A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

Outubro 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Imagem retirada daqui

 

Concerto Solidário “Crianças Somos Todos Nós” 35 anos do IAC – 20 novembro no Altice Arena – Se comprar 4 ou mais bilhetes tem direito ao desconto do bilhete família

Outubro 25, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/concerto35anos/

Mais detenções perto das escolas, mas consumo de droga baixou

Outubro 25, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia e imagem do Público de 15 de outubro de 2018.

Em apenas duas semanas, a PSP deteve 25 pessoas por tráfico de droga nas proximidades de escolas. Polícia diz que é normal, dado o tipo de operação realizado e os directores garantem que não houve qualquer evolução negativa no ambiente que se vive neste início de ano lectivo.

Clara Viana

Às operações de início de ano lectivo lançadas pelos efectivos do programa Escola Segura têm estado associadas outras divisões da PSP com o objectivo de limpar focos de tráfico existentes nas proximidades das escolas, disse ao PÚBLICO o subintendente Hugo Guinote, chefe da Divisão de Prevenção e Proximidade da PSP.

Aconteceu o mesmo na operação de início do ano lectivo 2018/2019, realizada entre 12 e 28 de Setembro, e por isso o mesmo responsável adianta que esta é a principal razão pela qual, em apenas duas semanas, tenham sido detidas 25 pessoas por tráfico de droga nas proximidades dos estabelecimentos escolares e nos trajectos escola-casa, que também são acompanhados pela Escola Segura.

Hugo Guinote alerta que devido às características especiais destas operações de início do ano lectivo os seus resultados não podem ser comparados com o balanço anual do programa Escola Segura — com o facto, por exemplo, de em 2015/2016, último ano com dados consolidados, a PSP ter detido ao longo de todo o ano 90 pessoas, quando agora, em apenas duas semanas, prendeu 25.

“Não se pode concluir que houve um salto, até porque o número de detenções varia ao longo do ano também em função do tipo de operações desencadeadas. “Várias das pessoas que foram detidas em Setembro já estavam referenciadas e havia até mandados de detenção em relação a algumas, que foram efectivados agora, aproveitando a mobilização de meios registada”, explica Hugo Guinote. Na operação estiveram envolvidos 3877 polícias e 2943 viaturas.

A Escola Segura é um programa partilhado pela PSP e pela GNR. Os dados referidos dizem apenas respeito ao balanço da actividade da PSP. E também dão conta disto: às 25 pessoas presas por tráfico de droga foram apreendidas 148 doses de cocaína, igual número de doses de heroína e 722 doses de haxixe.

É sabido que quando se fala de heroína as campainhas de alarme disparam, mas Hugo Guinote assegura que as apreensões registadas “estão em linha com o que aconteceu em anos anteriores no mesmo tipo de operações e até baixou”.

Os dados recolhidos pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) têm dado conta de uma tendência de queda no consumo de heroína, embora em 2014 e 2015 se tenha registado um aumento do número de novos utentes em tratamento cuja droga principal de consumo era a heroína. Os inquéritos em meio escolar que têm sido promovidos pelo SICAD mostram que a percentagem de alunos entre os 13 e os 18 anos que já experimentaram heroína passou de 2% em 2011 para 1% em 2015.

Situação melhorou

 Questionados sobre o ambiente nas escolas e nas suas proximidades no início deste ano lectivo, os directores contactados pelo PÚBLICO são unânimes na resposta: não só não se registou nenhuma evolução negativa, como a situação é bem melhor do que a registada há alguns anos.

Dulce Chagas, directora do Agrupamento de Escolas de Alvalade, em Lisboa, lembra a propósito que há cerca de sete anos tiveram de deixar de ter aulas à sexta-feira ao fim da tarde na Secundária Padre António Vieira, que agora é a escola sede do agrupamento, para evitar “mais problemas” devido à concentração de jovens frente ao estabelecimento escolar, que era uma marca do dia anterior aos fins-de-semana. “Melhorámos muito. Agora quase não existem esses grupos”, diz.

À frente da Escola Secundária Camões, também em Lisboa, existe um jardim com um coreto que sempre foi um ponto de concentração dos alunos daquele antigo liceu, como de outros jovens. O director, João Jaime, reconhece que este facto poderá potenciar problemas, mas assegura que “não houve nada a registar” neste início do ano lectivo. “Não tem aparecido ninguém diferente no coreto e os casos que temos referenciados são apenas de alguns jovens, que são os mesmos já assinalados no ano passado”, adianta.

Mais a norte, na Póvoa do Varzim, o director da Escola Secundária Eça de Queirós, José Eduardo Lemos, também assegura que “não tem notícia de que algo de diferente ou anormal tenha acontecido”. Nem na sua escola, nem noutras com que mantém contactos enquanto presidente do Conselho das Escolas, que é organismo que representa os directores junto do Ministério da Educação.

 

 

Os adolescentes e o álcool

Outubro 25, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

thom masat on Unsplash

Artigo de opinião de Alexandra Duarte publicado no i de 24 de setembro de 2018.

Como explicar a um adolescente os efeitos do álcool no seu desenvolvimento?

As histórias repetem-se, mesmo ao nosso lado, contadas pelos filhos, pelos amigos dos nossos filhos, por pessoas que conhecemos, ou até presenciadas por pais que acabam por estar no sítio certo, à hora errada. Rapazes e raparigas que acabam a noite a serem assistidos por equipas médicas, depois de terem consumido quantidades exageradas de bebidas alcoólicas. Até já têm um nome para esta prática: “binge drinking”. Escrito assim, até parece um desafio com “pinta” e, na verdade, é assim que os adolescentes adotam esta forma de comportamento. Ingerem uma quantidade excessiva de álcool, num curto espaço de tempo e consecutivamente. De um momento para o outro, bebem vários copos sem parar, negando ao corpo o tempo necessário para assimilar e processar a quantidade de álcool ingerida e, posteriormente, manifestar as consequências do impacto deste excesso. Quando, finalmente, o corpo processa esta ingestão acelerada e abusiva de álcool, ocorrem os sintomas indesejados, chegando, nos casos mais graves, ao coma alcoólico.

A definição de “binge drinking” remete-nos para um consumo ocasional excessivo, algo que acontece, por exemplo, quando os adolescentes saem à noite. Partindo do princípio que estamos perante uma média de uma saída noturna mensal, ou mesmo quinzenal, em rapazes e raparigas abaixo dos 18 anos e acima dos 14 anos, o cenário é preocupante e é nosso dever, enquanto pais e cidadãos, refletir sobre as medidas que possam impedir que estes adolescentes, imaturos e desconhecedores dos efeitos nocivos do álcool sobre o seu comportamento e desenvolvimento, continuem a reincidir numa prática que lhes é prejudicial.

O problema é que, como muitos pais devem ter conhecimento, a média das saídas noturnas, pelo menos nos grandes centros urbanos, não é a acima descrita, nem tão pouco é possível dizer que não há crianças com menos de 14 anos a frequentar bares e a consumir bebidas alcoólicas, compradas por interpostos amigos, em estabelecimentos que só estão autorizados a vender estas bebidas a indivíduos maiores de 18 anos. Mas o cenário agrava-se quando – e não vale a pena fingir que isto não se passa! – encontramos grupos de adolescentes, durante a tarde, concentrados na rua, em frente a certos estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas, com copos na mão e, mesmo de passagem, conseguimos perceber que já não se encontram no seu melhor estado, avançando para um estado de embriaguez.

Os números não mentem e são indicadores dos riscos que esta geração incorre. O consumo de álcool aumentou nos últimos anos, bem como diminuiu a média da idade em que se consumiu pela primeira vez – 17 anos! (O que significa que muitos houve que nem sequer 17 anos tinham! Há registos de internamentos com intoxicações ou comas alcoólicos de crianças que ainda não completaram os 13 anos.)

Além dos riscos imediatos a que se sujeitam, segundo um estudo da Universidade de Boston, um adolescente que inicie precocemente o consumo de bebidas alcoólicas tem 50% de probabilidades de vir a ficar dependente deste tipo de consumo, mais tarde.

O problema não se centra somente nos consumidores precoces, mas também nas suas famílias que, derivado da nossa cultura e hábitos, muitas consideram normal que os filhos consumam álcool quando começam a sair à noite ou ocasionalmente. Puro desconhecimento dos efeitos de uma bebida alcoólica no cérebro de um adolescente que ainda não completou os 18 anos e que se encontra em pleno desenvolvimento físico e cognitivo.

A revista científica “The Lancet” publicou recentemente um estudo, realizado em indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 95 anos, e no qual se conclui que não existe um nível seguro para o consumo de álcool. As implicações são vastas, mas no caso dos adolescentes são muito concretas e a falta de uma avaliação correta dos riscos que correm é um dos fatores do consumo excessivo. Tomariam a mesma decisão caso soubessem que o álcool atinge o sistema nervoso central, potenciando comportamentos que colocam as suas vidas em risco, como a agressividade, a depressão e até mesmo a automutilação?

Perdem a noção dos seus comportamentos e as suas emoções são alteradas pelo efeito do álcool, levando a condutas que no dia seguinte, eles próprios têm dificuldade em se identificar, quando confrontados com as publicações nas redes sociais, registos de momentos dos quais não têm memória, mas que ficaram no “Instagram”, no “Facebook” para consulta futura.

Beber aos 18 anos não é o mesmo que beber antes desta idade. O desempenho escolar é diretamente afetado, consequência dos défices cognitivos e de memória, conduzindo a limitações ao nível da aprendizagem. Tudo isto provocado pelo facto de o cérebro ainda não estar totalmente desenvolvido e, por essa razão, ser mais permeável ao álcool. O consumo de bebidas alcoólicas está associado à diminuição da massa cinzenta em determinadas áreas do cérebro e é responsável por impedir o desenvolvimento da matéria branca, refletindo-se nos níveis de atenção, na velocidade do processamento, na memória e no controlo da impulsividade.

Nas escolas não se fala deste problema. Logo, se não se fala, é porque ainda não é considerado um problema. Em 2015, procedeu-se à alteração da lei para fixar a idade mínima para consumo de álcool nos 18 anos, o que também não veio modificar nada neste cenário que se agrava de ano para ano. As famílias não têm a informação suficiente para compreender as consequências graves que os seus filhos podem vir a ter, somente por beberem um copo quando vão sair à noite, não tendo ainda 18 anos. Eu começaria por enfatizar que há uma diferença primordial entre um jovem com mais de 18 anos que consome bebidas alcoólicas e entre os mais novos que sofrem de uma forma mais permanente os estragos que o álcool provoca no seu desenvolvimento.

Dizem que beber um copo não faz mal, mas os nossos jovens não bebem só um e, infelizmente, os números são preocupantes. Afinal, são os nossos filhos, os amigos dos nossos filhos, aqueles jovens que com a voracidade própria de desfrutarem os dias e as noites, muitas vezes se esquecem do que é melhor para eles.

Escreve quinzenalmente

 

 


Entries e comentários feeds.