Pais em guerra, quem precisa de psicólogo não é o vosso filho!

Março 3, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rute Agulhas publicado no DN Life de 23 de feverero de 2020.

Muitos pais entendem que os filhos precisam de apoio psicológico e, bem, procuram ajuda nesse sentido. E, com elevada frequência, chegam até nós crianças com sintomatologia diversa. Alterações nos padrões de sono ou de alimentação, medos, isolamento, ansiedade, regressão no desenvolvimento, dificuldades de atenção e concentração… e muitos outros indicadores de que algo não está bem. Inicia-se então um processo de avaliação que deve envolver a criança e os seus adultos significativos, permitindo compreender o seu modo de funcionamento nos vários contextos de vida, como a família e a escola, por exemplo.

Assim, não raras vezes, deparamo-nos com crianças que evidenciam um conjunto de sinais e sintomas que mais não são do que um reflexo da disfuncionalidade do seu meio envolvente.

Sabemos que as crianças são muito permeáveis ao seu ambiente e a tudo aquilo que se passa em seu redor. E reagem, de formas diversas, quando os contextos à sua volta apresentam algum tipo de perturbação. Assim, não raras vezes, deparamo-nos com crianças que evidenciam um conjunto de sinais e sintomas que mais não são do que um reflexo da disfuncionalidade do seu meio envolvente. E, muito frequentemente, um reflexo do conflito parental.

Os pais em guerra ficam cegos e surdos, mas não mudos. Centrados em si mesmos e no conflito, disparam em todas as direcções sem dó nem piedade, totalmente indiferentes ao impacto negativo que tal comportamento tem nos filhos. Ignoram os diversos sinais de alerta das crianças, permitindo que estes evoluam num processo de escalada que tende a agravar-se e a rigidificar-se. E usam as crianças como armas e escudos, coisificando quem deveria ser, acima de tudo, protegido e amado.

Para estes pais em guerra que procuram o psicólogo com a ânsia de um diagnóstico para a criança – e, já agora, que permita culpar o outro – é preciso dizer de forma clara que o problema não está centrado na criança. De nada adianta levarem a criança ao psicólogo para que seja “tratada”, quando o problema não é a criança. Não, o problema são eles, os pais. Os que gritam, insultam, batem e denigrem o outro progenitor perante a criança. Os que elaboram esquemas maquiavélicos para prejudicar o outro progenitor, impedem convívios e fazem a criança sentir-se rejeitada e abandonada. Os que dizem amar a criança e querer protegê-la e acabam, afinal, por ser os principais agentes maltratantes.

Sabemos que o divórcio é uma crise gigantesca e que nem todos os pais possuem os recursos (internos e externos) necessários para lidar com a mesma. Pois bem, peçam ajuda. Se possível, ainda na fase pré-divórcio para que, em conjunto, possa pensar-se na melhor forma de gerir esta alteração na estrutura familiar. A comunicação à criança, a definição dos contactos, a reorganização da vida quotidiana, dos papeis e dos limites. Peçam ajuda para resolver as divergências e os conflitos, procurando soluções que beneficiem, acima de tudo, a criança. Peçam também ajuda individual para cada um dos pais, se preciso for. Porque pedir ajuda não é sinal de fraqueza ou de doença mental, mas antes um sinal de que se coloca o bem estar de todos no centro da equação e pretende avançar-se de uma forma reparadora e constructiva.

Conferência “A Importância do Brincar” 6 de março em Algés

Março 3, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Evento organizado em parceria com o IAC – Setor da Actividade Lúdica.

Palestra “A Criança, o Jogo e as Culturas de Infância” por Frederico Lopes – 4 de março em Faro

Março 3, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/195848914851175/


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