As crianças precisam de brincar mais ao ar livre para combater a miopia

Janeiro 1, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia da Visão de 12 de novembro de 2018.

Um estudo recente, conduzido por investigadores ingleses, encontrou evidências de relação entre fatores ambientais e o aumento do número de casos de miopia, que tem sido cada vez maior a nível mundial.

As crianças têm de ir para a rua brincar para diminuírem o risco de terem miopia. Este é o alerta dado por uma equipa de investigadores da universidade King’s College London, em Londres, que confirmou que, além da predisposição genética para ter este erro na visão, os fatores ambientais também influenciam o seu desenvolvimento.

A miopia faz com que haja uma redução da qualidade da visão ao longe. Já a visão ao perto não é afetada, a não ser nos casos de miopia muito elevada. Nas crianças, o problema pode facilmente passar despercebido, principalmente se a miopia afetar apenas um olho.

Esta nova investigação pretendia escrutinar conclusões de estudos anteriores que referiram vários motivos para justificar a diminuição do número de casos de miopia em crianças que passam mais tempo ao ar livre, assim como outros fatores que podem fazer com que este problema aumente.

Nos resultados, publicados na revista British Journal of Ophthalmology, a equipa confirmou que longos períodos a fazer atividades dentro de casa aumentam, realmente, o risco de miopia e que é importante haver um maior equilíbrio entre o tempo passado na rua e em casa.

Ao observar resultados de estudos anteriores, a equipa percebeu que, por cada hora extra semanal que a criança passava a jogar videojogos, a probabilidade de ter miopia aumentava 3% devido, principalmente, à proximidade com os ecrãs ou ao maior tempo passado dentro de casa.

Além disso, os pesquisadores fizeram outro tipo de descobertas surpreendentes: através da análise de dados de mais de mil pessoas, a equipa descobriu que as crianças nascidas a partir de tratamentos de fertilidade tiveram uma redução de 37% de miopia no momento do teste da visão na adolescência. Katie Williams, autora do estudo, diz que este resultado pode estar ligado ao baixo peso das crianças no momento do nascimento, o que pode significar um ligeiro atraso no desenvolvimento neurológico.

Pelo contrário, as que nasceram no verão tiveram quase o dobro de chances de serem míopes, o que, segundo os pesquisadores, pode ter a ver com o facto de estas crianças começarem a escola mais cedo.

Também repararam que, por cada nível mais alto de educação da mãe, a possibilidade de o adolescente ter esse problema aumentava 33%. Os investigadores dizem que este resultado pode estar relacionado com uma ligação genética entre inteligência e miopia.

“Nós sabemos de estudos genéticos anteriores em que a genética desempenha um papel importante na variação da doença”, refere Katie Williams. Contudo, diz a autora, a genética não consegue explicar a razão de a miopia estar a tornar-se cada vez mais comum a nível mundial, “já que os genes não podem mudar tão rapidamente ao longo de poucas gerações”. Devem ser, segundo Katie Williams, os hábitos das crianças modernas que têm feito com que o número de casos deste problema aumente.

Como descobrir se o seu filho tem miopia

As crianças com miopia podem queixar-se de dores de cabeça e de cansaço e o seu rendimento escolar pode ser prejudicado. Além disso, têm a tendência de se aproximarem muito da televisão ou dos objetos.

Estes sintomas podem não ser facilmente percetíveis e, por isso, os médicos aconselham a realização de uma consulta de oftalmologia por volta dos três anos que permite detetar a presença de miopia e corrigi-la precocemente.

 

 

 

 

 

 

Programação infantil (famílias) janeiro 2019 nas BLX

Janeiro 1, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Programa BLX-INFANTIL_jan 2019

 

 

Metade das crianças na Síria só conhece a guerra, alerta UNICEF

Janeiro 1, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Expresso de 14 de dezembro de 2018.

“Todas as crianças com oito anos cresceram num clima de perigo, destruição e morte”, disse a diretora executiva da UNICEF, após uma visita de cinco dias. Desde maio, 26 crianças terão morrido ou ficado feridas em Ghouta Oriental por causa de restos de explosivos da guerra. A agência da ONU apela à proteção das crianças e ao reforço do tecido social dilacerado

uatro milhões de crianças nasceram na Síria desde o início do conflito há quase oito anos, anunciou esta quinta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Metade das meninas e meninos sírios só conhece a guerra, acrescenta a agência da ONU.

“Todas as crianças sírias com oito anos cresceram num clima de perigo, destruição e morte”, disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, após uma visita de cinco dias ao país. “Essas crianças precisam de poder voltar à escola, receber as suas vacinas e sentir-se protegidas e em segurança. Devemos ser capazes de as ajudar”, acrescentou.

Em Douma, Ghouta Oriental, apenas alguns meses depois de o cerco de cinco anos ter sido levantado, as famílias deslocadas começaram a regressar e estima-se que cerca de 200 mil pessoas vivam na cidade. Muitas famílias voltaram aos edifícios danificados e, segundo a agência da ONU, a ameaça de engenhos explosivos por detonar é omnipresente. Desde maio, 26 crianças terão morrido ou ficado feridas em Ghouta Oriental por causa de restos dos explosivos da guerra.

“Famílias vivem e educam as crianças entre os escombros”

A responsável da UNICEF sublinhou que “em Douma, as famílias vivem e educam as crianças entre os escombros, lutando para conseguir água, comida e calor neste inverno”. “As 20 escolas existentes estão sobrelotadas e precisam de formação para os jovens professores, livros, material escolar, portas, janelas e eletricidade”, acrescentou.

O grau de destruição em Douma é tal que uma organização não-governamental parceira estabeleceu, com o apoio da UNICEF, uma clínica informal no átrio de uma mesquita danificada.

Na cidade de Daraa, no sudoeste da Síria, as duas principais estações de abastecimento de água localizavam-se em áreas anteriormente palco de confrontos, causando cortes frequentes no abastecimento e uma dependência de serviços de transporte de água por camião. Para fazer face ao problema, a UNICEF ajudou a instalar uma conduta de 16 quilómetros para fornecer água potável a 200 mil pessoas.

Taxa de abandono escolar é de 29%

Entre as quase mil escolas da província, pelo menos metade precisa de obras de reparação. A idade das crianças que perderam anos de escolaridade por causa da guerra varia entre os seis e os 17 anos. Muitos alunos ainda desistem da escola, sendo de 29% a taxa de abandono escolar na Síria.

A UNICEF apela à proteção das crianças em todo o país e ao reforço do tecido social dilacerado por anos de conflitos.

 

 


Entries e comentários feeds.