Máscaras: Saiba como ajudar as crianças a ultrapassar o medo

Maio 11, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Kids Marketeer de 23 de abril de 2020.

Para muitas crianças, ver os pais a usarem máscaras de protecção respiratória pode ser assustador, desconcertante ou mesmo motivo para tristeza. Uma das razões para tal acontecer é a capacidade limitada das crianças de reconhecer e ler rostos.

Kang Lee, professor de psicologia aplicada e desenvolvimento humano da Universidade de Toronto, especialista no desenvolvimento de habilidades de reconhecimento facial em crianças, explica melhor esta razão: “Se um adulto usar uma máscara, eu consigo reconhecê-lo pela estrutura do seu rosto, ainda que metade da cara esteja tapada”.

O mesmo não se passa com as crianças. Kang Lee esclarece que as crianças até aos seis anos concentram-se nas características individuais, em vez de reconhecerem a pessoa como um todo. “Por exemplo, prestam atenção ao formato dos olhos ou ao tamanho do nariz.

Vários estudos realizados constataram já que as crianças podem, inclusive, ter dificuldade em reconhecer rostos familiares que estejam parcialmente escondidos, exactamente por alguns recursos de informação (tamanho do nariz, formato da boca) não estarem visíveis e a criança não conseguir ler os sinais emocionais. Esta situação pode revelar-se assustadora ou desconcertante para os mais pequenos.

Para que o seu filho não fique assustado com a máscara, os especialistas aconselham que quando os pais colocarem máscaras, expliquem às crianças a razão de o estarem a fazer. Devem dizer que o estão a fazer para ajudar e proteger as outras pessoas. Transmitir a mensagem de que o uso de máscara é um acto de responsabilidade social e que é tão importante como lavar as mãos. Em alternativa, pode ser explicado às crianças que as máscaras transformam as pessoas em super-heróis porque protegem todas as pessoas dos germes, reforçando a ideia de que a máscara é como a capa dos heróis.

Outro conselho é que o tecido da máscara tenha desenhos divertidos ou a família em casa faça uma máscara para a criança consciencializar-se de que este é um objecto normal. Os pais podem também optar por fazer jogos de interpretação de expressões para retirar o medo; ou seja, toda a família coloca máscaras e depois tentam ler os rostos uns dos outros, através do olhar, para identificar as expressões/emoções que estão a transmitir – se estão a sorrir, por exemplo. Este tipo de actividade retira o factor assustador e insere a máscara como um objecto normal.

Os especialistas aconselham também que os pais estimulem os mais novos a colocarem todas as dúvidas que tiverem sobre o assunto e que a família dialogue, de forma tranquila, sobre todas as experiências e emoções que está a experienciar.

Guarda partilhada pode não ser a opção ideal para algumas crianças – Entrevista de Manuel Coutinho à RTP

Maio 11, 2020 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) à RTP no dia 11 de maio de 2020.

O secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança realça a importância de denunciar os maus tratos a menores e todas as situações de risco.

Manuel Coutinho lembra o perigo que muitas crianças correm no interior das famílias e entende que nem sempre a guarda partilhada de um filho é a melhor opção.

Visualizar a entrevista no link:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/guarda-partilhada-pode-nao-ser-a-opcao-ideal-para-algumas-criancas_v1227771

“Maioria dos crimes contra crianças é na família, mas as pessoas não querem acreditar”, diz Dulce Rocha

Maio 11, 2020 às 11:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Rádio Observador de 10 de maio de 2020 com declarações da Presidente do IAC Dra Dulce Rocha.

“As comissões de proteção não têm o dom da adivinhação. Mas se formos treinados para prestar mais atenção à criança talvez algumas coisas destas se evitem”, diz Dulce Rocha, sobre a morte de Valentina.

Ouvir as declarações da Presidente do IAC Dra Dulce Rocha no link:

https://observador.pt/programas/resposta-pronta/as-comissoes-nao-sao-adivinhas-mas-podem-ser-treinadas-para-evitar-casos-destes-diz-dulce-rocha/?fbclid=IwAR1UtV5fNVCXc6YX0-3CyDNXOgTGYj4NGs1yaTbUq0_jHizmmIxJVoAcDIs

Crianças e jovens escrevem cartas a idosos para combater a solidão

Maio 11, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 28 de abril de 2020.

Ana Lisboa

O projeto da Associação Mais Proximidade Melhor Vida pretende que os idosos se sintam mais acompanhados durante este período de isolamento obrigatório em tempo de pandemia.

“De casa para casa” é o novo projeto da Associação Mais Proximidade Melhor Vida que tem como propósito ajudar a combater a solidão e o isolamento dos idosos na Baixa de Lisboa e na Mouraria, durante este período de confinamento e distanciamento social, até porque os idosos são uma das populações mais vulneráveis ao Coronavírus.

A ideia passa por estabelecer uma comunicação regular, através de cartas, entre crianças e jovens com os idosos apoiados por esta instituição de solidariedade social.

“Achámos que poderia ser interessante este ‘convívio’, esta correspondência entre mais jovens e idosos”, refere Rita Roquette, responsável pelo gabinete de comunicação.

A parceria foi proposta à Associação Escola 31 de Janeiro, assim se chama este estabelecimento escolar localizado na Parede, na linha de Cascais, com o qual existe “uma colaboração muito próxima” já há algum tempo.

O processo é muito simples. “O que estamos a fazer neste momento, os alunos enviam-nos as cartas para o email do projeto que nós criámos. E uma das técnicas está responsável por enviar essas cartas às outras técnicas que depois vão ler as cartas aos idosos. Neste momento é por telefone, por uma questão de restrição, devido à pandemia, porque são pessoas de risco e não vamos às casas”.

Depois, “os idosos ditam-nos as cartas que nós escrevemos e enviamos por email de volta aos alunos. O objetivo, quando depois tudo isto passar, é imprimir as cartas todas e entregar fisicamente essas cartas aos idosos e promover um encontro presencial, quando for possível, entre crianças, jovens e os idosos que participaram no projeto para se conhecerem presencialmente”.

Uma década de trabalho

A Associação Mais Proximidade Melhor Vida é uma instituição de solidariedade social que apoia a população mais idosa residente na Baixa de Lisboa e na Mouraria.

Nasceu há 10 anos, mas foi formalmente constituída em 2014.

A sua missão é “reduzir o impacto da solidão e do isolamento e contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida”.

A equipa técnica da AMPMV, parceiros e um conjunto de 40 voluntários “apoiam atualmente cerca de 120 pessoas, com uma média de 83 anos de idade”. É-lhes oferecido “o acompanhamento necessário, personalizado e adaptável ao contexto de cada uma”.

O que se pretende é “integrar a pessoa na comunidade onde reside, contribuindo para a melhoria do seu bem-estar físico, psicológico e emocional”.

A Associação Mais Proximidade Melhor Vida tem três linhas de atuação: combate à solidão e isolamento que inclui visitas ao domicílio e contactos telefónicos. Há ainda a promoção da saúde e bem-estar, com acompanhamento a consultas e exames médicos. E, por último, proporcionar uma melhor qualidade de vida no domicílio, que pode passar, por exemplo, por pequenas reparações em casa, entre outros serviços.

Em tempo de pandemia, a Associação continua a apoiar os idosos, mas agora limita as visitas ao domicílio da equipa técnica “àquilo que é estritamente urgente”. E, por isso, sublinha Rita Roquette, está a ser “reforçado o contacto telefónico para perceber quais as maiores necessidades que os idosos têm”.


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