Índia proíbe mochilas escolares pesadas para evitar problemas de coluna nas crianças

Dezembro 31, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 28 de novembro de 2018.

Mafalda Ganhão

De acordo com as novas regras, o peso das mochilas tem um limite consoante a idade dos alunos e os professores das crianças mais pequenas não lhes poderão marcar trabalhos de casa.

Nem trabalhos de casa, nem mochilas pesadas. Preocupada com o aumento do número de casos de crianças com problemas na coluna vertebral, a Índia resolveu disciplinar o que considera abusos e impôs novas regras às escolas, dependendo das idades dos alunos.

Para cada faixa etária há restrições ao peso das mochilas, limites justificados com estudos que evidenciam como a carga excessiva pode afetar os ossos ainda em desenvolvimento.

No caso das crianças mais novas, durante os dois primeiros anos escolares, os professores ficam impedidos de marcar trabalhos de casa, de modo a evitar que os manuais tenham de ser transportados.

No estado de Maharashtra, por exemplo, o peso das mochilas já não pode exceder 10% do peso corporal da criança, havendo escolas a optar pelo uso de quadros digitais e projetores, também para contornar a necessidades de carregar livros escolares para as aulas.

O “The Telegraph” lembra o caso particular das crianças que habitam nas zonas rurais no país, e que são obrigadas a caminhar longas distâncias carregando as bolsas escolares. Muitas delas atravessam rios, levando os livros sobre a cabeça.

Notícia do The Telegraph:

India bans homework and heavy schoolbags to prevent spinal damage

 

 

Kubo: o robô que ensina miúdos a programar também aprendeu coisas novas

Dezembro 31, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de dezembro de 2018.

Os dinamarqueses da Kubo Robotics ganharam o pitch da Web Summit em 2016. Desde então venderam 5000 exemplares do robô que ensina miúdos a programar.

Victor Ferreira e Teresa Pacheco Miranda

Não é todos os dias que se ganha um prémio em dinheiro. Nem é qualquer um que o rejeita. A startup Kubo Robotics fez ambas as coisas em 2016: foi a Lisboa ganhar o prémio do melhor pitch da Web Summit, mas depois rejeitou os 100 mil euros, porque o dinheiro chegaria sob a forma de investimento e os fundadores tinham outra estratégia para desenvolver a empresa.

Preferiram lançar uma campanha de crowdfunding e estabelecer parcerias locais em Odense, um “cluster da robótica” na Dinamarca, descreve Daniel Lindegaard, chefe de operações da empresa. A terra natal de Hans Christian Andersen, criador de famosas histórias infantis, continua a ter alguém preocupado com o ensino de crianças — para o robô criado pela Kubo, o importante é que se aprenda programação desde tenra idade.

A equipa alia o interesse comercial — “queremos ser a melhor solução” — com preocupações sociais: querem colocar o robô em escolas e bibliotecas públicas, para evitar que o Kubo se torne um produto para ricos e, dessa forma, contribua para uma sociedade mais desequilibrada. Desde a vitória em Lisboa, a empresa vendeu cinco mil exemplares do robô, lançou uma aplicação para telemóvel e tem vindo a adicionar novas funcionalidades ao Kubo, que também ensina música aos mais pequenos ou a escrever correctamente.

No rescaldo da Web Summit, lançámos a pergunta: o que aconteceu às startups que ganharam a competição que todos os anos é organizada pela Web Summit para distinguir o melhor pitch? Também já descobrimos que a Lifeina, vencedora em 2017, quer salvar corações.

 

 

 


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