Repelentes. “Se são seguros para os adultos, são seguros para as crianças”

Agosto 26, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Ben White Unsplash

Texto e imagem do site MAGG de 1 de agosto de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

O pediatra Fernando Chaves não acredita na eficácia de repelentes mais ligeiros, formulados especificamente para crianças.

A época quente tem muitas coisas boas, mas também traz umas quantas más. E se os dias de férias e os mergulhos são recebidos com alegria, o mesmo não se pode dizer das filas constantes para atravessar a ponte 25 de Abril, da rapidez com que os gelados se derretem e dos ataques das melgas, mosquitos e afins, que são um dos maiores flagelos do verão.

É verdade que os adultos são tão suscetíveis de sofrerem picadas destes insetos como as crianças e os bebés mais pequenos, mas também não é mentira que esta população requer mais cuidados, de uma forma geral. E os pais ficam mais nervosos com uma borbulha na perna dos filhos do que com uma gigantesca baba em si próprios.

Felizmente, hoje em dia existem várias soluções no mercado para afastar estes insetos, desde os repelentes aos difusores, e até às pulseiras anti mosquitos, uma gama de produtos muito recente. E muitos destes produtos têm sub gamas especificas para bebés e crianças.

Mas será que esta divisão entre a população faz sentido? Fernando Chaves, pediatra do Hospital Lusíadas Lisboa, acha que não: “Acho graça a essa ideia de colocar as crianças à parte dos adolescentes e dos adultos. Se esse tipo de produtos fosse tão tóxico para as crianças, também o seria para o resto da população”.

As crianças podem usar os mesmos repelentes do que os adultos?

Se entrar numa farmácia em busca de um repelente, vai encontrar várias opções indicadas para bebés, outras para crianças mais velhas e por aí em diante. O mesmo acontece num supermercado, com os eletrodifusores para afastar mosquitos e melgas: existem alguns específicos para os mais jovens.

No entanto, segundo o pediatra Fernando Chaves, estas gamas de produtos podem não ser eficazes. “Na minha opinião, estes produtos representam um nicho de mercado que não serve para nada. São teoricamente mais leves, logo é bem provável que não afugentem os insetos”, explica o especialista à MAGG.

De acordo com o pediatra, existem repelentes de farmácia com a indicação que não podem ser usados antes dos 6 meses de idade.

“Logo, eu pergunto-me: um bebé de 5 meses não os pode usar? O que digo aos meus pacientes em relação a um repelente de farmácia, por exemplo, é que se usam uma determinada quantidade num adolescente, usem metade numa criança mais nova”, salienta Fernando Chaves.

No entanto, há cuidados a ter. Segundo o especialista, os pais devem evitar colocar repelente “nas mãos dos bebés e das crianças, dado que estas as podem levar à boca, e também nos pés, uma vez que alguns bebés, ali por volta dos 6 meses, também os põem na boca”.

Da mesma forma, Fernando Chaves alerta que este tipo de produtos de farmácia devem ser “aplicados de forma segura no corpo dos mais pequenos, evitando as superfícies que possam entrar em contacto com a boca e os olhos”.

Em relação aos eletrodifusores clássicos contra os insetos, que colocamos nas tomadas das paredes, o pediatra também os considera seguros, mas recomenda que faça limitações ao seu uso. “Pode optar por deixá-los ligados durante o dia e, à noite, fechar as janelas e desligá-los”, diz Fernando Chaves.

E as discretas e práticas pulseiras anti mosquitos, são eficazes? O especialista explica que “é tudo muito novo e não sei se resultam, se são eficazes. Se me perguntar daqui a dez anos, já consigo ter uma opinião sobre as pulseiras”.

“Mais do que tratar as picadas, é importante evitá-las”

Para Fernando Chaves, médico pediatra, “mais do que tratar as picadas, é importante evitá-las”. Assim, o especialista recomenda a que se usem barreiras físicas, como os mosquiteiros nas janelas e nos berços, bem como o uso de repelentes tópicos e eletrodifusores contra insetos.

No entanto, os insetos podem sempre levar a melhor e picar as crianças, sendo que existem algumas mais sensíveis do que outras, e que exigem maiores cuidados.

“Há crianças que fazem picadas exuberantes, que ficam com aquelas babas enormes. Nestes casos, e mediante aconselhamento do pediatra, acho eficaz que os pais recorram a anti-histamínicos orais de imediato, logo a seguir à criança ser picada, para impedir o processo de inflamação e alergia local, que também dá muita comichão”, salienta o especialista.

Para além disso, deve também ter em conta o seu destino de férias. “As melgas e os mosquitos não são iguais em todos os países. Sempre que quiser comprar repelentes, aconselho a que o façam já no destino e com a recomendação dos profissionais de saúde e farmacêuticos locais”, conclui o pediatra.

Santa Casa abre clínica dentária gratuita para todos as crianças de Lisboa

Agosto 26, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Expresso de 18 de agosto de 2019.

Raquel  Moleiro

Unidade odontopediátrica destina-se a todos os menores que residam ou estudem no concelho, seja qual for a condição social.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) inaugura na próxima terça-feira o Serviço Odontopediátrico de Lisboa (SOL), uma unidade de medicina dentária gratuita para todas as crianças e jovens até aos 18 anos que residam ou estudem no concelho, qualquer que seja a sua condição social e económica. “Trata-se de um projeto único em Portugal que tem como objetivo providenciar cuidados medico-dentários de elevada qualidade a todos os menores da capital. Não é só para famílias carenciadas”, explica a Santa Casa, frisando que as consultas com os dentistas e os tratamentos não são cobrados a ninguém.

A única exceção paga são os serviços de ortodontia — vulgo, aparelhos —, mas os beneficiários de abono de família estão isentos de qualquer custo, independentemente do ato.

50 mil consultas por ano

A Santa Casa estima realizar 50 mil consultas por ano e diminuir, pelo menos, em 60% a prevalência da cárie dentária até 2025 no concelho de Lisboa. “Com o SOL, queremos alcançar uma mudança efetiva de comportamentos e alterar o paradigma da saúde oral na cidades de Lisboa. O êxito alcançado por programas de atenção precoce à saúde oral em alguns países mostra uma prolongada ausência de cáries em crianças que recebem cuidados desde os primeiros meses de vida”, explica a organização.

A clínica, situada na Avenida Almirante Reis, será composta por dez médicos dentistas, três higienistas orais, dez assistentes dentários, um auxiliar e quatro administrativos, todos em dedicação a tempo inteiro. Funcionará de segunda a sexta, das 8h às 20h, e ao sábado, das 8h às 13h. Os contactos para as marcações estarão disponíveis no site da SCML (www.scml.pt) a partir de terça-feira.
A inauguração vai contar com a presença do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, e da ministra da Saúde, Marta Temido.

PGR vai avaliar atuação no caso das gémeas que viviam em garagem

Agosto 26, 2019 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Os pais das meninas, Mariana Santos e João Moura, negam todas as acusações Foto: Álvaro Isidoro / Global Imagens

Notícia do Jornal de Notícias de 23 de agosto de 2019.

Inês Banha

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está “a recolher elementos que permitam analisar e avaliar os procedimentos desencadeados” no caso das gémeas de 10 anos resgatadas, a 14 de agosto, da garagem onde residiam com os pais e vários animais, na Amadora.

Desde março de 2017 que o Ministério Público (MP) sabia que as meninas poderiam estar expostas a agressões físicas e psicológicas entre os progenitores, mas, na altura, não foi capaz de encontrar a família. Isto apesar de, no ano anterior, a família se ter apenas mudado de um lado para o outro da Estrada Militar da Damaia e de a Câmara Municipal da Amadora ter sido informada de que a garagem era o local de trabalho do pai das crianças.

“A Procuradoria-Geral da República encontra-se a recolher elementos que permitam analisar e avaliar os procedimentos desencadeados no âmbito deste caso e respetiva adequação, atentos os factos e circunstâncias em que se desenvolveram”, refere esta sexta-feira, em comunicado, o organismo.

De acordo com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora, as meninas foram sinalizadas pela primeira vez em outubro de 2013, por alegadamente presenciarem agressões entre os pais. Mãe e filhas, à data com quatro anos, foram afastadas e o processo de promoção e proteção das menores arquivado.

Mas, em setembro de 2016, o procedimento foi reaberto na sequência de uma nova denúncia pelo motivo e posteriormente enviado para o MP.

“Em março de 2017, a CPCJ remeteu ao Ministério Público os processos de promoção e proteção que tinha instaurado a favor das crianças por não ter conseguido obter consentimento legitimador da sua intervenção face ao desconhecimento do paradeiro dos pais”, adianta, esta sexta-feira, a PGR.

Na altura, foi então aberto “um processo interno com vista a recolher elementos que o habilitassem a propor uma ação judicial, designadamente aprofundando diligências para localização dos progenitores e crianças”, com recurso “à entidade policial, Segurança Social e DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares)”.

“Não tendo sido possível tal localização, desde logo atenta a demolição da construção onde terão habitado e o desconhecimento da sua nova morada, ficou prejudicada, naquele momento, a instauração de processo judicial de promoção e proteção, o qual, necessariamente, pressuporia o conhecimento das crianças”, acrescenta o organismo.

O caso acabaria por ter desenvolvimentos apenas no verão de 2019, após uma denúncia anónima, tal como o JN noticiou, para a linha SOS-Criança, gerida pelo Instituto de Apoio à Criança.

“Tendo chegado ao conhecimento do Ministério Público, em julho de 2019, novos elementos, incluindo a localização do agregado familiar, o Ministério Público instaurou, imediatamente, um processo judicial de promoção e proteção, que se encontra em curso, tendo sido aplicada às crianças a medida de acolhimento residencial a título cautelar”, esclarece a PGR.

Além deste processo, no âmbito do qual será elaborado o diagnóstico completo “da situação atual e do quadro familiar e social que à mesma conduziu”, o MP instaurou ainda “um inquérito-crime onde se investigam factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de violência doméstica”, que se encontra em segredo de justiça.

As gémeas nunca foram à escola e andariam sujas e mal vestidas na rua. Os pais negam todas as acusações.

Ateliê Instrumental para Pais e Filhos – 9 setembro em Lisboa

Agosto 26, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições até 5 de setembro

Inscrições e informações  carlaguedelha@metropolitana.pt

(indicando o nome e idade da(s) criança(s) + nome e contacto dos encarregados de educação)

https://www.metropolitana.pt/

Cerca de 14% das crianças até aos 9 anos são expostas ao fumo do tabaco em casa

Agosto 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 1 de agosto de 2019.

Um novo estudo revela que as crianças cujos pais são fumadores e com menor nível de escolaridade estão mais expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa.

Cerca de 14% das crianças portuguesas até aos 9 anos são expostas diariamente ou ocasionalmente ao fumo do tabaco em casa, percentagem que sobe para os 32,6% nos alunos do quarto ano de escolaridade.

O estudo sobre a “Prevalência de crianças portuguesas expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro” revela que as crianças cujos pais são fumadores e com menor nível de escolaridade estão mais expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa.

A investigação, que decorreu entre janeiro e setembro de 2016, é um estudo transversal descritivo que envolveu uma amostra representativa de 2.396 crianças portuguesas dos zero aos 9 anos, estratificada por idade e por região administrativa NUTS II.

Publicado na revista científica da Ordem dos Médicos “Ata Médica”, o estudo revela que 5,4% das crianças estão duplamente expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro.

Segundo a investigação, 5,8% das crianças estão expostas ao fumo em casa diariamente e 8,5% ocasionalmente.

O estudo verificou que 6,1% das mães e 11,2% dos pais fumam no domicílio. Constatou também que 4,5% das mães e 8,3% dos pais fumam no carro.

A exposição das crianças ao fumo ambiental do tabaco tem diminuído em Portugal. Ainda assim, o consumo de tabaco dos pais e um baixo nível de escolaridade são fatores de risco para a exposição das crianças em casa”, sublinha.

De acordo com o estudo, a exposição ao fumo é maior nas crianças cujos pais têm um menor nível de escolaridade (19,6%) do que naquelas em que os pais têm mais estudos (6,2%).

Essas diferenças foram estatisticamente significativas na amostra total e na maioria das regiões avaliadas (Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Algarve, Região autónoma dos Açores).

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Prevalência de Crianças Portuguesas Expostas ao Fumo Ambiental do Tabaco em Casa e no Carro


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