Youtube: há um lado divertido na matemática — e a MathGurl conhece-o como ninguém

Setembro 13, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo de Joana Costa Lima para o Público, em 24 de junho de 2018.

Chama-se Inês Guimarães, mas muitos conhecem-na como MathGurl. O seu tempo é dividido entre a Faculdade de Ciências da UP e o YouTube, onde criou o primeiro canal sobre matemática no país.

Para Inês Guimarães, a matemática nunca foi um bicho-de-sete-cabeças. Mas foi um professor que, no 7.º ano, a levou a apaixonar-se pelos números. A pedagogia era questionável, mas resultou. Cinco anos depois, Inês criou MathGurl, o “primeiro canal do YouTube sobre matemática em Portugal”. A álgebra abstracta, a teoria dos números e a geometria são as matérias favoritas e já contagiaram mais de 46 mil subscritores.

Foi ao treinar para as Olimpíadas da Matemática que a agora estudante universitária trocou os problemas aborrecidos que resolvia e repetia na sala de aula por enigmas complexos e desafiantes. “As Olimpíadas fazem com que os participantes tenham realmente de puxar pela cabeça e de pensar fora da caixa, com criatividade”, recorda. “Não são apenas aqueles exercícios mecânicos da escola.”

Comunicar sempre foi a segunda paixão de Inês, que delirava de cada vez que o professor de português anunciava que a avaliação passava por apresentações de livros. A dada altura escolheu aliar as duas áreas e assim surgiu, em 2015, o MathGurl. “Decidi mostrar às pessoas que a matemática não tinha de ser encarada de uma forma puramente escolástica, que é uma coisa que existe fora da escola, uma área viva, dinâmica, que pode ser encarada com bom humor, com boa disposição”, conta. Fazer com que as pessoas olhassem para a matemática de forma diferente pareceu-lhe um desafio demasiado grande para recusar e, de uma forma genuína e divertida, partilhou o primeiro vídeo no YouTube.

Num abrir e fechar de olhos, a MathGurl era já conhecida do outro lado do Atlântico. Um professor brasileiro, rosto do canal Matemática Rio, descobriu o projecto quando este tinha pouco mais de 50 subscritores. Não tardou a divulgá-lo junto dos alunos e as subscrições multiplicaram. Ainda hoje, a maior parte dos seguidores de Inês é de nacionalidade brasileira. Se por um lado existem mais canais educativos no país, a jovem acredita que os estudantes brasileiros, por outro, estão mais habituados a estudar a partir de vídeos do que os portugueses.

Mas o sucesso no YouYube não se ficou por aí. No ano lectivo passado, a Betweien — uma empresa de inovação em educação — cruzou-se com o canal MathGurl e não teve dúvidas de que Inês era a pessoa certa para o projecto que tinha em mente. Com o cantor Paulo Sousa, criou “A v do Problema”, um programa destinado a alunos do 9.º ano e ensino secundário que leva às escolas palestras e músicas compostas em conjunto sobre diferentes temas da matemática. “É super divertido”, diz. Recentemente, a dupla lançou também “A Terra da Mentemática”, desta vez para alunos do 1.º ciclo. Inês ficou responsável por escrever um conto infantil e Paulo Sousa apresenta-o nas escolas, com novas músicas.

 

“Temos de ter um certo nível de maluqueira”

Não é difícil entender o porquê de a matemática ser tão assustadora para a grande maioria dos alunos, comenta. Enquanto que na biologia ou botânica os conceitos são palpáveis e se pode, por exemplo, “estudar as propriedades de uma planta”, a matemática é uma área abstracta, que se passa essencialmente “dentro das nossas cabeças”. “Temos de ter um certo nível de maluqueira para entrar no mundo da matemática”, admite.

Há quem pense que o curso de Matemática, que frequenta há dois anos na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, serve apenas para dar aulas, mas Inês insiste em contrariar essa ideia. “A matemática tem muito mais saídas profissionais do que simplesmente ser professora, isso é uma coisa do século passado.”

 

 

Visite MathGurl em
https://www.youtube.com/channel/UC5RV_s1Jh-jQI4HfexEIb2Q

Palestra “Escola, Pais e Responsabilidades Parentais” com Ana Perdigão do IAC, 19 de setembro em Silves

Setembro 13, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança, será a oradora da palestra.

A Palestra “Escola, Pais e Responsabilidades Parentais”, organizada pela CPCJ de Silves, decorrerá no próximo dia 19, pelas 14h30, no auditório da Câmara Municipal de Silves.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, através do email cpcj@cm-silves.pt ou do telefone 282 440 889.

Rio de Contos – IV Encontro de Narração Oral de Almada – 15 e 16 de setembro na Charneca de Caparica e Sobreda

Setembro 13, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/304936110071401/

http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/BIBLIOTECAS/DESTAQUES/DETALHE/?bibliot_destaques_detalhe=43370652&cboui=43370652

Fim da hora de inverno será preocupante para crianças e adolescentes

Setembro 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Photo by 90 jiang on Unsplash

 

O especialista em medicina do sono Joaquim Moita avisa que o fim da hora de inverno seria preocupante sobretudo para as crianças e adolescentes, que passariam a acordar e a ir para as aulas ainda de noite.

A Comissão Europeia vai propor o fim da mudança de hora, depois de essa ter sido a vontade expressa por uma grande maioria dos europeus na consulta pública lançada este verão, acabando com a distinção entre horário de verão e horário de inverno.
Em declarações à agência Lusa, o médico Joaquim Moita, que dirige o Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e a Associação Portuguesa do Sono, lembra que o cérebro humano precisa de exposição à luz solar para acordar devidamente.

“Se acabar a hora de inverno, entre os meses de novembro e janeiro iremos estar às 08:15 ainda com noite escura”, avisa o especialista.

Ora, às 08:15 muitas das crianças e adolescentes portugueses já estão a ter aulas ou pelo menos a caminho da escola.

“O resultado não será benéfico e o desempenho cognitivo e físico podem ficar comprometidos. As crianças e os adolescentes já deviam ir bem acordados para a escola e, para acordar bem, o cérebro precisa de exposição ao sol, à luz solar”, explica Joaquim Moita.

O especialista frisa que uma das regras básicas da higiene do sono é precisamente levantar à mesma hora e procurar a exposição solar, o que pode ficar comprometido caso se acabe com a hora de inverno.

“Os mesmos problemas também se podem aplicar ao mundo do trabalho. É muito preocupante para as faixas etárias mais jovens, mas também para quem já trabalha”, indicou.

Joaquim Moita julga que haveria vantagens em manter a hora de inverno e considera que as alterações entre hora de verão e hora de inverno não constituem qualquer problema médico, até porque o organismo se adapta facilmente a estas mudanças de hora.

O perito lembra que os portugueses “já dormem pouco”, considerando que o fim da hora de inverno pode ainda prejudicar mais o descanso, o número de horas de sono e a forma como se desperta.

Uma maioria “muito clara” de 84% dos cidadãos europeus pronunciaram-se a favor do fim da mudança de hora na consulta pública realizada este verão, de acordo com resultados preliminares hoje divulgados pela Comissão Europeia.

Os resultados preliminares hoje publicados pelo executivo comunitário – os resultados finais serão divulgados “nas próximas semanas” – revelam que os portugueses que participaram no inquérito “online” estão em linha com a média europeia, já que 85% também defenderam que deixe de se mudar o relógio duas vezes por ano, o que Bruxelas pretende agora implementar, com a apresentação de uma proposta legislativa.

Naquela que foi, de forma destacada, a consulta pública mais participada de sempre, com mais de 4,6 milhões de contributos oriundos de todos os Estados-membros, a maior parte das respostas veio da Alemanha, onde o assunto foi particularmente mediatizado, apontando a Comissão que a taxa de participação em percentagem da população nacional variou entre os 3,79% na Alemanha e os 0,02% no Reino Unido, tendo em Portugal participado no inquérito 0,33% da população.

Os resultados preliminares, acrescenta Bruxelas, “indicam também que mais de três quartos (76%) dos participantes consideram que mudar de hora duas vezes por ano é uma experiência «muito negativa» ou «negativa»”, e “como justificação do desejo de pôr fim a esta regras alegam o impacto negativo na saúde, o aumento de acidentes de viação ou a falta de poupanças de energia”.

 

Notícia Lusa / EDUCARE de 31 de agosto de 2018


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