Tribunais de família obrigam crianças a visitar pais agressores

Abril 18, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia da RTP de 7 de abril de 2019.

Crianças vítimas de violência doméstica estão a ser obrigadas a ver os pais que as agrediram apesar de não os quererem ver. Tribunais de família decretam visitas obrigatórias até com condenações por violência doméstica.

Visualizar o vídeo da notícia no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/tribunais-de-familia-obrigam-criancas-a-visitar-pais-agressores_v1139798?fbclid=IwAR13ZUbO5upipAFN7YBNPeH7J0D2-roLn9u8cr3lx1fnst0V2333nVydXro#

 

Estudo. Maus tratos na infância cicatrizam o cérebro e aumentam o risco de depressão

Abril 18, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia e imagem do MAGG de 22 de março de 2019.

por Rita Espassandim

A investigação concluiu que maus tratos na infância causam cicatrizes físicas no cérebro.

Um novo estudo descobriu que traumas na infância causam cicatrizes físicas no cérebro, e aumentam o risco de depressão grave. Publicado no “The Lancet” esta quinta-feira, 21 de março, a investigação encontrou uma ligação “significativa” entre adultos que sofreram maus tratos em crianças e um córtex insular menor, uma parte do cérebro que se acredita que ajuda a regular a emoção.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram relacionar as mudanças na estrutura do cérebro a experiências traumáticas do início da vida e a problemas de saúde mental na vida adulta. O estudo concentrou-se principalmente num fenómeno conhecido como “cicatrização límbica”, que as investigações anteriores sugeriam estar ligado ao stresse.

Liderado pelo médico Nils Opel, da Universidade de Münster, na Alemanha, o estudo envolveu 110 pacientes internados no hospital com transtorno depressivo grave, monitorizados durante os dois anos seguintes. Os doentes foram submetidos a um questionário detalhado de trauma infantil, que, retrospetivamente, avaliou incidentes históricos de abuso físico, negligência física, abuso emocional, negligência emocional e abuso sexual.

Nils Opel explicou ao “The Telegraph” que, “dado o impacto do córtex insular em funções cerebrais, como a consciência emocional, é possível que as mudanças que vimos tornem os pacientes menos responsivos aos tratamentos convencionais”. Falou ainda do futuro, em que as “pesquisas psiquiátricas devem, portanto, explorar como é que as nossas descobertas podem ser traduzidas numa atenção, cuidado e tratamento especiais, que poderiam melhorar os resultados dos pacientes”.

Os resultados do estudo sugerem que a redução na área do córtex insular, devido à cicatrização límbica, poderia tornar a recaída futura mais provável, e que os maus tratos na infância são um dos maiores fatores de risco para depressão grave. 

Todos os participantes do estudo, com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos, estavam em tratamento hospitalar.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Mediation of the influence of childhood maltreatment on depression relapse by cortical structure: a 2-year longitudinal observational study

 

 

 

 

“Diga ao meu filho para deixar de jogar”. Psicólogo prescreve bom senso

Abril 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Magnus Fröderberg

Notícia da Rádio Renascença de 5 de abril de 2019.

Marta Grosso

Pedro Hubert é especialista em dependência no jogo e esteve nas Três da Manhã para comentar um estudo recente, segundo o qual um terço das crianças corre o risco de ficar dependente de videojogos.

Quando chegam ao consultório, os pais estão cansados e desesperados. Consideram que os filhos estão dependentes dos jogos de ecrã. Segundo o psicólogo Pedro Hubert, esta é uma dependência em tudo igual às restantes (álcool, tabaco, drogas…).

“Os critérios de diagnóstico são muito parecidos. Por exemplo, ficar muito irritado se não pode aceder aos videojogos, e às vezes há casos de agressão; aumentar o tempo de jogo e a intensidade; troca de prioridades, ou seja, “em vez de estudarem, em vez de dormirem, em vez de comer como deve ser” vão jogar.

“Tendo mais do que quatro destes critérios, sim, há um problema de dependência”, confirma o especialista na Renascença, esta sexta-feira.

Cada caso é um caso, mas Pedro Hubert privilegia sempre o “bom senso”, combinado com “uma espécie de contrato terapêutico”. Tem sempre de haver, sobretudo, no tempo de exposição ao ecrã.

“Às vezes, não é só o jogo em si, é todo o tempo que passam no fórum de jogadores a ver os outros a jogar, o streaming relacionado com o jogo, enfim, é o tempo de ecrã”, explica.

Dependendo da pessoa em causa, deve definir-se uma, duas ou três horas de exposição. “Há pessoas que podem estar três horas em frente ao ecrã, mas andam na ginástica, andam na música, têm amigos, divertem-se, saem”. Nestes casos, não há problema.

“Há outros que vivem aquela hora de modo tão intenso, quase tão doentio, que nessas fases é preciso um período de abstinência e depois introduzir um período limitado. E a hora de ecrã é depois de fazerem os trabalhos, depois de lhes dar outros interesses em vez de afunilarem só naquele”, sublinha o psicólogo.

No programa As Três da Manhã, este especialista em dependência de jogos conta que o caso mais grave que lhe apareceu foi com um homem de 35 anos. Foi a mãe que o levou à consulta.

“Desde os 13,14 anos que não fazia nada mais do que videojogos em casa, na internet. Nunca tinha trabalhado, tirando um ou dois dias e vinha-se embora; tinha mudado de curso frequentemente porque arranjava sempre desculpas. Estava branco, branco, branco, olheiras até às orelhas, mal conseguia falar e tinha problemas gravíssimos de depressão e ansiedade”, relata.

Só foi a duas sessões e nunca mais apareceu. “A mãe não conseguiu impor as tais regras. Ele já tinha demasiada força em casa, demasiada manipulação e continuou a fazer como queria”, conclui.

O pior é que Pedro Hubert quase “pode garantir que, daqui a uns anos, vai haver muitos muitos jovens neste estado, que não sabem falar, trabalhar, não sabem estar, porque a família não soube impor as regras”.

De acordo com um estudo conhecido esta semana, elaborado pelo hospital Cuf Descobertas, um terço das crianças corre risco de dependência dos videojogos, uma vez que passam mais de duas horas por dia a jogar. Uma em casa 10 crianças joga durante mais de quatro horas por dia, indica ainda a investigação, realizada a partir de uma amostra reconstituída por alunos do sexto ano de duas escolas de Cascais.

Outra conclusão é que os videojogos são também causa cada vez mais frequente de conflito no seio da família.

 

 


Entries e comentários feeds.