Como identificar problemas de visão nas crianças?

Julho 22, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 8 de julho de 2019.

Por  Rita Costa

Uma criança que se aproxima muito da televisão ou que semicerra os olhos pode ter problemas de visão. Raul de Sousa, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria revela sinais que merecem atenção.

“Quando uma criança tenta ler um livro demasiado perto ou se aproxima muito da televisão para ver isso é, normalmente, denunciador de miopia”, afirma Raul de Sousa que acrescenta outros sinais que podem revelar problemas de visão.

Ouça aqui o programa completo.

” Semicerrar os olhos é um sinal de que alguma coisa não está a funcionar bem.” Além disso, há as dores de cabeça e os olhos desalinhados. Sinais que pelo que adianta o presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria podem indicar igualmente problemas de visão e devem levar a uma consulta de especialidade.

Uma quebra acentuada no desempenho escolar deve também alertar os pais. Muitos vezes é algo que não está bem com os olhos das crianças.

Para ir vigiando o estado da visão das crianças, Raul de Sousa recomenda que se faça uma experiência pelo menos de três em três meses. “Tapar um olho, olhar à distância e comparar a visão com o outro olho, ou seja, tapar os olhos alternadamente e comparar a visão de um olho para o outro.” Além disso é importante fazer consultas de rotina.

China está a separar milhares de crianças muçulmanas dos pais e a “reeducá-las”

Julho 22, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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SOPA Images/ Getty Images

Notícia da Visão de 9 de julho de 2019.

Os uighures são muçulmanos que vivem em Xinjiang, no noroeste da China. As autoridades estão a separar famílias, enviar crianças para colégios internos e os pais para campos. Aqueles que escaparam para Turquia falaram à BBC e só pedem para voltar a ver os filhos

Xinjiang é um território autónomo no noroeste da China. Faz fronteira com oito países, entre eles a Mongólia, a Rússia, o Cazaquistão e a Índia. Até há pouco tempo, a grande maioria da sua população era Uighur, uma etnia com traços culturais ligados ao islamismo. Mas a relação entre esta minoria étnica e o povo chinês tem causado vários episódios de violência e perseguição.

Uma grande reportagem emitida na semana passada pela BBC denuncia que as autoridades chinesas estão a separar famílias muçulmanas, situações em que os pais são colocados em campos, ou até mesmo prisões, e as crianças são enviadas para colégios internos onde lhes é incutida a língua, a cultura e a paixão pela China. Alguns conseguiram fugir para outros países.

Abdurahman Tohi é um das centenas de muçulmanos uighures que agora vive na Turquia. Há três anos que não vê nem sabe nada sobre a mulher e os filhos, depois de os mesmos terem partido para Xinjiang numa curta visita aos avós. Este ano, descobriu na internet um vídeo do seu filho de quatro anos, num orfanato, a falar não na língua materna, mas em mandarim. Quando lhe perguntam qual a sua terra natal, a criança responde com entusiasmo “República Popular da China”.

Estes e mais casos são dados a conhecer através de uma série de entrevistas feitas pelo jornalista da BBC na Turquia, o único sítio onde os uighures são livres para falar à imprensa. A grande maioria não sabe onde estão os filhos e outros familiares e emociona-se ao mostrar fotografias dos mesmos às cameras.

Na mesma reportagem, a BBC relata a visita a uma escola em Xinjiang que alberga mais de 800 crianças. “O governo chinês permitiu a entrada de alguns jornalistas (…) isto é o que eles querem que o mundo veja”, afirma o narrador da reportagem, insinuando, e mais tarde comprovando, que as instalações foram modificadas com o intuito de transparecer uma imagem mais livre. Por exemplo, a retirada de câmaras de vigilância e a colocação de espaços de lazer, como campos de basquete, em sítios que normalmente estão vazios.

Os números indicam cerca de 400 crianças separadas dos pais e internadas em colégios onde lhes são ensinadas a língua oficial da China, aspetos da cultura e da identidade do país, convencendo-os de que estão a ser inseridos na sua verdadeira identidade cultural. Separados dos familiares e da sua religão, os jovens estão, segundo as autoridades chineses, a ser desviados do extermismo religioso e da violência.

Pode ler e assitir à grande reportagem da BBC aqui.

Barbie com “curvas” não é bem recebida pelas crianças, diz estudo

Julho 22, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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A linha Fashionistas da Barbie foi lançada em 2016 MATTEL

Notícia do Público de 8 de julho de 2019.

A curvy Barbie faz parte da linha Fashionista, lançada em 2016 pela Mattel. A Barbie é um ícone cultural há 60 anos. Durante muito tempo, a boneca mais famosa do mundo tinha cabelo loiro, olhos azuis, corpo longo e magro, “cintura de vespa”, pés em pontas e peito pronunciado. Evoluiu: foi enfermeira, bombeira, cientista, presidente. Começou a namorar (com o Ken), ganhou uma irmã (a Chelsea) e amigas de diferentes etnias. Mas até há bem pouco tempo, a diversidade não tinha chegado aos diferentes tipos de corpo.

Como resposta às criticas por comercializar uma boneca com uma figura irrealista, a Mattel expandiu, em 2016, a linha Fashionistas da Barbie com três novos modelos: tall, mais alta do que as outras; petite, mais pequena; e curvy, com mais curvas. Mas, de acordo com um estudo publicado na revista Psychology Today, a última não está a ser bem recebida pelo seu público-alvo: as crianças.

O estudo conduzido por Jennifer Harriger, da Universidade Pepperdine, analisou as reacções de raparigas entre os 3 e os 10 anos aos novos corpos da boneca. Os resultados mostraram que as crianças ainda têm preconceitos em relação a corpos com mais curvas.

Dentro dos quatro modelos da linha ​Fashionista – a Barbie original, a tall (alta), a petite (pequena) e a curvy (curvilínea), as crianças foram desafiadas a seleccionar a Barbie que lhes parecia mais “feliz”, “esperta”, “com mais amigos”, “bonita”, “ajudar os outros”, “triste”, “não ser esperta”, “não ter amigos”, “não ser bonita” e “má”. Também tiveram de escolher com que boneca queriam brincar e com qual não queriam.​ No estudo, as quatro bonecas tinham a mesma cara, o mesmo penteado e usavam o mesmo fato de banho.

O estudo revelou uma clara preferência pelas Barbies mais magras. Apenas 6% da amostra seleccionou a Barbie curvilínea como a que gostariam de brincar. Mais de metade do grupo apontou a boneca como a menos bonita. Foi também a menos escolhida como sendo feliz ou esperta. Quando questionadas sobre o motivo pelo qual não queriam brincar com ela, 25 % das crianças respondeu que era por ser “grande”, “gordinha” ou “gorda”.

Num artigo científico publicado em 2018 pelos investigadores María-Pilar León, Irene González-Martí, Juan-Gregorio Fernández-Bustos e Onofre Contreras, da Universidade de Castilla-La Mancha, que analisou a percepção corporal em crianças dos 3 aos 6 anos, os autores estabeleceram uma relação entre a vontade de ser mais magro e a crescente exposição aos media e consequente interiorização dos conceitos de beleza da sociedade ocidental, focados na magreza das mulheres.


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