Cumprimentar os alunos à entrada das salas de aula pode estimular o bom comportamento

Julho 5, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 18 de junho de 2019.

Estudo britânico sugere que os alunos podem comportar-se melhor durante as aulas se forem adotadas estratégias diárias que favoreçam o bom comportamento. Serem cumprimentados individualmente pelo professor pode ser uma das formas de o fazer

Um estudo da Education Endowment Foundation (EEF) conclui que não existem provas sólidas de que uma política de “tolerância zero” perante a falta de disciplina dos alunos, tenha algum impacto no seu comportamento. As orientações dadas pela EEF sugerem antes uma abordagem mais simples, regular e personalizada para melhorar o comportamento de alunos perturbadores.

Kevan Collins, diretor executivo da EEF, defende que “apesar de a maioria dos alunos na maioria das aulas se comportar bem, o mau comportamento é uma questão que tem desafiado as escolas há gerações” e, este tipo de abordagens, “pode ter um impacto duradouro na aprendizagem dos alunos e no bem-estar dos professores”.Para o responsável, uma “abordagem consistente” pode ser fundamental para construir “relações fortes entre professores e alunos, e formar as bases necessárias para a aprendizagem”.

Segundo o estudo, as escolas devem procurar adotar estratégias simples como parte de uma rotina habitual como, por exemplo, os professores dedicarem algum tempo para cumprimentar pessoalmente cada aluno à porta da sala de aula, oferecerem pequenos-almoços gratuitos antes do início das aulas, como parte de boa preparação para a aprendizagem, ou entregar boletins individuais diários.

Para reunir este conjuto de orientações, a EEF analisou as conclusões disponíveis relativamente ao comportamento dos alunos nas escolas e falou com professores, académicos e outros especialistas.

“Sabemos que estabelecer uma cultura educada e respeitadora nas escolas é importante para estabelecer padrões, e a ideia de os professores cumprimentarem os alunos individualmente à porta da sala de aula reflecte esta abordagem”, explica Geoff Barton, secretário geral da Association of School and College Leaders. “Quando ocorre um mau comportamento, ele é muitas vezes o resultado de problemas maiores que estão a ser experienciados pelo aluno em questão, e as escolas precisam de maior financiamento para que possam fornecer o nível de apoio de que estes jovens necessitam”, acrescenta.

Segundo Stephen Fraser, CEO adjunto da EEF, “as políticas de tolerância zero podem ser controversas devido à sua abordagem rigorosa e sem espaço para desculpas” porque “os defensores dizem que estas abordagens ajudam a elevar os padrões, enquanto os críticos dizem que podem levar a exclusões desnecessárias”, contudo, o “relatório descobriu que há falta de provas do impacto que as políticas de tolerância zero têm sobre os resultados dos alunos”.

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