China limita o tempo (e o dinheiro) que as crianças podem gastar com videojogos

Novembro 13, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 6 de novembro de 2019.

As novas regras são uma resposta a um vício que cada vez mais é considerado uma questão de saúde mental. E não apenas na China.

A China vai limitar o uso de videojogos por parte de crianças. Segundo as novas regras publicadas terça-feira, os menores de 18 anos não poderão estar online a jogar entre as 22h00 e as 8h00. Além disso, durante os dias de semana o tempo máximo de jogo é 90 minutos; ao fim de semana serão três horas.

As regras são uma resposta à crescente preocupação com os problemas que os videojogos estão a causar, desde miopia até distúrbios emocionais. Um responsável oficial explicou à agência Xinhua que se trata de “proteger a saúde física e mental dos menores” e criar um espaço de internet limpo. Em 2018, a Organização Mundial de Saúde declarou formalmente o vício dos jogos-vídeos como uma questão de saúde mental.

Para executar o novo regime, havwrá um sistema de identificação unificado. As plataformas de videojogos serão obrigadas a verificar a identidade e a idade dos jogadores, recorrendo a uma base de dados oficial. Já no ano passado a China, o segundo maior mercado para os videojogos, tinha instituído um regulador nessa área e uma moratória na aprovação de novos jogos.

Agora, além das restrições temporais, haverá algumas de natureza financeira. As crianças dos 8 aos 16 anos não poderão gastar mais de 200 renminbis (25,8 euros) por mês em jogos; dos 16 aos 18 o limite sobre para 400 renminbis (51,6 euros). Em 2018, a receita dos videojogos atingiu o equivalente a 34 mil milhões de euros na China.

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