IV SLBEI – Seminário Luso-Brasileiro de Educação de Infância/Educação Infantil – 15, 16 e 17 de novembro em Aveiro

Novembro 6, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.slbei.com/ivslbei-iclabie

 

Se comprar 10 ou mais bilhetes tem direito a 20% de desconto no BILHETE ESCOLA – Concerto Solidário “Crianças Somos Todos Nós” 35 anos do IAC – 20 novembro no Altice Arena

Novembro 6, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://www.iacrianca.pt/concerto35anos/

Pôr os miúdos a ler? “Contem-lhes histórias”, diz Mia Couto

Novembro 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Entrevista da Sábado a Mia Couto no dia 22 de outubro de 2018.

Mia Couto diz que é pela oralidade que os pais vão conseguir levar as crianças até aos livros. Com mais uma obra infantil a chegar às livrarias, o escritor explica-nos como cria histórias.

Nunca escreve a pensar que os leitores são crianças. Diz que escreve para “conversar com as vozes” que tem dentro de si. Mia Couto tem um novo livro A Água e a Águia, editado pela Caminho, e com ilustrações Danuta Wojciechowska.

Desta vez, no seu quinto livro infantil, acompanhamos as grandes águias que sobrevoam a terra e pelo meio aprendem-se letras. Mais uma fábula carregada de imaginação e de uma relação próxima com a terra. Lê-se no livro: “Foi então que a mais velha das águias juntou toda a comunidade e perguntou: – Sabem o que é a letra i? Uma disse: é um pau espetado no abecedário. Outra disse: é um dançarino com um chapéu alto.”

Mas numa altura em que os tablets e telemóveis ocupam muitas vezes o lugar principal no entertenimento, como se incentiva à leitura? O escritor, de 63 anos, vencedor do Prémio Camões, em 2013, defende que é primeira pela oralidade, pela rotina de contar histórias, que se vão conquistar os miúdos. Criar o hábito da leitura terá de ser pela sedução.

Como surgiu a ideia para escrever o livro A Água e a Águia?
Os livros não me surgem nunca a partir de uma ideia claramente definida. Não seguem assim um propósito consciente. Deve haver, no início, uma história ainda informe mas com suficiente sedução para que eu queira saber mais. Neste caso concreto, os bichos que tanto fazem correr palavras nas histórias de infância surgiam-me, desde logo, como os donos dessas palavras, dessas letras. Havia portanto uma instigante inversão entre os lugares conferidos ao que é humano e não humano.

Neste livro brinca com as letras, foi uma escolha consciente de ensinar letras?
Não, não houve um propósito didático. Não sei manter essa relação funcional com a escrita. A história pode e deve ensinar se ela for bonita e for capaz de encantar.

Há personagens que resultam melhor em livros infantis do que outras? Por exemplo, usa muitas vezes animais.
Não sou eu que o faço. É pratica velha e comum a todas as culturas a criação e de fábulas para reproduzir saberes e atitudes. Desde sempre os animais nos ensinam a ser mais humanos.

É diferente escrever livros infantis ou para adultos? 
Tenho uma enorme dificuldade em fazer essa distinção. E confesso mesmo que não sei exatamente o que é “escrever para crianças”. Talvez porque toda a escrita tem esse apelo de me remeter para a minha própria infância.

Como escolhe os temas para os livros infantis?
Sou eu que sou escolhido. Acredito que haja autores que fazem um plano e uma construção antecipada da história. Não tenho essa competência. A história vai-se revelando à medida que a escrevo. E enquanto vou escrevendo vou sabendo também mais de mim mesmo.

Quando os escreve imagina um leitor tipo?
Não. Escrevo para conversar com vozes que há dentro de mim.

Hoje é mais difícil pôr as crianças a ler do que quando começou a escrever livros infantis? Porquê?
Não sei comparar. Eu tive sorte, nasci numa casa em que, mais do que um poeta, vivia a própria poesia. Apesar das estantes forrarem as paredes da minha infância, os livros vieram até mim por via de vozes. Eu escutava histórias que os meus pais contavam. E ouvi muito discos com poetas declamando os seus próprios versos. Insisto muito nisto: os meninos chegam à escrita por via da oralidade. Contem-lhe histórias e, mais do que isso, valorizem o seu papel como autores de histórias.

Como é que se tira os miúdos da frente dos tablets e dos telemóveis?
Só por ser por via da sedução. Uma posição normativa – mesmo que se apresente necessária – não resolve o fundo da questão. Muitas das vezes os pais deixaram de estar presentes e deixaram de ter tempo para brincar com os filhos. Não são apenas a leitura e os livros que faltam. É uma relação familiar diferente, mais divertida, mais produtora de encantamentos. Os pais não brincar com os filhos para os divertirem. Devem-se divertir-se na mesma medida. As crianças sentem a incapacidade de os pais retornarem à infância. Vivemos um tempo em que os avós, os tios e toda a família alargada deixou de habitar o mesmo espaço. Há que saber vencer essas ausências por via de outros modos de estar presente.

Qual era o seu livro preferido em criança?
Platero e Eu, de Juan Ramon Jimenez. Porque aquele burrinho que vivia no livro passeava pelos meus sonhos.

Link para o livro:

http://caminho.leya.com/pt/infantil-juvenil/7-9-anos/a-agua-e-a-aguia/

 

 

Formação Transitiva Música para a Infância – 24 novembro e 1 dezembro na Biblioteca Municipal de Beja José Saramago

Novembro 6, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Formação gratuita.
Inscrição em www.musicateatral.com/germinarte


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