Guia para Pais – Mundo dos videojogos, riscos e benefícios e Dicionário de um Gamer

Dezembro 21, 2018 às 7:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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https://www.internetsegura.pt/noticias/recursos-para-os-pais-sobre-o-mundo-dos-videojogos

 

Crianças estão a ser internadas por dependência do jogo “Fortnite”. “É como heroína”

Dezembro 21, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Blitz de 5 de dezembro de 2018.

O jogo, que conta com mais de 200 milhões de jogadores por todo o mundo, está a preocupar os pais.

O popular jogo “Fortnite” está a preocupar pais em todo o mundo. Os casos de crianças viciadas no jogo e negligentes nas demais tarefas do dia a dia têm sido cada vez mais.

O website Gadgets 360º mostra o caso de Carson, um jovem norte-americano de 17 anos que tem jogado habitualmente durante 12 horas por dia: a baixa do rendimento escolar provocada pela perda de horas de sono tem sido evidente. “Nunca vi um jogo capaz de controlar tanto a mente dos miúdos”, desabafou a sua mãe.

Para Lorrine Marer, terapeuta cognitivo-comportamental britânica citada pelo site especializado em tecnologia, o jogo “é como heroína: uma vez viciados, é difícil eliminar o vício”.

Ainda que o vício em videojogos não seja algo novo, o facto de este caso em particular ter surgido na era dos smartphones e das redes sociais está a alarmar os especialistas. Não são apenas os mais novos as “vítimas” do “Fortnite”: um website britânico sobre divórcios escreve que mais de 200 casais alegaram a dependência neste e noutros videojogos como motivo para a separação.

De acordo com o mesmo trabalho, alguns atletas profissionais também estarão a cair nas malhas do vício: há nota de jogadores de basebol que ficaram de fora de uma partida devido a problemas nos pulsos provocados pelo jogo.

Nos estados norte-americanos da Califórnia e da Carolina do Norte organizam-se campos de atividades para crianças viciadas em videojogos, espécie de ‘clínicas de tratamento’, onde toda e qualquer tecnologia é evitada durante algum tempo.

O jogo já rendeu milhões de dólares à produtora Epic Games – que, ainda que o tenha disponibilizado de forma gratuita, acrescentou ao jogo vários objetos que podem ser adquiridos, como arma exóticas ou roupas, o que leva muitos pais de jogadores a despender dinheiro.

A Organização Mundial de Saúde determinou em junho, pela primeira vez, que o vício em videojogos é uma doença que, à medida que os videojogos se tornam mais sofisticados e capazes de “agarrar” os fãs, só tenderá a piorar.

Mais informação na notícia:

Fortnite Addiction Is Forcing Kids Into Video-Game Rehab

 

Pais de hoje sofrem de síndrome do coelho da Alice e (também) exigem demasiado aos filhos. Psicóloga clínica deixa o alerta

Dezembro 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do SapoLifestyle de 4 de dezembro de 2018.

A cultura das multitarefas e das multiatividades está a prejudicar as crianças. A denúncia foi feita, hoje, em Lisboa, por Rita Coelho, fundadora de um centro de desenvolvimento nos arredores da capital. “É preciso desligar”, aconselha.

O fast parenting dos dias que correm está a prejudicar o desenvolvimento das crianças. “Parecemos o coelho da Alice no País das Maravilhas, sempre a correr de um lado para o outro”, alertou hoje a psicóloga clínica Rita Coelho, fundadora e diretora técnica do centro de desenvolvimento Maria Cegonha, na Amadora, durante a sua intervenção no evento de apresentação dos novos produtos de uma linha de cuidados dermopediátricos.

Adepta da calma do slow parenting, a psicóloga clínica mostrou-se critica das opções de muitos pais que, por falta de tempo e de disponibilidade, inscrevem os filhos em tudo o que são atividades extracurriculares. “Como trabalham muitas horas, têm de arranjar uma forma de manter os filhos ocupados mas, na prática, o que eles querem é ter tempo para estar connosco”, garante a especialista, que é mãe de duas meninas.

A exigência atual acaba por refletir-se no comportamento dos mais novos. “Não há crianças difíceis, o difícil é ser criança num mundo de gente cansada, ocupada, sem paciência e com pressa”, afirma Nuno Pinto Martins, especialista em disciplina positiva, outra das correntes que a psicóloga clínica subscreve. “Os centros de ocupação de tempos livres são espaços com mesas e cadeiras para onde as crianças vão depois de saírem da escola, onde passam o dia sentadas em cadeiras, rodeadas de mesas. Os meninos precisam de brincar”, afirma Rita Coelho.

“Devemos dar tempo às crianças para crescer ao seu ritmo, valorizando cada etapa do crescimento. Eu não sugiro uma mudança radical de um momento para o outro, mas é preciso encontrar um equilíbrio para arranjar esse tempo”, defende a especialista. “Eu recebo muitos pais que vêm com os filhos às consultas [de psicologia] mas, depois, não são as crianças que ficam [para serem acompanhadas], são eles”, refere.

“A cultura das multitarefas e das multiatividades está a transformar os pais de hoje em pessoas que se sentem insuficientes, preocupadas e com baixa confiança, pais que educam uma geração de crianças que não têm possibilidades de autodescoberta e de autoexploração”, condena. “Eu digo isto para os filhos e para nós. Também precisamos de tempo, que é uma coisa que nos falta, para respirar. É preciso desligar”, adverte.

 

 

 

 

 


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