Covid-19: aulas em espaços amplos, com horários desfasados e protecção. As medidas para regresso às escolas na segunda-feira

Maio 15, 2020 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de maio de 2020.

LUSA

O diploma que dita as normas para o regresso às aulas presenciais sublinha que as “disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso”. As aulas presenciais também vão ser retomadas para os alunos do 2.º e 3.º anos dos cursos “de dupla certificação do ensino secundário”.

O diploma que estabelece as medidas excepcionais e temporárias para o regresso das aulas presenciais, na segunda-feira, para o 11.º e 12.º anos, no âmbito da pandemia, foi publicado, na quinta-feira, em Diário da República (DR).

De acordo com o documento, as aulas presenciais também vão ser retomadas para os alunos do 2.º e 3.º anos dos cursos “de dupla certificação do ensino secundário, bem como para os alunos dos cursos artísticos especializados não conferentes de dupla certificação, nas disciplinas que têm oferta de exame final nacional, mantendo-se, sem prejuízo do disposto”, as restantes disciplinas em “regime não presencial”.

O diploma sublinha que as “disciplinas oferecidas em regime presencial são frequentadas por todos os alunos, independentemente das suas opções quanto aos exames que vão realizar enquanto provas de ingresso”.

As aulas presenciais nas “disciplinas de natureza prática e na formação em contexto de trabalho” também poderão decorrer, caso não seja possível leccioná-las de outra maneira, desde que “seja garantido o cumprimento das orientações” da Direcção-Geral da Saúde (DGS), nomeadamente “em matéria de higienização e distanciamento físico”.

“As escolas podem ainda oferecer, no âmbito do ensino secundário, a frequência de disciplinas em regime presencial a alunos provenientes de ofertas educativas não abrangidas pelos números anteriores, quando estas se revelem necessárias para a realização de provas ou exames, com vista à conclusão e certificação do respectivo curso ou acesso ao ensino superior”, prossegue o decreto-lei, acrescentando que compete aos estabelecimentos de ensino assegurar o “apoio presencial necessário” para complementar o trabalho desenvolvido nestas disciplinas.

Em relação aos trabalhadores não docentes, se a escola onde “normalmente exercem funções” estiver temporariamente encerrada, estes funcionários “são recolocados” em estabelecimentos do mesmo agrupamento de escolas.

O desfasamento dos horários escolares e laborais deve utilizar o período compreendido entre as 10h e as 17h e devem as aulas ser feitas, sempre que houver condições para o efeito, em “espaços amplos, como auditórios ou outros espaços”.

Quanto às actividades presenciais de formação profissional desenvolvidas ou promovidas pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), através dos centros de formação profissional de gestão directa, centros de formação profissional de gestão participada ou por entidades formadoras, podem ser retomadas” também a partir de segunda-feira, dia 18, “de forma gradual e com as devidas adaptações, desde que seja assegurado o cumprimento das orientações da DGS”.

Já as instituições científicas e do ensino superior devem “garantir a combinação gradual e efectiva de actividades na presença de estudantes, docentes e investigadores com processos a distância, bem como de teletrabalho, designadamente destinadas a aulas e outras actividades, tais como actividades laboratoriais, realização de estágios e actividades de avaliação de estudantes, entre outras”.

Assim como com as instituições do ensino secundário, devem ser seguidas as orientações de higienização, distanciamento físico e utilização de equipamentos de protecção individual da DGS.

Decreto-Lei n.º 20-H/2020

Participação de Dulce Rocha do IAC no programa “A Tarde é Sua” TVI

Maio 15, 2020 às 11:30 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Participação da Dra. Dulce Rocha, Presidente do IAC no programa “A Tarde é Sua” na TVI de 14 de maio de 2020.

A Dra. Dulce Rocha participou no programa entre os minutos 1.03.50.m – 1.22.40m

Visualizar o programa no link:

https://tviplayer.iol.pt/programa/a-tarde-e-sua/53c6b3883004dc006243ce59/video/5ebd7daf0cf2cd6069ebf3b6

Carro continua a ser o meio preferido para levar os miúdos à escola em Lisboa

Maio 15, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de maio de 2020.

Câmara de Lisboa quer incentivar os estudantes a usar mais os transportes públicos e modos suaves para tirar automóveis da cidade, mas ainda tem um longo caminho pela frente.

Todos os dias há pelo menos 22 mil alunos de Lisboa que se deslocam de carro para a escola. Um inquérito da câmara municipal a mais de metade da população escolar da cidade revela que o automóvel continua a ser o principal meio de transporte em quase todos os níveis de ensino e que os estudantes que vão a pé são praticamente tantos como os que chegam às aulas de transportes públicos.

Realizado em Outubro do ano passado pela segunda vez, o inquérito Mãos ao ar! teve em 2019 mais do triplo das respostas obtidas no ano anterior, permitindo uma leitura dos números mais fiável. Em 2018 tinham respondido 16% dos alunos de Lisboa, no ano passado foram 56,7% — ou seja, 47.141 estudantes.

Destes, quase metade (48,6%) desloca-se de automóvel para a escola e a outra metade divide-se entre os transportes públicos (23,6%) e andar a pé (23,4%). Há ainda uma pequena percentagem de alunos que usam transporte escolar (1,3%), bicicleta (1%), mota (1%) e outros meios, como táxis, Uber ou barcos (1,1%).

Os resultados, que deviam ter sido apresentados por videoconferência esta quarta-feira, o que não aconteceu devido a problemas técnicos, mostram o longo caminho que a Câmara de Lisboa ainda tem de percorrer para atingir o seu objectivo de diminuir o uso do automóvel nas deslocações diárias. Há um ano, na apresentação do Mãos ao ar! de 2018, o vereador da Mobilidade dizia que “as crianças são hoje uma das principais razões pelas quais os pais andam de carro em Lisboa”, o que tem efeitos directos no trânsito e na mobilidade.

Pondo uma lupa sobre os números descobre-se que o carro é o meio de deslocação preponderante nos primeiro e segundo ciclos, perdendo importância daí para a frente, mas a situação difere consoante o tipo de ensino.

Nas escolas privadas, o automóvel é o meio de deslocação mais usado em todos os níveis de escolaridade, dos 81,6% registados no 1.º ciclo até aos 65,6% no Secundário. No ensino público o carro também é o predilecto no primeiro (43,3%) e no segundo (42,4%) ciclos, mas as percentagens são ultrapassadas por outros meios à medida que os alunos vão crescendo. No 3.º ciclo, 32,5% dos estudantes vai a pé para a escola, enquanto 30,9% vai de carro. No Secundário são 23% os que caminham, superando os 22,3% que se deslocam em veículo próprio, mas o autocarro é o meio preferido, escolhido por 31,4% dos estudantes.

É a única vez no inquérito em que a deslocação em autocarro supera não só a percentagem dos estudantes que vão de carro como a dos que vão a pé. De resto, os autocarros (usados por 15,5% dos alunos inquiridos) parecem não convencer estudantes nem do ensino privado nem do ensino público, sendo ultrapassados por larga margem em todos os outros níveis de escolaridade.

De entre os restantes transportes públicos destaca-se o metro, usado por 5,1% dos inquiridos, e o comboio (2,5%). Todos somados (autocarro, eléctrico, comboio e metro), só por duas décimas ultrapassam as deslocações a pé (23,6% contra 23,4%).

O transporte escolar tem um peso quase residual em toda a carreira escolar. No 1.º ciclo representa 2,6% das deslocações e a percentagem vai diminuindo até ao Secundário, com 0,2%, perfazendo uma média total de 1,3%.

Embora o universo de alunos inquiridos tenha grandes variações de freguesia para freguesia, o que aconselha cautela na leitura dos resultados, algumas tendências emergem. No Areeiro, em Santa Maria Maior, em Santo António e São Vicente há mais estudantes a ir para a escola a pé do que de carro. A maior utilização do automóvel verifica-se no Parque das Nações (77,6%) e a menor na Misericórdia (13,1%). Já a freguesia campeã no uso de transporte escolar é Campolide (10,5%), enquanto os alunos do Beato são os que mais usam autocarros (32,8%). O uso da bicicleta situa-se abaixo de 1% em quase todas as freguesias da cidade, mas no Parque das Nações e no Areeiro chega a 3,4%.

No inquérito não se apuraram as razões para os alunos usarem um meio em vez de outro. À semelhança da sondagem de 2018 e do inquérito escocês em que o lisboeta se baseia, os directores de turma perguntavam oralmente aos seus alunos como é que habitualmente se deslocavam para a escola e estes respondiam levantando a mão quando o professor lia a hipótese que lhes assentava melhor.


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