Famílias que brincam em conjunto são mais saudáveis e felizes

Junho 3, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Lifestyle Sapo de 18 de dezembro de 2019.

Fazer jogos e rir em família reduz a ansiedade, reforça a intimidade e desenvolve competências sociais. As incríveis virtudes das brincadeiras entre pais, filhos e irmãos.

Partilhar os tempos livres torna as famílias mais felizes, mais próximas e menos ansiosas, indica um estudo realizado pela Lego, que garante que há uma relação direta entre as horas que pais e filhos passam a jogar juntos e a felicidade que dizem sentir.

A investigação da marca de brinquedos indica que nove em cada dez famílias (88%) que costumam brincar juntas asseguram ser felizes. Esta percentagem diminui significativamente (75%) em famílias que não o fazem, segundo o El País.

Apesar disso, mais de um terço das famílias (38%) não consegue arranjar um furo na agenda para se sentar com os mais novos, ou seja, têm problemas em priorizar o tempo de divertimento devido a horários, tanto de pais como de filhos.

“A brincadeira é uma boa maneira de promover o vínculo, melhorar a comunicação e a autoestima das crianças. É um momento em que os pais e as crianças deixam os problemas e as preocupações de lado”, afirma Silvia Álava, especialista do centro de psicologia Álava Reyes e autora do livro Queremos filhos felizes.

A felicidade e o reforço da cumplicidade não são os únicos benefícios de brincar ou jogar em família. O processo de aprendizagem também tem muito a ganhar: os mais novos aprendem a divertir-se e, pelo meio, desenvolvem habilidades sociais. Ganham uma tolerância saudável à frustração, melhoraram a capacidade de comunicar, de sentir empatia e respeito, aperfeiçoam a capacidade de análise e reflexão, e melhoram a concentração, como afirma Pepe Pedraz, fundador da Funnynnovation Academy, de Madrid.

“Tudo isto é feito de uma forma simples e natural”, explica Álava. “Por exemplo: quando escolhem o jogo à vez aprendem a ceder; quando seguem as regras, aprendem a obedecer. Também trabalham a capacidade de sair derrotados –por isso não é bom deixá-los ganhar sempre, pois na vida por vezes ganha-se e noutras perde-se. De caminho, os miúdos ainda aprendem valores como a coexistência, respeito e gratidão.”

Atenção: pais e mães também aprendem. E muito. Especialmente a conhecer os filhos: que gostos têm, que tipo de jogos preferem, se lhes custa relacionar-se com outras crianças, se preferem jogos de agilidade e manipulação ou de estratégia e concorrência, salienta Pepe Pedraz.

Silvia Álava defende a ideia de tentar jogar/brincar todos os dias, se possível, mesmo que seja por pouco tempo. “Embora tenha de ser realista (não é viável jogar todos os dias Monopólio ou Ludo, que demoram muito tempo), é aconselhável dedicar 10 minutos de brincadeiras com elevada intensidade emocional. Fazer cócegas, por exemplo, não leva muito tempo.”

 

 

Novo estudo revela que a terapia familiar pode ser a melhor intervenção para crianças e adolescentes que sofrem de problemas de saúde mental

Junho 3, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do Lifestyle Sapo de 8 de maio de 2019.

O estudo “Hidden Figures: Is Improving Family Functioning a Key to Better Treatment Outcomes for Seriously Mentally Ill Children?” é o maior estudo que examinou os resultados do tratamento a 18.000 crianças e adolescentes com graves problemas de saúde mental colocados em programas de internamento.

O estudo foi conduzido pelo Dr. Paul Sunseri, investigador e diretor executivo da New Horizons Child and Family Services.

O estudo constatou que, para as crianças tratadas nestes programas, o quão bem elas funcionavam tanto no momento em que iniciavam o tratamento quanto no momento em que terminavam, estava altamente associado ao bom funcionamento da sua família imediata.

O “funcionamento familiar” foi definido como a capacidade de as famílias resolverem problemas, comunicarem positivamente, negociarem o conflito e tratarem-se respeitosamente. As famílias que tiveram mais dificuldades nestas áreas, a criança ou o adolescente apresentaram condições de saúde mental comprovadamente piores e continuaram a lutar mesmo depois de concluído o tratamento.

“Tendemos a ver os problemas de saúde mental em crianças e adolescentes como algo errado que precisa de ser corrigido, mas este foco é muito estreito. A maioria dos pais começa por procurar um terapeuta individual para tratar os problemas do filho ou da filha. A terapia individual pode ser útil, mas este estudo sugere que a forma mais eficaz de tratamento para adolescentes não é a terapia individual, mas sim a terapia familiar”, disse Paul Sunseri, investigador e autor do estudo.

E acrescenta: “Os problemas de saúde mental na adolescência podem ser causados, agravados ou aliviados dependendo da qualidade das relações dentro da família. A dinâmica familiar é fundamental e o melhor ponto de partida para ajudar o adolescente a recuperar”.

Sunseri recomenda que os serviços de saúde mental conduzam rotineiramente algum tipo de avaliação breve da família para determinar o seu nível de funcionamento. Há um número significativo de crianças que apresentam problemas de saúde mental provenientes de famílias com baixo nível de funcionamento que passam despercebidas a estes serviços (o que ele chama de “Figuras Ocultas”).

“Identificando famílias em dificuldades, o terapeuta fica numa posição mais vantajosa para oferecer o tipo de ajuda que a criança e a sua família mais precisam: terapia familiar ou, no mínimo, uma combinação de terapia familiar e individual”.

 

 

 

Problemas de sono nos adolescentes podem ser resolvidos com menos ecrãs à noite

Junho 3, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 20 de maio de 2019.

Os problemas de sono nos adolescentes podem ser revertidos em apenas uma semana limitando a utilização à noite de ecrãs emissores de luz como os dos telemóveis, ‘tablets’ e computadores.

Os problemas de sono nos adolescentes podem ser revertidos em apenas uma semana limitando a utilização à noite de ecrãs emissores de luz como os dos telemóveis, ‘tablets’ e computadores, defendeu esta segunda-feira a Sociedade Europeia de Endocrinologia.

A relação entre o uso destes equipamentos à noite e o sono dos adolescentes foi alvo de um estudo, que será divulgado em Lyon durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia, e que conclui que demasiada exposição noturna à luz, especialmente a luz azul emitida pelos ecrãs de ‘smartphones’, ‘tablets’ e computadores pode afetar o relógio biológico do cérebro e a produção da hormona do sono, melatonina, resultando numa disrupção no tempo e qualidade do sono.

“A falta de sono não só causa sintomas imediatos de cansaço e perda de concentração, como pode aumentar o risco de problemas de saúde mais sérios a longo prazo, tais como diabetes, obesidade e doença cardíaca”, sustentou a instituição em comunicado.

Outros estudos sugeriram que a privação do sono relacionada com o tempo de exposição a ecrãs pode afetar mais as crianças e os adolescentes do que os adultos, mas não investigaram a fundo como a exposição na vida real está a afetar o sono dos adolescentes em casa e como pode ser revertido.

O estudo resulta de uma parceria entre o Instituto Holandês de Neurociência, a Universidade Médica de Amesterdão e o Instituto Alemão de Saúde Pública e Ambiente.

Os investigadores estudaram os efeitos da exposição dos adolescentes à luz azul dos ecrãs em casa. Aqueles que ficaram mais de quatro horas por dia à frente do ecrã adormeceram, em média, 30 minutos mais tarde e acordaram mais vezes do que os jovens que permaneceram menos de uma hora expostos àquela fonte de luz, além de outros sintomas de falta de sono.

Dirk Jan Stenvers, do Departamento de Endocrinologia e Metabolismo da universidade de Amesterdão, afirmou que os adolescentes passam cada vez mais tempo ocupados com os ecrãs e que as queixas relacionadas com o sono são frequentes nesta faixa etária.

“Aqui demonstramos muito simplesmente como essas queixas de sono podem ser facilmente resolvidas, minimizando o uso noturno de ecrãs emissores de luz azul”, conclui o investigador.

mais informações na notícia:

Sleep problems in teenagers reversed in just one week by limiting screen use

Resumo da investigação:

Restoring the sleep disruption by blue light emitting screen use in adolescents: a randomized controlled trial

 


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