Publicidade está a promover produtos perigosos para as crianças

Março 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Lifestyle Sapo  de 14 de março de 2019.

Jovens e crianças estão cada vez mais expostos a produtos nefastos para a saúde através das redes sociais devido à falta de regulamentação da publicidade digital, alerta hoje um relatório da divisão europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar das políticas e compromissos existentes para limitar a promoção de produtos nocivos à saúde junto de menores, como bebidas com alto teor de gordura, açúcar e sal, bebidas alcoólicas ou tabaco, incluindo novos produtos como cigarros eletrónicos, a OMS Europa considera existirem provas de que as crianças continuam expostas a este tipo de produtos através dos canais digitais.

O documento, intitulado “Supervisão e restrição do marketing digital de produtos nocivos para crianças”, defende uma maior monitorização da publicidade digital deste tipo de produtos pelos países, mas também pelos pais das crianças.

Os autores do relatório acreditam que o controlo da publicidade digital de alimentos nocivos dirigida a crianças e jovens pode ser fundamental para reduzir o impacto negativo de problemas de saúde como doenças cardíacas, cancro, obesidade e doenças respiratórias crónicas, que representam 86% das mortes e 77% dos encargos com cuidados de saúda na Europa.

O relatório é o resultado de uma reunião com especialistas feita em junho em Moscovo, sendo o português João Breda o coordenador da direção para a prevenção e controlo de doenças crónicas não transmissíveis da OMS da Europa, que abrange 53 países, incluindo Portugal.

A reunião quis discutir os desafios da publicidade digital de produtos nocivos para a saúde tendo presente que as crianças passam cada vez mais tempo na Internet, nomeadamente em plataformas e redes sociais como Instagram, Facebook, YouTube ou Snapchat, e que a exposição à publicidade digital aumentou.

Algumas organizações, como agências de publicidade, estão a usar técnicas sofisticadas, aproveitando que o uso crescente de telemóveis e redes sociais permitem a transmissão de mensagens personalizadas e direcionadas e “cada vez mais persuasivas”, referem os autores.

Os especialistas concluíram também que “as estratégias de regulação e auto regulação que existam para a televisão e outros meios de comunicação social tradicionais estão obsoletas”, afirmou Breda à Lusa, após a apresentação do estudo em Londres.

Uma consequência foi o desenvolvimento de uma ferramenta chamada CLICK para monitorizar a exposição das crianças à publicidade digital, que será testada inicialmente por alguns países, e cujos resultados deverão ser divulgados no final do ano.

“É necessária uma atitude mais musculada por partes das entidades públicas, mas os países não podem trabalhar sozinhos, por isso queremos desenvolver ferramentas e estratégias comuns”, afirmou João Breda.

O relatório citado na notícia “Monitoring and restricting the digital marketing of unhealthy products to children and adolescents” pode ser descarregado no link:

http://www.euro.who.int/en/health-topics/disease-prevention/nutrition/news/news/2019/3/new-who-study-shows-more-action-needed-to-monitor-and-limit-digital-marketing-of-unhealthy-products-to-children

 

Seminário “Olhares com sentido : As mãos não são para bater” com a participação de Cláudia Manata do Outeiro do IAC,12 abril em Coimbra

Março 28, 2019 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito da 9ª Campanha Regional de Prevenção de Maus Tratos a Crianças e Jovens: SILÊNCIO??? Não!!!, promovida pela Rede de Parceiros da ARS Centro, à qual pertence o Instituto de Apoio à Criança, irá decorrer o Seminário do Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, a realizar no Hospital Pediátrico de Coimbra, no dia 12 de abril de 2019 e que irá contar com a presença da Profª Claudia Manata do Outeiro IAC-CEDI (Centro de Documentação e Informação sobre a Criança).

Mais informações no link:

https://caritascoimbra.pt/2019/noticias/caritas-coimbra-promove-9a-campanha-de-prevencao-de-maus-tratos-a-criancas-e-jovens/

 

Em Itália, as crianças não vacinadas estão proibidas de ir à escola. E em Portugal?

Março 28, 2019 às 10:30 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 14 de março de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

“Sem vacinas, não há escola”, disse a ministra da saúde italiana. Será a obrigatoriedade uma estratégia eficaz para prevenir doenças?

Na passada segunda-feira, 11 de março, entrou em vigor em Itália uma lei que impede as crianças com menos de 6 anos de frequentarem a escola. “Sem vacinas, não há escola”, afirmou Giulia Grillo, ministra da saúde italiana, citada pelo jornal “La Repubblica”.

Depois de meses de debate, a lei já está em vigor: para além de permitir que as escolas e infantários recusem a matrícula de crianças não vacinadas nos primeiros anos de vida, a mesma regulamentação dita que, embora a frequência escolar não seja impedida às crianças e jovens sem as vacinas obrigatórias (sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, tosse convulsa, meningite de tipo B, varicela e papeira) entre os 6 e os 16 anos, os pais destas podem ser obrigados a pagar multas até 500€.

A medida italiana, considerada desesperada por alguns, surge no seguimento de um aumento de casos de sarampo e meningite no país, algo que também não é inédito em Portugal. Em janeiro deste ano, a Direção-Geral da Saúde confirmou a existência de 37 casos de sarampo no País, sendo que, de acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde em novembro do ano passado, os casos de sarampo em todo o mundo aumentaram no ano de 2017, e provocaram 110 mil mortes.

Dando o exemplo do sarampo, é inegável que existe uma relação direta entre o aumento de casos desta patologia e a não vacinação. No site da DGS, pode ler-se que a “ocorrência de surtos de sarampo em alguns países europeus, devido à existência de comunidades não vacinadas, colocou Portugal em elevado risco”.

No mesmo documento da DGS, é ainda salientado que a “vacinação é a principal medida de prevenção contra esta doença e é gratuita”, mas basta estarmos atentos para perceber que, nos últimos anos, as correntes anti-vacinação têm crescido, existindo cada vez mais casos de doenças desaparecidas há anos do nosso País, como é o exemplo do sarampo.

Mas porque é que há pais que escolhem não vacinar os seus filhos, não só em Portugal, mas também em outros países da Europa, que obrigou os italianos a tomarem medidas drásticas, como impedir a frequência escolar das crianças não vacinadas?

“Em países onde a maioria das doenças que as vacinas previnem se tornaram raras, o medo dos efeitos secundários das vacinas sobrepõe-se ao medo das sequelas potencialmente graves e fatais dessas doenças”, explica à MAGG a pediatra Carolina Prelhaz.

Tal como refere a especialista da Clínica de Santo António, “existem muitos mitos, relacionados não só com a segurança das vacinas, mas também com o papel da indústria farmacêutica, que importa esclarecer na comunidade para que as vacinas, que são um direito das crianças, não lhes sejam negadas”.

Carolina Prelhaz salienta ainda que “as crianças têm direito a um desenvolvimento saudável e a serem protegidas de doenças graves para as quais, atualmente, temos uma resposta eficaz” e garante que “as vacinas são bem estudadas e a sua eficácia e segurança estão comprovadas”, e a decisão de vacinar “não deveria suscitar dúvidas ou desconfiança entre os pais”.

O que se passa em Portugal

Apesar de a apresentação dos boletins de vacinas ser exigida na grande maioria dos estabelecimentos de ensino portugueses, não existe um impedimento legal a que as crianças não vacinadas frequentem os infantários, creches e escolas no nosso País.

Em declarações à MAGG, uma fonte do gabinete do ministro da Educação garantiu que “em Portugal, todas as crianças têm acesso à escola pública e nenhuma pode ser impedida de a frequentar”. Quanto à necessidade da apresentação do boletim de vacinas no momento da matrícula na escola, a mesma fonte explica que, “caso a criança não tenha uma ou mais vacinas do Programa Nacional e Vacinação, a escola informa o centro de saúde local”. No caso do ensino privado, “esta matéria está dentro da autonomia administrativa desses estabelecimentos”.

Mas será a obrigação da vacinação para que as crianças possam frequentar as escolas, à imagem do que aconteceu em Itália, uma estratégia eficaz para prevenir doenças? “A implementação desta medida é protetora para as doenças potencialmente graves que as vacinas previnem, não só nas escolas, mas em todo os lugares onde as pessoas circulam”, refere Carolina Prelhaz, que salienta também que, “num cenário de obrigatoriedade em vacinar, nunca se atingirão taxas elevadas de crianças não vacinadas e assim poderá manter-se não só a proteção individual, mas também a proteção conferida pela imunidade de grupo”.

O desespero italiano

A pediatra Carolina Prelhaz refere que a obrigatoriedade em vacinar, “não sendo o cenário ideal, mantém independente de opiniões pessoais o direito de todas crianças à saúde” — mas não deixa de considerar a medida italiana uma ação desesperada.

“O facto de, em Itália, se ter tornado obrigatória a vacinação como forma de se poder cumprir o direito da criança à educação, é uma medida desesperada numa sociedade que manifesta uma desconfiança crescente com as vacinas, apesar dos esforços da comunidade científica”, conta Carolina Prelhaz, que considera o acontecimento revelador da dificuldade dos profissionais de saúde em chegar aos grupos anti-vacinação e desmistificar dúvidas.

A especialista continua: “Compreendo que a obrigatoriedade de vacinar seja um caminho possível para que não se coloque em risco o direito das crianças e de toda a sociedade à saúde, mas revela uma falha da medicina em mostrar o quão importantes as vacinas são e pode, por outro lado, dar força a alguns argumentos dos grupos anti-vacinação. A obrigatoriedade não deverá ser o caminho e não deverá ser motivo para esquecer o nosso dever de agir na sociedade”.

 

 

 

ONU: 75% das crianças com deficiência não têm acesso à educação inclusiva e de qualidade

Março 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 7 de março de 2019.

Estimativa do Unicef é para regiões da Europa Oriental e Central e Ásia Central; melhor acesso a tecnologias pode aumentar drasticamente número de crianças com deficiência na escola; agência emite recomendações a parceiros.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que pelo menos 75% dos 5,1 milhões de crianças com deficiência estejam excluídas de uma educação inclusiva de qualidade nas regiões da Europa Central e Oriental e da Ásia Central.

Em nota, a agência adianta que centenas de milhares de crianças com deficiência na região permanecem em escolas “especiais”, segregadas dos seus pares e comunidades.

Apelo

Para a diretora regional do Unicef para a Europa e Ásia Central, Afshan Khan, esta realidade “é um trágico desperdício de potencial para estas crianças, economias nacionais e sociedade”, pedindo, por isso, “investimentos na qualidade e acessibilidade às tecnologias de assistência, já que esses produtos têm o potencial de aumentar drasticamente o número de crianças com deficiência que poderão ter acesso a educação.”

Entre estas tecnologias estão leitores e tablets especiais e cadeiras de rodas leves que ajudam as crianças com deficiência a ganhar mais independência e, por isso, a frequentar a escola, conseguindo ter uma participação ativa nas suas comunidades.

Estas tecnologias estão em exibição numa exposição especial de dois dias, inaugurada esta quarta-feira no Palácio das Nações, em Genebra.

Acesso

Khan considera que para uma criança que vive com deficiência, “o acesso a esta tecnologia pode significar a diferença entre uma vida de exclusão e isolamento ou obter uma educação e atingir seu pleno potencial.”

O Unicef adianta que a proporção exata de crianças com acesso a estas tecnologias e produtos é desconhecida, mas em países de rendimento baixo, estima-se que varia entre os 5% e os 15%.

O desconhecimento sobre a existência destas tecnologias, a falta de produção e manutenção, os escassos recursos humanos e os elevados custos são algumas das barreiras existentes.

O Unicef recorda que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência apela os governos a fornecer tecnologias de assistência acessíveis a todas as pessoas que possam beneficiar delas.

Para ajudar as crianças com deficiência a ter acesso a tecnologias e produtos assistenciais, a agência estabeleceu algumas recomendações para os governos, o sector privado e outras partes interessadas.

As sugestões incluem a adoção de legislação e políticas que ajudem a garantir que todas as crianças possam ter acesso a estas tecnologias e fornecer financiamento e subsídios para tornar esta tecnologia mais barata e acessível a todas as crianças, especialmente as mais vulneráveis.

 

 


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