Capacidade de intervenção em casos de risco de menores está diminuída – declarações de Manuel Coutinho do IAC à RTP

Abril 2, 2020 às 4:47 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Declarações do Dr.° Manuel Coutinho, Secretário-Geral do IAC à RTP no dia 1 de abril.

Visualizar o vídeo no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/capacidade-de-intervencao-em-casos-de-risco-de-menores-esta-diminuida_v1217347

“Vizinhos, estejam atentos.” Risco de maus-tratos às crianças aumenta durante confinamento – declarações de Dulce Rocha à TSF

Abril 2, 2020 às 3:06 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Só os casos urgentes estão a receber visitas domiciliárias para proteção das crianças (Rui Manuel Fonseca / Global Imagens)© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Notícia e imagem da TSF de 1 de abril de 2020 com declarações da Presidente do IAC Dra Dulce Rocha.

Por Rita Carvalho Pereira*

Abril é o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Mas, nesta altura, são muitos os menores em risco acrescido, por estarem em confinamento doméstico com os potenciais agressores, 

m tempos de confinamento domiciliário devido à pandemia de Covid-19, as comissões de proteção de crianças e jovens limitaram as visitas ao domicílio das crianças em risco para os casos estritamente urgentes e necessários. Os especialistas alertam, no entanto, que a ansiedade do isolamento pode estar a desestabilizar situações familiares já frágeis e colocar as crianças em maior risco. 

A presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Rosário Farmhouse, esclarece que também os técnicos das comissões de proteção de menores estão em teletrabalho, garantindo a presença física, de forma rotativa, apenas nos casos urgentes. 

Em declarações ao jornal Público , Rosário Farmhouse admite que, na situação de confinamento domiciliário que se vive, pode aumentar o risco para as crianças mais desprotegidas, que se veem sem as escolas, agora encerradas, enquanto rede de segurança. 

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens garante, no entanto, que os técnicos estão atentos e vigilantes. 

Também os tribunais de família e menores, que têm em mãos os casos mais graves de fragilidade das crianças, não estão a realizar visitas de rotina. 

O Conselho Superior da Magistratura adianta ao Público que as equipas multidisciplinares também só estarão presentes em casos que exijam uma intervenção imediata. 

Ouvida pela TSF, Dulce Rocha, presidente do Instituto de Apoio à Criança, admite que os riscos para as crianças são agravados nesta altura. 

“A violência não começa por causa do confinamento, já lá está, mas pode agravar-se. A casa nem para todos nós é um lugar de segurança. Para algumas crianças, a casa é mesmo o lugar mais perigoso”, alerta Dulce Rocha. 

Lembrando que os maus-tratos são transversais – “não acontecem apenas nas classes mais humildes”, a presidente do Instituto de Apoio à Criança pede aos vizinhos que estejam “mais atentos” e que denunciem os casos de violência contra menores através da linha SOS Criança (através do número 116 111). 

Governo garante que vigilância está assegurada 

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, afirma que a vigilância não está comprometida e que estão a ser privilegiados os contactos por chamadas telefónicas e videochamadas junto das famílias – uma forma de comunicação sobre a qual a Ordem dos Psicólogos manifesta sérias reservas, apontando a falta de privacidade das crianças. 

A ministra sublinha que as escolas e as juntas de freguesia têm sido um recurso importante no acompanhamento destes casos e que as equipas estão preparadas para intervir presencialmente de forma imediata, se necessário. 

*com Paula Dias e Cristina Lai Men 

Ouvir as declarações da Drª Dulce Rocha no link:

https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/vizinhos-estejam-atentos-risco-de-maus-tratos-as-criancas-aumenta-durante-confinamento-12014342.html

Zebedeu – Um Príncipe no Hospital

Abril 2, 2020 às 1:12 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Zebedeu_completo

Covid – 19 : Instituto de Apoio à Criança alerta para elo mais fraco em período de isolamento

Abril 2, 2020 às 10:15 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A notícia contém declarações do Dr.° Manuel Coutinho, Secretário-Geral do IAC.

Notícia e imagem da Saúde Mais TV de 1 de abril de 2020.

O Instituto de Apoio à Criança alerta que, num período de confinamento devido à pandemia covid-19, as crianças são o elo mais fraco, apelando para o uso da linha SOS criança 116 111 em caso de situações de risco.

“Através da nossa linha SOS Criança 116 111 ou do whatsapp com o número 913069404 estamos disponíveis para conversar com a criança sobre todas as situações, seja sobre o covid-19, da escola, como também sobre situações de conflito e de maus-tratos na família”, disse em declarações à agência Lusa Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

As crianças, acrescentou, são sempre os elos mais fracos nestas situações e a comunidade deve estar em alerta.

“Se perceberem que há situações de crianças que possam estar a ser vítimas de alguma forma de pressão ou mau trato também podem e devem denunciar à linha 116 111”, frisou.

A linha SOS Criança 116 111 é um serviço gratuito, anónimo e confidencial, de apoio às crianças, jovens, famílias, profissionais e comunidade.

Este serviço tem como objetivo dar apoio à criança, principalmente à criança em risco, maltratada e/ou abusada sexualmente, com conflitos com os pais, que se sente rejeitada ou tem ideação suicida, procurando encontrar soluções para estas situações.

Segundo Manuel Coutinho, a questão do confinamento sem termo à vista a que as crianças e jovens estão sujeitos é uma situação que do ponto de vista social e emocional preocupa bastante o Instituto de Apoio à Criança, porque “há muitas crianças e jovens que dentro das famílias não têm a melhor qualidade de vida que deviam ter”.

“As famílias quando estão muito próximas ficam por vezes também muito tensas e a questão da violência doméstica está muito presente hoje. Sabemos que há quadros de alcoolismo muito preocupantes que estão por detrás de situações de violência doméstica, assim como casos de personalidades antissociais ou com perturbações psiquiátricas”, disse.

Também hoje a presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens alertou para a necessidade de a sociedade estar em alerta para os maus-tratos, num momento em que a parentalidade é exercida fechada em casa.

“Serei o que me deres… que seja amor”, é o lema da campanha da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens para o mês de abril, Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, e convida a sociedade em geral para que, no dia 30 de abril, dê visibilidade à iniciativa colocando um laço azul à janela, num momento em que Portugal enfrenta a pandemia do novo coronavírus.

“Num período em que estamos a exercer uma parentalidade fechada em casa, é ainda mais importante chamar à atenção para as marcas que os maus-tratos deixam na vida das crianças e jovens, a curto, médio e longo prazo”, refere Rosário Farmhouse na sua mensagem.

A presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens defende que é importante estabelecer mecanismos alternativos para garantir que o seu bem-estar seja sempre acompanhado e verificado, mesmo perante todas as restrições que Portugal está a viver.

“Para aquelas que são mais frágeis e que, por vezes, não têm condições para cuidar de forma saudável das suas crianças, o Sistema de Promoção e Proteção português, está particularmente empenhado e atento a quaisquer situações de perigo que possam surgir”, garante.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

Carta aos pais separados ou divorciados durante a pandemia

Abril 2, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de publicado no Público de 23 de março de 2020.

A forma como os pais separados ou divorciados se relacionarem um com o outro, durante esta crise, será crucial para o bem-estar dos filhos num momento muito crítico para eles.

No contexto de pandemia covid-19, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Ministério da Saúde, informaram no dia 14 de Março que “entrámos numa fase de crescimento exponencial da epidemia” e “é muito importante que todos colaborem nas medidas de contenção” para se tentar travar a propagação da doença. A DGS refere que “o isolamento social é uma prática para ser levada a sério”. Desde o dia 16 de março 2020, e pelo menos até 9 abril (altura que o Governo volta a avaliar a situação), todas as escolas vão estar fechadas e os nossos filhos vão ficar em casa. Através da Resolução do Conselho de Ministros, no dia 18 de março de 2020, foi decretado o estado de emergência em Portugal, para prevenir e conter a propagação do vírus.

“Estabelecer que, durante o período em que durar o estado de emergência, os cidadãos só podem circular na via pública para algum dos seguintes propósitos (…) g) Deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente” (Resolução do Conselho de Ministros no dia 18 de março de 2020).

Existem muitas informações, opiniões e conselhos a circular, por vezes contraditórios, que em vez de tranquilizarem os pais provocam-lhes uma enorme insegurança. É fundamental que os pais estejam bem informados para poderem falar e explicar aos filhos o que se está a passar, mas para isso devem previamente colher informações seguras, de fontes credíveis, como é o caso dos sítios da Direção Geral de Saúde (www.dgs.pt) e da Organização Mundial de Saúde (www.who.int).

Esta situação de crise representa um momento de elevada exigência, em termos de adaptação social e psicológica dos diferentes elementos da família. A forma como os pais separados ou divorciados se relacionarem um com o outro, durante esta crise, será crucial para o bem-estar dos filhos num momento muito crítico para eles.

É fundamental que, embora afastados pela necessidade de isolamento social, ambos os pais continuem a assumir as suas funções educativas e a participar nas diversas atividades do dia-a-dia dos seus filhos, promovendo, desta forma, a sua segurança, assegurando-lhes que tudo correrá bem neste período.

A coparentalidade e o envolvimento empenhado dos pais nestas situações de risco, devem ser exercidas em prol da sua aproximação para uma tomada conjunta de decisões e sua cooperação, que assegurem a sua consistência, apoio recíproco, e a divisão de responsabilidades, de forma a e serem os primeiros protetores dos filhos que partilham.Muitos filhos, nesta fase, estão com medos a que os pais devem estar atentos. Este sofrimento pode ser diminuído, se as medidas forem tomadas em sintonia entre os pais, se forem bem orientadas, assegurando que, ao longo desta crise, as crianças viverão num clima de confiança, favorecedor do seu equilíbrio emocional. Neste momento, é essencial que os pais divorciados ou separados deixem de lado todos os desacordos e pensem na saúde e proteção dos filhos, dos familiares e dos amigos. A forma como os pais agem condiciona não só a forma como as crianças vão lidar com as situações de imediato, mas também a forma como ao longo da vida lidarão com outras semelhantes.

Na minha experiência de consulta em psicologia, tenho acompanhado inúmeras situações em que as mães e os pais separados ou divorciados não têm a oportunidade de partilhar informações e decisões inerentes às suas responsabilidades parentais sobre os seus filhos, isso cria verdadeiras situações de desespero e de reforço do sentimento de incapacidade de acompanhamento das medidas de saúde dos filhos por parte outros pais: “Estou muito angustiado… não sei nada dos meus filhos” é uma expressão que escutamos frequentemente.

Também tive já a oportunidade de acompanhar uma situação em que o pai e a mãe separados decidiram, nesta situação de crise, voltar a juntar-se na mesma casa para criar melhores condições de se apoiar e poderem estar ambos junto dos filhos. Recebi de um deles a informação: “Estamos em minha casa, estamos a apoiar-nos”. Noutra situação, em total concordância de ambos, ficou um dos pais com os filhos, e o outro numa situação mais afastada, mas de apoio e comunicação constante e securizante: “Decidimos em conjunto que neste momento era melhor ficarem com o pai, porque eu continuo a trabalhar no hospital.”

O dia a dia dos filhos, mesmo separados do pai/mãe, carece de acompanhamento de ambos. O pai/mãe que não estiver com os filhos deverá ser informado diariamente de como o outro está a gerir as rotinas dos filhos, bem como o primeiro deve aceitar as ajudas que necessita do outro (por exemplo, levar comida, medicamentos) para evitar que os pais que tenham de permanecer em casa sejam obrigados a sair muitas vezes.

Acabando os condicionalismos do período decretado de isolamento social com um dos pais, os filhos deveriam passar estar na casa do outro pai/mãe, retomando rapidamente as rotinas de partilha anteriores. Neste caso, os filhos podem ser compensados com um período maior de permanência com o pai/mãe com quem estiveram privados de conviver.

Os filhos que estão separados dos pais podem combinar diariamente fazer videochamada, para se verem, conversarem e partilharem rotinas do seu dia-a-dia ou telefonemas.

Em acordo e cooperação sobre a organização da vida dos seus filhos durante o estado de emergência, os pais separados ou divorciados estarão a dar um contributo inestimável para a prevenção da propagação do vírus e para o bem-estar dos seus filhos.

Psicóloga e terapeuta familiar


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