Ajudar as crianças a lidar com o stress durante o surto de COVID19

Março 10, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Crianças em isolamento não devem estar em contacto com avós ou idosos

Março 10, 2020 às 5:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 10 de março de 2020.

Ana Mafalda Inácio

Até agora, o coronavírus tem poupado as crianças. No mundo, não há casos de morte dos zero aos 10 anos. Há crianças infetadas, mas que têm manifestado a doença de forma muito ligeira. Porquê? Não se sabe. Em Portugal, especialista alerta para o facto de crianças em isolamento não deverem estar em contacto com os avós porque “estes são um grupo de risco”.

Desde que o covid-19 foi identificado que muito se tem falado de como este atinge ou não as crianças até aos 10 anos e os jovens. Uma coisa os cientistas sabem: as crianças são infetadas, mas quando manifestam a doença é de forma ligeira. Porquê? Ainda não se sabe.

Em Portugal foram contabilizados, até esta segunda-feira, 39 casos positivos, mais nove do que no dia anterior, estando sete internados em unidades do norte e dois em Lisboa e Vale do Tejo. Destes, cinco são crianças e jovens, dos 10 aos 19 anos, dois rapazes e três raparigas.

O pediatra e diretor da unidade pediátrica de cuidados intensivos do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) alerta para os casos em que os avós também são cuidadores das crianças. “Há muitos casos em que os avós até são os principais cuidadores das crianças, e este é um verdadeiro problema, porque eles são um grupo de risco.”

O médico argumenta com um facto simples: “Quando uma escola encerra porque há necessidade de isolamento profilático, muitos pais têm necessidade de deixar os filhos com os avós. É um problema, porque as crianças ou são assintomáticas ou muito pouco sintomáticas, mas podem infetar outros, como tem estado a acontecer.”

Francisco Abecasis afirma: “Está tudo muito preocupado com as criança, mas já se percebeu que elas vão ser as mais poupadas a esta epidemia, como já o foram a outras, caso da gripe A. Devíamos era estar preocupados com os idosos, com os lares, etc.”

O pediatra referiu ao DN que não é a primeira vez que os mais novos, sobretudo até aos 10 anos, são poupados às epidemias e até a outras doenças, como a legionela, “agora exatamente porquê? Não se sabe”. Francisco Abecasis exemplifica: “A doença do legionário não atinge crianças e jovens abaixo dos 16 anos e, tanto quanto sei, ainda não se sabe porquê.”

Quanto ao coronavírus, esta imunidade ao vírus nada tem que ver com o facto de estarem em idade de vacinação em relação a algumas doenças bacterianas e virais. O médico refere que “as vacinas servem para proteger em relação a outras doenças, não em relação ao covid-19 ou até à do legionário”.

Mas há algumas teorias. “Há quem defenda que tal pode acontecer porque as crianças estão constantemente a contactar com vírus novos, sendo mais fácil o seu sistema reagir a um vírus novo do que o de um adulto ou idoso. A população adulta não tem tanta imunidade contra os vírus e, por isso, quando aparece um novo é diferente e afeta-a mais.”

Estudo de cientistas chineses confirma que crianças são tão infetadas quanto os adultos

Um estudo realizado pela Universidade de Shenzen, na China confirma exatamente tudo isto. As crianças são infetadas, mas não desenvolvem sintomas graves associados ao coronavírus. A taxa de letalidade é muito baixa dos 10 aos 19 anos, 0,2%, e abaixo dos zero aos 10 não há sequer no mundo um caso de morte.

Porém, antes de este estudo, “não se sabia se tal acontecia porque as crianças não eram infetadas ou se o seu organismo, de alguma forma, enfrenta melhor a infeção”. Agora, sabe-se que elas também são infetadas e tão facilmente quanto os adultos.

Os cientistas do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Shenzen analisaram detalhadamente os casos de 391 pessoas infetadas por covid-19 e acompanharam 1286 dos seus contactos mais próximos para saber se tinham contraído o vírus mesmo que não apresentassem sintomas.

Segundo os cientistas, foi o maior estudo feito até agora, dois meses e meio depois da identificação do vírus, que veio confirmar que as crianças dos zero aos 10 anos expostas ao vírus são infetadas da mesma forma que os adultos e com a mesma taxa de infeção, que ronda os 8%.

Perante tais conclusões, os epidemiologistas norte-americanos Ben Cowling e Justin Lessler salientaram: “Descobrir o que torna as crianças mais resistentes ao coronavírus constitui um desafio” para a medicina.

Nesta segunda-feira, dia 9, há já várias escolas fechadas em Portugal e centenas de alunos em isolamento profilático. É o caso de todas as escolas de Felgueiras e Lousada, no norte, de duas na região da Grande Lisboa, Escola 2,3 Roque Gameiro e a Escola Secundária da Amadora, e duas em Portimão, a Escola Secundária Teixeira Gomes, frequentada pela jovem que deu positivo ao covid-19, e outra onde a mãe desta, também confirmada como caso, era professora.

O mesmo estudo revela outro facto importante e que tem que ver com a transmissão: morar na mesma casa do que uma pessoa infetada aumenta seis vezes o risco de contrair o vírus em relação a todas as outras com que contacta.

O vírus é recente e há ainda muito por descobrir. Aliás, este tem sido um dos problemas no combate ao vírus. Mas em todo o mundo já há cientistas a estudá-lo. A China é o país que mais sabe, até porque o aparecimento desta estirpe de coronavírus surgiu na província de Hubei, cidade de Whuan, principal epicentro de propagação do vírus para o resto do mundo.

Ao final da tarde desta segunda-feira, os dados mundiais apontam para quase 114 mil infetados, quase quatro mil mortes e 63 mil recuperados. A faixa etária mais afetada é a dos idosos com mais de 80 anos, registando uma taxa de letalidade de 21,9%, enquanto nas faixas dos 10 aos 49 anos esta oscila entre os 0,2% e os 0,4%.

Mais de 100 mil alunos já estão sem aulas por causa do novo coronavírus

Março 10, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de março de 2020.

Escolas e instituições de ensino superior estão a apertar as medidas para prevenir um contágio ainda mais alargado do vírus que já foi diagnosticado em 39 portugueses.

Em pouco mais de 24 horas, dezenas de instituições de ensino de Norte a Sul do país anunciaram medidas mais apertadas para tentar conter um surto ainda mais abrangente do novo coronavírus (covid-19). Estas acções, algumas ainda sem prazo para terminarem, vão deixar mais de 100 mil alunos sem aulas e impedir o seu acesso a edifícios escolares.

O Conselho Nacional de Escolas Médicas decidiu fechar as portas de todas as faculdades de medicina do país, medida que afecta mais de 12 mil estudantes. A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto já tinha anunciado que todos os seus estudantes estavam interditados de circular no edifício do Hospital de São João. As instalações partilhadas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto vão permanecer encerradas até 20 de Março.

Também na região do Porto, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico fechou por tempo indeterminado “todas as instalações onde decorrem aulas”, incluindo Amarante e Penafiel, no distrito do Porto, além de Felgueiras e Lousada.

Esta segunda-feira foi também anunciado que a Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), que gere o Instituto Universitário de Ciências da Saúde, em Gandra, no distrito do Porto, e o Instituto Politécnico de Saúde do Norte (que integra a Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em Vila Nova de Famalicão, e a Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa, também em Gandra, ia suspender todas as aulas e encerrar a maior parte dos seus espaços.

A Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP) avançou que ia suspender “todas as actividades de ensino clínico/estágio” dos cursos e por tempo indeterminado. O ISCE Douro foi outras das instituições da região Norte a rever a sua actividade lectiva durante as próximas duas semanas. “Entre hoje e até ao próximo dia 23 de Março, o nosso Instituto, irá apenas ministrar aulas à distância (bem como as respectivas tutorias), suspendendo as aulas presenciais”, referiu a instituição em comunicado.

No distrito de Vila Real, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, decidiu suspender eventos e actividades desportivas da responsabilidade da academia, bem como as deslocações em serviço para países afectados pelo surto de covid-19.

Na Universidade do Minho, cerca de 90 estudantes estão em quarentena profiláctica voluntária nas residências da academia em Braga, por terem estado em contacto com um aluno infectado com o novo coronavírus. Além disso, esta instituição anunciou esta segunda-feira à noite “a suspensão das actividades lectivas presenciais em toda a universidade”.

Também no distrito de Braga, o Instituto de Estudos Superiores de Fafe fechou as instalações e suspendeu actividades presenciais pelo menos por duas semanas, por razões preventivas, numa medida que abrange 900 alunos.

A par com outras instituições de ensino, a Universidade de Coimbra (com pelo menos 22 mil alunos) também vai suspender todas as aulas. Já a Universidade Nova de Lisboa anunciou medidas mais apertadas para conter um possível surto, entre estas suspender reuniões científicas públicas com mais de 50 pessoas e com participantes provenientes do estrangeiro, adiar eventos públicos não científicos no perímetro da universidade e ainda reduzir a frequência de pessoas em cantinas e residências “ao mínimo possível”.

A Universidade de Lisboa avançou com uma série de medidas para “contenção da propagação do vírus”, entre estas a suspensão das actividades lectivas presenciais e das bibliotecas, salas de estudo e dos refeitórios. Além disso, e segundo anunciou a instituição com 59 mil alunos em comunicado, “as actividades físicas e desportivas, realizadas nas instalações do Estádio Universitário e das escolas, são suspensas, nomeadamente as que decorram em recintos fechados, ou mantidas com restrições”.

Também a Universidade dos Açores (com pólos em São Miguel, Terceira e Faial) decidiu adiar por “tempo indeterminado ou cancelar” os “congressos, workshops, seminários ou outros eventos públicos científicos ou culturais” em espaços da instituição. A academia proibiu a entrada nas residências universitárias a qualquer pessoa que se desloque para o arquipélago proveniente de outros países e regiões sem que tenha cumprido um período de quarentena.

Este domingo, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que todas as escolas dos dois concelhos portugueses mais afectados pela covid-19, Lousada e Felgueiras, no distrito do Porto, seriam encerradas.

Na Amadora, duas escolas estarão fechadas até 20 de Março. A decisão foi tomada depois de terem sido identificados dois novos casos de infecção: um na Escola Secundária da Amadora (ESA) e outro na Escola Básica 2,3 Roque Gameiro.

Em Portimão, no distrito de Faro, dois estabelecimentos de ensino estão fechados: a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, onde uma aluna foi diagnosticada com covid-19, e a Escola Básica Professor José Buisel, onde lecciona a mãe da aluna doente, também infectada.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) confirmou que existem 39 pessoas infectadas com o novo coronavírus em Portugal e que 339 casos suspeitos aguardam os resultados laboratoriais.

Sessão “Os Direitos da Criança em contexto escolar e familiar” com Paulo Guerra, 18 março em Rio de Mouro

Março 10, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do Projeto Sintra ES+, realiza-se no dia 18 de março, às 17:30, no auditório da Escola Secundária Leal da Câmara, uma sessão sobre INCLUSÃO/Direitos das crianças em contexto escolar e familiar (Veja aqui o cartaz) dinamizada pelo  Juiz Desembargador Paulo Guerra.
Esta intervenção permitirá uma reflexão e um trabalho de partilha entre os  diferentes agentes da comunidade educativa sobre o tema.
A participação  está sujeita a uma inscrição prévia através do link infra: https://forms.gle/go8T2bSVJwTPiCMEA


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