WhatsApp. Nova versão vai barrar utilizadores com menos de 16 anos

Setembro 18, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 20 de agosto de 2019.

A plataforma de mensagens, propriedade da Facebook, tem qualquer coisa como 500 milhões de utilizadores diários. A nova versão está ainda a ser afinada nas oficinas da empresa.

A nova versão do WhatsApp (2.19.222), a plataforma de mensagens que pertence à Facebook, vai banir os utilizadores europeus que tenham menos de 16 anos, conta o “El Mundo”.

Esta regra já constava da política de privacidade daquela empresa (AQUI) desde 2012. Em 2016, conta o diário espanhol, a versão europeia estava condizente com o resto do mundo: menores de 13 anos não podiam usar a app. Mas na última atualização a idade mínima voltou a subir para 16.

Existem ainda muitas reticências sobre de que maneira a empresa vai identificar, monitorizar e banir os utilizadores europeus com menos de 16 anos.

O WhatsApp tem qualquer coisa como 500 milhões de utilizadores diários. A nova versão está ainda a ser afinada nas oficinas da empresa.

Transporte de crianças no automóvel

Setembro 18, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

Texto do site Educare de 18 de janeiro de 2019.

Em termos gerais, se os automóveis têm sistema isofix, deve eleger um modelo homologado pela norma i-size. Caso tenha um carro sem sistema isofix, poderá optar por um modelo homologado pela norma R44/04.

Atualmente estão em vigor duas normas para transporte de crianças. A mais antiga R44/04, em função do peso, e uma mais recente R129, também denominada de i-size, em função da estatura.

A norma R44/04 encontra-se detalhadamente explicada no artigo “Transporte de crianças no automóvel – que cadeira”.

A norma i-size está atualmente homologada para crianças até aos 105cm (cerca de 3 ou 4 anos), pelo que sempre que possível deve guiar-se por esta norma. Prevê-se que até 2020, esta esteja homologada para crianças com estatura superior.

Em termos gerais, se os automóveis têm sistema isofix, deve eleger um modelo homologado pela norma i-size. Esta norma é facilmente identificável na própria cadeira, onde se encontra registado um número de homologação que começa por “00”. Caso tenha um carro sem sistema isofix, poderá optar por um modelo homologado pela norma R44/04, cujo número de homologação inicia por “04”.

Do nascimento até aos 12 meses
As cadeiras normalmente designadas como “ovo” ou “baby coque” estão homologadas para bebés desde o nascimento até aos 75 cm. Devem ser sempre instaladas no sentido inverso à marcha e é proibida a sua utilização em lugares com airbag ativo. O cinto da cadeira deve estar regulado à altura do ombro da criança ou ligeiramente abaixo, com uma folga de apenas um dedo. Não deve ficar torcido nem com folgas. No Inverno, deve evitar-se transportar o bebé com casacos grossos na cadeira uma vez que impedem que o arnês (cinto interno) fique justo e sobre o ombro.

Quando trocar de cadeira?
Mesmo que os pés do bebé comecem a bater no carro ou as pernas fiquem encolhidas, isso não compromete a segurança da cadeira. Nunca se deve mudar o bebé cedo demais para uma cadeira maior. A mudança só deve ocorrer quando a criança tiver um peso superior a 9kg e, idealmente, com uma idade superior a 12 meses. A criança só deve mudar de cadeira quando atingir o peso máximo ou quando a cabeça se localizar acima das costas da cadeira, ficando o arnês demasiado baixo e não ao nível do ombro.

Dos 12 meses aos 3 ou 4 anos
Até aos 15 meses, é obrigatória a instalação da cadeira no sentido inverso à macha. Contudo, a APSI – Associação para Promoção de Segurança Infantil – aconselha a sua utilização nesta posição até os 18 a 24 meses e, idealmente, até aos 3 ou 4 anos.
Também nestas cadeiras, o arnês deve estar regulado à altura do ombro da criança, ou ligeiramente abaixo, com uma folga de apenas um dedo, medida no ombro.

Dos 3 ou 4 anos até 135cm
Geralmente designadas como cadeiras de apoio, ou bancos elevatórios com costas, estas dão altura à criança para utilizar o cinto de segurança do carro. Estão homologadas para crianças com mais 3 ou 4 anos e pelo menos 15kg de peso.
A parte inferior da faixa diagonal deve passar por baixo da guia inferior existente no assento, para que o cinto fique sobre a raiz das coxas e regulado à altura do ombro, não incomodando o pescoço. Adicionalmente, nunca se deve permitir que a criança coloque o cinto debaixo do braço.
Nos modelos com costas descartáveis, estas não devem ser retiradas antes dos 8 ou 9 anos. De preferência, devem manter-se até que as crianças tenham altura suficiente para passar a utilizar apenas cinto de segurança. Atualmente, no entanto, já não estão a ser fabricadas este tipo de cadeiras que permitem retirar as costas e manter apenas com bancos elevatórios. De notar, porém, que a utilização de banco elevatório não é recomendável em carros sem encosto de cabeça traseiro.

Cuide do seu filho e transporte-o em segurança.

Joana Vilaça com orientação Margarida Reis Morais, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

Afogamento em idade pediátrica: verão após verão a tragédia repete-se

Setembro 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 16 de agosto de 2019.

Estamos no verão! A pior época do ano no que respeita aos afogamentos.

Afogamento, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), define-se por um processo que condiciona insuficiência respiratória em resultado da imersão (pelo menos da face e da abertura da via aérea) ou submersão (todo o corpo) em água/outro líquido, independentemente da sobrevida ou não. Desde o nascimento que o contacto com água torna-se rotineiro e, para a maioria das crianças a água é uma diversão atrativa. Contudo, esta interação acarreta risco e a vulnerabilidade das crianças varia de acordo com a idade, género e estádio de desenvolvimento.

O afogamento é um acontecimento trágico, muito rápido (segundos são suficientes), silencioso (a criança não faz barulho e não pede ajuda) e que pode ocorrer em pequenas quantidades de água (menos de um palmo de água).

Apesar das campanhas anuais de prevenção da morbi-mortalidade por afogamento, as situações fatais ou com consequências devastadoras permanecem.

Em Portugal, o afogamento é a segunda causa de morte acidental nas crianças (depois dos acidentes de viação) e a grande maioria poderia ser prevenida. De acordo com o último relatório da Associação para a Promoção e Segurança Infantil (APSI), nos últimos 16 anos ocorreram 247 afogamentos com desfecho fatal e 586 internamentos na sequência de afogamento e, desde há 7 anos que estes números têm vindo a diminuir. Nas crianças hospitalizadas, o prognóstico é geralmente reservado, e as que sobrevivem podem apresentar sequelas neurológicas permanentes. No entanto, estes números não devem subestimar este problema de saúde pública. A maioria das crianças e jovens com necessidade de internamento ocorre dos 0 aos 4 anos e a maioria das mortes por afogamento dos 15 aos 19 anos. O género masculino associa-se à maioria dos afogamentos (66%). Quanto aos locais, as piscinas são os planos de água com maior registo de afogamentos, sobretudo na primeira década de vida, seguido das praias e dos rios/ribeiras/lagoas com crianças e jovens mais velhos. Em todos os meses do ano há registo de afogamento, no entanto Junho, Julho e Agosto são os meses onde se verificam mais casos.

É importante conhecer os riscos:
– Vulnerabilidade da idade;
– Género (sobretudo masculino);
– Acessibilidade a planos de água (piscina, praia, rios/ribeiras/lagoas e poços) e ausência de barreiras físicas que impossibilitem o acesso livre à água ou dispositivos de flutuação adequados (braçadeiras e/ou coletes salva-vidas essenciais em ambientes aquáticos). De alertar que as boias e os colchões são falsamente seguros, uma vez que facilmente são deslocados quer pelo vento quer pela ondulação.
– Ausência ou inadequada vigilância (mesmo na banheira): devendo evitar-se qualquer elemento distrativo como exemplo o uso do telemóvel;
– Consumo de álcool e drogas e exposição simultânea a banhos;
– Incumprimento das regras de segurança do local;
– Patologias de base como por exemplo epilepsia.

É fundamental criar ambientes seguros, minimizando os acidentes:

1.  Vigilância ativa: o cuidador deve vigiar as crianças na água ou na sua proximidade, sem distrações (como por exemplo o telemóvel) e de forma atenta e permanente para que possa intervir de imediato sempre que necessário. Com ressalva de que o cuidador deverá saber nadar de forma a evitar colocar a sua vida e das crianças em risco.
2.  Nas férias, vigilância redobrada, com reconhecimento do local e dos planos de água.
3.  Quando em ambiente de festa, com muita gente, estabelecer um sistema rotativo de vigilância, havendo sempre um adulto responsável pelo ambiente aquático.
4.  Esvaziar baldes, alguidares e banheiras, logo após a sua utilização. Não deixar a criança sozinha no banho, sem supervisão e esconder a tampa da banheira para evitar que a criança a encha sozinha.
5.  Colocar barreiras físicas que impossibilitem o acesso à água (piscinas, poços, fossas e tanques). O uso de barreiras não deve substituir a supervisão do cuidador. Outros sistemas de proteção para a piscina existentes no mercado não mostraram benefício. Não deixar brinquedos atrativos perto e/ou na piscina.
6.  Optar por praias e piscinas vigiadas, localizar o nadador salvador e cumprir as regras de segurança e sinalização do local.
7.  Equipamento de flutuação (braçadeiras/coletes salva-vidas ajustados ao corpo) devem ser sempre colocados nas crianças junto aos ambientes aquáticos. No entanto, esta medida não substitui as supramencionadas.
8.  Formação em suporte básico de vida, sobretudo para quem tem piscina no domicílio.
9.  Iniciar aulas de natação e promover comportamentos seguros o mais precocemente possível.
10.  Fortalecer a consciencialização pública e advertir para a vulnerabilidade das crianças.
11.  Alertar para os riscos de mergulhar em zonas com profundidade da água desconhecida ou onde existam rochas submersas ou desníveis.
12.  Incentivar as crianças a permanecerem perto das margens e a nunca entrarem na água sem vigilância.

Prevenir o afogamento está nas nossas mãos!

Ana Ribeiro, com a colaboração de Clara Machado, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.


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