A violência é um espelho

Novembro 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Helder Ferraz publicado no Público de 6 de novembro de 2019.

Os comportamentos das crianças nas escolas reflectem a sociedade que as educa. É preocupante que as crianças desconheçam os limites da sua liberdade quando esta se sobrepõe à liberdade e ao bem-estar dos outros, principalmente no interior do espaço escolar.

O Projeto — Associação de Estudantes é uma iniciativa do qual sou mentor e dinamizador. Nasceu a partir da vontade de uma estudante de sete anos, com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica de Gervide (AP) e do director do Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá, em Vila Nova de Gaia. Este projecto, constituído por crianças entre os seis e os nove anos, assume a participação cívica e política como pilares estruturantes que se reflectem na promoção do debate, na auscultação da população escolar, na angariação de verbas e na devolução à comunidade escolar do trabalho desenvolvido. É importante frisar o contributo fundamental de mães, pais e avós.

Na última sessão do Projeto — Associação de Estudantes, formámos seis grupos de dois elementos, acompanhados por um adulto, com o objectivo de identificarem duas, três ou quatro regras que deveriam ser cumpridas na escola para que houvesse organização e uma convivência harmoniosa entre todos e todas. Terminado o período de reflexão, voltámos à mesa de reunião e apresentei cada regra para debate. A participação sucedeu-se com opiniões diversas. Verifiquei, no entanto, que existia um assunto transversal a todos os grupos e que aparecia mais do que uma vez: a violência. Não apertar o pescoço dos colegas, não atirar pedras, respeitar as opiniões, não saltar para as costas dos colegas ou bater nos amigos foram alguns dos pontos mais identificados.

A violência nas escolas tem vindo a assumir uma nova roupagem com recurso a um estrangeirismo — bullying — e com esta nova denominação parece ser algo recente. No entanto, a violência não é um fenómeno novo, nem tão pouco geracional como muitas vezes quer fazer-se crer, principalmente nas caixas de comentários em notícias a este respeito nas redes sociais. A violência é um fenómeno cultural profundamente enraizado, em primeiro lugar nos contextos familiares e posteriormente nos contextos escolares.

Todas as gerações têm as suas histórias. Histórias nas quais praticamente todos os membros da família “molhavam a sopa” e os professores recorriam a réguas, canas e palmadas. E, por isso, há uma cultura violenta enraizada na história de cada um de nós. Felizmente, estas práticas têm vindo a ser criminalizadas e verifica-se uma consciência gradual do impacto nefasto que a violência tem no desenvolvimento das crianças, o que vai impedindo, pelo menos publicamente, que a agressão a crianças aconteça com maior frequência. Contudo, as vítimas mortais de violência doméstica que se verificam em Portugal (são já 30 este ano) e as mais de 500 detenções que se verificam anualmente desde 2016 são sintomas de uma cultura violenta que, apesar de restringida em público, continua a manifestar-se em privado, na esfera doméstica, e que as crianças presenciam e experienciam.

Os comportamentos das crianças nas escolas reflectem a sociedade que as educa. É preocupante que as crianças desconheçam os limites da sua liberdade quando esta se sobrepõe à liberdade e ao bem-estar dos outros, principalmente no interior do espaço escolar. E quando tanto os agressores como as vítimas têm dificuldades em compreender quando estão a agredir e quando estão a ser vítimas de agressão, este é um sintoma de que nunca alguém parou para calmamente lhes explicar (e repetir) que há limites que não devem ser ultrapassados porque, quando o são, magoam os outros.

Em primeiro lugar, é necessário desmistificar o argumento de que uma criança agressiva ou violenta não é da responsabilidade de ninguém e que a criança já nasceu assim. Nada de mais errado. Nenhum bebé nasce com a personalidade maturada, da mesma forma que não nasce com todas as capacidades e competências motoras, pelo que tanto de uma perspectiva física como psicológica, emocional ou social, não há nada de mais absurdo do que afirmar que qualquer criança já nasceu “desenvolvida”. Aliás, o único caso que conheço é a personagem cinematográfica Benjamin Button. De qualquer modo, neste ponto em particular, basta conhecermos a história do menino selvagem (também documentado em filme) que foi abandonado na selva e cujo processo de socialização se adequou à comunidade responsável pela sua educação (os lobos, para dissiparmos as dúvidas).

Em segundo lugar, é fundamental perceber que quando se afirma que somos um produto da nossa educação isto é, de facto, verdade. Desde os primeiros educadores à família mais alargada, passando por professores, amigos e todas as pessoas com quem convivemos, ninguém é inocente quanto aos exemplos que interiorizamos. Então, da mesma forma que se uma criança não sabe ler é porque nunca lhe ensinaram, também não sabe a diferença entre estar numa sala de aula e no recreio porque nunca lhe explicaram. Dei dois exemplos redutores para algo que é mais complexo do que isto, mas julgo que compreenderão.

Em terceiro lugar, não é pouco comum vermos exemplos de homicidas violentos que sofreram abusos enquanto crianças, muitas vezes dos próprios cuidadores, o que resulta na associação da protecção e do cuidado com a violência, como podemos ver neste relato. Portanto, todos os exemplos que são presenciados pelas crianças são reproduzidos nas suas atitudes e comportamentos, aliás o que se reflecte na forma como se relacionam com os outros.

Por estes motivos e mais alguns, a violência não deve sob qualquer uma das suas manifestações ser parte integrante da educação de qualquer criança. Cabe a cada um de nós fazer algo para que esta consciencialização seja cada vez maior. O Projeto – Associação de Estudantes continuará a fazer a sua parte.

Declaração de interesses: o Projeto – Associação de Estudantes da Escola Básica de Gervide não tem qualquer financiamento público ou privado, depende das acções desenvolvidas pelos seus membros, do apoio da AP, e das mães, pais e avós, que nos acompanham e participam activamente. Tal como o Projeto, também eu dispenso do meu tempo voluntariamente, sem para isso auferir qualquer rendimento, sendo que o entusiasmo e a criatividade das crianças são a melhor recompensa.

A morte vivida por uma criança

Novembro 12, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Vera Ramalho publicado no Público de 29 de outubro de 2019.

A morte de alguém que nos é querido assume-se como uma das experiências mais profundas de dor emocional que uma pessoa pode viver. Sim, vive-se a morte. E cada um vai viver a morte de cada pessoa que ama de uma forma distinta, como uma experiência singular, porque isto advém do contexto geral da sua vida e da relação única que tinha com aquela pessoa que morreu. Com as crianças não é diferente.

A morte tem sido um tabu na nossa sociedade, no entanto, falar sobre a morte nunca foi tão necessário. A dificuldade em abordar este assunto com as crianças está, muitas vezes, relacionada com a dificuldade que os adultos têm eles próprios em lidar com a morte.

Tal como acontece no adulto, o luto da criança é um processo de reconstrução de significados que, com a perda, foram postos à prova. Para a criança, os seus pais, avós, tios e outros entes queridos vão morrer muito velhinhos, ou seja, quando ela já for bem adulta. Até porque, quando tudo está bem na família, não se fala com as crianças na possibilidade de morte prematura e inesperada de alguém, e ainda bem, caso contrário, elas andariam sempre em sobressalto.

Como ajudar a criança a caminhar para a adaptação? Aquando do infortúnio da morte de uma pessoa que lhe é próxima, a criança terá de encontrar sentido para algo que não tem sentido, e, gradualmente, dar lugar à adaptação. Adaptar é ter de reorganizar a sua vida sem a presença física da pessoa que morreu, podendo falar e ouvir falar dela sem a ilusão de que não falar vai doer menos, porque deixar de falar em quem se ama é um pedido cruel e que não faz sentido algum; adaptar é ouvir dos adultos que ficaram a tomar conta dela que aquilo que sente é natural, não sendo vergonha senti-lo nem dizê-lo; adaptar é ter espaço no seu desenvolvimento para encontrar um novo “eu” sem aquela pessoa.

Com o tempo, a dor vai apaziguar e a criança, numa espécie de redefinição de si mesma, vai regular-se, reconstruir ligações com os outros e descobrir novas formas de satisfação e de alegria, mesmo perante a morte. Tudo isso custa muito e tanto a criança como quem está a tomar conta dela pode sentir medo, sobretudo quando se perdeu um conjugue. Medo de largar e ficar sem aquela pessoa para sempre: sem memórias, sem a sua voz, sem o seu cheiro e sem qualquer marca sua. Sem amor. O amor também morre? Não, mas gradualmente vai mudar, porque amar em vida é diferente de amar depois da morte. A criança vai aprender a continuar a amar aquela pessoa numa fase inicial, com uma imensa vontade de estar novamente com ela; depois, através do pesar e da saudade. Com o passar do tempo, desejavelmente, vai caminhar para a construção de um espaço próprio para aquela pessoa no seu coração.

Como ajudar a criança?

Ao invés de fazer um esforço para acabar com o sofrimento da criança, tarefa inexequível, poderá ser mais funcional acompanhá-la na expressão dos seus sentimentos, mostrar que os compreende e que a sua dor pode ser vivida livremente.

Tudo isto quer dizer que quem está à volta da criança tem um papel fundamental na sua adaptação. A forma como a criança suportará a morte de alguém importante para si estará ligada ao apoio que sente dos que lhe são próximos. Esforçar-se para ignorar e evitar qualquer lembrança da perda, ou deixar de falar sobre a pessoa que morreu ou mesmo deixar de vê-la em fotografias só vai tornar tudo mais penoso.

Quando surgem dificuldades de adaptação num membro da família, os outros podem ser induzidos ao mesmo. O isolamento e a culpa podem reduzir as suas vidas a um processo inadaptado, havendo um sério risco de se supor que se criarmos novos laços com outras pessoas ou nos divertirmos estamos a trair a pessoa que morreu.

Dê tempo à criança.

Todos nós temos o nosso tempo. Se hoje não apetecer à criança falar, pode apenas ouvir, sem obrigação de responder. Também pode acontecer haver dias em que não se vai calar com perguntas e outros em que vai parecer que não perdeu ninguém tão importante para si. Isto é frequente nas crianças, porque elas não estão a lidar com a morte através dos pensamentos, mas sim com as emoções. Muitas vezes, as pessoas ficam preocupadas e até chocadas porque no dia do funeral não chorou uma lágrima, ou não quer ir ao cemitério visitar o pai ou a mãe. Nada disso significa que a criança não esteja a viver a morte, mas simplesmente que é criança e na sua esfera desenvolvimental tudo pode ser diferente e ter outros tempos. Ela até pode rir e chorar no mesmo momento, pode ficar birrenta ou queixosa ou pode dormir tranquilamente sem qualquer problema. A crítica a estes comportamentos e à suposta ausência de lamento nunca é bem-vinda e pode simplesmente contribuir para a desadaptação da criança.

Deixe a criança sentir e chorar.

Num momento inicial, que irá ser diferente de criança para criança, os sentimentos predominantes são a tristeza e o medo. Além disso, sendo o luto um período de emoções à flor da pele, as reações podem, numa fase inicial, apresentar-se desreguladas, passando, gradualmente, a uma oscilação em que ora se está bem ora mal, até acontecer a regulação. A criança poderá passar rapidamente da tristeza para a apatia ou o isolamento ou mesmo para a alegria, bem como adoptar comportamentos que fazem parecer que a morte é-lhes indiferente. Todos estes comportamentos e sentimentos são naturais e a criança não deve ser pressionada a sentir tristeza. Respeite a escolha e o tempo da criança.

Cabe aos adultos que a acompanham tornar natural os sentimentos de saudade e pesar e encontrar o que fazer para os expressar e afagar, como ver fotografias ou falar sobre a pessoa que morreu. Vai doer? Sim, vai, e a criança vai chorar. Não diga “Não chores mais”. Porque é que a criança não pode lamentar a ausência de quem tanto amou? Chorar é tão simplesmente a expressão do amor que se transforma em saudade.

A autocompaixão pode ter um papel importante, dando lugar à expressão de sentimentos e ao direito de os sentir e de lamentar por si própria.

Mostre à criança que pode ser feliz com outras pessoas.

Por vezes, nós, os adultos, podemos ter dificuldade em seguir com a nossa vida porque pode parecer que estamos a relegar a pessoa que morreu para segundo plano e que esquecemos o que aconteceu, ou seja, que o nosso amor por ela acabou.

Aos adultos que acompanham a criança pede-se que manifestem os seus sentimentos de forma equilibrada, que os partilhem com as crianças e que sirvam de modelos de relacionamento, indo buscar apoio e conforto noutras pessoas.

Estar presente à medida que a nova história da criança se desenrola é uma forma de trazer a pessoa enlutada à vida, sem medo de falar e com bons ouvidos a escutar.

Rituais fúnebres.

Quando se trata de uma criança que perde alguém importante na sua vida tudo pode tomar uma proporção aumentada porque quem está à sua volta, perante a sua própria dor, pode, por simples preocupação, sentir-se inseguro sobre, por exemplo, levar ou não a criança aos rituais fúnebres.

O adulto deve poupar a criança aos detalhes duros sobre a morte para a sua compreensão e para o seu coração. De resto, dependendo da idade e compreensão da criança, tanto o velório como o funeral podem ter um papel fundamental na forma como se despede do seu ente querido e inicia o seu processo de luto. A presença nesses rituais pode ajudar a criança a tomar a verdadeira consciência de que a pessoa morreu e permite despedir-se dela. Assim, a criança, se tiver idade para tal, deve ser envolvida na tomada de decisão de assistir ou não ao funeral, havendo a possibilidade de não ficar até ao fim. Uma explicação simples e adequada à maturidade da criança sobre os rituais da cerimónia, o que irá acontecer antes e durante o velório e o funeral pode ajudar na decisão, além de preparar a criança para as diferentes respostas emocionais e comportamentais das outras pessoas presentes (choro, gritos, tristeza, silêncio).

Psicóloga Clínica

Robôs querem ajudar a prevenir o bullying de forma divertida

Novembro 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de outubro de 2019.

O projecto do italiano Stefano Cobello vai ser implementado em dez países da União Europeia já a partir de Janeiro de 2020. Portugal incluído.

Inês Duarte de Freitas

Os robôs podem contar histórias, ajudar a fazer contas e até experiências científicas. Os pequenos seres prometem ajudar as crianças a encarar a escola como algo divertido e, acima de tudo, a melhorar o ritmo de aprendizagem. A novidade é que agora os robôs também podem ser os aliados na prevenção contra o bullying. Stefano Cobello observa curioso as máquinas espalhadas pelo átrio do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. É ele o orador principal da conferência “STEM e Robótica em Educação”, promovido pela Clementoni e que junta educadores para conhecer o projecto “Robótica contra o Bullying”.

A partir do próximo mês de Janeiro, a prevenção do bullying nas escolas pode ser feita com robôs. O projecto “Robótica contra o Bullying”, com o apoio da União Europeia, foi desenvolvido ao longo dos últimos três anos e conta já com mais de quatro mil escolas em Itália. Portugal está incluído na lista dos dez países que vão acolher este projecto nos próximos três anos. Ainda não se sabe quais são as escolas, reconhece Stefano Cobello ao PÚBLICO.

Mais do que condenar o bullying, o projecto quer desenvolver uma nova estratégia para o prevenir. São utilizados materiais produzidos “do ponto de vista das crianças”, explica o pedagogo italiano na conferência que ocorreu na tarde de quinta-feira. São as crianças que criam as lições para os robôs e que ditam o que querem que o brinquedo faça.

O que é o bullying, quem é vítima, ou que é o cyberbullying, são alguns dos temas que os robôs abordam de forma didáctica. “O objectivo é fazer as crianças sentirem-se bem no ambiente escolar”, assegura Stefano Cobello, acrescentando que os robôs podem “abrir a mente das crianças, numa atmosfera de aprendizagem mútua”. O projecto, nascido em Itália, utiliza apenas robôs didácticos de fácil utilização. Os brinquedos são ajustáveis, consoante a idade da criança, já que o projecto abrange o pré-escolar e o ensino básico.

Robótica na Educação em Portugal

Desde 2014 que 238 agrupamentos de escolas integraram a robótica e a programação nos seus currículos. “Mais do que motivar é envolver, criar um espaço dentro da escola para a aprendizagem informal”, explica António Manuel Silva, coordenador de Recursos e Tecnologias Educativas da Direcção-Geral da Educação, do Ministério da Educação.

O objectivo é preparar para o futuro, “em que ninguém será nada sem perceber de tecnologia”, continua António Manuel Silva. Ajudar a ganhar tempo ao próprio professor é outras das utilizações da robótica a explorar no ensino, através de tecnologias com feedback imediato, que possam auxiliar na avaliação, por exemplo.

O Kids Media Lab, um projecto que nasceu com a investigadora Maribel Miranda-Pinto, da Universidade do Minho, conta com uma rede de professores a ensinar com recurso a robôs. A Clementoni, produtor destas máquinas, está desde 2017 a trabalhar em parceria com este projecto. A educadora de infância Marlene Fernandes, do agrupamento de escolas de Oliveira dos Frades, começou a utilizar esta tecnologia em 2016 e considera que é “uma ferramenta que se adapta a todos os ritmos de aprendizagem”. “Este trabalho mudou a minha prática e fez-me ir mais além”, confessa a profissional.

Desenvolver o raciocínio espacial da criança é uma das principais ferramentas dos robôs viajantes, que se movimentam para frente, para trás e para os lados. “Quando fazem isto criam percursos mentalmente, com recurso à linguagem da programação”, esclarece Marlene Fernandes.

Já para a professora bibliotecária, Helena Vilas Boas, os robôs são uma forma de ensinar a contar histórias. Cada robô vem com um tapete quadriculado, no qual a professora coloca imagens. Com recurso ao robô, as crianças recontam e organizam cronologicamente a história. “Os robôs proporcionam momentos de brincar a aprender”, explica a professora do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, em Barcelos.

O pedagogo Renato Paiva explica que os robôs são uma ferramenta crucial na função de ensinar as crianças a pensar, porque “alimenta a curiosidade”. “Vivemos numa sociedade dependente da felicidade imediata, também graças à tecnologia. Não trabalhamos a capacidade de resiliência e frustração. O jogo (com os robôs) dá isto: erram até acertar”, defende, durante o encontro.

No evento foi ainda apresentado do livro de actividades Aprender com Robôs, de Maribel Mirando-Pinto e Ricardo Pinto, com ideias sobre como utilizar estes brinquedos para aprender quer na escola, quer em casa. “O livro é um ponto de partida para tirarmos ideias, mas não são actividades fechadas”, garante Ricardo Pinto.

Texto editado por Bárbara Wong


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