ONU diz que imagem trágica de pai e filha afogados deve impulsionar prevenção

Junho 27, 2019 às 4:02 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 26 de junho de 2019.

Fotografia mostra os corpos de dois migrantes de El Salvador nas margens do Rio Grande; Agência da ONU para Refugiados diz que “circunstâncias que levaram a essa tragédia são inaceitáveis”.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, disse esta quarta-feira que ficou “profundamente chocada” após ver a fotografia dos corpos afogados de Oscar Alberto Martinez Ramirez e sua filha de 23 meses, Valeria.

A fotografia mostra os dois migrantes de El Salvador nas margens do Rio Grande. Pai e filha morreram afogados quando tentavam passar a fronteira para o México.

Imagens

Em nota, o Acnur afirma que “embora os detalhes permaneçam incertos, o que está claro é que as circunstâncias que levaram a essa tragédia são inaceitáveis.”

A fotografia está sendo partilhada nas redes sociais menos de quatro anos depois de ter sido divulgada a foto do corpo sem vida de Alan Kurdi, uma criança refugiada síria, nas praias do Mediterrâneo.

O Acnur diz que o mundo é “novamente confrontado com poderosas provas visuais de pessoas morrendo durante suas perigosas viagens cruzando fronteiras.”

Perigo

O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, disse que “as mortes de Oscar e Valeria representam um fracasso em lidar com a violência e o desespero que empurram as pessoas a fazerem uma jornada de perigo para alcançar uma vida com segurança e dignidade.”

Para Grandi, a situação “é agravada pela ausência de caminhos seguros para as pessoas buscarem proteção, deixando as pessoas sem outra opção senão arriscar suas vidas.”

O Acnur continua a pedir a todos os países da região que tomem medidas imediatas e coordenadas para evitar que novas tragédias como esta ocorram.

A agência também ofereceu propostas sobre maneiras de melhorar e fortalecer o processamento de requerentes de asilo nos Estados Unidos, incluindo as condições de detenção.

O Acnur afirma ainda que continua “pronto para apoiar todos os governos da região a garantir que qualquer pessoa que necessite de proteção internacional a receba prontamente e sem obstruções.”

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