Pais podem sofrer de privação do sono até seis anos após nascimento do primeiro filho

Março 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de fevereiro de 2019.

Efeitos são piores nas mulheres. Mesmo quando os filhos crescem, há novos fatores de stress e preocupação

Primeiro, há as preocupações básicas. O bebé acaba de nascer, acorda muitas vezes de noite, precisa de ser alimentado e de atenção redobrada. Depois vai crescendo, mas surgem novos motivos de stress: os pesadelos, o medo do escuro, as noites mal dormidas. Um conjunto de fatores que se prolonga ao longo dos anos pode perturbar o sono dos pais até seis anos depois do nascimento do primeiro filho, aponta um novo estudo.

A investigação, da universidade britânica de Warwick e publicada pela revista científica “Sleep”, foi elaborada na Alemanha, com base em entrevistas a 2541 mulheres e 2118 homens. Os participantes no estudo foram questionados anualmente, entre 2015 e 2018, sobre a qualidade e quantidade do seu sono após o nascimento do primeiro, segundo ou terceiro filho. Mas, se era de esperar que os inquiridos indicassem problemas relativos ao sono sobretudo depois de serem pais pela primeira vez, a verdade é que os resultados que indicam uma degradação da qualidade e quantidade de sono a maior prazo surpreenderam os próprios investigadores.

“Não esperávamos este resultado, mas acreditamos que há muitas mudanças nas responsabilidades que se tem [quando se é pai ou mãe]”, diz ao jornal “The Guardian” Sakari Lemola, um dos cinco co-autores do estudo. Ou seja, quando se tem um filho as preocupações não deixam de surgir, mesmo que este seja menos dependente, e é preciso contar com noites mal dormidas bem além dos primeiros meses de vida – seja graças a doenças, pesadelos, noites interrompidas ou simplesmente o stress de se ser pai.

A investigação conclui que, no caso do primeiro filho, estes efeitos negativos poderão durar, sobretudo no caso das mulheres, até depois de quatro a seis anos após o nascimento. Mas a privação de sono também se prolonga depois dos segundos e terceiros filhos, embora por menos tempo.

No caso das mulheres, as mais afetadas por esta privação, a perda de sono é de mais de uma hora por noite nos meses depois do nascimento do primeiro filho, reduzindo-se esse tempo para quarenta minutos quando passa o primeiro ano. Mas podem passar-se anos até que se restabeleça o padrão normal de sono e se recuperem as horas (bem) dormidas.

 

 

Decisões penais devem prevalecer sobre regulação de responsabilidades parentais – declarações da Presidente do IAC, Dra. Dulce Rocha à SIC

Março 12, 2019 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 7 de março de 2019.

Instituto de Apoio à Criança reage à notícia de existirem existem tribunais de família a decretar visitas de pais a filhos em situações em que os menores estão escondidos do progenitor agressor em casas de abrigo.

A presidente do Instituto de Apoio à Criança defendeu hoje que é necessário melhorar as normas para que uma decisão de âmbito penal prevaleça sobre uma decisão cível de regulação das responsabilidades parentais.

Dulce Rocha, que é também procuradora da República, reagia assim à noticia de que existem tribunais de família a decretar visitas de pais a filhos em situações em que os menores estão escondidos do progenitor agressor em casas de abrigo, pondo em risco a segurança das vítimas.

A denúncia partiu do psicólogo e responsável pela área da violência de género e doméstica da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) em entrevista à agência Lusa.

Daniel Cotrim considera que há um “desfasamento” entre os Tribunais de Família e Menores, onde correm os processos de regulação das responsabilidades parentais, e os Tribunais Criminais, que decidem sobre processos crime, como os de violência doméstica.

De acordo com Daniel Cotrim, na maioria das situações acompanhadas pela APAV, o Tribunal Criminal decreta uma medida de afastamento e de proteção da vítima de violência doméstica ao mesmo tempo que o Tribunal de Família e Menores decreta um período de visitas do progenitor agressor aos filhos.

Para a presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Dulce Rocha, mais do que refletir sobre esta questão é preciso agir e criar uma norma de prevalência do direito penal.

“Pensamos que nas ações de regulação do exercício das responsabilidades parentais era importante que houvesse uma comunicação entre tribunais, mas além disso que existisse a prevalência do que é decidido em processo criminal”, advogou Dulce Rocha em declarações a jornalistas à margem de uma conferência sobre violência doméstica que decorre na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Segundo Dulce Rocha, quando se decide o afastamento do agressor no âmbito de um processo criminal esta decisão tem de prevalecer.

“Temos de ter a coragem de encarar este fenómeno como muito gravoso e ir mais longe do que até agora”, frisou.

Situações como as relatadas por Daniel Cotrim, adiantou, surgem porque não existe uma norma de prevalência.

“Podemos aperfeiçoar as normas, não consigo concordar com colegas juristas que dizem que as normas são boas e que a prática é que é má. A prática só é má se as normas o permitirem”, frisou acrescentando ainda que é necessário clarificar as normas de forma a não permitir que existam desvios.

No combate a este fenómeno Dulce Rocha defende ainda um aumento das penas em casos de violência doméstica dos atuais cinco anos para oito a 10 anos.

“Não podemos ficar só com penas até cinco anos porque isso permite uma aplicação muito frequente de penas suspensas e estes crimes são tão graves que podem até culminar na morte. Temos de ousar e a pena deve ir até aos oito ou 10 anos”, disse.

Portugal assinala hoje, pela primeira vez, um dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica.

Lusa

 

 

 

 

Há vídeos no YouTube e YouTube Kids que apelam ao suicídio infantil

Março 12, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 26 de fevereiro de 2019.

por Sofia Venâncio

A denúncia foi feita por uma mãe que, a meio de um episódio de desenhos animados, viu um homem a incentivar os miúdos a matarem-se.

Free Hess, uma mãe e pediatra da Florida, Estados Unidos, declarou guerra aos vídeos destinados a crianças com conteúdos impróprios no YouTube. Tudo começou em julho do ano passado, quando Hess, alertada por outra mãe, viu na plataforma YouTube Kids um vídeo de desenhos animados que, a meio do episódio, durante alguns segundos, mostrava um homem a incentivar ao suicídio infantil, explicando como é que as crianças se podiam matar.

Após ter pedido ajuda em alguns grupos online para reportar o vídeo, este foi removido da plataforma. Mas seis meses depois o vídeo estava novamente online, desta vez no YouTube. “Isto deixa-me irritada e frustrada. Eu sou pediatra e vejo cada vez mais crianças que se automutilam e se tentam suicidar“, disse Hess em entrevista ao canal norte-americano CNN. “Eu não duvido que sejam as redes sociais e [vídeos] como este que estejam a contribuir para isto.” O vídeo foi entretanto retirado da plataforma, mas é possível ver um trecho no blogue de Free Hess, “Pedi Mom”.

Após ter voltado a encontrar este vídeo, Hess voltou a pesquisar por vídeos na plataforma YouTube Kids e ficou chocada com o que encontrou. A médica descobriu conteúdos que glorificavam o suicídio, abusos sexuais, tráfico humano, violência doméstica e o uso de armas. Pode ver tudo num outro artigo do seu blogue.

Para travar a disseminação deste tipo de conteúdos, a mulher começou a exigir por parte do YouTube Kids um maior cuidado e controlo nos vídeos disponibilizados nesta plataforma. “[Eu compreendo que a Goolgle] possa não ter os mesmos objetivos que eu, mas exijo que melhorem a forma como respondem quando alguém reporta um vídeo ofensivo”, disse ainda Hess na mesma entrevista, pedindo ainda que os vídeos ofensivos sejam retirados logo após terem sido reportados.

No entanto, Hess reconhece também a importância dos pais nesta batalha contra os conteúdos impróprios. Para a pediatra, os pais devem ter uma maior noção dos conteúdos que as crianças veem online bem como devem ter o cuidado acompanharem a evolução tecnológica. “Há uma discrepância entre o que as crianças sabem sobre tecnologia e o que os pais sabem”, disse Hess.

Em comunicado publicado também na CNN, o YouTube agradeceu a atenção dada a este problema e garantiu que os vídeos reportados são analisados diariamente e são imediatamente removidos caso não estejam de acordo com as regras da plataforma.

“Temos também investido em novas formas de controlo parental, incluindo a funcionalidade de serem os próprios pais a escolherem os vídeos e os canais disponíveis [no YouTube Kids]. Estamos continuamente a melhorar os nossos sistemas e reconhecemos que ainda há muito a fazer”, disse ainda o YouTube, no mesmo comunicado.

Mas este não é o único problema que o YouTube (e a Google) têm enfrentado por causa dos conteúdos impróprios. Recentemente, marcas como a Nestlé, McDonalds, Disney, Epic Games (“Fortnite”) ou Dr. Oetker retiraram os anúncios da plataforma após o blogger Matt Watson ter alertado para o facto de haver pedófilos a trocarem informações e a utilizarem vídeos de ioga e ginástica como parte de uma rede de pedofilia. O vídeo tem cerca de 20 minutos e conta já com mais de três milhões de visualizações.

De acordo com a CNN, o YouTube também já emitiu um comunicado sobre este assunto, assegurando que removeu todas as contas e canais associados a este problema e desativou os comentários em milhões de vídeos onde aparecem crianças. O YouTube também já apresentou queixa desta atividade ilegal às autoridades competentes.

O que é o YouTube Kids?

O YouTube Kids é uma aplicação desenvolvida especialmente para crianças. Disponível em Portugal desde setembro de 2018, a aplicação tem um sistema de controlo parental que permite controlar o tempo de visualização, a ferramenta de pesquisa e os tipos de conteúdos que são acedidos através da plataforma.

 

 

Ação de formação “Maus Tratos e Parentalidade Positiva”, 15 de março nas Caldas da Rainha

Março 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições são obrigatórias e gratuitas: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf1WrE9PE0NdwPtrHlolwjVa0nQUsuPPh0rsGAzSJcjHCep5Q/viewform?usp=sf_link


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