Organizações de defesa das crianças alertam para aumento de casamentos antes dos 18 anos

Fevereiro 4, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 30 de janeiro de 2020.

O casamento antes dos 18 anos, defendem as organizações, tem consequências negativas no desenvolvimento dos jovens e a probabilidade de terminarem o ensino obrigatório diminui. No caso das raparigas, ficam mais expostas a situações de violência doméstica e gravidez na adolescência.

Lusa

Organizações de defesa dos direitos das crianças alertaram para o aumento do número de casamentos de crianças em Portugal entre os 16 e os 17 anos, apontando a necessidade de enquadramento legal para o impossibilitar.

Esta é uma das recomendações de oito organizações — Unicef, Aldeia e Crianças SOS, Conselho Português para os Refugiados, Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP), Associação Para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza, Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci) e a Assistência Médica Internacional (AMI) — que contam do parecer conjunto no âmbito da consulta pública da Estratégia Nacional Para os Direitos da Criança 2019 -2022 (ENDC), que terminou em 20 de Janeiro.

Segundo as oito organizações, existem discrepâncias normativas na lei portuguesa em relação à idade e do seu entendimento de criança, como é o caso do casamento, como referido pelo Comité dos Direitos da Criança.

Entre 2016 e 2018, casaram oficialmente 393 crianças em Portugal, entre os 16 e os 17 anos, sendo crescente a tendência nestes três anos, explicam. O casamento antes dos 18 anos, defendem, tem consequências negativas no desenvolvimento e no futuro dos jovens e a probabilidade de terminarem o ensino obrigatório diminui. No caso particular das raparigas, ficam mais expostas a situações de violência doméstica e gravidez na adolescência.

Estatísticas do Ministério da Justiça referem que em 2016 casaram 107 crianças entre os 16 e os 18, em 2017 o número aumentou para 132 e em 2018 para 154. As oito organizações defendem assim que a legislação nacional seja adequada à Convenção sobre os Direitos da Criança, recomendando a alteração do enquadramento legal para impossibilitar o casamento antes dos 18 anos.

Organizações defendem medidas de prevenção

Beatriz Imperatori, directora executiva da Unicef Portugal explicou em declarações à Lusa que é importante promover acções de sensibilização para os efeitos negativos de um casamento precoce na vida das crianças, mas o que é verdadeiramente necessário é que “existam menos crianças a casar”.

As organizações defendem ainda que seja assumido um compromisso por parte do Estado português de adoptar um plano de desinstitucionalização de crianças, com metas e objectivos precisos, assim como a implementação de medidas de melhoria da qualidade do sistema de acolhimento com aposta num modelo de cariz familiar.

Outro dos aspectos defendido pelas organizações é que a ENDC oriente as medidas de prevenção e intervenção em casos de violência contra as crianças e preveja, explicitamente, à luz das Observações Finais do Comité dos Direitos da Criança (um diagnóstico abrangente da violência contra as crianças em Portugal), criando mecanismos de recolha de dados desagregados. O objectivo é conhecer a realidade na sua globalidade, definir medidas para eliminar os castigos corporais e assegurar a prevenção e intervenção precoce em casos de violência doméstica, abuso e negligência.

As oito organizações recomendam ainda a criação de um mecanismo independente de inquérito em casos de abuso sexual, mecanismos que evitem a vitimização secundária da criança e garantam o apoio adequado às vítimas assim medidas de erradicação da mutilação genital feminina.

Unicef: pneumonia matou uma criança a cada 39 segundos no ano passado

Fevereiro 4, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia da ONU News de 29 de janeiro de 2020.

Desnutrição, poluição do ar e falta de acesso a vacinas e antibióticos estão entre as principais causas de mortes evitáveis ​​por pneumonia; nova análise mostra que foco em medidas de combate à doença pode evitar a morte de quase 9 milhões de crianças.

O aumento dos esforços no combate a pneumonia pode evitar a morte de quase 9 milhões de crianças por causa da doença e outras enfermidades.

De acordo com uma análise da Universidade Johns Hopkins, a ampliação dos serviços de tratamento e prevenção de pneumonia pode salvar a vida de 3,2 milhões de crianças com menos de cinco anos.

Fórum

Isso também criaria ‘um efeito cascata’ que impediria 5,7 milhões de mortes infantis adicionais por outras doenças comuns na infância, ressaltando a necessidade de serviços de saúde integrados.

A partir desta quarta-feira, nove organizações incluindo Unicef, Save the Children e a Fundação Bill & Melinda Gates realizam em Barcelona o primeiro Fórum Internacional sobre Pneumonia Infantil.

Entre os anúncios estão uma vacina PCV mais acessível do Instituto de Soro da Índia e compromissos políticos de governos para desenvolver estratégias nacionais e reduzir as mortes por pneumonia.

Pneumonia

A pneumonia é causada por bactérias, vírus ou fungos e deixa as crianças lutando para respirar enquanto os pulmões se enchem de pus e líquidos. O Unicef destaca que a doença é a maior causa de mortes de crianças.

No ano passado, a pneumonia matou 800 mil menores, ou uma a cada 39 segundos.

O Unicef alerta que embora alguns tipos da doença possam ser evitados com vacinas e facilmente tratados com antibióticos de baixo custo, se diagnosticados corretamente, dezenas de milhões de crianças ainda não foram vacinadas. Uma em cada três menores com sintomas não recebe cuidados médicos básicos.

Mortes

As mortes infantis por pneumonia estão concentradas nos países mais pobres do mundo e são as crianças mais carentes e marginalizadas as que mais sofrem. A agência da ONU destaca estimativas que mostram que 6,3 milhões de menores de cinco anos podem morrer por causa da doença entre 2020 e 2030, segundo as tendências atuais.

Na próxima década, as mortes devem ser mais altas na Nigéria, com 1,4 milhão de vítimas infantis, na Índia, com 880 mil, na República Democrática do Congo, com 350 mil e na Etiópia, com 280 mil.

Doenças

Segundo a análise, intervenções de saúde destinadas a melhorar a nutrição, fornecer antibióticos, aumentar a imunização e taxas de aleitamento materno são fundamentais para a redução do risco de mortes.

Essas medidas também impediriam a perda de vidas de milhões de crianças por outras doenças. Entre elas, a morte de 2,1 milhões de menores por causa da diarreia, 1,3 milhões por sepsia e 280 mil pelo sarampo.

Combate

A diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, enfatizou que é preciso “levar a sério o combate à pneumonia”. Ela disse que “como o atual surto de coronavírus mostra, isso significa melhorar a detecção e prevenção oportunas.”

Fore acrescentou que isso “significa fazer o diagnóstico correto e prescrever o tratamento correto” e que também significa “abordar as principais causas de mortes por pneumonia, como desnutrição, falta de acesso a vacinas e antibióticos e enfrentar o desafio mais difícil da poluição do ar.”

Poluição

De acordo com um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, Ihme, a poluição do ar externo contribui para 17,5% das mortes por pneumonia entre crianças menores de cinco anos em todo o mundo. A poluição de casas familiares pelo uso interno de combustíveis sólidos para cozinhar contribui para 195 mil mortes adicionais.

Noventa e um por cento da população do mundo está respirando ar externo que excede os padrões da Organização Mundial da Saúde, OMS. A escala do desafio da poluição do ar pode potencialmente minar o impacto da ampliação de intervenções relacionadas à pneumonia.

Mais informações na notícia da Unicef:

Childhood pneumonia: Everything you need to know

Docente faz ‘Hospital Ortográfico’ para palavras ‘maltratadas’ por alunos

Fevereiro 4, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Notícias ao Minuto de 23 de janeiro de 2020.

Uma professora teve uma ideia brilhante para tentar terminar com os erros e os ‘maus tratos’ que os seus alunos exerciam sobre a língua espanhola, conta o 20Minutos. Verónica Duque desenvolveu nas suas aulas um ‘Hospital Ortográfico’ para as palavras que os jovens ‘assassinavam’.

Esta criação, revelada no Twitter pelo marido da docente, tornou-se um sucesso entre os alunos.

“A minha mulher preparou coisas novas para o Colégio. Temos aqui um ‘Hospital Ortográfico'”, explica Michael.

“Cada vez que os meninos ‘massacram’ uma palavra, esta vai para o hospital e, dependendo da gravidade do erro, fica lá mais ou menos dias”, acrescenta na publicação inicial, colocada a 18 de janeiro na rede social.

Numa atualização a esta invenção, dois dias depois da publicação original, o marido de Verónica revelou que o ‘Hospital Ortográfico’ abriu as suas portas e “conta já com 15 palavras”, acrescentando que “por sorte, todas elas têm ferimentos ligeiros”.

https://twitter.com/mikemoratinos/status/1219247317380993026?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1219247317380993026&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F1399943%2Fdocente-faz-hospital-ortografico-para-palavras-maltratadas-por-alunos

 


Entries e comentários feeds.