Professor cria método para ajudar aluno a aprender a estudar

Dezembro 9, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do El Pais Brasil de 5 de março de 2018.

Modelo de aprendizagem ativa é alternativa a aulas expositivas tradicionais

Em 2009, o filme Entre os Muros da Escola, dirigido por Laurent Cantet, expôs ao mundo as dificuldades de um professor para lecionar a língua francesa em uma escola de ensino médio na periferia de Paris. No final do filme, ele pergunta aos alunos o que eles aprenderam no ano letivo. Para a surpresa do professor, entre depoimentos sobre terem aprendido as proporções da matemática, sobre vulcões e até mesmo expressões em espanhol, uma aluna diz que não aprendeu nada. Segundo ela, o material oferecido pela escola era inútil, mas ela havia lido livros interessantes por conta própria, como a República, de Platão. O professor parece aliviado, mas quando a aula acaba, outra jovem se aproxima dele e revela: “Comparado aos meus colegas, eu realmente não aprendi nada (…) não entendo o que fazemos aqui.”

ssa situação não é muito distante da realidade de um professor brasileiro nos dias de hoje. “O professor prepara a aula, ensina o conteúdo, passa exercício, prova, recuperação e percebe que o aluno aprendeu o básico do básico, às vezes, nem isso”, conta o professor Fábio Ribeiro Mendes, formado em Filosofia e Direito, e especialista em desenvolvimento da autonomia no aprendizado, que desenvolveu um método de aprendizagem ativa, baseado em Oficinas de Estudo.

Há dez anos, Fábio empreende uma cruzada contra o ensino chato, a desmotivação dos alunos e a frustração e cansaço dos professores na prática na sala de aula. Segundo ele, o diagnóstico compartilhado por profissionais de educação mundo afora é que o modelo de aula expositiva tradicional está falido, pois ensina pouco, e não desenvolve as habilidades necessárias para o século XXI. “Os alunos em geral não sabem estudar. Passamos doze anos na educacao básica e não temos uma aula de como estudar. E somos cobrados por uma tarefa que não aprendemos a fazer”, conta o professor.

Com base em sua experiência como aluno, Fábio desenvolveu o Método de Estudo das Quatro Etapas, que norteia as oficinas. “Mesmo sendo um aluno que tirava notas boas no colégio, eu sabia que não era em função do estudo em casa. Eu achava chato estudar. Mas quando fiz o segundo vestibular para Direito e fui rever o conteúdo do ensino médio, notei que já não achava mais tão chato, pois tinha aprendido a estudar sozinho.”

O método se baseia em quatro etapas: 1ª leitura panorâmica (rápida e superficial) do material de estudo; 2ª seleção e marcação dos trechos mais relevantes no texto; 3ª anotações das informações mais importantes; 4ª exercícios (formulados pelo professor ou mesmo com base nas dúvidas dos estudantes), que vão testar o conteúdo aprendido e ajudar os estudantes a levantar dúvidas. A vantagem do método, afirma Fábio, é que por meio de um roteiro de oficina de estudos os alunos acompanham as etapas de ensino, e sabem se estão avançando ou não.

Em seu livro A Nova Sala de Aula, Fábio demonstra como funciona o método na prática. Primeiramente, o professor apresenta aos alunos o material que servirá de base para o estudo, e em seguida, traz as ferramentas (método de estudo), explicando passo a passo cada uma das etapas a serem seguidas. O professor acompanha a prática dos alunos, orientando-os no percurso, porém, é o aluno, em seu próprio ritmo que toma as rédeas de seu aprendizado, lendo e relendo o conteúdo, e mesmo avançando se já o tiver compreendido, até chegar à fase de produção de anotações e elaboração de exercícios. “Estudar não é aquilo que fazemos no colégio, aquilo é receber conteúdo. Estudar é aprender por conta própria com conteúdo inédito. É um mito de que sem um professor não se consegue aprender”, diz Fábio.

A principal mudança em relação ao método tradicional, é que as Oficinas de Estudo são centradas no aluno e não no professor. Fábio, no entanto, é enfático em afirmar que seu método não tem como objetivo acabar com a função da escola ou do professor. Ele explica que, enquanto o ensino tradicional é pensado de forma unidirecional, com alguém que sabe o conteúdo passando para alguém que quer aprender, o que ele propõe é trabalhar com um método que possa ser aplicado dentro das instituições de ensino como elas estão estruturadas, com custo praticamente zero, início imediato e protagonismo dos estudantes nas aprendizagem.

Fábio admite que é recebido com ceticismo nas escolas em que tem implementado o método. “Chego para fazer formação dos professores e encontro profissionais acuados, que escutam que terão de dar aula diferente do que estão acostumados. É tanto peso que o professor carrega, que eles pensam que terão mais uma carga em seus ombros. Eu mostro que estou ciente com as dificuldades e que trabalhar com as Oficinas de Estudos é um método menos desgastante e com mais resultados“, explica.

A principal dúvida dos docentes (e dos pais) é por que o método de aula expositiva tradicional, que educou várias gerações, deixou de funcionar? Fábio explica que alguns anos atrás, antes da massificação da informação, a escola era o único local onde as pessoas tinham a chance de aprender alguma coisa. “Agora com YouTube, Google, Wikipedia, o aluno tem acesso à informação quando quiser. A diferença é que ele não tem ainda a habilidade de saber qual informação é relevante. E é aqui que entra o professor como orientador no percurso de transformar informação em conhecimento.”

Resultados

O método criado pelo professor Fábio vem apresentando bons resultados. Entre abril e maio de 2015, a Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo testou as Oficinas de Estudo em dez escolas da Diretoria de Ensino Região Centro-Oeste, da cidade de São Paulo, com a participação de 1.102 alunos de diferentes etapas de ensino e 97 professores. O projeto, batizado de Aprendizado ativo no cotidiano escolar – Capacitação de Professores em Oficinas de Estudo, mostra que 89,8% dos alunos avaliaram positivamente as oficinas, superando a meta de 75% de avaliações positivas esperadas. Do total, 97,2% constataram aprendizado sem orientação do professor. E apenas 0,6% dos alunos tiveram uma avaliação negativa do método.

Em relação aos professores, 93,8% avaliaram positivamente a formação. Quanto à capacidade da didática ser replicada pelos professores, os dados mostram que, após uma formação de apenas 3 horas/aula, os professores formados alcançaram resultados similares (86,7% de aprovação, 95,9% de percepção de aprendizado e 2,5% de rejeição) aos do professor-instrutor.

Em 2016, outro estudo foi realizado no Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), com 138 alunos regulares do curso de Filosofia. “Apliquei questionários anônimos na primeira aula ministrada como Oficina de Estudo e também no final do semestre”, explica Fábio. O resultado das avaliações positivas (bom ou excelente) caíram levemente (de 95,7% para 93,7%) entre o começo e o fim do curso, com rejeição nula na primeira aplicação e de apenas 0,2% ao final do semestre. “Além disso, após um semestre e aplicações das Oficinas de Estudo intercaladas com debates ou outras atividades, 93% dos alunos afirmaram terem aprendido a estudar melhor por conta própria e 69% afirmaram usar o método das 4 etapas para estudar outras disciplinas”.

Depoimento de quem testou o método na sala de aula

“Meu nome é Sandra Hoffmann e sou professora de Matemática em Santa Cruz do Sul (RS), e sou formada pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Em 2013 assisti a uma palestra do professor Fábio Mendes e fiquei encantada com a proposta de trabalhar com Oficinas de Estudo. Li o livro A nova sala de aula do autor e decidi aplicar a metodologia em duas turmas de 7º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Petituba.

Para isto, fiz pequenas adaptações em relação a proposta do livro. O primeiro passo foi a preparação do material para alunos do 7º ano. Organizei cópias de um livro didático sobre equações do 1º grau e distribui aos alunos. Com a minha orientação, eles realizaram as etapas de leitura panorâmica e marcações.

Na matemática é muito importante ter conhecimento prévio de determinados assuntos. Pensando nisso, propus aos alunos a criação de um glossário matemático. Por isso, levei para a aula outros livros didáticos e dicionários, para que os alunos elaborassem o glossário com as definições dos termos que eles desconheciam. Após a elaboração do glossário, foi proposto que os alunos fizessem suas anotações, seja na forma de um esquema, resumo ou tabela, sem se preocupar com certo ou errado.

Com todas as anotações reunidas realizamos um momento de debate. Foi muito enriquecedor, pois fomos além dos conteúdos propostos inicialmente. Por exemplo, foi debatido sobre a diferença entre as dimensões 2D, 3D e 4D, o que provavelmente não teria acontecido se tivesse adotado uma aula tradicional. Não foi necessário que eu explicasse o conteúdo para os alunos, mas apenas esclarecer alguns pontos do material e auxiliá-los a fazer as ligações necessárias entre os conteúdos e o material produzido.

Depois disso, os alunos realizaram exercícios diferenciados usando como consulta as suas anotações. Foi muito interessante acompanhar os alunos fazendo as relações das questões com as suas anotações. Muitos quando tinham dúvidas formularam perguntas melhores do que as levantadas nas aulas tradicionais. Ou até mesmo quando faziam a pergunta já percebiam a relação com o conteúdo trabalhado nas anotações, chegando muitas vezes ao raciocínio da resolução sem o meu auxílio direto.

Uma semana após as aulas, eu me reuni com os alunos para avaliar o método. Eles gostaram e pediram que as oficinas fossem realizadas novamente.”

Felizes, ansiosos, competitivos e anti-bullying: o retrato dos alunos portugueses

Dezembro 9, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 3 de dezembro de 2019.

Como é o ambiente das escolas portuguesas, qual o nível de violência, como é que os alunos se sentem em relação às suas vidas e o que veem nos professores são parte do retrato que o PISA 2018 permite fazer, comparando Portugal com os restantes países da OCDE.

A maioria dos estudantes diz estar feliz e satisfeita com a sua vida, mas quase um em cada cinco alunos também confessa viver sempre com medo. Muitos conseguem fazer amigos facilmente na escola, mas 10% sentem-se sozinhos, mostram os dados sobre o ambiente escolar do PISA 2018, a maior avaliação internacional em matéria da educação, conduzida de três em três anos pela OCDE e divulgada esta terça-feira.

Quando olham para os professores, os alunos veem entusiasmo na forma como ensinam – mais ainda quando andam num colégio. E a grande maioria admite que os docentes lhes dão uma ajuda extra sempre que é necessária. Do lado dos diretores das escolas tem aumentado a preocupação quanto ao impacto que a falta de formação dos professores para dar aulas tem no desempenho dos alunos. E mais de metade dos estudantes (59%) frequenta estabelecimentos de ensino onde os diretores reconhecem que os professores têm resistência à mudança.

Já os pais dizem que os horários das atividades nas escolas e os seus empregos são os dois maiores entraves para acompanharem melhor os filhos. Quando chega a hora de escolher a escola, a segurança, o ambiente e a reputação das escolas são os critérios a que atribuem mais peso.

5% dos alunos são alvo frequente de bullying

O bullying é uma realidade transversal a todos os países da OCDE: cerca de um em cada quatro alunos (23%) diz ser alvo de bullying algumas vezes por mês. Em Portugal, essa percentagem é mais baixa, rondando os 14%. Os casos mais graves, quando os estudantes admitem ser alvos frequentes de bullying, chegam aos 5% em Portugal, também abaixo da média da OCDE de 8%.

Maioria sem problemas em fazer amigos na escola

Os alunos portugueses tendem a sentir-se bem na escola. A esmagadora maioria (90%) sente-se acompanhado na escola e consegue fazer amigos facilmente (75%). Ainda assim, um em cada dez estudantes (10%) diz sentir-se sozinho, uma percentagem que é menor do que a média da OCDE (16%). Quase todos os alunos portugueses (80%) sentem que pertencem à escola e que acham que os outros colegas gostam deles (89%). Mas, ainda que sejam uma minoria, há alunos que confessam sentir-se estranhos (13%) ou esquisitos (21%) na escola.

É de acrescentar ainda que, em Portugal, 58% dos alunos dizem que os colegas se entreajudam (ligeiramente menos do que os 62% da OCDE) mas 57% também admite que há competitividade entre os alunos (acima da média de 50%).

Metade dos alunos a chegarem atrasados às aulas

Nas duas semanas anteriores à elaboração deste inquérito, 28% dos alunos portugueses faltaram um dia à escola e 50% chegaram atrasados. Portugal está entre os países da OCDE onde mais aumentou a percentagem de alunos a faltar entre 2015 e 2018, a par da Grécia, Áustria, Peru, Qatar ou Tailândia. Pelo contrário, registaram-se melhorias na Finlândia, Estónia ou Reino Unido. “Os países e as economias onde menos estudantes faltaram um dia inteiro à escola são também os que têm melhor desempenho na leitura”, como em cidades chineses, na Estónia, Finlândia, Hong Kong (China), Japão, Coreia do Sul, Singapura ou Suécia.

Cerca de 28% dos estudantes portugueses admitem que em muitas ou quase todas as aulas de português o professor tem de esperar muito tempo até que os alunos se acalmem. E o relatório conclui que estes alunos tendem a ter um pior desempenho na leitura.

Mais entusiasmo dos professores no privado

A grande maioria dos alunos portugueses (83%) vê entusiasmo na forma como os seus professores os ensinam e até são mais do que a média da OCDE (74%). Esse dado positivo em relação aos docentes tem efeitos no desempenho dos estudantes na leitura, mostra o PISA, concluindo que quanto mais interesse os estudantes veem nos seus professores melhor é o seu desempenho na leitura.

Mas os alunos do ensino privado tendem a ver mais entusiasmo nos seus professores do que os do público. E Portugal é um dos países com a maior diferença nessa perceção entre colégios e escolas públicas. Ainda assim, a OCDE mostra que a grande maioria dos alunos portugueses (86%) dizem que os professores dão uma ajuda extra sempre que é necessário.

Felizes, mas ansiosos

Na generalidade dos países, os alunos estão felizes. E em Portugal são mesmo quase todos (96%): apenas 3% admitem estar sempre tristes. Só que os números também mostram que quase uma em cada cinco crianças (19%) admite ter medo (sem dizer do quê) e isso coloca Portugal entre os países com as maiores percentagens, perto do Japão, Coreia do Sul e Reino Unido (todos acima de 15%).

Em quase todos os países envolvidos no inquérito, o nível de satisfação dos alunos com as suas vidas diminuiu e Portugal é um deles. Ainda assim, os estudantes portugueses estão mais satisfeitos (69%) do que os dos restantes países (67%). E há mesmo 29% que dizem estar muito satisfeitos com a vida.

Trabalho impede um terço dos pais de ir à escola

Um em cada três encarregados de educação (34%) não consegue envolver-se nas atividades da escola dos filhos por estar a trabalhar. Também cerca de um terço dos pais (30%) se queixa de não poder participar devido aos horários escolhidos pelos estabelecimentos de ensino para essas atividades.

Cerca de 60% dos pais discutem as notas dos filhos apenas quando os professores os chamam para esse efeito. Já 54% fazem-no por iniciativa própria, o que até é uma percentagem superior à média da OCDE (41%) Segundo o relatório, os encarregados de educação com um contexto socioeconómico mais favorável tendem a ter mais iniciativa do que os que vivem em condições mais difíceis.

Quando chega a hora de escolher uma escola para os filhos, em toda a OCDE, os pais portugueses são dos que mais se preocupam com a oferta de línguas estrangeiras que o estabelecimento de ensino tenha. Mas para a esmagadora maioria dos casos o mais importante é a escola ser segura (97%), ter um ambiente saudável (93%) e boa reputação (92%).

Falta preparação dos docentes para dar aulas

Portugal é um dos países onde aumentou a preocupação dos diretores das escolas com a incapacidade de os professores darem resposta às necessidades dos alunos e com a sua falta de preparação para dar aulas.

Um em cada cinco alunos portugueses está numa escola onde o diretor acha que os professores não estão bem preparados para dar aulas ~(20%) e mais de metade dos estudantes (69%) encontra-se num estabelecimento de ensino onde se aponta alguma resistência do corpo docente à mudança.

Lançado programa para prevenir obesidade em crianças dos 5 e 6 anos em Alenquer

Dezembro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 2 de dezembro de 2019.

O plano é acompanhar as crianças entre os 5 os 6 anos durante dois anos. As referenciadas terão médico de família, consultas de nutrição, acompanhamento médico e uma aula de natação semanal gratuita.

Um programa integrado de prevenção da obesidade infantil vai ser implementado nos próximos dois anos junto de crianças de 5 e 6 anos de Alenquer, no distrito de Lisboa, foi segunda-feira anunciado.

O município de Alenquer, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o Hospital de Vila Franca de Xira e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa estabeleceram segunda-feira uma parceria com vista à implementação do projeto nos próximos dois anos.

As crianças vão ser referenciadas pelo centro de saúde local, podendo beneficiar de consultas de nutrição e uma aula por semana de natação gratuita. A unidade vai reforçar as consultas de saúde infantil, atribuir médico de família a todas as crianças que integrarem o projeto, promover sessões de esclarecimento junto das famílias e encaminhar casos patológicos de obesidade para o Hospital de Vila Franca de Xira que, por sua vez, é responsável pelo diagnóstico e terapêutica desses casos.

A autarquia assegura a nutricionista e as aulas de natação, assim como a promoção de ações de educação para a saúde e a distribuição de fruta aos alunos do pré-escolar e primeiro ciclo para incentivar a uma alimentação saudável. À Escola Superior compete reforçar as consultas de nutricionismo, participar na organização de atividades para a comunidade e organizar dados estatísticos resultantes do projeto.

Entre 2018 e 2019, os parceiros desenvolveram um projeto-piloto, no âmbito do qual foram avaliadas 88% das crianças do primeiro ciclo do concelho e 89,8% dos alunos entre o ensino pré-escolar e o ensino secundário.

Os resultados segunda-feira apresentados revelaram que 64,5% tinham peso normal, 9,3% das crianças tinham excesso de peso, 12,5% obesidade, 10,4% baixo peso e 2% apresentavam sinais de magreza. Dezassete crianças, entre os 5 e os 6 anos com excesso de peso ou obesas, acabaram por integrar o projeto, após autorização dos pais, tendo beneficiado de acompanhamento e consulta nutricionais, avaliação médica e uma aula semanal de natação.

Nenhuma delas foi encaminhada para o Hospital de Vila Franca de Xira por não apresentarem casos graves de obesidade, mas, após sujeitas às sessões do projeto, cinco baixaram o peso, três normalizaram o peso e dois aumentaram. Na Europa, 29,6% das crianças entre os 6 e os 8 anos apresentam indicadores de excesso de peso e 12% de obesidade, de acordo com dados científicos revelados durante a sessão.

Notícia do Município de Alenquer no link:

http://www.cm-alenquer.pt/News/newsdetail.aspx?news=0fe40b41-c21b-46b7-8ce0-5623effc7502


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