CD Solidário “Crianças Somos Todos Nós” Receitas revertem a favor do IAC

Novembro 22, 2018 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O CD solidário “Crianças Somos Todos Nós” pode ser adquirido na sede do IAC – Avenida da República, nº 21 Lisboa das 09.30 -18.00 horas, (tel. 21 361 7880) ou através do site http://www.iacrianca.pt/concerto35anos/

 

II Encontro Cientifico da Obra Social do Pousal, com a participação da Drª Dulce Rocha, Presidente do IAC, 23 novembro na Ericeira

Novembro 22, 2018 às 4:24 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança irá participar no debate “A casa e a instituição: Onde está o bom seio e o mau seio?”.

Mais informações no link:

http://www.scml.pt/pt-PT/media/agenda/ii_encontro_cientifico_da_obra_social_do_pousal

Mais de 3300 pais recorreram à APAV por serem vítimas de violência dos filhos

Novembro 22, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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DRO Daniel Rocha

Notícia do Público de 15 de novembro de 2018.

Segundo dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, em grande parte dos casos a vítima era mulher e com mais de 65 anos.

Lusa

Mais de 3300 pais ou mães precisaram da ajuda da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) nos últimos cinco anos por terem sofrido agressões por parte dos filhos, entre casos de violação ou tentativa de homicídio.

Segundo dados divulgados esta quinta-feira pela APAV, entre 2013 e 2017, 3369 pessoas pediram ajuda à associação por serem vítimas de violência doméstica por parte dos filhos, registando-se 3387 processos de apoio e 7076 factos criminosos.

Só no ano passado, a APAV recebeu 765 pedidos de ajuda, menos 62 casos do que em 2016, mas mais 208 do que em 2013, o que representa um aumento de 37% em cinco anos. Entre 2013 e 2017, em 2752 casos a vítima era mulher, na maior parte com mais de 65 anos (44,6%), viúva (28,2%), e a viver num tipo de familiar nuclear com filhos (30,5%).

No total dos 7076 crimes registados, 2805 (39,6%) tinham a ver com maus tratos psíquicos, mas houve também 1763 casos de maus tratos físicos, além de 1130 casos de ameaça ou coacção ou 688 de injúrias ou difamação. Entre os números menos expressivos, há registo de 179 casos de roubo, mas também três casos de violação ou três tentativas de homicídio.

“Tendo em conta o tipo de problemáticas existentes, prevalece o tipo de vitimação continuada em cerca de 80% das situações, com uma duração média entre os dois e os seis anos (13,2%)”, refere a APAV, que destaca, por outro lado, que na maior parte dos casos (55,2%) as agressões ocorrem dentro da residência comum, apesar de o número de queixas/denúncias representar apenas 27,3% face ao total de autores de crimes assinalados.

Relativamente ao autor dos crimes, os dados da APAV mostram que em 68,6% dos casos são do sexo masculino e com idades entre os 36 e os 45 anos (17,7%), já que na maior parte das situações (1255) não se conseguiu saber a idade do autor do crime. A APAV ressalva ainda que, no total dos anos, o número de agressores (3579) foi superior ao de vítimas.

Vergonha favorece secretismo

Em comunicado, a associação de apoio à vítima explica que estes actos se inserem dentro da violência filioparental, que se caracteriza por “actos violentos e intencionais de filhos em relação aos pais” e que envolvem ameaça, intimidação e domínio para a obtenção de controlo e poder.

“A vergonha e a manutenção do mito da harmonia familiar favorecem o secretismo em torno do problema, o que tem contribuído para uma intervenção menos desenvolvida neste campo do que noutros tipos de violência intrafamiliar (como o abuso/negligência dos filhos ou a violência entre parceiros íntimos)”, diz a APAV. Por outro lado, salienta que este tipo de violência “não é um problema individual ou uma questão restrita ao contexto familiar”, tratando-se antes de “problema social, de justiça e de saúde pública”, o que tem levado a associação “a alertar a sociedade portuguesa para esta realidade, ainda obscura, da violência doméstica praticada pelos filhos contra os pais”.

“A violência doméstica, também na forma da violência filioparental, é um crime público que não pode ser remetido ao silêncio”, defende.

mais informações no documento:

Estatísticas APAV: Crimes de Violência Doméstica | Violência Filioparental 2013-2017

 

 

Atelier de bonecos sensoriais – crianças dos 4 aos 12 anos, 24 novembro na Biblioteca Orlando Ribeiro

Novembro 22, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Atelier Bonecos Sensoriais
Biblioteca Orlando Ribeiro
2018-11-24 às 15:00
PARA CRIANÇAS dos 4 aos 12 anos

pela Triutopia Atelier.

Neste atelier, através do livro “Senhora Tímida” iremos abordar com a criança, a timidez que é muito comum na infância e que pode causar desconforto e inibição no desenvolvimento das relações sociais e dos laços afetivos.

Criar os próprios bonecos ensina a criança a manejar novos materiais e a dar forma à imaginação.
Para além dos resultados ficarem muito criativos, ajudam no desenvolvimento da motricidade fina, na perceção visual de cores, formas, tamanhos e peso, como também promove a sua autoconfiança.
N.º participantes, mín. / máx. :  Máx.: 15 participantes.
Contactos: triutopia.arte@hotmail.com
Observações: Preço: 5€/ criança.

Como se diz a um filho que a mãe tem cancro?

Novembro 22, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Expresso de 12 de novembro de 2018.

Joana Nunes Mateus

Debate: pouco se fala do impacto emocional que o cancro tem na família do doente oncológico, desde o cônjuge, aos pais mais velhos ou aos filhos mais novos.

Se há momento que toda a mãe com cancro guarda para sempre na memória é aquele em que disse ao filho que estava doente. Que o diga a advogada Cristina Nogueira, que foi diagnosticada com um cancro na mama quando o seu filho tinha acabado de fazer cinco anos: “Eu soube que tinha cancro às três da tarde e só pensava que, daqui a uma hora, tinha de ir buscar o meu filho ao infantário. O que é que eu faço?! Não fiz. Não fui capaz”.

Sem guião para enfrentar o “pesadelo total” de falar com um filho tão pequeno sobre uma doença tão complicada, Cristina lá foi aproveitando as revistas que faziam capa com a atriz Sofia Ribeiro para explicar que também tinha aquela doença e que também iria perder o cabelo. “Mas vais ficar careca para sempre? E vais morrer?”, perguntou o filho. “Acho que não. Vou fazer tudo para não morrer!”, respondeu Cristina. Apesar de ser tratada num dos hospitais mais reputados na luta contra o cancro, esta doente oncológica lamenta nunca lhe ter sido oferecido qualquer apoio psicológico. Nem a ela, nem à família, nem ao filho.

Lidar com um stresse tão grande
Não é fácil ver a mãe, que fazia tudo com ele, perder as forças devido à quimioterapia: “Pegar nele ao colo, cambalhotas, andar de bicicleta… Tudo isso passou a ser ficção científica para mim!”, diz Cristina, que acabou por procurar apoio psicológico no privado. “Comecei a notar algumas características que não eram típicas dele: alguma agressividade, sinais de nervosismo, roer as unhas, mais rebelde em termos escolares… Tudo isso me foi explicado que são formas normais das crianças, em idade precoce, lidarem com um stresse tão grande”.

Também a presidente da associação Evita, Tamara Milagre, contou a sua história pessoal na terceira conferência “Tenho Cancro. E Depois?” promovida, esta semana, no IPO Coimbra, pela SIC Notícias e Expresso, em parceria com a Novartis.

Tamara Milagre era uma adolescente de 14 anos quando a sua mãe de 44 descobriu o cancro. “Ela era uma mulher muito bonita e a autoimagem dela caiu completamente ao chão. Ficou careca, inchada, sem mama, e a vida tornou-se dramaticamente diferente. Como filha de uma doente oncológica, tive uma reação completamente oposta ao lógico: eu fiquei revoltada com a minha mãe porque ela não estava a funcionar e eu precisava muito dela. A casa não estava tão limpa, eu tinha de fazer mais coisas e a minha mãe não estava lá para me dar atenção… Anos mais tarde, lavada em lágrimas, pedi desculpa à minha mãe”.

Só passada a adolescência, é que esta filha percebeu a razão da sua raiva: “Depois é que percebi melhor. Na realidade, era o medo enorme dela morrer que me estava a revoltar. E eu vivi isso com muita ansiedade e sofrimento”. Hoje Tamara Milagre é presidente da Evita e acompanha famílias onde a comunicação é ainda mais complexa: são as famílias com cancro hereditário que, não só têm mais casos de cancro, como os enfrentam em idade mais precoce.

“As crianças não gostam de mentiras”, diz Margarida Damasceno, oncologista há mais de 30 anos, aos pais que não sabem como falar do cancro aos filhos. Diretora do serviço de oncologia do Centro Hospitalar São João e presidente eleita da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Margarida Damasceno avisa como dizer a verdade: “Uma verdade com final feliz, abrindo sempre a luz ao fundo do túnel”.

70% de divórcios
O cancro também se abate sobre a vida do casal. “Portugal tem uma triste estatística na taxa de divórcio após diagnóstico do cancro onde lideramos destacados com 70%”, alerta a doente oncológica Cristina Nogueira. “Penso que a maioria dos divórcios corresponde aos maridos que abandonam”, acrescenta a oncologista Margarida Damasceno. É que, perante a doença, a maioria das mulheres “tem aquele lado maternal, vai deixar de ser a mulher do doente para ser a mãe do doente, vai aceitá-lo como um filho”. Já a maioria dos maridos não reage assim: “Não sabe lidar com a situação e, ou desaparece ou então fica de tal maneira alheio à situação que a própria mulher não consegue lidar com um marido que não a compreende”.

Neste debate dos desafios familiares, Margarida Damasceno deixou uma proposta a todos os hospitais: a criação da figura do “gestor hospitalar do doente”, para que os doentes oncológicos e os seus familiares saibam com quem podem contar.

Mais psicólogos
“Quando pensamos num doente oncológico, temos de pensar no desequilíbrio que vai a nível físico, psicológico, existencial. E isto é muito complexo. São necessárias equipas multidisciplinares. É necessário mais psicólogos”, pediu também a coordenadora regional da rede de cuidados continuados, Maria José Ferros Hespanha.

A presidente do IPO Coimbra, Margarida Ornelas, deixou vários exemplos do que está a ser feito naquela instituição para apoiar as famílias a melhor enfrentarem o desafio do cancro. É o caso do programa Humaniza, financiado pela fundação La Caixa, que irá permitir ao IPO Coimbra ter, não apenas um psicólogo, mas mais dois psicólogos e dois assistentes sociais. É também o caso da consulta de onco-sexologia para o casal tirar dúvidas. Os familiares são ainda convidados a participar em todas as fases do processo, desde o acolhimento do doente oncológico até às consultas, podendo mesmo acompanhá-lo 24 horas nos cuidados paliativos.

Estatuto do Cuidador já

“O Estatuto do Cuidador Informal deve ser uma prioridade deste Governo nesta legislatura”, defende Margarida Damasceno, diretora do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar São João e presidente eleita da Sociedade Portuguesa de Oncologia. Maria José Ferros Hespanha, coordenadora regional da Rede Nacional de Cuidados Continuados, diz que, sem este Estatuto, “vamos ter as urgências hospitalares entupidas de pessoas que podiam resolver os seus problemas com os cuidadores informais”. Margarida Ornelas, presidente do IPO Coimbra, alerta que “a taxa de incidência do cancro, a crescer a 3% ao ano no nosso país, vai exigir necessidades assistenciais cada vez maiores ao nível dos profissionais e das condições dos serviços. É importante que o Estatuto do Cuidador Informal seja reconhecido, à semelhança de outros países. Os cuidadores informais devem ter apoio informacional, apoio emocional e apoio instrumental ao nível da prestação dos cuidados”.

Textos originalmente publicados no Expresso de 10 de novembro de 2018

 


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