Conferência “Serviços integrados para a infância : Juntos com as crianças e as famílias” com a participação de Matilde Sirgado do IAC, 16 novembro na FCG

Novembro 12, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Matilde Sirgado, Coordenadora do setor IAC- Projecto Rua, Tesoureira e Membro da Direção do Instituto de Apoio à Criança irá participar no painel temático “Visão de criança e família por diferentes setores”.

Mais informações no link:

https://gulbenkian.pt/evento/servicos-integrados-para-a-infancia/

OMS: “Mais de 90% das crianças do mundo respiram ar tóxico”

Novembro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do ONU News de 29 de outubro de 2018.

Estudo destaca que situação afeta 1,8 bilhão de crianças; Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde iniciou esta segunda-feira em Genebra.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que cerca de 93% das crianças do mundo, com menos de 15 anos de idade, respiram ar tão poluído que coloca sua saúde e desenvolvimento em grave risco.

A situação afeta 1,8 bilhão de crianças no mundo, de acordo com um relatório publicado esta segunda-feira na primeira Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde que decorre em Genebra.

Ameaças

Em 2016, estima-se que 600 mil crianças já morreram devido a infeções respiratórias causadas pelo ar poluído. Uma das principais ameaças à saúde de  crianças menores de cinco anos é a poluição do ar,  responsável por quase uma em cada 10 mortes nessa faixa etária.

Em comunicado, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, considera a situação “indesculpável”. O representante destaca que o ar poluído “intoxica milhões de crianças e arruína suas vidas”.

O chefe da OMS sublinhou que toda a criança “deve ser capaz de respirar ar puro para que possa crescer e realizar todo o seu potencial”.

O estudo defende ainda que a poluição do ar também causa câncer. Crianças expostas à poluição excessiva também podem estar em maior risco de contrair uma doença cardiovascular crônica na vida adulta.

Cérebro

A diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Sociedade da OMS, Maria Neira, disse a jornalistas que a poluição do ar prejudica o cérebro dos menores de idade.

A probabilidade é que as crianças sejam intoxicadas porque estão mais expostas a ar poluído e absorvem mais poluentes do solo, onde essas substâncias se encontram em concentrações mais altas.

Como parte do apelo à ação das comunidade internacional, a OMS recomenda uma série de medidas “diretas” para reduzir o risco à saúde, que estão ligadas ao tamanho de material particulado ambiental, ou PM2.5.

Essas ações incluem acelerar as mudanças na limpeza de combustíveis e em tecnologias de aquecimento e para cozinhar, promoção de transporte mais limpo, habitações com maior eficiência energética e planejamento urbano.

A OMS apoia ainda a geração de energia de baixa emissão, tecnologias industriais mais limpas e seguras e o melhor gerenciamento municipal de resíduos para reduzir a poluição do ar nas comunidades.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Air pollution and child health: prescribing clean air

 

 

O AVC na criança. É raro, mas até pode acontecer durante a gravidez

Novembro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Sapo Lifestyle

Texto e foto do Sapo Lifestyle

Após um AVC, as crianças geralmente recuperam melhor e mais rapidamente. Contudo, as sequelas motoras, cognitivas e comportamentais são uma realidade. As explicações são da médica Rita Lopes da Silva, neurologista pediátrica do Hospital de Dona Estefânia.

O AVC é uma doença mais rara na criança do que no adulto. Pode ocorrer na gravidez, nos primeiros dias após o parto ou mais tarde na infância e adolescência. As causas do AVC são diferentes e por vezes múltiplas, destacando-se as doenças cardíacas, hematológicas, infeciosas e metabólicas. Quando ocorre um AVC, metade das crianças tem um fator de risco previamente conhecido, o que torna fundamental a instituição de medidas para a sua prevenção.

O tipo de AVC também varia consoante a idade; nos países ocidentais o AVC isquémico no adulto representa 80-85% e na criança surge em 55% dos casos, sendo os restantes AVC hemorrágicos causados sobretudo pela rotura de malformações vasculares ou doenças hematológicas.

A apresentação clínica mais frequente do AVC isquémico é a hemiparesia aguda (falta de força em metade do corpo). Existe habitualmente um atraso significativo no diagnóstico (por vezes mais de 24h), devido ao não reconhecimento das manifestações iniciais pela família e profissionais de saúde, e estas serem atribuídas a outras doenças mais comuns (enxaqueca, epilepsia e infeções).

A raridade do AVC neste grupo etário dificulta a realização de ensaios clínicos e a elaboração de recomendações clínicas baseadas em níveis de evidência sólidos. Por este motivo, a maior parte das recomendações terapêuticas resulta da extrapolação dos resultados de estudos realizados em adultos e de consensos de grupos de peritos.

Quais as sequelas?

Após um AVC, as crianças geralmente recuperam melhor e mais rapidamente. Contudo, as sequelas motoras, cognitivas e comportamentais são valorizáveis (défice residual em 40-60%) e a mortalidade pode atingir 10-25%, pelo que o AVC está entre as 10 primeiras causas de morte na idade pediátrica.

No serviço de Neurologia Pediátrica do Hospital Dona Estefânia – Centro Hospitalar de Lisboa Central, funciona a consulta de doenças neurovasculares que é única no país para este grupo etário. Na consulta são acompanhadas crianças/adolescentes que já sofreram um AVC, de modo a investigar a sua causa, instituir medidas para evitar a sua recorrência e promover a reabilitação. São também avaliadas crianças/adolescentes que apresentam doenças cardíacas, hematológicas ou genéticas com um risco elevado de AVC.

Como exemplo, destaca-se o Programa de Vigilância e Prevenção da Doença Vascular Cerebral na Anemia de Células Falciformes, em estreita articulação com a Unidade de Hematologia do mesmo Hospital e a Unidade de Neurossonologia do Hospital de São José.

As explicações são da médica Rita Lopes da Silva, Neurologista Pediátrica do Hospital de Dona Estefânia e Membro da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC).

 


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