Alerta Premika! Risco Online Detetado. Um jogo online arriscado! E agora, Tiago?

Fevereiro 11, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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mais informações no link:

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EU Kids Online: Jovens revelam cada vez mais confiança ao lidar com riscos na Internet

Fevereiro 11, 2020 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do TEK Sapo de 11 de fevereiro de 2020.

Para Cristina Ponte, coordenadora da equipa portuguesa de investigação do EU Kids Online, os resultados do estudo devem ser levados mais além. Em conversa com o SAPO TEK, a responsável indicou que é necessário conversar com os jovens e perceber o que certos comportamentos e situações significam para eles.

No dia da Internet mais Segura, o novo relatório EU Kids Online 2020 vem dar a conhecer a forma como os mais novos lidam com os riscos e com as oportunidades da Internet. Ao todo, entre 2017 e 2019, o estudo inquiriu 25.101 crianças e jovens de 19 países europeus acerca das suas experiências digitais. Entre as situações que incomodam os mais novos incluem-se o cyberbullying, conteúdos prejudiciais, mau uso de dados pessoais, uso excessivo da Internet, mensagens de sexting e encontros com pessoas conhecidas online.

De acordo com dados avançados pela Rede de Investigação EU Kids Online, Portugal é um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança ao lidar com riscos. Mais de dois terços dos inquiridos indicam saber reagir sempre ou muitas vezes a comportamentos de que não gostam na Internet. Os resultados do relatório demonstram que as crianças e jovens portugueses associam cada vez menos as situações de risco aos danos que podem decorrer delas.

O relatório põe em evidência a ideia de que as atividades digitais não podem ser definidas como sendo positivas ou negativas em absoluto. Os encontros face a face com pessoas que se conhecem na Internet, os quais foram referidos por uma minoria, são um exemplo desta situação. Em grande parte dos casos relatados, os encontros foram positivos. Em Portugal, 84% dos inquiridos afirmam ter ficado contentes ao ter contactado com pessoas que conheceram na Internet, sendo que menos de 5% indicam ter ficado bastante incomodados.

Ao SAPO TEK, Cristina Ponte, Professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora da equipa portuguesa de investigação do EU Kids Online, explicou que “a maior parte dos encontros são com pessoas da sua idade que conheceram através da sua rede de amigos e partilham os mesmos interesses. É preciso contrariar a ideia de que todos os encontros com pessoas que se conhecem na Internet são necessariamente danosos. Pode haver, e há, uma experiência que é gratificante e que decorre do conhecimento de outros jovens da sua idade”.

Como lidam os jovens com os riscos online?

O novo relatório destaca que, perante uma situação online que os incomodou, as crianças e jovens europeus não costumam pedir ajuda aos professores ou profissionais cujo trabalho é ajudar os mais novos, preferindo o contacto com amigos ou até com os pais. Em Portugal, 44% dos inquiridos procuraram aconselhar-se junto de amigos e 37% falaram com os pais de situações que os deixaram incomodados. Apenas 7% das crianças e jovens falaram com professores.

Cerca de 63% dos inquiridos nacionais indicam que são os pais quem mais os ajudam. Seguem-se os amigos (50%) e os professores (31%), sendo que os valores portugueses estão em linha com os restantes países europeus. Em Portugal, 61% dos inquiridos afirmam que os professores são quem mais os incentiva a explorar e a aprender coisas novas na Internet, enquanto 51% refere os seus pais.

À semelhança do ano anterior, os dados avançados pela Rede de Investigação EU Kids Online revelam que os mais novos se mostram críticos em relação à partilha online de conteúdos pessoais sem o seu consentimento, principalmente no que diz respeito ao sharenting: as publicações feitas pelos pais e educadores. A seguir à Bélgica, Portugal é o país onde essa situação é mais referida. Cerca de metade dos inquiridos portugueses indicam que ficaram incomodados com casos do género e pediram aos pais para retirarem os conteúdos publicados. Os dados evidenciam que algumas crianças e jovens indicam ter recebido comentários desagradáveis por causa dessas publicações.

No entanto, apesar de a maioria das crianças e jovens acederem frequentemente à Internet, o relatório aponta que um em cada oito inquiridos refere que nunca ou raramente recebeu conselhos sobre segurança online, uma situação que se verifica também em Portugal.

Cristina Ponte afirma que a privacidade dos dados no mundo online não é uma das maiores preocupações das crianças e jovens europeus. “Deve haver uma consciencialização de que os dados digitais devem ser cuidadosamente geridos e, nesse aspecto, considero que as questões relacionadas com a privacidade e com a exposição da nossa pegada digital é um aspecto que precisa de ser mais claramente trabalhado com os jovens”, indicou a responsável.

Embora os dados postos em evidência pelo relatório EU Kids Online consigam demonstrar um panorama dos usos, competências, riscos e mediações da Internet entre os mais novos, a coordenadora indicou que os resultados devem ser levados mais além. Para Cristina Ponte é necessário perceber as razões por trás dos números, aproveitando as informações obtidas para “para conversar com os jovens” e perceber o que certos comportamentos e situações significam para eles.

Comunicado de imprensa EUKO 2020 relatório europeu

Denunciados quase 700 casos de pornografia infantil em 2019

Fevereiro 11, 2020 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 11 de fevereiro de 2020.

A Linha Internet Segura recebeu 676 denúncias de pornografia infantil em 2019. A maior parte dos conteúdos “são gerados pelas próprias crianças”, segundo a APAV, que analisou quase 700 links ilegais.

Há quase duas denúncias por dia de pornografia infantil em Portugal, revelam os dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), citados pelo Público e pelo Jornal de Notícias esta terça-feira. As autoridades de outros países estão a investigar casos que deram origem a 676 queixas feitas à Linha Internet Segura em 2019. Nenhuma das imagens em causa estava alojada em servidores nacionais, o que limita a atuação das autoridades portuguesas, avança o Público.

A maior parte dos conteúdos “são gerados pelas próprias crianças, através de smartphones webcams, aliciadas muitas vezes por maiores [de idade] e disseminadas em sites de pornografia infantil”, revelou Ricardo Estrela, gestor da linha a cargo da APAV, em declarações ao Jornal de Notícias.

Segundo o mesmo jornal, as vítimas são maioritariamente rapazes entre os 11 e os 17 anos, o que poderá não corresponder completamente à realidade, uma vez que as pessoas não são obrigadas a revelar dados como idade e género.

Com base nas denúncias, segundo o Público, a APAV analisou quase 700 links ilegais que incluíam entre 40 e 200 fotografias cada um. Nenhum destes correspondia a casos nacionais. Este ano, no entanto, surgiu já um caso em Portugal.

Após a verificação do país no qual estas estão alojadas, os conteúdos ilegais são denunciados às autoridades de cada local, sendo posteriormente bloqueados. Caso os servidores estejam em Portugal, o crime é investigado pela Polícia Judiciária.

Os dados serão divulgados esta terça-feira pela APAV, no âmbito do Dia da Internet Mais Segura, uma iniciativa promovida pelo Consórcio do Centro Internet Segura, coordenado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Mais informações na notícia da APAV:

Estatísticas APAV | Linha Internet Segura 2019.

Escola, para quando dar mais atenção às emoções?

Fevereiro 11, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Margarida Marrucho Mota Amador publicado no Público de 3 de fevereiro de 2020.

As crianças têm, por definição, ‘bichos carpinteiros’! A necessidade de estar sempre a mexer pés e mãos, falar, ver, observar e experimentar. A curiosidade está latente em tudo o que fazem e são!

É nos primeiros meses de vida que descobrimos o mundo através dos sentidos e das sensações, e que vamos fazendo escolhas — frio, calor, saboroso, entre outras. Quando crescemos são as emoções e a necessidade de bem-estar — pensando sempre que nos movemos para o bem, bom e belo — que norteiam as nossas decisões e fazemos avançar o mundo.

Integrar as emoções e o seu desenvolvimento na tomada de decisão pode ser um processo que se aprende na escola, ao longo do dia de forma natural.

É importante termos a noção de que a inteligência emocional é muito importante e abrange o desenvolvimento do autoconceito e do apreciarmos a dádiva que são os outros na nossa vida. A consciência das emoções que desenvolvemos perante cada situação, o que nos provoca determinados ambientes, a necessidade que temos de preservar ou mudar porque nos sentimos bem ou mal, faz com que tenhamos a capacidade de empreender desafios, participados por muitos, com diferentes competências.

Tudo o que pode espoletar emoções será, certamente, um bom início de aprendizagem. Desde a maçã que nos cai na cabeça, a trovoada que nos amedronta ou enfeitiça, a música que nos eleva, os números que bailam aos nossos olhos, o corpo que se desloca com graciosidade… Tudo deve ser tido como momentos de aprendizagem. A curiosidade faz o resto, criando necessidade de aprendizagem.

Quando suscitamos curiosidade nos nossos alunos, não precisamos de desenvolver a motivação. A curiosidade já traz em si a motivação. Manter o nível de curiosidade pelo mundo não é coisa para gente nova, é assunto sério de desenvolvimento humano ao longo da vida. Perceber que somos curiosos começa em pequeninos quando temos a sorte de brincar ao ar livre, na natureza, com paus a fazer construções imaginárias, com terra, areia, nas poças de água da chuva, a correr pela floresta, a sentir o ar a bater na cara e o cheiro da água e das ervas. Querer saber dos animais que ali vivem, perceber a sua importância e não ter medo deles. Ir à cozinha e meter a mão na massa, sentir os cheiros e os sabores. Fazer coisas com as mãos, como tricô, croché, cozer, colar, entre muitas outras coisas.

Sentimos com os sentidos e decidimos através das emoções que eles nos provocam. Para quando dar mais atenção às emoções? Tomar a consciência da sua importância na tomada de decisão é de extrema importância para serem decisões acertadas. E, já agora, não permitir que nos cortem a curiosidade e a necessidade de aprender, desde pequeninos… para toda a vida!


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