ONU marca Dia Internacional da Menina dizendo que elas são “força imparável”

Outubro 15, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Unicef/ UN0212108/Mohammadi
As meninas continuam enfrentando mais obstáculos para ir à escola

Notícia da ONU news de 11 de outubro de 2019.

Agência ONU Mulheres diz que muitos compromissos para dar autonomia às meninas ainda não foram cumpridos; 12 milhões delas casam-se antes de completar 18 anos e 130 milhões de alunas estão fora da escola; já Unicef diz que investir em meninas é investir num futuro melhor para todos.

Esta sexta-feira, 11 de outubro, as Nações Unidas marcam o Dia Internacional da Menina sob o tema: “Força da menina: natural e imparável”, numa tradução livre.

A ONU Mulheres lembra que em 2020, o mundo celebrará os 25 anos da primeira Conferência Mundial sobre Mulheres, que reuniu mais de 30 mil representantes de 200 países, em Pequim, na China.

Fora da escola

Foi neste encontro, que nasceu a aprovação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim.

Mesmo assim, os desafios persistem e muitos compromissos assumidos ainda não foram cumpridos.

Todos os anos, 12 milhões de meninas casam-se antes de completar 18 anos de idade. Cerca de 130 milhões ainda estão fora da escola e quase 15 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos são forçadas a uma experiência sexual.

Movimento

Em nota, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, diz que o movimento, que começou em Pequim, não parou de crescer. Segundo a agência, “o que começou como um movimento mundial lutando por direitos à saúde sexual e reprodutiva, participação política e igualdade salarial, expandiu-se.”

Hoje, as lutas são contra o casamento infantil, violência de gênero, mudança climática, questões de autoestima e educação. Também pedem mais investimentos financeiros e um desenvolvimento inclusivo.

O Unicef destaca alguns progressos nessas décadas. Segundo a agência, “as meninas estão rompendo fronteiras impostas por estereótipos, incluindo crianças com deficiência e outras que vivem em comunidades marginalizadas.

O Unicef afirma que “como empreendedoras, inovadoras e criadoras de movimentos globais, as meninas estão liderando e promovendo um mundo relevante para elas e para as gerações futuras.”

Apoio

Apesar do progresso dos últimos 25 anos, “as meninas em todo o mundo, especialmente aquelas que vivem em áreas rurais ou emergência humanitárias e com deficiência, ainda precisam de ajuda.”

A comunidade internacional deve criar mais oportunidades para que as suas vozes sejam ouvidas e para que elas possam participar na tomada de decisões. Também deve-se dedicar mais recursos para esta população, “porque investir em meninas é investir num futuro melhor para todos.”

Aniversário

O Unicef afirma que, quase 25 depois da sua aprovação, a Plataforma de Ação de Pequim “continua sendo uma base poderosa para avaliar o progresso na igualdade de gênero.”

O documento exige um mundo onde todas as meninas e mulheres possam viver sem violência, frequentar a escola, escolher quando e com quem se querem casar e ganhar um salário igual por um trabalho igual.

A Declaração de Pequim foi o primeiro documento internacional a mencionar, especificamente, os direitos das meninas. Esse reconhecimento continua na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que dedica o objetivo 5 à conquista da igualdade de gênero e à autonomia de todas as mulheres.

A Plataforma de Ação de Pequim tem nove metas relativas às meninas:

 

  1. Eliminar todas as formas de discriminação;
  2. Eliminar atitudes e práticas culturais negativas;
  3. Promover e proteger direitos e aumentar a conscientização sobre necessidades e potencial;
  4. Eliminar a discriminação na educação e desenvolvimento de capacidades;
  5. Eliminar a discriminação nas áreas de saúde e nutrição;
  6. Eliminar a exploração econômica do trabalho infantil e proteger as meninas no trabalho;
  7. Erradicar a violência;
  8. Promover a conscientização e participação na vida social, econômica e política;
  9. Fortalecer o papel da família na melhoria da condição das meninas.

mais informações nos links:

https://www.unicef.org/gender-equality/international-day-girl-2019

https://www.unwomen.org/en/news/stories/2019/10/statement-ed-phumzile-international-day-of-the-girl

Mais de um terço dos jovens portugueses já se sentiu desconfortável na Internet

Outubro 15, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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A utilização intensiva das redes sociais intensifica a sensação de solidão, mesmo entre os jovens que tenham, à partida, uma boa rede de relações sociais e familiares GettyImages

Notícia e imagem do Expresso de 17 de setembro de 2019.

Estudo nacional revela que 14% dos jovens também já foram ofensivos ou agiram incorretamente com alguém.

Um em cada três jovens portugueses já se sentiu desconfortável enquanto navegava na Internet e 14% já foram ofensivos ou agiram incorretamente com alguém, segundo um estudo nacional divulgado esta terça-feira

O estudo, conduzido pela Netsonda e promovido pelo Faceboook, hoje divulgado, revela que 38% dos jovens já se sentiram desconfortáveis enquanto navegavam na internet, em oposição com os restantes 62% que dizem nunca terem sentido qualquer incómodo.

Dos jovens inquiridos, 14% admitiram mesmo já terem dito algo ofensivo ou terem agido incorretamente com alguém através da ‘web’, sendo que “chamar nomes” foi o ato mais apontado.

Comparando rapazes com raparigas, eles são mais agressivos também na Internet (17% contra 10% das raparigas).

Perante a hipótese de alguém ser desagradável com eles ou com alguém seu conhecido, a maioria optaria por enviar mensagem privada ao “agressor” ou pedir ajuda aos pais, professores ou algum adulto de confiança.

No entanto, 29% ignorariam o ato, enquanto outros 22% optariam por falar diretamente com a pessoa. Os amigos surgem como a quinta opção: 19% dizem que recorreriam aos seus amigos para tentar resolver o problema.

É através das redes sociais que os jovens se mantêm em contacto com os amigos, mas é também em frente a um ecrã que se divertem, acompanham as novidades e tendências, segundo um inquérito online realizado durante o mês de agosto a mil jovens portugueses, entre 14 e 19 anos

O estudo tentou perceber o que fazem os mais novos quando estão nas redes sociais, de que forma acedem à Internet, como reagem perante uma “agressão” virtual ou que experiências já vivenciaram.

Hoje em dia, são raros os jovens que não têm um ‘smarphone’ e é através dele que acedem à Internet: 69% usam o telemóvel, seguindo-se o computador (17%).

As consolas de vídeo jogos e o computador de família são as opções menos recorrentes (2%).

É precisamente para estar em contacto com os amigos que os jovens mais usam as redes sociais (79%), mas também como forma de entretenimento (61%).

Já 49% dizem que lhes permite acompanhar as novidades das marcas e os “influencers”. Numa comparação entre rapazes e raparigas, elas estão muito mais interessadas em acompanhar as tendências (60% contra 39% de rapazes) enquanto eles usam muito mais as redes para entretenimento (74% contra 47%).

“Ler notícias” também é um dos principais motivos para usar as redes sociais, principalmente entre os mais velhos: os jovens entre os 17 e os 19 anos colocam esta função em terceiro lugar, enquanto entre os mais novos o desejo de se manter informado surge em quinto.

Apenas um em cada três jovens diz usar as redes sociais para manter o contacto e ver as publicações da família.

O estudo hoje divulgado revela ainda a atitude que os jovens imaginam que teriam perante um eventual abuso, sendo apresentada a hipótese de ser publicada uma fotografia sua sem consentimento: oito em cada dez (79%) dizem que pediriam que a foto fosse retirada, 76% acreditam que reportariam a situação à rede social e 61% retiravam a sua identificação da imagem.

No universo de inquiridos, 60% já comunicaram situações nas redes sociais.

Bloquear ou deixar de seguir alguém já faz parte dos hábitos dos jovens, com mais de 60% dos inquiridos a admitirem que já utilizaram estas ferramentas para gerir o contacto ‘online’ com outros.

Apenas 3% desconheciam que tal era possível e 12% disseram conhecer essa opção, mas nunca a utilizaram.

O estudo tentou ainda perceber se seriam capazes de partilhar as suas ‘passwords’ com alguém. A maioria disse que não, mas 35% responderam afirmativamente, colocando a família, os namorados e os melhores amigos como as pessoas a quem estavam dispostos a entregar as palavras passe de acesso às redes sociais, e-mails ou ‘smartphones’.

Um em cada 100 jovens disse mesmo que partilharia a ‘password’ com os professores ou diretores da escola.

Encontro “Boas práticas e desafios na intervenção em rede” 17 outubro em Almada

Outubro 15, 2019 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Encontro MDV- CAFAP programa

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/481082185811185/

Educação financeira: o que ensinar às crianças?

Outubro 15, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da TSF de 7 de outubro de 2019.

Por Rita Costa

Fizemos a pergunta a Susana Albuquerque, coordenadora de Educação Financeira da Associação de Instituições de Crédito Especializado, que lembra que é a partir de cedo que se adquirem hábitos comportamentais.

“A partir dos 3 anos, eu posso ensinar os meus filhos a esperar para ter e quando estou a ensinar a esperar para ter estou a ensinar o comportamento que está na base da poupança, porque a poupança implica adiar a gratificação imediata”, afirma Susana Albuquerque.

A coordenadora de Educação Financeira da Associação de Instituições de Crédito Especializado da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) sublinha a importância dos pais terem consciência de como coisas tão simples como “não podes ter agora, vais esperar ou vais ter amanhã” são formas de educar para a poupança.

“Como é que se formam comportamentos, como é se se formam hábitos? Através do treino”. E é por isso que Susana Albuquerque pede atenção às pequenas coisas do dia a dia. “Cada vez que vamos às compras, mostramos o que é fazer uma lista, mostramos que temos um limite para gastar e que, portanto, se calhar não podemos levar tudo o que está nas prateleiras e que temos de fazer escolhas”, sugere.

Susana Albuquerque acredita que ao envolvermos as crianças quando vamos às compras, estamos a fazer com que experienciem e sintam que fazer escolhas é natural. Elas podem aprender desde cedo a fazer escolhas conscientes.


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