“Quero ir a Pé para a Escola” incentiva à atividade física na rua na Nazaré

Janeiro 28, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Câmara Municipal da Nazaré

Notícia e fotografia do site da Câmara Municipal da Nazaré de 10 de dezembro de 2018.

O Município da Nazaré irá lançar durante o segundo período do corrente ano letivo uma iniciativa destinada a incentivar à deslocação a pé dos alunos para a escola.

A ação destina-se a alunos do pré-escolar, 1º ciclo do ensino básico e comunidade educativa, e tem como objetivos levar as crianças a fazerem o trajeto de casa para a escola a pé, acompanhadas por uma equipa, e por percursos pré-definidos e em segurança.

Integrado no movimento mundial “iwalk”, o projeto promove a caminhada em detrimento do transporte privado, promovendo, assim, o desenvolvimento das capacidades cognitivas e sociais, a autonomia individual da criança no espaço público e a atividade física como aliada no combate à obesidade.

A iniciativa “Quero ir a pé para a escola” irá funcionar como programa-piloto no atual ano letivo, uma vez por semana, com partida dos participantes a partir de quatro pontos de encontro definidos pelo Gabinete de Educação da Câmara Municipal.

Pontos de Encontro:
JI do Bairro dos Pescadores: Edifício a Onda, na Nazaré
Centro Escolar da Nazaré: Pavilhão Municipal da Nazaré
Centro Escolar de Valado dos Frades: Centro de Saúde de Valado dos Frades
Escola Básica de Famalicão: CREN – Centro Recreativo Estrela do Norte, Famalicão

 

Colóquio “Crianças e Crimes na Internet” 5 de fevereiro em Lisboa

Janeiro 28, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

http://www.ministeriopublico.pt/pagina/coloquio-criancas-e-crimes-na-internet

 

Farta de vê-los diante de ecrãs? Veja estas alternativas simples

Janeiro 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapolifestyle de 31 de dezembro de 2018.

Passar horas diante de um computador trava a criatividade e a imaginação. Mas, caso se tenha esquecido, há outras formas de entreter as crianças. E de uma forma bem mais construtiva.

Há muitas maneiras de criar oportunidades de aprendizagem infantil que não envolvam telefones, tablets ou computadores. Com um pouco de criatividade e muita diversão, pode conseguir que as mentes mais acomodadas se desenvolvam sem que o percebam. A Family Online Magazine dá algumas alternativas divertidas.

  • A leitura é a melhor maneira de preservar ou melhorar o que foi aprendido durante a escola. Uma viagem à biblioteca uma vez por semana pode ser um programa divertido.
  • As crianças adoram jogar, portanto vá buscar os jogos de tabuleiro que tem arrumados. Muitos promovem a leitura e as habilidades de memória, outros ensinam o valor do dinheiro.
  • Livros e autocolantes são uma ótima maneira de se divertir e aprender ao mesmo tempo.
  • Incentive as crianças mais velhas a manterem um diário ou a escreverem cartas aos amigos e membros da família que estão longe.
  • Um simples passeio, ao parque ou ao zoo, pode ser transformado numa grande experiência de aprendizagem, especialmente para as crianças mais novas. Observar animais estimula a curiosidade.
  • Leve os seus filhos a um campo de desporto, proporcionando-lhes experiências em grupo com crianças da sua idade. Pode fazer o mesmo com atividades artísticas. Isto é especialmente importante para filhos únicos, porque permite-lhes interagir e brincar com outras crianças.
  • Encene uma peça de teatro. Incentiva o uso da imaginação, que permanece inativa enquanto a criança vê televisão. Arranje algumas roupas velhas que possam vestir.

 

 

A Menina do Mar, 2 a 5 de fevereiro no São Luiz Teatro Municipal

Janeiro 27, 2019 às 6:04 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/208031129882230/

 

Os perigos de “domesticar” os adolescentes com dinheiro

Janeiro 27, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do SapoLifestyle de 25 de dezembro de 2018.

Há pais que pagam aos filhos para fazerem tarefas domésticas, para que sejam bons alunos ou para que se portem bem. Será que o dinheiro subverte a educação?

A frase é de Antoine de Saint- Exupéry, o famoso autor de O Principezinho: “Tenho o direito de exigir obediência porque as minhas ordens são sensatas”. Uma sentença que não deve ter sido escrita para adolescentes, aqueles seres que, durante algum tempo, tudo questionam e põem em causa. Mas não fique assustado: este é um processo absorvente de mudança, quando a vontade de agradar sofre profundas alterações. Na adolescência, o que o jovem quer é agradar a si próprio e aos amigos, deixando as expectativas dos pais para trás.

Além disso, e como explica um artigo da Psychology Today assinado por Carl E. Pickhardt, psicólogo norte americano e autor do livro “Sobreviver à adolescência (do seu filho)”, o adolescente já não vive na “era do comando, quando as crianças tinham a ilusão de um controlo total dos pais”. Duro? Talvez. “Um adolescente não é uma criança. Agora ele vive na ‘era do consentimento’ e acredita que os pais não podem obrigá-lo nem impedi-lo de agir sem o seu consentimento”.

É claro que é mais difícil para os adultos obterem o que querem – e quando querem – de um adolescente do que de uma criança dependente, ou seja, até aos 7 ou 8 anos. Mas a perda da influência tradicional dos pais tem de ser enfrentada na adolescência. “Agora, eles têm de convencer os filhos, o que nem sempre é fácil – nem rápido”. Eis alguns truques de persuasão que os adultos usam para obter a cooperação dos filhos:

O dinheiro é o mais importante

“Se acha que uma criança é cara, espere até ter uma adolescente!”, brinca o especialista norte-americano, explicando que, na adolescência, aumenta a valorização do dinheiro e a noção do que este pode proporcionar. Nesta fase, diz, os jovens desenvolvem desejos mundanos, anseiam por ter bons gadgets, roupa de marca e dinheiro para uma vida social mais intensa. Na verdade, “o dinheiro compra a probabilidade de pertença social. E pode não garantir uma sensação de bem-estar duradoura, mas oferece um prazer momentâneo”. Mas será que os pais devem oferecer ou negar dinheiro para conseguir o que pretendem?”, questiona o especialista. “Até que ponto é que essa mercantilização da obediência é saudável? Até que ponto os pais querem usar dinheiro para moldar o caracter dos filhos?” Pickhardt fala em várias situações que banalizam a troca de dinheiro por um determinado comportamento: tarefas domésticas, resultados escolares e cumprimento das regras sociais.

Pagar pelas tarefas domésticas

Alguns pais justificam este comportamento como forma de ensinar os filhos a trabalharem para ganhar dinheiro. Muitos dizem: “Nós temos um emprego, vocês não; por isso, pagamo-vos para se ocuparem das tarefas da casa e assim aprendem o valor do trabalho e a sua recompensa”. Mas para outros educadores, esse pagamento põe em causa valores como a solidariedade. “Para ajudar nas tarefas mais básicas, ninguém é pago, mas todos ganham com isso. Os pais que pensam desta forma olham para o trabalho doméstico como uma contribuição natural – e saudável – de todos os membros da família.”
Outros pais associam o cumprimento de tarefas à mesada. É natural dizerem: “Quando acabares o trabalho doméstico receberás a mesada.” Assim, a retenção do dinheiro é uma espécie de alavanca para a realização do trabalho. E que dizer dos que desobrigam os filhos de qualquer tarefa doméstica por considerarem que assim não estão a promover um espírito de livre escolha? Sim, estes pais assumem eles próprios todas as tarefas, considerando que é algo inevitável na vida familiar e esperando que um dia os filhos se ofereçam para ajudar…

Pagar por boas notas

A recompensa monetária dos resultados escolares pode criar dois tipos de problemas, explica o psicólogo. Por um lado, há como que uma espécie de ameaça, por outro, um comprometimento da verdadeira motivação. “Como é que receber 20 euros por um BOM pode ser uma ameaça e não uma recompensa?”, questiona Pickhardt. Para logo responder: “Um adolescente contrariado pode entender a situação como uma chantagem. E pensar: ‘muito obrigada, mas as minhas notas não estão à venda’”. Assim, “um problema de desempenho acaba por transformar-se numa questão de poder. Pela minha experiência, esse tipo de incentivo tende a funcionar melhor com crianças do que com adolescentes”.
Mais: “Quando pagam pelas notas, os pais fazem do empenho académico uma questão de motivação extrínseca, quando o desenvolvimento da motivação intrínseca é o que realmente conta”. O especialista diz que é melhor explicar ao jovem que todo o esforço que ele faça reverte, antes de mais, a seu favor. Uma consequência negativa de os jovens não aprenderem a criar os seus próprios estímulos é que quando chegam ao ensino secundário percebem que não desenvolveram a autodisciplina e a motivação suficientes para estudar e fazer os trabalhos de casa sem o apoio dos pais.

Pagar pela paz social

Quando os pais chegam ao ponto de oferecer dinheiro ao jovem para respeitar as normas da família, é porque estão cansados e desistiram de educar. “É mais fácil pagar do que discutir”, diz o psicólogo. Ao optarem por este caminho, os educadores podem encontrar muitas armadilhas. Como o acatamento de ordens depende de um valor monetário, se ele não existir, a vida em comum torna-se uma anarquia. “Na melhor das hipóteses, comprar um comportamento aceitável pode parecer suborno e, na pior, extorsão”, explica o especialista.
O que fazer para não cair neste esquema? “Em vez de usar o dinheiro como instrumento de gestão, os pais devem insistir na reciprocidade”. Expliquem ao jovem que todos fazem parte de uma célula familiar e que há regras básicas. Se cada um se ajustar a elas, os laços fortalecem-se e todos aprendem a melhorar.

 

 

Workshop “Somos Família” com Rute Agulhas, 29 de Janeiro em Lisboa

Janeiro 26, 2019 às 6:48 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Workshop “Somos Família” (3 horas)

Lisboa: 29 de Janeiro

A separação e o divórcio são hoje uma realidade incontornável, com uma incidência muito significativa e que se traduz em alterações importantes na estrutura e organização da família. Estas alterações exigem ao sistema familiar a capacidade de reorganizar-se e ajustar-se a esta nova configuração familiar, com redefinição de fronteiras, papéis e limites.

Foi a pensar nestas dificuldades que foi desenvolvido o Manual de Boas Práticas para Pais Divorciados. Não pretende ser um manual de instruções, pois cada família tem a sua própria dinâmica. Não existem receitas que se adequem a todas as famílias. Existem, no entanto, diversas práticas que a literatura tem demonstrado como tendo um impacto mais positivo no bem-estar da família, em geral, e no das crianças, em particular.

Neste workshop irão ser abordados os seguintes temas: o processo de comunicação, o facto de a(s) criança(s) passar(em) a ter duas casas, a escola e as actividades, a gestão das férias e das datas festivas, e o tribunal.

Para além disso será apresentado o jogo de tabuleiro o qual visa facilitar a expressão emocional, cognitiva e a gestão comportamental, por forma a prevenir eventuais dificuldades de ajustamento das crianças.

Mais informações no link:

http://red-apple.pt/workshops-redapple/item/208-somos_familia

O Feiticeiro de Oz – 3 de fevereiro em Lisboa

Janeiro 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 79 sobre A importância da atividade física na saúde da criança

Janeiro 25, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 79. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre A importância da atividade física na saúde da criança.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Escolas que mais reutilizam manuais recebem 10 mil euros

Janeiro 25, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de janeiro de 2019.

Bárbara Reis

Governo lança esta quinta-feira uma campanha para promover a reutilização dos livros escolares, que inclui um prémio para as 20 escolas com taxas de reutilização mais elevada e um selo para distinguir 100 escolas como exemplos de boas práticas.

As 20 escolas públicas que mais manuais escolares reutilizarem vão passar a receber dez mil euros no início de cada ano lectivo, disse ao PÚBLICO Alexandra Leitão, a secretária de Estado adjunta e da Educação que desde 2016 conduz a nova política de gratuitidade e reutilização.

O prémio foi criado pelo Governo para “dar um impulso à medida e fazer a reutilização avançar”, disse Alexandra Leitão. Está integrado na campanha Escola Mega Fixe, que além do prémio em dinheiro também vai atribuir um selo para distinguir cem escolas cujas práticas de reutilização sejam exemplos. “Queremos pôr todas as escolas a lutar pela reutilização.”

No fim das aulas deste ano, o ministério fará o ranking das 20 escolas que mais reutilizaram — o cálculo é feito a partir do número de manuais que cada escola regista no portal dos manuais, a plataforma Mega, onde são feitas as “encomendas”. No início do ano lectivo 2019/20, cada uma das 20 melhores recebe dez mil euros e tem liberdade para decidir onde investir o dinheiro.

Se este ano cada um dos 811 agrupamentos escolares reutilizar mais dez livros do que no ano passado, são mais 8110 livros reutilizados em Portugal — e menos 8110 livros que o Estado tem de comprar para entregar nas escolas em Setembro. Se cada agrupamento reutilizar mais cem livros, são 81 mil. No ensino básico, no qual os manuais são mais baratos, um livro custa em média oito euros. Multiplicar oito por 81 mil dá 648 mil euros.

Os 200 mil euros do prémio são uma gota no investimento que o Governo de António Costa está a fazer. Mesmo assim, há expectativa de que seja absorvido sem dificuldade.

As escolas portuguesas reutilizam cada vez mais manuais escolares (o que reduz o investimento), mas há três anos que o executivo aumenta o universo de alunos abrangidos (aumentando o investimento).

O Governo começou a política em 2016, quando deu manuais escolares aos alunos do 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico; a seguir alargou a todo o 1.º ciclo (2017/18); depois a todo o 2.º ciclo (2018/19), e para o ano alargará a todo o ensino obrigatório, do 1.º ao 12.º anos (2019/20).

Em investimento previsto, isto custou ao Estado três milhões de euros em 2016/17; 11 milhões em 2017/18; 40 milhões em 2018/19, e poderá custar 160 milhões 2019/20.

“O objectivo é chegarmos a um ponto em que o investimento é muito mais pequeno. Este é o esforço necessário nos primeiros anos da nova política”, diz Alexandra Leitão. “É difícil dizer qual vai ser o ano da velocidade de cruzeiro, mas face às taxas de reutilização altas que muitas escolas já têm, acreditamos que o gasto do Estado vai ser cada vez mais pequeno.”

Em teoria, será progressivamente mais fácil. Nos níveis de ensino mais avançados, há mais disciplinas e os manuais são mais caros, mas os alunos são mais maduros e é mais fácil reutilizar.

Qual é o truque?

“Sabemos que a reutilização depende da vontade das escolas”, diz a secretária de Estado. “Pelo menos um quarto das cinco mil escolas portuguesas fez 0% de reutilização no ano passado. Mas há escolas em lugares difíceis que reciclam muito.” No ano lectivo em curso, 110 mil livros escolares estão a ser reutilizados pelos alunos.

Qual é o truque de Maria da Conceição Mateus, directora do agrupamento Cardoso Lopes, na Amadora, onde há 1355 alunos, 45,8% dos quais com apoio da Acção Social Escolar e que tem taxas de 100% de reutilização? “Isto não tem truques. Começámos a reutilizar manuais em 2003 e passados três ou quatro anos quase não comprávamos livros”, diz a professora ao PÚBLICO. “É uma coisa que se foi entranhando. Como a importância de poupar água, luz e papel, ideias centrais do nosso projecto educativo.”

O mesmo se passa no agrupamento do Vale de S. Torcato, em Guimarães, onde já se reutilizavam manuais antes da nova política do Governo. “No início não era em grandes quantidades, mas fomos mentalizando a comunidade: alunos, pais e professores”, diz o director António Joaquim Sousa. Nesta quinta-feira tem taxas de reutilização entre os 70% e os 100%, nos dois ciclos de ensino.

Nas próximas semanas, a secretária de Estado vai reunir-se com todos os directores de escolas do país em cinco sessões. Vai lançar a campanha, apresentar o novo Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares, que é publicado nesta quinta-feira em Diário da República, explicar como funciona o prémio e os selos, e apelar à mobilização dos estabelecimentos de ensino.

As sessões são em Lisboa e no Bombarral (nesta quinta-feira), em Faro e Évora (dia 25), em Vila Real (dia 29), Coimbra (5 de Fevereiro) e Porto (7 de Fevereiro).

Directores com níveis de reutilização elevados foram convidados a contar aos colegas como fazem nas suas escolas. “Queremos evidenciar que a reutilização sistemática e organizada pelas escolas é possível e pode ser muito bem sucedida”, diz Alexandra Leitão. “Queremos dar sistematização e robustez à reutilização.”

 

 

 

10 Maneiras de Impedir que o seu Filho se Torne um Pequeno Ditador

Janeiro 25, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem da Activa de 24 de agosto de 2018.

Em ‘O Pequeno Ditador’ (Ed. Esfera dos Livros), o psicólogo Javier Urra mostra como impedir que o amor pelo nossos filhos lhes estrague a vida: a deles e a nossa. Saiba como.

Os nossos filhos são pequenos ditadores? Não, que ideia. São uns amores de umas crianças, e afinal não se pode exigir a uma criança que seja perfeita… Pois não, mas também há coisas que, segundo o psicólogo Javier Urra, nem a uma criança se admitem.

1. Saber o que são – Afinal, o que é um pequeno ditador? “São crianças caprichosas, sem limites, que dão ordens aos pais, organizam a vida familiar e chantageiam quem tenta travá-los. São crianças com insensibilidade emocional, escassa responsabilidade perante um castigo, e dificuldades para desenvolver sentimentos de culpa, bem como escasso apego aos pais ou a outros membros da família.”

2. Educá-lo desde pequeno – Os pequenos ditadores não nascem, fazem-se. Como é que isto se impede? “Educando-se as crianças desde pequenas para a autodisciplina, o altruísmo, a generosidade, a compaixão, o perdão e a empatia, e transmitir uma vivência positiva das intenções alheias”. Isto dá trabalho? Talvez não tanto como isso…

Com 3 anos já se nota um tirano. “Não só porque atira os brinquedos mas porque se sente feliz quando os apanhamos. Não porque seja caprichoso, porque todas as crianças são, mas porque se sente bem mantendo o outro esmagado. Mais, vai experimentar que coisas nos pode fazer para ver que é ele que tem o controlo.”

3. Abolir a ‘educação analgésica’ – Ou seja, as crianças, desde muito pequenas, devem aceitar o que significa um não, e assumir frustrações sem reconvertê-las em violência ou agressividade. “São os pais que devem moldar os filhos, não os filhos que devem moldar os pais – agradar aos filhos para evitar contradizê-los causa-lhes confusão.”

4. Não colocar a criança num pedestal – Os filhos não devem ‘estar primeiro’, defende Javier Urra, e “não se deve considerar o filho um tesouro que nunca se deve contrariar e nunca deve sofrer”. Claro que a nossa sociedade de filhos únicos tornados preciosos não ajuda: queremos que eles tenham tudo, e que não sofram nada. Achamos que isso é que é ser bom pai ou boa mãe. Problema: as consequências podem ser um ‘pequeno ditador’. Portanto, afirma Urra, a criança tem de entender desde bebé que a vontade dos pais é mais forte que os seus impulsos.

5. Pôr a relação de casal em primeiro lugar – A mãe ensina que o mais importante da casa é o filho e não o casal, e isto é um erro. A criança é apenas mais um”, defende Javier Urra. Portanto, não tem de renunciar à sua vida nem às necessidades de casal, e não faz mal nenhum que as crianças passem algum tempo sozinhas. “Há que educar a criança para ter independência emocional: tem de aprender a entreter-se sozinha, a desenvolver a imaginação, a saber que em alguns momentos tem de brincar no seu quarto sem a presença dos adultos.”

6. Não o encher de brinquedos – “Os melhores brinquedos são pais disponíveis para brincar, amigos, tempo e um lugar para se poder sujar”. Não tem de abolir a televisão, mas veja com eles de forma crítica, vacinando-os contra a avalanche publicitária e as mensagens sexistas.

7. Educar para a empatia – Stressamos porque ele não tem boas notas, mas nunca nos preocupamos com o facto de não ser boa pessoa, talvez porque achamos que isso está garantido. Mas não está. Também é preciso educar para a empatia, para a solidariedade e para estar atento aos outros. “É essencial formar na empatia, ensinando-os para que aprendam a pôr-se no lugar do outro, naquilo que sente, naquilo que pensa”, aconselha Urra. “A empatia é o grande antídoto contra a violência.”

8. Ensiná-lo a pensar – O que está bem e mal? Porque é que as coisas acontecem como acontecem, porque é que as pessoas fazem o que fazem? De que forma ele pode ser útil aos outros? Habitue-o não a julgar os outros mas a pôr-se no lugar deles. “É necessário instaurar um modelo de ética utilizando o raciocínio, a capacidade crítica e a explicação das consequências que o seu comportamento terá para os outros”, explica Urra. “E aumentar a sua capacidade de diferir as gratificações, de tolerar frustrações, de controlar os impulsos, de relacionar-se com os outros. Devemos fomentar a reflexão como contrapeso da acção.”

9. Educá-lo na alegria e no otimismo – Tenha um bom ambiente em casa, caloroso, descontraído e criativo: não devolvemos o amor que não recebemos.

10. “Não devemos prestar atenção à criança apenas quando tem comportamentos inadequados. Pode fomentar um comportamento positivo com uma recompensa e um elogio. Os sermões só servem para aborrecer. Quando os filhos se portam mal, ralhar-lhes, criticá-los, bater, gritar ou discutir só reforça o mau comportamento.” Portanto, dê-lhe mostras de que gosta dele, elogiando os seus esforços. “É contraproducente não lhe explicar as coisas, permitir-lhe que desobedeça, gritar-lhe, bater-lhe ou desprezá-la, e enervar-se.”

Trate-o com respeito, amor e consideração: e exija o mesmo da parte dele. É simples, não é?

 

 

 

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