Seminário “Proteção de Crianças e Jovens: O futuro prepara-se hoje” 7 dezembro em Vila Real

Dezembro 3, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.eapn.pt/eventos/1327/seminario-protecao-de-criancas-e-jovens-o-futuro-prepara-se-hoje?fbclid=IwAR1iKBvgJcKqT6IwS7TSgTt5vdc2TGCwur0tAjKGd9O3i3La3XCJa4aeZW4

Parlamento francês aprova lei contra palmadas às crianças

Dezembro 3, 2018 às 2:12 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de novembro de 2018.

O Parlamento francês deu os primeiros passos contra a “violência educativa” na noite de quinta-feira, ao aprovar uma proposta de lei sobre o tema. Com 51 votos a favor, um contra e três abstenções, o debate controverso sobre a violência contra as crianças foi reaberto na Assembleia Nacional.

A proposta de lei, lançada pelo Movimento Democrático (MoDem, centrista, que apoia o Governo), tem apenas dois artigos, ligeiramente diferentes dos discutidos no dia 21 de Novembro, quando a medida foi apresentada pela primeira vez:

  • Os pais “não podem usar violência física ou psicológica” contra os seus filhos no exercício da sua autoridade parental;
  • O Governo deve promover uma “política de sensibilização, apoio, acompanhamento e de formação à parentalidade, destinada aos futuros pais”, diz o texto.

Contudo, esta medida não tem como objectivo a aplicação de novas sanções penais, que já existem, mas sim uma “visão pedagógica”. De acordo com dados da organização Fondation pour l’Enfance, 85% dos pais franceses batem nos seus filhos, na alçada da “violência educativa”. A proposta do MoDem pede, assim, que o Governo faça uma “análise situacional” antes de Setembro de 2019.

Não se educa através do medo”, disse a ministra da Saúde, Agnès Buzyn, que mostrou o seu apoio à proposta de lei. Para Buzyn, esta violência, “supostamente educativa”, tem “consequências desastrosas no desenvolvimento das crianças”. Ainda que caiba aos pais o papel principal na educação das crianças, “o Estado tem como missão proteger a dignidade e a integridade” das mesmas, defendeu a ministra.

Um dos votos de abstenção veio do único representante do partido Os Republicanos presente, Raphaël Schellenberger. O político de direita disse que a proposta tinha “boas intenções”, mas que não passava de “algo simbólico”, em contacto com “um dispositivo que afirma ser de supervisão”.

Nesta linha de pensamento, a deputada da União Nacional Emmanuelle Ménard, a única a votar contra a medida, sublinhou haver um risco de o Governo estar a “privar os pais das suas prerrogativas”. Para além disso, acrescentou que o texto encarava “os franceses como se fossem imbecis”.

A aprovação da proposta no Senado significa que o país se tornaria o 55º a declarar formalmente a proibição de castigos corporais e psicológicos nas crianças, segundo o previsto na Iniciativa Mundial para Pôr Ponto final aos Castigos Corporais. Em Portugal também não são permitidos.

A França foi sancionada várias vezes por não estar em conformidade com as leis internacionais. Em 2015, foi repreendida pelo Conselho da Europa, e no ano seguinte pelo Comité de Direitos das Crianças da ONU, por exemplo. Depois de várias tentativas sem sucesso, foi incluída uma medida semelhante na lei que se refere à igualdade e à cidadania, censurada em Janeiro de 2017 por não ter relação com o projecto de lei em causa.

 

 

85 mil crianças morrem à fome no Iémen

Dezembro 3, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 21 de novembro de 2018.

Os números são dramáticos.

Segundo a organização humanitária Save the Children, só nos últimos três anos, mais de 85 mil crianças morreram no Iémen, devido à fome ou doenças.

A guerra deixou o país com falta de alimentos e os mais novos, são os que mais sofrem.

Zita Weise Prinzo, da Organização Mundial de Saúde, explica as razões desta tragédia.

“O conflito no Iémen levou à insegurança alimentar no país. Muitas pessoas não têm acesso a comida ou ao tipo de comida certa. Ao mesmo tempo, há surtos de doenças e infeções, como a cólera, sarampo, malária ou pneumonia. E a combinação destes dois fatores levou à desnutrição generalizada no país.”

As Nações Unidas avisam que há 14 milhões de pessoas em risco de fome no Iémen. Por cada criança morta por uma bala ou bomba, dezenas morrem à fome.

E o cenário não deve melhorar nos próximos tempos, como suspeita Peter Salisbury, analista do think-tank britânico Chatham House.

“Sinceramente, não acho que as diferentes partes envolvidas na guerra estejam dispostas a fazer o tipo de compromissos necessários para a terminar. Por isso, infelizmente, acho que a guerra vai arrastar-se por vários meses, se não mesmo anos.”

O país mergulhou na guerra em 2014, quando os rebeldes Huthis tomaram de assalto a capital Sanaa e outras regiões do Iémen. Desde 2015 que as forças do governo, apoiadas por uma coligação internacional, procuram recuperar os territórios ocupados.

Um conflito que já fez mais de dez mil mortos

Direitos das Crianças: Primeiro «currículo» que a escola deve dar é «eu estou cá para ti» – Helena Barreto

Dezembro 3, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Agência Ecclesia

Notícia e imagem da Agência da Ecclesia de 20 de novembro de 2018.

Professora alerta para a situação de muitos meninos e meninas que hoje ainda vivem privadas dos direitos mais básicos.

Lisboa, 20 nov 2018 (Ecclesia) – A professora Helena Barreto, que tem dedicado vários projetos ao estudo da integração social de crianças, destaca a importância de as escolas privilegiarem mais a parte afetiva da relação, sobretudo quando estão em causa alunos de contextos mais desfavorecidos.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos das Crianças, que se assinala hoje, a docente sublinha que o primeiro “currículo” que os professores devem trabalhar com as crianças é “eu estou cá para ti, eu acredito em ti, tu és capaz”.

Helena Barreto realça ainda que apesar de a Declaração dos Direitos das Crianças ter sido proclamada a 20 de novembro de 1959, e a Convenção dos Direitos da Criança ter sido adotada em 1989, ainda existem hoje “muitas crianças” que “nem sabem da existência dos direitos”.

Meninos e meninas que estão “entregues a elas próprias, que crescem sozinhas, sem ajuda, sem o direito muitas vezes a dizer mãe e pai”.

“Eu tenho-me deparado com situações tão especiais que às vezes me levam a refletir sobre se estas crianças estão mesmo a usufruir dos direitos básicos, como o direito à educação, a aprender, o direito a brincar, acima de tudo o direito à liberdade”, assinala a professora, que defende um maior cuidado do sistema educativo a estas questões.

Para que os docentes, antes de entrarem na parte curricular propriamente dita, tenham tempo para perceber a realidade de cada criança que têm à sua frente, os seus problemas e dificuldades, a sua história, e sobretudo transmitir-lhes o “afeto” de que precisam, para que elas saibam que “têm direito” a isso.

“Eu como professora que tenho que cumprir currículo também, todos os anos faço esta reflexão e deparo-me com esta questão”, admite Helena Barreto, para quem “não há educação sem afeto”.

“Quando integro uma turma, independentemente do tempo que ficar por lá, a minha preocupação é olhar para a criança e caminhar com ela”, acrescentou.

A Convenção sobre os Direitos da Criança foi adotada há 26 anos, no dia 20 de novembro, e para comemorar esta data a UNICEF criou o Dia Internacional dos Direitos da Criança, repleto de ações solidárias, com vista a contribuir para o respeito dos direitos de todas as crianças, em todo o mundo.

“Muitas vezes as crianças procuram na escola a afetividade que não existe em casa”, lamenta a professora Helena Barreto.

A entrevista à docente, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos da Criança que se assinala esta terça-feira, pode ser acompanhada esta tarde, a partir das 15h00, no Programa ECCLESIA na RTP2.

JCP

https://www.youtube.com/watch?v=lxWgO0u3Ky8

 

 


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