulsividade e uma maior ativação da parte emocional, tudo o que sejam posturas intransigentes e inflexíveis dos pais, sem qualquer margem para negociação, vão dificultar o processo.

Ainda temos pela frente um período longo de limitações de saídas, de distanciamento físico, de medidas de proteção, que complicam a satisfação das necessidades que os adolescentes têm de afirmação, de procura de pares, amigos ou namorados, de primeiras experiências íntimas. E portanto creio que uma das coisas a fazer, pelos pais, é conversar e ter uma atitude de ouvir, compreender e empatizar. Por um lado, trabalhar as cedências e por outro trabalhar as responsabilidades, porque há riscos que são reais.

E é importante que eles tenham consciência disso.

Sim, mas não podemos esperar que um adolescente, com toda a naturalidade, de um dia para o outro, tome consciência de tudo isto e não desafie a importância de usar a máscara ou estar sempre a desinfetar as mãos, por exemplo. É um trabalho que tem que se ir fazendo.

Claro que estamos todos sob medo, o que pode levar-nos a posições extremas de proibição, mas isso não vai correr bem. Depende tudo de que adolescente e de que relação com o pais antes do confinamento é que estamos a falar.

A situação que vivemos é por si só um ativador de conflito muito complicado para todos gerirmos, mas se partirmos de uma relação em que não já havia diálogo, nem negociação, nem cumplicidade nem a capacidade de se porem nos sapatos do outro, tanto o adolescente nos dos pais, como os pais nos do adolescente, é muito mais difícil de gerir.


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