Falha em aplicação do Facebook permite que estranhos comuniquem com crianças

Agosto 9, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 23 de julho de 2019.

A aplicação Messenger Kids foi desenhada para que as crianças só comunicassem com quem os pais permitissem, mas um erro possibilitou a comunicação entre menores e estranhos no chat.

“Safe Kids Chat App” ou “Aplicação de Chat segura para crianças”. Assim se define a ferramenta Messenger Kids, lançada em 2017 como a versão júnior do chat do Facebook. A ferramenta permite que os pais decidam quem pode ou não contactar os filhos. Mas uma falha na construção desta ferramenta possibilita utilizadores não autorizados de comunicarem com as crianças, de acordo com o BBC. O erro foi confirmado pela própria empresa.

A aplicação nasceu com uma única promessa: dar o máximo controlo possível aos pais de crianças menores de 13 anos, garantindo que só comunicam com quem os progenitores permitam. Mas falhou na sua principal missão. “Recentemente, notificámos alguns pais sobre um erro técnico que detetámos e que afetou um pequeno número de conversas de grupo”, confirmou a empresa esta segunda-feira.

O Facebook garante que desativou imediatamente os chats afetados e promete que irá fornecer “recursos adicionais no Messenger Kids e na segurança online” para os pais e para as crianças. Em declarações à BBC, um porta-voz da empresa disse que não chegou nenhuma reclamação sobre o problema nem verificou nenhum comportamento inadequado por parte dos intervenientes na conversa.

A organização norte-americana Common Sense Media, que promove campanhas de sensibilização pela segurança online das crianças, garante que este erro veio confirmar as suas suspeitas face à aplicação.

“O Messenger Kids é apenas o exemplo mais recente de um produto do Facebook que representa riscos desconhecidos de privacidade para pais e utilizadores”, disse o fundador e diretor executivo da organização, James Steyer. “Estas preocupações com a privacidade, combinadas com sérias reservas de especialistas sobre o impacto das redes sociais para os adolescentes, levantam a questão: porque precisamos de um produto projetado para atrair as crianças?”, sublinhou.

As questões de privacidade não têm sido um tema alheio ao Facebook. Ainda este mês, a Comissão Federal do Comércio dos EUA condenou a empresa a pagar uma multa de cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros) devido à exposição de dados de utilizadores, no seguimento do escândalo Cambridge Analytica. Já em outubro do ano passado, tinha sido multada no Reino Unido no valor de 560 milhões de euros pelo mesmo motivo.

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