Há tinta permanente na Internet: dicas para pais e professores

Abril 21, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Marco Bento publicado no Público de 14 de abril de 2020.

Talvez este momento de isolamento social, seja, curiosamente, o mesmo momento de constatação que o digital é aquele que une.

O 3.º período já se iniciou, não com aulas presenciais, mas num modelo para o qual ainda se procura nome, tal a multiplicidade de formatos e variáveis. Quer seja mais um Ensino a Distância de Emergência, um Ensino Remoto ou até um Ensino Doméstico, a sociedade e a opinião pública já o definiu, como Ensino a Distância!

É este o contexto que deixa pais e professores submersos em preocupações, que afectam as suas vidas e, principalmente, a dos seus filhos ou alunos.

É fundamental manter nas crianças um sentido de normalidade com rotinas, mantê-las envolvidas na aprendizagem em casa, sabendo que uma “escola” parca e pouco fluida em desenhos e cenários de aprendizagem com o digital é a que está esboçada num cavalete pouco seguro, até ao final do ano lectivo.

Além disso, é importante lembrar que, para uma criança, o brincar sempre foi e é uma excelente forma de aprender. Porém, a “escola” presencial e a distância, teima em não introduzir e, em muitos casos, retirar a ludicidade da Educação. O tempo para brincar, aprender a brincar e brincar a aprender é algo de muito sério, não deveria ser relativizado, enquanto apenas o que se discute, essencialmente, são testes e exames, o que mais se discute são avaliações de resultados e na realidade vamos deixando de discutir os processos (alguma vez se discutiram?)… E este é um tempo em que a avaliação de processos deve e tem de ser pensada numa discussão séria.

Em casa, os pais tentam assegurar que a aprendizagem acontece nas melhores condições possíveis, que decorrem actividades para o entretenimento e para, no fundo, coabitarem. Assim, existem alguns aspectos ou sugestões que podem ajudar.

Manter uma rotina é, absolutamente, essencial e como tal poderá ser criada uma programação diária com os filhos, que pode incluir as actividades relacionadas com matemática do quotidiano, com a leitura, ciências experimentais, entre várias actividades que se podem interligar com disciplinas escolares.

Mas é, sobretudo, no plano de outras actividades, que podem e devem ser da escolha dos filhos, rotativas nos dias ou nas semanas, como o desenho, a colagem, a pintura, a dramatização, o faz de conta, a construção, a culinária, exercício físico, tarefas domésticas, o canto ou a dança, entre tantas outras… Este plano não tem que estar controlado como um horário escolar e ao som do toque de uma campainha, mas é um apoio e, se for desenhado em família, responsabiliza cada um dos membros da mesma, criando objectivos e actividades comuns.

Este plano torna-se ainda mais importante à medida que recebem os cronogramas excessivos, de aulas online síncronas que as escolas programaram, a grelha da RTP Memória ou as tarefas assíncronas de imensos trabalhos para os alunos realizarem com o apoio dos pais. Nessa altura, cada casa e família assemelham-se a um departamento curricular a lutar pelos seus horários e fazer valer as tarefas que têm maior ou menor valorização… que haja, o bom senso, de nesse mapa manter sempre espaço livre para não se fazer absolutamente nada.

Se os seus filhos forem mais velhos, converse honestamente com eles sobre o seu cronograma, mostre a sua disponibilidade para estar com eles, podendo estabelecer um sistema de créditos, em que determinadas tarefas ganham créditos para a realização de outras.

As notícias são também muito importantes, mas com os filhos, se por um lado devem inspirar a sua leitura e interpretação, por outro devem limitar as diversas notícias assustadoras que lhes trazem apenas pânico e ansiedade (principalmente nas crianças mais pequenas). Lembrem os filhos que estarão sempre seguros, cumprindo todas as normas de segurança e questionando sobre como se sentem. Muitas das vezes, por que não provocar actividades de desenho ou de escrita sobre este tema, com diários de quarentena em texto, desenho ou fotografia, dão excelentes portefólios que poderiam ser aferidos em processos de aprendizagem e reflexão.

Embora saibamos que este é um tempo de incertezas, também o é de algumas certezas e, para quem está com os seus filhos, num regime alucinante de teletrabalho, em que se tornam actores de multitarefas, lembrem-se que é um tempo e oportunidade de “estar” em família.

Em nenhum momento deste século, tantos pais e mães tiveram a oportunidade de acompanhar de forma detalhada como os filhos estão a crescer, a progredir e do que estão a precisar. Conseguem, neste tempo, ter mais informações para estabelecer uma melhor parceria, também esta, com os professores e apoiar estes alunos de uma forma bem mais holística. Façam jogos, revejam fotografias, escrevam histórias a várias mãos, inventem letras e músicas, preparem refeições em conjunto, aprendam a divertir-se.

Também é evidente que muitos estão a ter dois ou mais empregos integrais, e todos com o mesmo horário em simultâneo, pelo que é necessário admitir erros e permitir o espaço para que estes aconteçam. Nesta nova ambientação é preciso reservar intervalos com maior frequência, de forma a brincar com os seus filhos ou fazer um lanche mais divertido, mas também a quebrar os ciclos em frente aos inúmeros ecrãs que, por serem mais frequentes, exigem mais pausas.

Enquanto pais, com filhos que estudam em casa, devem salvaguardar, neste 3.º período, a organização do estudo, considerando os roteiros enviados pela escola, assim como o cumprimento de tarefas e de prazos para as mesmas. Também o espaço onde decorrerão as diversas actividades de estudo, sejam estas síncronas ou assíncronas, deve ser redefinido, considerando um local com boa luz natural e, se estiver a trabalhar com dispositivos digitais, que seja onde o aluno esteja bem visível na câmara web, evitando a contraluz, objectos e cenários distractivos, mas também que o áudio seja perceptível para todos, evitando ecos, passagem de outras pessoas e, se possível, o uso de auriculares.

Ora, é exactamente este o momento em que os pais, professores, filhos e alunos deste país se encontram mais expostos ao fenómeno da Internet. Talvez este momento de isolamento social, seja, curiosamente, o mesmo momento de constatação que o digital, já apontado por muitos pais e professores, como elemento que distancia e afasta as pessoas, é agora aquele que as une.

Mas, porque o 3.º período começou, não podemos esquecer, e para muitos convém lembrar, que estamos online com menores de idade e há cuidados e erros que se tornarão irreversíveis, ou não estejamos nós a fazer todos os registos na Internet, com tinta permanente, que nunca mais se apagam!

Como tal, existem alguns cuidados relacionados com a segurança online que pais, professores, filhos e alunos têm de ter consciência, sob pena de se cometerem erros irreversíveis.

Se numa saída à rua, enquanto passeava pelo jardim surgisse um estranho a interpelar o vosso filho ou aluno e lhe perguntasse o nome, a morada, com quem mora, quem são os amigos, pedindo se lhe fornece os contactos dos mesmos, quais os lugares preferidos que frequenta, os objectos que tem, que livros lê, o número de cartão de cidadão, o número de telemóvel… responderia? Possivelmente, não! Aliás, acharia aquele número de questões avassalador e fugiria. Ainda assim, muitos estranhos oferecem algo em troca, um chocolate, talvez! Aceitaria? Possivelmente, não! Nem todos os estranhos abordam, outros estão apenas à espreita, a vigiar todas as conversas e partilhas.

Se num ambiente presencial, a atitude de desconfiança seria a primeira a adoptar, porque é que num ambiente online partilham um conjunto de informações privadas, quando muitas das questões não são directas, mas subliminares e, assustadoramente, ou não, nem as precisam de fazer, porque as respostas são oferecidas nas publicações que fazem?

Se pensarmos que estão a decorrer aulas online, com vídeos e imagens de menores a exporem a sua casa, a sua vida, o seu pensamento, os seus bens, a sua intimidade enquanto cidadão, que privacidade está desenhada para estes cenários de estudo em casa? E os pais, quantas publicações de fotografias dos seus filhos menores a realizarem um sem número de actividades e aulas, também estão a expor, sem que estes tenham tido qualquer papel decisivo na pegada digital que lhes estão a criar?

Reitero, que neste 3.º período, assuma sempre que na Internet não existe segurança e privacidade absoluta e considere as seguintes dicas:

  • Ter bom senso na postura online: o que publicar, prever cenários, prever perigos, prever monitorização, comunicar com respeito.
  • Não partilhar fotografias ou vídeos pessoais e com informações privadas (se o fizer tem de ter critério, evitar imagens dos seus filhos menores, as situações de constrangimento, locais, objectos e vestuário que os identifica).
  • Não partilhar informações seguras num chat, como as passwords ou outras informações pessoais.
  • Nunca clicar em links que não conhece (não há ofertas gratuitas).
  • Ter atenção que muitos registos em aplicações e jogos online são formas de “entrar” no seu computador para obter informações.
  • Terminar as sessões nas plataformas educativas ou e-mails usados.
  • Usar a navegação anónima para controlar a pegada digital.
  • Nesta fase, ter uma atenção redobrada com as compras online.
  • Evitar abrir links de redes sociais (como correntes, postais).
  • Ter o cuidado de perceber com quem conversa online, garantindo que está com quem o diz ser.
  • Usar as configurações de privacidade das redes sociais.
  • Respeitar os direitos de autor do que partilha.
  • Referenciar as consultas de informação online (website, autor e data de onde retirou a informação).
  • Definir uma “Netiqueta” online com o seu filho ou aluno.

Acima de tudo, sejam pais ou professores, dêem o exemplo aos vossos filhos ou alunos, logo a começar nas diversas videoconferências que decorrem e todos vos estão a entrar em casa, pela janela do computador. Será que permitiriam que olhassem tudo o que estão a mostrar? Têm a consciência que qualquer conteúdo (fotografia ou vídeo) que gravam e publicam dos vossos filhos ou que exigem aos vossos alunos será exposição em demasia, sem que vos tenham autorizado a isso? Tenham bom senso na partilha de privacidade e suspeitem de pessoas ou instituições. Se têm cuidado e se se protegem na rua, porque não o fazem virtualmente?

O que faz e escreve na Internet nunca será a lápis (embora alguns julguem que sim), é sempre com tinta permanente, nunca mais se apaga!

Coordenador do projecto SUPERTABi, investigador e consultor pedagógico, direcção pedagógica Colégio Santa Eulália

Em tempos de covid-19, isolamento pode aumentar casos de cyberbullying, alertam psicólogos

Abril 21, 2020 às 5:05 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de abril de 2020.

No Dia Nacional de Sensibilização para o Cyberbullying, a Ordem dos Psicólogos Portugueses lança recomendações para jovens e pais.

Hugo Moreira

O período de isolamento obriga os mais jovens a utilizar com maior frequência a Internet para trabalhos escolares, entretenimento e socialização. Embora o mundo digital permita quebrar algumas barreiras físicas, acarreta também riscos. “Com o aumento da presença dos ecrãs, a tendência é para que aumentem os casos de cyberbullying”, alerta Raquel Raimundo, presidente da Delegação Regional do Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses, acrescentando que, em tempos de confinamento, verifica-se um aumento de casos e a “passagem de situações de bullying presencial para cyberbullying”. “A distância não tem inibido essas práticas”, remata a psicóloga, “antes pelo contrário”.

No Dia Nacional de Sensibilização para o Cyberbullying, a Ordem de Psicólogos Portugueses (OPP) ajuda a explicar aos jovens, pais e professores quais os perigos a enfrentar e lança recomendações para uma maior segurança online.

O que é o cyberbullying?

Da adaptação do bullying às novas tecnologias, surge o cyberbullying, descrito pela OPP como “o uso da tecnologia para assediar, ameaçar, provocar ou embaraçar alguém de forma repetitiva e intencional”. Particularmente nefasto pela dificuldade em encontrar quem o pratica e do facto das barreiras físicas não se aplicarem, traduz-se, por exemplo, em “enviar mensagens cruéis, fazer um post insultando alguém, criar uma página falsa ou publicar uma imagem ou um vídeo desrespeitoso nas redes sociais”. Isto significa que “um cyberbullie pode incomodar alguém 24 horas por dia, garantindo que nenhum lugar (nem a casa) é seguro, humilhando alguém perante centenas de testemunhas e sem sequer revelar a sua verdadeira identidade”, lembram os psicólogos.

O problema pode afectar qualquer um: “a própria Unicef, que se normalmente vemos dedicada a outas questões, publicou um estudo no ano passado em que refere que um terço das crianças de cerca de 30 países já foi vítima destas agressões”, lembra Raquel Raimundo.

cyberbullying não deve ser tomado de ânimo leve pelos pais, cuidadores e professores. A OPP lembra que as vítimas podem “desenvolver problemas de saúde psicológica, como a ansiedade e a depressão, tendo sido reportados em situações limite casos de suicídio”. Assim, é fundamental que estes adultos “conheçam e se envolvam no mundo digital”, percebendo que “a partir do momento em que a criança ou adolescente tem um telemóvel/computador/tablet está em risco”.

Recomendações para maior segurança online

A consciencialização dos riscos associados à Internet é a primeira recomendação deixada por Raquel Raimundo. A maioria dos conselhos deve ser tido em conta não só por jovens, mas também por todos os utilizadores da Internet em geral. Não divulgar passwords, não abrir mensagens não identificadas ou não fazer log-out das contas, sobretudo em dispositivos partilhados, são algumas das formas de minimizar riscos online.

Aos jovens é também recomendado que pensem bem antes de fazerem publicações. “Pensa que quem te quiser ferir ou prejudicar pode usar essas imagens para te chantagear ou humilhar”, lembra a OPP. Pesquisar o próprio nome num motor de busca pode ajudar a revelar conteúdos que os utilizadores não se recordem que tinham online, exemplifica Raquel Raimundo.

Numa primeira instância, o guia lembra aos pais que ensinar os mais jovens a lidar com situações problemáticas e superar obstáculos pode ajudar as vítimas a lidarem melhor com a situação, fazer com que as testemunhas denunciem os casos ou até diminuir o número de potenciais agressores por não sentirem a necessidade de “descarregar nos outros”. Aos pais e cuidadores recomenda-se também que aproveitem as funcionalidades de segurança e privacidade dos dispositivos e redes sociais. Por outro lado, os diálogos frequentes e o respeito pela privacidade dos mais jovens ajudam a não haver quebra de confiança.

Ainda assim, a OPP alerta que “a maior parte das crianças e adolescentes vítimas de cyberbullying não denuncia a situação” por medo ou embaraço. E enumera alguns sinais de alerta, como:

  • Mostrar-se aborrecido ou perturbado durante ou após a utilização do telemóvel/computador/tablet;
  • Mostrar-se triste, ansioso, preocupado ou alheado da realidade;
  • Fazer da sua vida digital um segredo ou tentar protegê-la a todo o custo;
  • Minimizar “janelas” na presença do adulto, pedir ajuda para eliminar contas ou bloquear amigos;
  • Isolar-se e evitar a família, os amigos ou as actividades habituais;
  • Recusar assistir às aulas à distância ou participar em situações de grupo;
  • Diminuição do rendimento escolar ou aparente aumento do número de horas de estudo, sem grandes melhorias de resultados;
  • Mostrar-se zangado e descontrolado;
  • Mudanças de humor, comportamento, sono ou apetite, sem justificação aparente;
  • Parar de usar o telemóvel/computador/tablet;
  • Mostrar-se nervoso e ansioso sempre que surge uma nova mensagem;
  • Evitar discussões sobre o uso do telemóvel/computador/tablet.
  • O que fazer em casos de cyberbullying

Ignorar, caso seja um incidente isolado, pode ajudar a não estimular o agressor. Contudo, caso seja persistente, a OPP sugere que a situação seja denunciada: “O teu silêncio pode permitir ao cyberbullie tornar-se cada vez mais violento.” Se o bloqueio e a denúncia através dos sistemas instaurados pelas diversas redes sociais não funcionar, deve-se recolher provas através de capturas de ecrã ou fotografias e, caso se suspeite o risco da segurança, devem ser contactadas as autoridades. Os psicólogos lembram que a ajuda de colegas pode ser essencial na denuncia de casos e apoio às vítimas destes ataques.

Já os pais devem levar as ameaças a sério, mas tentar controlar as emoções e evitar reagir de forma impulsiva. É essencial garantir ao jovem que a culpa não é dele e lembrar que pode acontecer a qualquer pessoa, afirma o guia. Também os pais devem ajudar a recolher provas e pedir a colaboração da escola, pois o agressor e a vítima podem frequentar a mesma, ou das autoridades. Há também instituições, como a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, que dispõem de linhas de apoio específicas para casos destes.

E se o jovem for um cyberbullie?

“Há a tendência para pensar que os agressores são sempre os filhos dos outros”, assume a psicóloga Raquel Raimundo. No entanto, é preciso assumir o problema e perceber que “é o comportamento que é reprovável e é sobre ele que se deve agir, não sobre a criança”. É importante perceber o que desencadeou esses comportamentos e discutir com o jovem o impacto negativo que tem.

Os pais, nestas circunstâncias, devem definir “controlos parentais rígidos em todas as plataformas digitais” e recordar que “o uso das plataformas digitais é um privilégio”. Além disso, devem partilhar as suas preocupações com a escola ou com profissionais como os psicólogos.

Professores são fundamentais na prevenção

Os professores podem estar na linha da frente no combate ao cyberbullying e devem manter-se atentos a sinais de alarme e adoptar estratégias de prevenção. Sobretudo em altura de isolamento, os docentes devem promover a discussão do tema.

“O professor não deve demitir-se do seu papel, adoptando uma política clara e inequívoca de que este tipo de comportamento não será tolerado, dentro ou fora do período de isolamento”, recorda o documento da OPP.

Prestar atenção às interacções entre os alunos e intervir directamente nos casos de agressão, procurando ajuda do psicólogo escolar ou membros da direcção da escola são outras das recomendações dadas aos docentes.

O Instituto de Apoio à Criança pode ajudar com:

Linha SOS-Criança 116111

Whatsapp 913069404

CHAT: http://soscrianca.ajudaonline.com.pt

Estudar em tempo de pandemia : Guia para pais e cuidadores – Ordem dos Psicólogos

Abril 21, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Descarregar o guia no link:

Click to access covid_19_estudar_em_tempo_de_pandemia.pdf

Abril Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância – Crianças e Famílias ON Campanha do SNS

Abril 21, 2020 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais cartazes no link:

Brinca em Casa

Abril 21, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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