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Fevereiro 13, 2020 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Privações extremas na infância encolhem o cérebro para toda a vida

Fevereiro 13, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 4 de fevereiro de 2020.

Estudo comprova que algumas zonas do cérebro são mais pequenas em pessoas que sofreram privações extremas na infância. Os órfãos da Roménia, que o mundo descobriu com horror em 1990, ajudaram agora a demonstrá-lo.

Na altura, as imagens chocaram o mundo. Em quartos insalubres, por toda a Roménia, dezenas, centenas, de crianças de várias idades amontoavam-se sem espaço nem condições, privadas de tudo. De amor, de uma família e do resto, que vai de uma alimentação saudável ao convívio normal e aos estímulos cognitivos e emocionais que são essenciais ao desenvolvimento equilibrado.

Aqueles meninos e meninas abandonados eram os órfãos de Ceausescu, o ditador romeno que criminalizou o aborto e obrigou as famílias do seu país a ter muitos filhos – e elas, não podendo a certa altura sustentá-los, acabavam por abandoná-los nas insalubres instituições do estado.

Seriam pelo menos 160 mil as crianças de todas as idades institucionalizadas na Roménia, no início dos anos de 1990, e foi a solidariedade internacional e a ação de várias ONG que contribuíram em grande parte para as resgatar à situação indigna em que viviam. Muitas foram adotadas por famílias de outros países, incluindo do Reino Unido. Jovens adultos, estes jovens contribuíram agora para a investigação que demonstrou que as marcas dessas privações em idade precoce ficam, indeléveis, no cérebro.

Para chegar a esta conclusão, o estudo, que foi coordenado por investigadores do King’s College de Londres e publicado em janeiro na revista científica Proceedings of the Mational Academy of Sciences (PNAS), avaliou 67 jovens romenos com idades compreendidas entre 23 e os 28 anos, que estiveram institucionalizados no seu país, na infância, e que foram depois adotados por famílias britânicas. E comparou-os depois com um grupo de 22 britânicos sensivelmente das mesmas idades, também adotados, mas sem experiência de privação na infância. O resultado, diz a equipa coordenada por Edmund Sonuga-Barke, é claro: o volume do cérebro dos jovens adultos provenientes da Roménia é em média 8,6% inferior ao do outro grupo.

Os dados mostram, além disso, que quanto maior foi o período de privação a que estiveram sujeitos em crianças, menor era o volume cerebral, e que cada mês a mais de vivência daquela situação estava associado a 0,27% de redução no volume global do cérebro.

Uma análise estatística mostrou ainda que no grupo dos jovens provenientes da Roménia, aquelas alterações no volume cerebral estavam também associadas a um QI mais baixo e a sintomas mais frequentes de hiperatividade e défice de atenção, o que indica segundo os autores que as alterações observadas nas estruturas cerebrais poderão ter um papel mediador entre as experiências precoces de privação e os níveis de performance cognitiva e de saúde mental.

Para poderem determinar com rigor a ligação entre as privações na infância e as alterações observadas, os investigadores avaliaram igualmente outros parâmetros, como a nutrição, o desenvolvimento físico e a predisposição genética para um menor volume cerebral, o que permitiu descartar o seu contributo para os resultados do estudo.

A lei das compensações

“O nosso estudo debruça-se sobre as questões mais fundamentais no desenvolvimento psicológico, ou seja, sobre como as experiências precoces determinam o desenvolvimento individual, e é essencial reconhecer que quase todos estes jovens receberam grande atenção e carinho por parte de famílias acolhedoras que os adotaram depois de terem deixado as instituições onde se encontravam”, explicou Edmund Sonuga-Barke, citado num comunicado da sua universidade. No entanto, sublinhou o coordenador do estudo, “apesar de todas as experiências e conquistas positivas posteriores, permanecem neles efeitos profundos daquela experiência primordial de privação”.

Nuria Mackes, especialista em imagiologia cerebral e coautora da investigação, frisa por seu turno a importância dos resultados para o conhecimento neurobiológico e os estudos do cérebro e para o avanço que constitui, já que “até agora ainda não tinha sido possível determinar de forma direta a ligação entre as duas realidades: a da privação na infância e os seus efeitos no cérebro”.

Na análise das áreas cerebrais que nestes jovens apresenta menor volume, em relação ao grupo dos congéneres ingleses, a equipa verificou que isso acontece na região frontal direita inferior, ao passo que, numa parte desses mesmos jovens, que sãos os menos afetados por hiperatividade e défice de atenção, o lobo temporal direito inferior apresenta maior volume e densidade. Os cientistas pensam que isso poderá funcionar de alguma maneira para a redução daqueles sintomas nestes jovens.

“Encontrámos diferenças estruturais entre os dois grupos em áreas do cérebro que estão associadas a funções como a organização, motivação, integração da informação e memória”, adianta Mitul Mehta, que coordenou a parte da imagiologia cerebral do estudo.

“É interessante, por outro lado, ver que o lobo temporal direito inferior é maior nos jovens romenos e que isso está relacionado com menos sintomas de défice de atenção e hiperatividade, o que sugere que o cérebro pode adaptar-se para minimizar os efeitos negativos da experiência de privação”. Isso pode aliás explicar por que alguns indivíduos “parecem menos afetados do que outras por essa situação”, sublinha o investigador, notando que, a seu ver, “esta é a primeira vez que um estudo mostra de forma tão evidente os efeitos compensatórios [a nível cerebral] para uma situação de privação”

PLAY – Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil de Lisboa – 8 a 16 de fevereiro no Cinema São Jorge

Fevereiro 13, 2020 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

http://www.playfest.pt/

Abandono escolar precoce atinge “mínimo histórico” em Portugal

Fevereiro 13, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de fevereiro de 2020.

Dados do INE dão conta de que em 2019 10,6% dos jovens abandonaram a escola sem concluírem estudos. Há duas décadas este valor era de 50%.

Clara Viana

A percentagem de jovens entre os 18 e os 24 anos que abandonaram a escola sem concluírem o ensino secundário baixou em 2019 para 10,6%, o valor mais baixo registado em Portugal desde que este indicador começou a ser apurado, o que aconteceu há cerca de duas décadas, informou o Ministério da Educação com base nos dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

Numa nota enviada à comunicação social, o ME destaca que se alcançou assim “um mínimo histórico” com a taxa de abandono escolar precoce a descer para 10,6% e baixando no continente até 10,1%, ficando assim a rasar a meta europeia estabelecida para 2020. Ter apenas 10% de jovens que abandonem a escola sem concluírem o ensino secundário, que actualmente é o limite da escolaridade obrigatória em Portugal. Segundo os últimos dados conhecidos, que datam de 2018, Dezoito dos 27 países da União Europeia já foram além desta meta.

O ministério destaca que a situação em Portugal é ainda “mais positiva considerando que coincide com um aumento muito considerável do emprego jovem nos últimos anos”, o que poderia constituir “um estímulo para o não prosseguimento de estudos desta franja da população”.

Quando a taxa de abandono escolar precoce começou a ser avaliada segundo uma metodologia comum, o seu calor em Portugal situava-se nos 50%, o que “ultrapassava em cerca de 30% o valor da média europeia”, lembra o ME. Na sua nota o ministério refere ainda que no quadro europeu a tendência tem sido para a “estagnação” deste indicador e que, por isso, “o país poderá ter, pela primeira vez, um valor de abandono escolar precoce igual ou mais baixo do que a média europeia”.

O ME conclui a sua informação com uma saudação às “comunidades educativas por mais este sucesso do sistema de educação e formação”.

mais informações nos links:

https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=417311478&att_display=n&att_download=y

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/noticia?i=taxa-de-abandono-escolar-precoce-atinge-valor-mais-baixo-de-sempre


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