O Feiticeiro de Oz – 3 de fevereiro em Lisboa

Janeiro 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 79 sobre A importância da atividade física na saúde da criança

Janeiro 25, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 79. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre A importância da atividade física na saúde da criança.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Escolas que mais reutilizam manuais recebem 10 mil euros

Janeiro 25, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de janeiro de 2019.

Bárbara Reis

Governo lança esta quinta-feira uma campanha para promover a reutilização dos livros escolares, que inclui um prémio para as 20 escolas com taxas de reutilização mais elevada e um selo para distinguir 100 escolas como exemplos de boas práticas.

As 20 escolas públicas que mais manuais escolares reutilizarem vão passar a receber dez mil euros no início de cada ano lectivo, disse ao PÚBLICO Alexandra Leitão, a secretária de Estado adjunta e da Educação que desde 2016 conduz a nova política de gratuitidade e reutilização.

O prémio foi criado pelo Governo para “dar um impulso à medida e fazer a reutilização avançar”, disse Alexandra Leitão. Está integrado na campanha Escola Mega Fixe, que além do prémio em dinheiro também vai atribuir um selo para distinguir cem escolas cujas práticas de reutilização sejam exemplos. “Queremos pôr todas as escolas a lutar pela reutilização.”

No fim das aulas deste ano, o ministério fará o ranking das 20 escolas que mais reutilizaram — o cálculo é feito a partir do número de manuais que cada escola regista no portal dos manuais, a plataforma Mega, onde são feitas as “encomendas”. No início do ano lectivo 2019/20, cada uma das 20 melhores recebe dez mil euros e tem liberdade para decidir onde investir o dinheiro.

Se este ano cada um dos 811 agrupamentos escolares reutilizar mais dez livros do que no ano passado, são mais 8110 livros reutilizados em Portugal — e menos 8110 livros que o Estado tem de comprar para entregar nas escolas em Setembro. Se cada agrupamento reutilizar mais cem livros, são 81 mil. No ensino básico, no qual os manuais são mais baratos, um livro custa em média oito euros. Multiplicar oito por 81 mil dá 648 mil euros.

Os 200 mil euros do prémio são uma gota no investimento que o Governo de António Costa está a fazer. Mesmo assim, há expectativa de que seja absorvido sem dificuldade.

As escolas portuguesas reutilizam cada vez mais manuais escolares (o que reduz o investimento), mas há três anos que o executivo aumenta o universo de alunos abrangidos (aumentando o investimento).

O Governo começou a política em 2016, quando deu manuais escolares aos alunos do 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico; a seguir alargou a todo o 1.º ciclo (2017/18); depois a todo o 2.º ciclo (2018/19), e para o ano alargará a todo o ensino obrigatório, do 1.º ao 12.º anos (2019/20).

Em investimento previsto, isto custou ao Estado três milhões de euros em 2016/17; 11 milhões em 2017/18; 40 milhões em 2018/19, e poderá custar 160 milhões 2019/20.

“O objectivo é chegarmos a um ponto em que o investimento é muito mais pequeno. Este é o esforço necessário nos primeiros anos da nova política”, diz Alexandra Leitão. “É difícil dizer qual vai ser o ano da velocidade de cruzeiro, mas face às taxas de reutilização altas que muitas escolas já têm, acreditamos que o gasto do Estado vai ser cada vez mais pequeno.”

Em teoria, será progressivamente mais fácil. Nos níveis de ensino mais avançados, há mais disciplinas e os manuais são mais caros, mas os alunos são mais maduros e é mais fácil reutilizar.

Qual é o truque?

“Sabemos que a reutilização depende da vontade das escolas”, diz a secretária de Estado. “Pelo menos um quarto das cinco mil escolas portuguesas fez 0% de reutilização no ano passado. Mas há escolas em lugares difíceis que reciclam muito.” No ano lectivo em curso, 110 mil livros escolares estão a ser reutilizados pelos alunos.

Qual é o truque de Maria da Conceição Mateus, directora do agrupamento Cardoso Lopes, na Amadora, onde há 1355 alunos, 45,8% dos quais com apoio da Acção Social Escolar e que tem taxas de 100% de reutilização? “Isto não tem truques. Começámos a reutilizar manuais em 2003 e passados três ou quatro anos quase não comprávamos livros”, diz a professora ao PÚBLICO. “É uma coisa que se foi entranhando. Como a importância de poupar água, luz e papel, ideias centrais do nosso projecto educativo.”

O mesmo se passa no agrupamento do Vale de S. Torcato, em Guimarães, onde já se reutilizavam manuais antes da nova política do Governo. “No início não era em grandes quantidades, mas fomos mentalizando a comunidade: alunos, pais e professores”, diz o director António Joaquim Sousa. Nesta quinta-feira tem taxas de reutilização entre os 70% e os 100%, nos dois ciclos de ensino.

Nas próximas semanas, a secretária de Estado vai reunir-se com todos os directores de escolas do país em cinco sessões. Vai lançar a campanha, apresentar o novo Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares, que é publicado nesta quinta-feira em Diário da República, explicar como funciona o prémio e os selos, e apelar à mobilização dos estabelecimentos de ensino.

As sessões são em Lisboa e no Bombarral (nesta quinta-feira), em Faro e Évora (dia 25), em Vila Real (dia 29), Coimbra (5 de Fevereiro) e Porto (7 de Fevereiro).

Directores com níveis de reutilização elevados foram convidados a contar aos colegas como fazem nas suas escolas. “Queremos evidenciar que a reutilização sistemática e organizada pelas escolas é possível e pode ser muito bem sucedida”, diz Alexandra Leitão. “Queremos dar sistematização e robustez à reutilização.”

 

 

 

10 Maneiras de Impedir que o seu Filho se Torne um Pequeno Ditador

Janeiro 25, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem da Activa de 24 de agosto de 2018.

Em ‘O Pequeno Ditador’ (Ed. Esfera dos Livros), o psicólogo Javier Urra mostra como impedir que o amor pelo nossos filhos lhes estrague a vida: a deles e a nossa. Saiba como.

Os nossos filhos são pequenos ditadores? Não, que ideia. São uns amores de umas crianças, e afinal não se pode exigir a uma criança que seja perfeita… Pois não, mas também há coisas que, segundo o psicólogo Javier Urra, nem a uma criança se admitem.

1. Saber o que são – Afinal, o que é um pequeno ditador? “São crianças caprichosas, sem limites, que dão ordens aos pais, organizam a vida familiar e chantageiam quem tenta travá-los. São crianças com insensibilidade emocional, escassa responsabilidade perante um castigo, e dificuldades para desenvolver sentimentos de culpa, bem como escasso apego aos pais ou a outros membros da família.”

2. Educá-lo desde pequeno – Os pequenos ditadores não nascem, fazem-se. Como é que isto se impede? “Educando-se as crianças desde pequenas para a autodisciplina, o altruísmo, a generosidade, a compaixão, o perdão e a empatia, e transmitir uma vivência positiva das intenções alheias”. Isto dá trabalho? Talvez não tanto como isso…

Com 3 anos já se nota um tirano. “Não só porque atira os brinquedos mas porque se sente feliz quando os apanhamos. Não porque seja caprichoso, porque todas as crianças são, mas porque se sente bem mantendo o outro esmagado. Mais, vai experimentar que coisas nos pode fazer para ver que é ele que tem o controlo.”

3. Abolir a ‘educação analgésica’ – Ou seja, as crianças, desde muito pequenas, devem aceitar o que significa um não, e assumir frustrações sem reconvertê-las em violência ou agressividade. “São os pais que devem moldar os filhos, não os filhos que devem moldar os pais – agradar aos filhos para evitar contradizê-los causa-lhes confusão.”

4. Não colocar a criança num pedestal – Os filhos não devem ‘estar primeiro’, defende Javier Urra, e “não se deve considerar o filho um tesouro que nunca se deve contrariar e nunca deve sofrer”. Claro que a nossa sociedade de filhos únicos tornados preciosos não ajuda: queremos que eles tenham tudo, e que não sofram nada. Achamos que isso é que é ser bom pai ou boa mãe. Problema: as consequências podem ser um ‘pequeno ditador’. Portanto, afirma Urra, a criança tem de entender desde bebé que a vontade dos pais é mais forte que os seus impulsos.

5. Pôr a relação de casal em primeiro lugar – A mãe ensina que o mais importante da casa é o filho e não o casal, e isto é um erro. A criança é apenas mais um”, defende Javier Urra. Portanto, não tem de renunciar à sua vida nem às necessidades de casal, e não faz mal nenhum que as crianças passem algum tempo sozinhas. “Há que educar a criança para ter independência emocional: tem de aprender a entreter-se sozinha, a desenvolver a imaginação, a saber que em alguns momentos tem de brincar no seu quarto sem a presença dos adultos.”

6. Não o encher de brinquedos – “Os melhores brinquedos são pais disponíveis para brincar, amigos, tempo e um lugar para se poder sujar”. Não tem de abolir a televisão, mas veja com eles de forma crítica, vacinando-os contra a avalanche publicitária e as mensagens sexistas.

7. Educar para a empatia – Stressamos porque ele não tem boas notas, mas nunca nos preocupamos com o facto de não ser boa pessoa, talvez porque achamos que isso está garantido. Mas não está. Também é preciso educar para a empatia, para a solidariedade e para estar atento aos outros. “É essencial formar na empatia, ensinando-os para que aprendam a pôr-se no lugar do outro, naquilo que sente, naquilo que pensa”, aconselha Urra. “A empatia é o grande antídoto contra a violência.”

8. Ensiná-lo a pensar – O que está bem e mal? Porque é que as coisas acontecem como acontecem, porque é que as pessoas fazem o que fazem? De que forma ele pode ser útil aos outros? Habitue-o não a julgar os outros mas a pôr-se no lugar deles. “É necessário instaurar um modelo de ética utilizando o raciocínio, a capacidade crítica e a explicação das consequências que o seu comportamento terá para os outros”, explica Urra. “E aumentar a sua capacidade de diferir as gratificações, de tolerar frustrações, de controlar os impulsos, de relacionar-se com os outros. Devemos fomentar a reflexão como contrapeso da acção.”

9. Educá-lo na alegria e no otimismo – Tenha um bom ambiente em casa, caloroso, descontraído e criativo: não devolvemos o amor que não recebemos.

10. “Não devemos prestar atenção à criança apenas quando tem comportamentos inadequados. Pode fomentar um comportamento positivo com uma recompensa e um elogio. Os sermões só servem para aborrecer. Quando os filhos se portam mal, ralhar-lhes, criticá-los, bater, gritar ou discutir só reforça o mau comportamento.” Portanto, dê-lhe mostras de que gosta dele, elogiando os seus esforços. “É contraproducente não lhe explicar as coisas, permitir-lhe que desobedeça, gritar-lhe, bater-lhe ou desprezá-la, e enervar-se.”

Trate-o com respeito, amor e consideração: e exija o mesmo da parte dele. É simples, não é?

 

 

 


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