Manual do Conselho da Europa sobre Crianças Migrantes e os seus Direitos

Janeiro 8, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

This handbook has been developed to equip professionals and volunteers who interact with migrant and refugee children to communicate in a child-friendly way about their rights and the procedures aff ecting them. Through this handbook, professionals and volunteers will understand how to apply international children’s rights in national contexts. The concrete steps outlined in this guide explore how professionals and volunteers can serve the best interests of the child by ensuring the child’s right to information and their right to be heard are effective.

Descarregar o manual How to convey  child-friendly information to children  in migration : A handbook for frontline professionals no link:

https://www.coe.int/en/web/children/-/council-of-europe-launches-handbook-on-child-friendly-information-for-children-in-migration

Quando devemos levar as crianças ao oftalmologista pela primeira vez?

Janeiro 8, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia da TSF de 10 de dezembro de 2018.

Se não houver problemas antes disso, é importante que as crianças visitem o oftalmologista entre os 3 e os 4 anos. A criança deverá depois regressar ao consultório do oftalmologista já entre os 5 e os 6 anos, antes da entrada para a escola.

O oftalmologista pediátrico Filipe Martins Braz lembra que “uma boa alimentação, numa idade precoce, é essencial para a saúde dos olhos. É que “algumas das doenças da retina que afetam os adultos estão relacionadas com défices de determinados nutrientes”, explica.

Filipe Martins Braz sublinha também a importância de evitar acidentes. “O trauma continua a ser uma grande causa de perda visual”, pelo que não deve deixar, por exemplo, facas e outros talheres em lugares acessíveis aos mais pequenos, nem permitir que uma criança que acaba de aprender a caminhar ande com objetos pontiagudos, como lápis, nas mãos.

Ouvir as declarações de Filipe Martins Braz no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/quando-devemos-levar-as-criancas-ao-oftalmologista-pela-primeira-vez-10299850.html?fbclid=IwAR1aRI4GAvOz9UqFQZQm8mBJM7FX00RefVpRUZ_4NFZngnIOCaWw67wnjto

 

«Educar para a sexualidade é fundamental para prevenir o abuso»

Janeiro 8, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Shutterstock

Entrevista do DN Life a Vânia Beliz no dia 4 de dezembro de 2018.

Entrevista de Ana Pago | Fotografia de Shutterstock

Porque temos tanta dificuldade em conversar abertamente sobre sexo com os mais novos?

Na maior parte das vezes, a dificuldade surge do que as famílias entendem por sexualidade, que ultrapassa em muito o falar de sexo. Numa sociedade marcada pelo conservadorismo e ainda muito religiosa, prazer e satisfação são temas complicados, o que torna difícil ter à-vontade para abordá-los com os mais novos.

Nem é só a questão do falar: é não saber, ao certo, como começar a fazê-lo…

As famílias educam para a sexualidade desde o nascimento, e mesmo antes disso já há uma série de fantasias que vão influenciar a forma como se educa meninos e meninas. A partir do momento em que aprendem a falar, a curiosidade infantil dispara perguntas muitas vezes difíceis, mas a idade para perguntar é também a idade para saber. De forma adequada à maturidade das crianças, as famílias devem responder-lhes e perceber se elas aprenderam o que lhes foi explicado. As perguntas vão-se tornando mais complexas à medida que crescem.

Escreveu o livro Chamar as Coisas pelos Nomes (ed. Arena) porque essa é outra dificuldade dos adultos. Que palavras ainda temos vergonha de usar?

Temos vergonha de falar, por exemplo, dos nossos genitais. De dizer pipi, pilinha, há temas que nos coram e nos deixam acanhados. Ainda existe muito medo, muito constrangimento. E a questão que se coloca é: porque temos vergonha de explicar como nos reproduzimos? De falar de menstruação? De prazer? Como podemos ignorar temas que são da área da saúde e chegam a comprometer a nossa felicidade?

Quando é que a criança está pronta, de facto, para falar de sexualidade?

Quando pergunta sobre isso. Os temas surgem de acordo com a idade e a curiosidade dela e devem ser respondidos de forma objetiva, sem metáforas.

Esta é uma função da escola, educar para a sexualidade? Dos pais? De ambos?

De ambos. A escola deve educar para o respeito do outro, para a proteção e para temas que respeitem os direitos humanos. A educação formal não vai contra os valores das famílias nem incentiva a prática sexual. É um complemento na educação para a saúde das crianças e jovens e deve ser feita também por profissionais habilitados, devidamente formados, com um perfil apropriado às exigências dos mais novos.

O mais importante é ensinar às crianças o que é amor, intimidade, respeito pelo seu corpo e o do outro?

As crianças aprendem muito cedo a expressão dos afetos pelas relações que são estabelecidas consigo e com quem as rodeia, por isso a forma como as famílias vivem a sua intimidade, como se relacionam com o corpo e com a diversidade sexual, transmite-se às crianças e jovens. Por exemplo, uma família que tenha comportamentos homofóbicos pode transmitir isso aos filhos. Aqui, a escola tem a oportunidade de desmontar esta realidade que não respeita a liberdade de quem é diferente.

No fundo, tem tudo que ver com o modo como os pais lidam com a sexualidade deles…

Um pai ou uma mãe que tenha problemas com a sua nudez e autoestima terá dificuldade em transmitir isso aos filhos. Mas depois há muitos temas em relação aos quais estará sempre lá alguém para sugestioná-los caso não tenham sido acordados para eles em casa, veja-se o acesso rápido à pornografia e a erotização precoce. As famílias precisam de compreender a importância que educar para a sexualidade tem em problemas graves da nossa sociedade, como a prevenção do abuso ou a violência sexual e de género. Não é só sexo: é estarmos a educar para a saúde, para o bem-estar e para a felicidade.

Vânia Beliz é mestre em Sexologia e doutorada em Estudo da Criança na especialidade de Saúde Infantil

 


Entries e comentários feeds.