Linhas europeias para crianças desaparecidas com mais de 55 mil chamadas

Maio 26, 2020 às 7:16 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 25 de maio de 2020.

Lusa

As fugas representam 55% dos novos casos, os raptos parentais pouco menos de um quarto (23%) e que uma pequena parte dos casos reportados (3%) dizem respeito a crianças migrantes.

As linhas europeias para crianças desaparecidas responderam a mais de 55.000 chamadas no ano passado, abrangendo mais de 7.500 casos, segundo relatório da organização Missing Children Europe (MCE), que mostra que a maioria dos novos casos são fugas.

Os dados divulgados indicam que as fugas representam 55% dos novos casos, os raptos parentais pouco menos de um quarto (23%) e que uma pequena parte dos casos reportados (3%) dizem respeito a crianças migrantes, alertando que a atual crise da Covid-19 “aumenta os riscos para as três categorias”.

Em comunicado, a MCE, que é a Federação Europeia para Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, sublinha que as medidas restritivas para limitar a propagação da pandemia aumentam os riscos para as crianças que vivem em circunstâncias difíceis e que “os isolamentos não as impedem de desaparecer”.

A organização incentiva ainda as instituições da UE, os Estados-membros e as organizações não governamentais a ajudarem as linhas de apoio à infância e juventude “durante estes tempos difíceis”.

As medidas de quarentena levaram a um aumento da violência doméstica, que é o principal fator de risco para as fugas“, afirma a MCE, recordando que as linhas telefónicas europeias “testemunham que as crianças fogem apesar das medidas de isolamento” e que os números deverão aumentar “à medida que as medidas são levantadas”.

“O encerramento das fronteiras provocou novos casos de rapto internacional de crianças e levou a atrasos na investigação dos casos em curso e em novos casos”, sublinha a MCE, que lembra que as medidas de distanciamento social “limitam ainda mais o acesso das crianças migrantes aos serviços de assistência e apoio, podendo separá-las de pais doentes ou cuidadores e tornando-as mais vulneráveis aos traficantes”.

“As linhas de apoio às crianças desaparecidas 116000 desempenham um papel crucial para garantir que todos os casos sejam seguidos e que todas as crianças, e os seus pais, tenham acesso a um apoio rápido, gratuito e eficaz”, sublinha o movimento.

“As linhas têm de investir em tecnologia para oferecer os seus serviços remotamente e desenvolver opções de chat e outras respostas para garantir que todos tenham acesso igual e seguro a este apoio. Isto coloca uma pressão adicional nos recursos já por si limitados”, alerta a organização.

Lembra também que 60% das linhas 116000 que receberam financiamento das autarquias locais e nacionais em 2019 informaram que este financiamento não foi suficiente para garantir a prestação das normas de serviço exigidas.

“À medida que os governos se debatem com as implicações financeiras da crise Covid-19, a Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente (MCE) receia não conseguir cumprir esta obrigação.

A MCE apela aos Estados-Membros e à UE para que assumam a responsabilidade e protejam o direito das crianças a acederem aos serviços de apoio social, que são fundamentais para a sociedade. É necessário apoiar o trabalho das linhas 116000, garantindo um financiamento estável e rigoroso, que seja demonstrativo de um compromisso ativo com os direitos de todas as crianças

Numa nota a propósito do Dia das Crianças Desaparecidas, que se assinala esta segunda-feira, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) alerta que o flagelo das crianças desaparecidas está muitas vezes escondido, pois “grande parte dos jovens pertencem a grupos de risco em que a família não desempenha o seu papel protetor, como sucede, por exemplo, no caso das crianças acolhidas em lares ou outras estruturas residenciais”.

Linha SOS Criança Desaparecida 116000

Liga-te pelo chat através do http://soscrianca.ajudaonline.com.pt/

ou por email soscrianca@iacrianca.pt

ou WhatsApp 913069404

Linha SOS Criança registou este ano 10 casos de crianças desaparecidas

Maio 26, 2020 às 3:40 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Sábado de 26 de maio de 2020.

por Lusa

Metade dos casos são relativos a fugas de casa ou de instituições, segundo o Instituto de Apoio à Criança.

A linha de apoio SOS Criança recebeu este ano 10 apelos relacionados com crianças desaparecidas, metade dos quais relativos a fugas de casa ou de instituições, disse fonte do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

Em declarações à Lusa, a responsável pela área das crianças desaparecidas da linha SOS Criança, Maria João Cosme, explicou que dos 10 apelos recebidos, cinco configuravam casos de fuga (três de casa e duas de instituições), três eram relativos a raptos parentais, um relativo a uma situação transfronteiriça ainda não foi tipificada e um outro, o caso da criança encontrada morta em Peniche.

“O caso da criança Valentina, por não apresentar características especificas de nenhuma das outras tipologias em que os casos são caracterizados, acabou por ficar nos ‘Perdidos, Feridos e Outros Desaparecimentos’”, explicou a responsável.

Quando se assinala o Dia das Crianças Desaparecidas, a responsável disse que a situação da quarentena não trouxe riscos novos para estas crianças, mas potenciou os já existentes.

“Por exemplo, nos casos de raptos parentais, por uma questão de segurança, o pai ou a mãe pode reter o filho mais tempo do que o que está acordado”, explicou.

Por admitir desde o início que o confinamento potenciava alguns riscos, a SOS Criança passou a funcionar em horário alargado (09:00/21:00) em dias úteis. Já a linha específica das crianças desaparecidas (116000) funcionava 24 horas por dia pois, a partir das 19:00, a linha é encaminhada para a Polícia Judiciária.

“Desta forma, podemos garantir que a linha 116000 dá uma resposta 24h/dia, sete dias por semana”, afirmou.

Maria João Cosme disse que houve um “aumentou do número de apelos”, sublinhando que “com o isolamento aumenta o instinto de fuga. Há jovens que já têm instinto de fuga, mas quando são obrigados [a ficar confinados a um espaço] há mais tendência para este comportamento”, disse.

O IAC reconhece que as crianças e jovens, confinados em casa, ficaram mais pressionados e aconselhou que a retoma da normalidade possível seja feita “de forma serena e equilibrada”.

“Encarem esta nova etapa da forma mais serena possível, com todas as precauções (…). É essencial existir contacto social para que emocionalmente comecemos todos a ter alguma estabilidade”, sublinhou.

O IAC está “disponível para todo o tipo de apelo de crianças, jovens e adultos. Mas, principalmente, para dar voz a crianças e jovens, mais ansiosos agora com a telescola e alguns com muito trabalho e algum stress. Podem sempre ligar. Fazemos apoio psicológico via ‘whatsapp’, ‘online’ e via telefone”.

Os últimos dados divulgados na semana passada pelo IAC já indicavam um “aumento muito significativo” de apelos no período de confinamento, com cerca de 700 contactos desde janeiro, dos quais quase 300 em abril.

WhatsApp 913069404

Jogos Online em Segurança

Maio 26, 2020 às 2:33 pm | Publicado em Publicações IAC- Marketing | Deixe um comentário
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Documento completo no PDF.

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Mais adolescentes europeus têm problemas de saúde mental

Maio 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 19 de maio de 2020.

Novo relatório mostra que um em cada quatro adolescentes sente-se nervoso, irritado ou com dificuldades em dormir pelo menos uma vez por semana; tecnologia pode ter benefícios, mas também aumentar vulnerabilidades; consumo de álcool e tabaco continua caindo, mas permanece alto.

O bem-estar mental de adolescentes entre os 11 e os 15 anos caiu entre 2014 e 2018 em 45 países da Europa e Canadá. A conclusão é de um novo relatório publicado esta terça-feira pelo Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde, OMS.

A situação piora à medida que as crianças crescem, com as meninas em maior risco. Um em cada quatro adolescentes disse sentir-se nervoso, irritado ou com dificuldades em dormir pelo menos uma vez por semana.

Preocupação

 O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, afirmou que o crescimento “é uma preocupação para todos.” Segundo o especialista, a resposta dos governos “terá efeitos por várias gerações.”

Kluge diz “que investir nos jovens, garantindo que tenham acesso a serviços de saúde mental, trará ganhos de saúde, sociais e econômicos aos adolescentes de hoje, aos adultos de amanhã e às gerações futuras.”

Diferenças

Existe uma variação substancial entre países, mostrando que fatores culturais, políticos e econômicos podem ter um papel.

Em cerca de um terço dos países, aumentou o número de adolescentes que se sentem pressionados pelos trabalhos escolares. O número de jovens que gostam da escola caiu. Na maioria dos países, a experiência escolar piora com a idade. O apoio de professores e colegas também diminui à medida que a pressão escolar aumenta.

O estudo examina a relação com o aumento do uso da tecnologia. A tecnologia pode ter benefícios, mas também aumentar vulnerabilidades e ameaças, como assédio na internet, que afeta meninas de forma desproporcional. Mais de 10% dos adolescentes foram vítimas deste tipo de assédio pelo menos uma vez nos últimos dois meses.

Desafios

A pesquisa destaca comportamentos de risco, nutrição e falta de atividade física como desafios centrais
O comportamento sexual arriscado continua sendo uma preocupação, com um em cada quatro adolescentes que são ativos sexualmente não usando proteção. Aos 15 anos, 24% dos meninos e 14% das meninas dizem já ter tido relações sexuais.

Atividades como beber e fumar continuaram a cair, mas o número de usuários permanece alto, sendo o álcool a substância mais usada. Cerca de 20% dos jovens de 15 anos já se embebedaram duas vezes ou mais na vida. Além disso, 15% se embriagou nos últimos 30 dias.

Em relação à atividade física, menos de 20% dos adolescentes cumpre as recomendações da OMS. Desde 2014, os níveis caíram em cerca de um terço dos países, principalmente entre os meninos. Entre meninas e adolescentes mais velhos, a pesquisa diz que os níveis de atividade “continuam particularmente baixos.”

Alimentação e pandemia 

A alimentação também é uma preocupação, com a maioria dos jovens não cumprindo as recomendações nutricionais. Cerca de dois em cada três não comem alimentos ricos em nutrientes e um em cada seis consome bebidas açucaradas todos os dias.

Os níveis de sobrepeso e obesidade aumentaram desde 2014 e agora afetam um em cada cinco jovens. Cerca de 20% dos adolescentes se consideram muito gordos, principalmente as meninas.

Segundo o diretor do Programa de Saúde da Criança e do Adolescente da OMS Europa, Martin Weber, o relatório permitirá perceber quais as consequências da pandemia de covid-19. Weber diz que, no próximo estudo, “será possível medir até que ponto o fechamento prolongado da escola e o isolamento social afetaram as interações sociais dos jovens e o seu bem-estar físico e mental”.

O relatório compila extensos dados sobre saúde física, relações sociais e bem-estar mental de mais de 227 mil crianças em idade escolar de 11, 13 e 15 anos de 45 países.

‘Influencers’ deveriam ser responsabilizados se difundirem desinformação

Maio 26, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 14 de maio de 2020.

LUSA

Professor acredita que pessoas que têm muito impacto nas redes sociais devem ser responsabilizadas, mas “legislação atual não prevê isso”.

Os ‘influencers’ deveriam ser responsabilizados no caso de partilharem desinformação, já que os conteúdos que difundem abrangem milhares de pessoas e poderão representar um perigo para a saúde pública, defende o coautor de um estudo sobre desinformação na saúde.

O paradigma da transmissão de informação mudou e já não são apenas os “grandes grupos de media” os “responsáveis e responsabilizáveis pela informação” que é transmitida, explicou à agência Lusa Francisco Goiana da Silva, professor na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e coautor de um estudo que venceu, este ano, o Prémio em Bioética João Lobo Antunes.

‘Influencers’, ‘instagramers’, ‘youtubers’ e ‘bloggers’. Esta é a terminologia utilizada para designar as pessoas que começaram a fazer carreira no mundo digital que surgiu no século XXI e cujo alcance é muito maior do que a generalidade dos órgãos de comunicação social.

Estas pessoas “têm de ser, de alguma forma, responsabilizadas pelo impacto que aquilo que defendem e que apresentam tem nos seus ouvintes ou nos seus seguidores e, neste momento, a legislação atual não prevê isso”, prosseguiu Francisco Goiana da Silva.

O investigador fez um paralelismo entre, “por um lado, uma indústria dos media que é extremamente regulada e, por outro, uma indústria informal”, que tem cada vez mais influência, mas que não tem “qualquer tipo de regulação”.

Francisco Goiana da Silva dá um exemplo prático da necessidade de regulação destes ‘novos difusores de informação’:

“A diretora-geral da Saúde [Graça Freitas] encontra, no Facebook, um ‘influencer’ que tem 100.000 seguidores e que veicula uma informação que é um perigo para a saúde pública. Vimos isto até a acontecer com líderes políticos. A diretora-geral da Saúde encontra isto e, neste momento, não há nenhuma forma formal, um canal estabelecido, através do qual a diretora-geral da Saúde possa notificar que aquela notícia não tem validade científica”, explicou.

O investigador lembrou que um ‘influencer’ é diferente de uma pessoa que apenas está presente nas redes sociais. O número de seguidores é muito superior e “deixa de ser só partilha de opinião” para começar a ser também “gerador de capital” e de rendimento.

Na opinião do especialista, é necessário “haver uma revisão da legislação no sentido de fazer, nada mais, nada menos, do que assumir que estes novos veículos de informação existem e têm de ser responsabilizáveis pela informação que transmitem”.

Contudo, esta responsabilização não pode ser baseada em censura: “Isto nunca pode ser feito à custa da violação do direito à opinião, à expressão.”

Mas a regulação não passa apenas pela responsabilização em relação aos conteúdos que são difundidos.

Para o coautor de “Desinformação e Saúde: Uma Perspetiva Bioética” é necessário criar uma plataforma que reúna os órgãos de comunicação social portugueses, as autoridades sanitárias e os ‘influencers’, para permitir uma verificação correta da informação que é divulgada, podendo impedir, inclusive, que chegue a ser difundida.

Em relação à saúde, “estamos a falar de uma área muito específica”, acrescenta o investigador, considerando que, neste campo, os órgãos de comunicação social não têm o “conhecimento técnico e as bases científicas para saberem o que é correto”, acabando por divulgar notícias que citam estudos que carecem de validação científica.

“Há artigos [científicos] que não devem ser partilhados porque são fracos e podem induzir em erro”, sublinhou, uma vez que isso também é uma formar de propagar desinformação.

Por isso, Francisco Goiana da Silva destaca a necessidade de investir em plataformas nas quais “as entidades técnicas e científicas” possam “dar esse suporte” na exposição de ‘fake news’ sobre saúde e relatórios científicos deficientes.

A combinação destes dois fatores poderá contribuir para um novo tipo de literacia centrada na promoção “do espírito crítico” das pessoas.

“O cidadão já não tem falta de informação. O que tem é informação a mais e falta de capacidade de distinguir o trigo do joio”, realçou, acrescentando que as autoridades nacionais e internacionais deveriam, por isso, “desenvolver ferramentas”, como uma “‘checklist’ muito simples para que qualquer cidadão, independentemente do seu grau de escolaridade, consiga saber o que deve procurar numa notícia antes de partilhar”.

O investigador lembra a necessidade, principalmente durante uma pandemia sobre a qual a comunidade científica ainda sabe pouco, de verificar a fonte das informações antes de partilhar uma possível ‘notícia falsa’, incluindo através do ‘link’ dessa fonte, para saber se remete, de facto, para autoridades oficiais, como, por exemplo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) ou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Alguém que partilha mentiras, torna-se, por associação, mentirosa e, portanto, as pessoas têm de ter muito cuidado e rigor com tudo aquilo que partilham. Podem estar a veicular informação que pode colocar em risco a vida de terceiros”, finalizou.


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