Escola Virtual gratuita para alunos e professores da Porto Editora

Março 23, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Durante esta pausa letiva forçada, os conteúdos educativos digitais da Escola Virtual estão disponíveis gratuitamente para todos os alunos e professores, do 1.º ao 12.º anos de escolaridade.

A plataforma permite criar turmas, organizar aulas, partilhar conteúdos existentes e personalizados, propor exercícios e monitorizar o trabalho dos alunos através da atribuição de tarefas.

A equipa da EV está disponível para acompanhar alunos, professores e encarregados de educação.

Os tempos exigem o melhor de nós. Juntos, vamos conseguir superar as dificuldades. Bom estudo!

Aceda aqui: https://bit.ly/2ILAhZ8

Como ajudar as crianças a atravessar esta crise (inspire-se no filme “A Vida é Bela”)

Março 23, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Texto de Rute Agulhas publicado no DN Life de 15 de março de 2020.

Vivemos uma situação difícil que, naturalmente, gera um aumento de ansiedade em todos nós, adultos ou crianças. Saber lidar adequadamente com esta ansiedade pode fazer a diferença entre seguirmos o caminho da patologia e da doença ou, pelo contrário, o caminho da aprendizagem e da mudança. Podemos aprender e crescer com esta crise, se a soubermos gerir.

Enquanto adultos, pais, avós ou outros, o que podemos fazer para que os nossos filhos atravessem esta crise com estabilidade, segurança e saúde mental? A que sinais de alerta devemos estar atentos?

Os pais são os principais modelos das crianças. Logo, a forma como os pais se ajustam é determinante no processo de ajustamento dos seus filhos. Pais alarmados e em pânico apenas contribuem para filhos ansiosos, podendo surgir medos diversos, alterações nos padrões de sono ou alimentação, birras, aumento de agressividade, chichis na cama, entre outras perturbações. No outro extremo, pais descuidados que desvalorizam a gravidade da situação e adoptam comportamentos irresponsáveis geram filhos igualmente descuidados e necessariamente desprotegidos, colocando-se a si mesmos e aos outros numa situação de perigo.

As crianças mais novas (idade pré-escolar), não têm ainda capacidade cognitiva nem maturidade emocional para compreender verdadeiramente o que se passa. Apresentam um pensamento mágico e elevada autocentração, que pode gerar sentimentos de culpa pelas alterações que vivenciam. Podem ainda acreditar que a morte é reversível, tal como acontece nos desenhos animados (morrem e levantam-se logo de seguida).

Os pais devem dar uma explicação simples e adequada à sua idade, salientando que não têm qualquer responsabilidade pelo que está a acontecer. As rotinas devem ser mantidas na medida do possível, o que potencia sentimentos de segurança e previsibilidade. Todas as alterações no quotidiano devem ser previamente explicadas, de forma a criar uma sensação de maior controlo. Dediquem mais tempo ao brincar, que ajuda a diminuir a ansiedade e a elaborar as preocupações.

As crianças em idade escolar apresentam maior capacidade de compreensão e de descentração. Se, por um lado, estas competências facilitam o entendimento do que se passa, por outro, uma maior capacidade empática (em colocar-se no lugar do outro) pode gerar mais angústia e sofrimento. A noção de imprevisibilidade e irreversibilidade da morte (pode acontecer a qualquer pessoa, a qualquer momento e não pode ser invertida) começam a ser adquiridas, o que pode aumentar o medo e a ansiedade. Podem ainda surgir enviesamentos cognitivos e reacções de alarme (“vamos todos morrer”, “o mundo vai acabar”).

Os pais devem explicar com tranquilidade o que se passa, sem alarmismos. O acesso à informação (p. ex., através da televisão) deve ser controlado e acompanhado, para que conteúdos mais difíceis de compreender possam desde logo ser explicados. Manter as rotinas possíveis, brincar e relaxar são palavras de ordem.

Com os adolescentes, as questões que se colocam são outras. Têm capacidade cognitiva para apreender e processar a informação de que dispõem. No entanto, revelam maior autocentração e, frequentemente, sentimentos de grandiosidade e invulnerabilidade, necessidade em testar os limites, procura de prazer imediato e de novas sensações, tendência para a oposição, desafio das normas e impulsividade. São características típicas desta fase de desenvolvimento que, num contexto de crise, podem potenciar comportamentos perigosos e que comprometem a sua protecção e a dos outros. Sentem-se quase super-heróis, destemidos e invencíveis, capazes de enfrentar tudo e todos. E não será um vírus minúsculo que irá derrotá-los.

Os pais devem conversar de forma clara e honesta, definindo os limites com sensibilidade, mas acima de tudo, com firmeza. Definirem aquilo que podem e não podem fazer, sem margem para negociações ou cedências. Compreendemos que sair e estar com os amigos é o que os adolescentes mais valorizam, mas é chegada a hora de adiar o prazer e tolerar a frustração. Deem uso às tecnologias de que tanto gostam (com moderação) e interajam à distância.

Regras básicas para ajudar as crianças a lidar com o stress:

  • Dê doses extra de atenção e carinho
  • Seja paciente com as eventuais alterações de humor ou comportamento
  • Escute as preocupações e responda de uma forma adequada e honesta
  • Brinquem juntos
  • Relaxem juntos
  • Promova o contacto (ainda que à distância) com familiares e amigos
  • Limite o tempo despendido em jogos digitais
  • Riam (o humor é um excelente mecanismo para lidar com o stress)
  • Mexam-se! Mesmo dentro de casa é possível fazer exercício físico
  • Mantenham uma alimentação saudável

Ubbu oferece aulas de programação à distância para escolas

Março 23, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 16 de março de 2020.

A iniciativa destina-se a todas as escolas, independentemente de já serem utilizadores da plataforma.

A Ubbu, uma plataforma portuguesa para pôr crianças a programar criada pela Academia de Código, está a disponibilizar o acesso gratuito a escolas nacionais do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, forçadas a encerrar devido às medidas para travar a propagação da covid-19. A iniciativa destina-se a todas as escolas, independentemente de já serem utilizadores da plataforma.

“Preparámos esta solução para que os alunos que já estavam a seguir o programa não saiam prejudicadas e para que outros que tenham sido forçados a ficar em casa possam ocupar o seu tempo de forma produtiva,” explicou em comunicado João Magalhães, presidente executivo da Ubbu, no final da semana passada. “As escolas encerradas em Felgueiras já estão a receber apoio em regime remoto e foram o exemplo impulsionador desta acção”, acrescenta.

Para se inscreverem, as escolas interessadas devem preencher o formulário online. O acesso será totalmente gratuito até, pelo menos, ao próximo mês de Junho.

O conteúdo da plataforma varia consoante a idade dos utilizadores: com seis anos, por exemplo, os alunos devem completar sequências de instruções (“virar para a direita”, “recuar dois passos”, “avançar um passo”) para fazer andar carros e robôs no ecrã. Com 12, podem criar pequenos jogos ao programar aquilo que diferentes elementos do jogo devem fazer e como interagem entre si.

Cada aula tem a duração de uma hora – a ideia é que os alunos completem uma por semana. Os temas têm por base as metas de desenvolvimento sustentável da ONU, como a erradicação da pobreza e a igualdade de género.

Em 2019, a União Europeia definiu a programação como “a competência do século XXI”, com vários países. Em Portugal, a Direcção-Geral da Educação incentiva actividades de robótica e programação para os alunos do 1.º ao 9.º anos. Alguns jardins-de-infância já oferecem aulas de programação com robôs interactivos, através do Kids Media Lab, um laboratório móvel criado por uma investigadora da Universidade do Minho. Em muitas escolas, a matéria vem incluída como uma parte da disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação.

Para que o ensino em regime remoto seja facilmente adoptado, a Ubbu criou conteúdos para as escolas, pais e alunos com ferramentas e instruções especialmente dedicadas a esta realidade.


Entries e comentários feeds.